29 maio, 2015

Supermercado amigo da Família



Ir ao supermercado com crianças pequenas pode ser uma dor de cabeça. Mas aqui em casa, não importa se sou eu ou marido que começa, o diálogo é sempre assim:
- Vou no Hyvee (o supermercado).
- Então leva as meninas contigo.

Foi-se o tempo que um aproveitava a presença do outro pra ficar com as meninas enquanto se ia às compras. Aqui não tem escapatória, se um vai no supermeado mesmo que rapidinho, leva as meninas junto. Temos a imensa sorte de ter próximo da nossa casa o supermercado mais amigo da família desse país inteiro!

Começa que lá tem um lugar pras crianças brincarem enquanto os pais fazem as compras. Se chama de Stay and Play, uma sala super equipada com brinquedos e uma pessoa cuidando das crianças. Não custa nada, você só não pode sair de dentro da loja.  As crianças podem ficar até duas horas lá. 

Dentro do supermercado tem um restaurante. Dá pra marcar um almoço com azamigas, deixar as crias brincando e desfrutar de uma refeição e bate papo tranquilo.  

A sala é em formato de V, tirei essa foto rapidinho de um lado.

Gosto de como a sala é toda com paredes de vidro, assim fica fácil pra espiar as crianças. Mas também entra muito sol e fica quente pra dedéu. 

Pode ficar no Stay and Play a partir dos 9 meses e não lembro se tem uma idade máxima. Leah não dava trabalho pequena então eu fazia as compras com ela junto. Ela começou a frenquentar o espaço quando tinha mais de 2 anos porque eu quis aproveitar a oportunidade pra ela brincar. Foi lá a primeira vez que eu a deixei com outra pessoa que não fosse os avós. E ela ficou bem. Hoje quando falo que vou no Hyvee ela dá pulos de felicidade porque sabe que vai brincar. Já Kylie começou a frequentar com 1 ano e pouco, e algumas vezes não quis ficar. 

E se a criança não quer ficar pra brincar, não tem problema. O supermercado provê tudo possível pra que as compras com crianças as juntas também seja prazerosa. 

Começando com os carrinhos. Tem "carrinho carro". Aqueles carrinhos de compra com direções, imitando um carro. 

São uns trambolhos super difíceis de virar, mas as crianças curtem.

Tem também mini carrinhos paras as crianças que gostam de ajudar.

E quem não quer ajudar quando se tem um carrinho do seu tamanho?
(Leah com um ano e meio)

Com o carrinho certo, vamos às compras! Criança dentro do Hyvee tem direito à:
- Ganhar um balão quando passar pela floricultura.
- Comer uma banana quando passar pelas frutas.
- Ganhar um cookie quando passar pela padaria.
- E ao final das compras, quando passar pelo caixa é agraciada com um pirulito.


E sabe aquelas revistas que ficam na boca do caixa? O supermercado faz a gentileza de cobrir as revistas que tem mulheres semi-nuas na capa.

"Coberto porque nos importamos".

O supermercado também é muito envolvido na comunidade, promove eventos super bacanas, tem programas legais. Agora diz se não é pra amar muito?

Hyvee, seu lindo, te amo profundamente!

18 maio, 2015

Mãe Juíza



Outro dia eu li uma frase que definiu com excelência a minha maternidade:

"Quando se tem um filho, você é mãe. Quando se tem mais de um, você é juíza".

Vamos confessar. Tem muitas vezes que no final do dia eu me sinto como se a única coisa que fiz o dia inteiro foi apartar brigas. Teve uma época que eu achei que ia precisar construir um muro divindindo a casa ao meio e criá-las em lados separados. 

As brigas começaram cedo. Acredito que logo que Kylie começou a se locomover e botar suas mãozinhas nas coisas que antes eram exclusivas da primogênita.  E assim começou o arranca-arranca de brinquedos das mãos e a gritaria estridente. Agora que Kylie já está mais crescida, elas estão brincando por períodos mais longos juntas. Mas quase toda brincadeira acaba com uma chorando. Ou a outra. Ou ambas. 

Ser mãe juíza/pacificadora é um trabalho árduo. E cansativo. Às vezes intervenho rápido. Às vezes finjo que não estou vendo e espero pra ver se elas se entendem sozinhas. 

A gente se reproduz novamente imaginando aquela relação linda de irmãos: amor sem fim, abraços e beijinhos, amizade, companhia constante para as brincadeiras. Aí vem a realidade e BOUM!



PS: Apesar das brigas elas se amam sim. Também tem muito abraços e beijinhos, e tapas. Esse é apenas um relato do lado B. As brigas entre irmãos são partes de uma relação normal e saudável.

Mais alguma mãe de mais de um se identifica?

09 maio, 2015

Retornando ao blog sem fotos com um Vlog

Oi pessoas!

Eu sei que ainda tem muita gente que passa por aqui mas nem me deixa um comentário. Humf, magoei. =( Também né, eu passo num sei quantos meses sem escrever e de repente posto como se nunca tivesse desaparecido. É que da última vez que voltei de um sumiço não durou muito tempo, então não quero nem fazer promessas. Principalmente agora que eu perdi todas as fotos do blog e minha vontade foi de deletar logo o blog inteiro.

Como perdi as fotos, vocês perguntam? Explico: Eu vi lá na conta do google+, conta essa que eu nem gostaria de ter, uma penca de fotos e saí deletando todas. Não imaginava que estava deletando do blog também. Eu odeio o google+! Vou nem falar da vez que eu deletei a conta e os meus videos no youtube ficaram indisponíveis. Transferi todos os meus videos pra outra conta e só depois percebi que eu podia reativar tudo. Assim, sou obrigada a manter o perfil lá. Odeio o google+! Eu tenho tic e sei que não vou aguentar ver o blog assim, com essas imagens de erro nas fotos. Por isso pensei em desistir e deletar tudo, mas por enquanto vou deixar quieto. Talvez aos poucos eu bote as fotos de volta. Já falei que eu odeio o google+?

Como eu já vinha pensando em voltar, sábado passado fiz um vlog de um passeio que fiz com as meninas. Alex tem aula o dia inteiro todos os sábados. Passei muitos sábados em casa desejando poder sair em família. Agora eu aproveito pra fazer passeios onde eu posso estar próxima das meninas e ter momentos gostosos com elas. A primavera qui demora pra chegar e esse foi praticamente o primeiro dia quentinho do ano.


05 maio, 2015

Confissões de uma mãe descontrolada



Uma cena comum de acontecer aqui é quando entramos no carro. Leah bota o cinto sozinha mas basta o cinto estar enrolado e não conseguir encaixar pra ela berrar e espernear em frustração e raiva. Eu oferecia ajuda e ela gritava recusando, eu acabava ficando também muito irritada. Com a repetição da cena aprendi a pacientemente esperar ela se acalmar. Não saio até que ela bote o cinto sozinha, leve o tempo que levar. Melhorei muito minha reação à reação dela mas ela continuava com a mesmo escândalo se não consegue botar o cinto de primeira. 

Não é só com o cinto. Leah é assim. Ela se frusta muito rápido. Se não consegue fazer alguma coisa imediatamente ela fica com muita raiva e não quer tentar novamente. Tenho incansavelmente tentado ensinar a lição de que ela pode fazer tudo que quiser se não desistir de tentar; que ela só precisa ficar calma e tentar, tentar até conseguir.

Numa dessas cenas dentro do carro quando eu olhei pra minha filha e vi aquela expressão de raiva  em seu lindo rosto, percebi que eu precisava fazer algo mais pra ajudá-la. 

Sempre falo pro marido que os filhos são reflexos dos pais, se não estamos gostando de um comportamento deles, devemos olhar pra nós mesmos e ver o que estamos refletindo para eles. Então eu olhei pra mim e encontrei a fonte do problema. 

Sabe uma mãe calma porém firme quando necessário? Uma mãe que sabe disciplinar com amor? Uma mãe que não se altera, controlada, uma mãe madura emocionalmente, sabe como?

Essa mãe não sou eu! Essa é a mãe que eu imaginava que seria quando a maternidade era só uma idéia na minha cabeça. 

Dentro de casa sou explosiva, deixo a raiva tomar conta, grito, bato em coisas, grunho, me descontrolo. Posso dar um xilique de fazer inveja a qualquer criança de 2 anos. Não só com as meninas, com coisas comuns do dia-dia, quando alguma coisa não funciona como deveria, quando algo que fiz não dá certo. Quantas vezes ao perder a paciência com as meninas por causa do comportamento delas, eu me vi fazendo uma cena maior do que a delas próprias. Quantas vezes eu já reagi exageradamente à comportamentos comuns e bobos de crianças. Quantas vezes eu já castiguei desnecessariamente. Engraçado que não faço isso fora de casa. Em público eu sei me portar, sei me controlar. É tão fácil perder as estribeiras dentro da nossa casa. 

Eu quero ensinar minhas filhas a terem controle emocional; a se manterem calmas em situações frustrantes. Tudo bem se sentir frustrada, com raiva, chateada, não precisamos comprimir as emoções mas é necessário prestar atenção em como reagimos. Eu tenho aprendido a me controlar e me manter calma à fim de ensinar minhas filhas. Tem que começar comigo, com meu exemplo. 

Há alguns anos assisti uma palestra sobre como lidar com mau comportamento e situações difíceis dos filhos. O palestrante falou que não é nosso dever controlar o comportamento dos filhos. É nosso dever controlar nosso comportamento e ensinar nossos filhos a serem responsáveis pelo comportamento deles. Ele falava em como não devemos nunca nos alterar diante do comportamento dos filhos, que eles podem armar a maior birra do mundo mas nós precisamos nos manter inalteráveis. Eu não tenho mudar o comportamento de Leah - tenho que mudar o meu.     

Nas últimas semanas tenho trabalho muito minha paciência e sinto que nesse momento estou mais próxima do que jamais estive em ser a mãe que eu gostaria de ser.

O bom da maternidade é que todos os dias temos uma nova oportunidade de fazer melhor. 

13 novembro, 2014

O outono mais lindo



Ontem acordei com tudo branquinho lá fora. A primeira neve da temporada foi um ponto final no outono lindo que tivemos. Não sei se foi só impressão minha ou se foi fato, mas o outono esse ano me pareceu mais lindo, as cores mais vibrantes. Tivemos dias lindos de sol sem nenhuma nuvem, o céu parecia uma tela azul  que contrastava com perfeição o vermelho e amarelo das árvores. Eu quis que as cores durassem pra sempre. Eu era ligeira em dizer que o verão é minha estação favorita mas agora é possível que eu tenha uma nova estação favorita.

Aproveitamos o máximo possível a época da colheita. Passeios em fazendas, colhemos maçãs, pegamos abóboras e brincamos muito com as folhas.












A única coisa chata é ter que limpar as folhas. Mas até que vale a pena quando se tem criança. É uma delícia assistir elas se jogando na montanha de folhas, eu me divertido só assistindo tanto quanto elas brincando. 


Halloween foi ótimo. Foi o primeiro pra valer de Kylie e ela teve não um, nem dois, mas três rounds de trick-or-treat. Foi-se a época que a quantidade de doces me perturbava, agora eu deixo elas se jogarem e roubo os chocolates pra mim. Leah escolheu a fantasia de spider girl, pensamos em vestir Kylie de aranha pra combinar mas nao quis gastar mais dinheiro e ela usou a fantasia de pirata que foi de Leah dois halloweens atrás.