13 outubro, 2014

A is for Apple

Começo de outono é a época das maçãs e as fazendas nos arredores abrem pra que você possa ir lá colher maçãs das árvores. É um programa bem gostoso pra fazer com a família, eu queria muito ir com o papai mas não deu. Calhou de algumas amigas terem combinado de ir na primeira semana de pré-escola em casa, quando estávamos estudando a letra A de Apple. Sempre que tiver um lugar pra ir relacionado com o tema da semana eu quero levar Leah pra ser tipo a excursão da escola. 

Ao invés de fotos registrei tudo em video. Quer vir com a gente?

03 outubro, 2014

A pré-escola aqui em casa

Gente, se vocês comentaram aqui e o comentário sumiu, não foi porque eu não aprovei. Os comentários aqui não passam por aprovação, então se você clicar em enviar o comentário e não aparecer é doidera do blog. Já aconteceu comigo em outros blogs e também tentando responder os comentários aqui mesmo. Então se não aparecer seu comentário e você for paciente, tente outra vez. 


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Quando eu decidi fazer  em casa veio muitas dúvidas. Como fazer? Como começar? O que ensinar? Serei capaz? Quando fui pesquisar o assunto um mundo imenso, com milhões de ideas apareceu na minha frente e eu fiquei ainda mais perdida. Tanta coisa boa que tem por aí e eu queria fazer tudo e não sabia como planejar. 

Pensei em como é a rotina na escola. Lá as crianças precisam de um pouco de independência e recebem algumas responsabilidades. Como por exemplo, tirar o casaco sozinhos e pendurar no devido lugar. Leah já sabe se vestir bem sozinha, apesar de nem sempre o querer fazer. Mas tanto pra se vestir quanto outras coisas nós incentivamos pra que ela faça sozinha. Já era mesmo hora dela começar a ter o que aqui se chama de chores, que são tarefas domésticas/obrigações dentro de casa. Por agora ela tem três simples obrigações: arrumar a cama, colocar o prato sujo na pia e arrumar os brinquedos. Tem muito mais coisas com que ela já pode ajudar em casa, mas eu quis focar apenas no que pode ser feito diariamente. Eu podia ter incluído também se vestir, mas como ela já faz sozinha toda manhã, não achei necessário. Às vezes ela se troca logo que acorda, tira o pijama e já sai do quarto toda arrumada no estilo dela que inclui blusa, legging, saia e às vezes até um diadema na cabeça. Fiz um quadrinho com figuras que representam as obrigações pra ela marcar quando as cumprir e quando tem os três marcados ela ganha um adesivo que ela bota nesse quadrinho mesmo. Funciona muito bem, ela adora. E assim a gente vai trabalhando responsabilidade e independência.


Também faz parte da rotina diária das escolas aqui o circle time, que é quando as crianças sentam em círculo no chão para ouvir estórias e outras atividades. Sempre a levo pra contação de estórias durante os meses frios, mas nesse ano letivo estaremos toda semana na contação de estórias na biblioteca. Assim ela se familiariza um pouco com o circle time e trabalha concentração, o que não é um problema, ela presta bem atenção. Tem também a  vantagem de estar na biblioteca onde ela fica em contato com os livros. Nossa biblioteca tem um espaço bem legal pra brincar, sempre depois da contação de estórias ela vai brincar e toda vez voltamos pra casa com uma pilha nova de livros. Outra coisa muito legal é que toda primeira quarta-feira do mês tem um tema cientifico. Os livros lidos são no tema e também no final tem mesas com varias atividades. Em setembro o tema foi arco-íris e agora em outubro, tamanhos. 



Não sou muito boa quanto à musicalização. Estou tentando mais ter um momento pra ouvir musicas infantis, cantar e dançar com as meninas. Por sorte conheço alguém que faz aulas gratuitas de música duas vezes por mês durante o ano letivo. No ano passado ela fazia toda semana, mas começamos a frequentar já no finalzinho. Agora temos todas as segundas e quartas manhãs de sexta-feira do mês reservadas para a aula de musica. 

Ela também ta inscrita em uma aula comunitária chamada kinder fun, que é pra ajudar, acredito que principalmente essas crianças que não fazem pré-escola tradicional, a se preparar para o kindergarten. Acredito que seja uma uma pequena demonstração de como é um dia na escola. Essa aula é só de uma hora e meia, uma vez por semana durante 6 semanas. Ou seja, somente 6 aulas de 1h30min cada. Mas como tinha duas sessões, inscrevi Leah nas duas, então ela vai ter um total de 12 aulas. 

Um ponto que as pessoas costumam se preocupar com criança que não vai pra escola é quanto a socialização. Escola não é o único ambiente para socialização. E pelo que já citei aqui vocês podem perceber que Leah frequenta vários ambientes e tem contato com outras crianças quase todos os dias. Oportunidades para socializar não faltam e eu to pra ver criança mais sociável que Leah. Há também o argumento da importância de ser ter vínculos fortes entre as crianças e não de só de estar entre crianças que não conhece. E sim, ela tem os amiguinhos dela. No ano passado fizemos um rotating playgroup. Um grupo com 5 crianças que se juntavam pra brincar toda semana, cada semana na casa de um. Esse ano com a maioria indo pra pré-escola e outras atividades os horários não deram pra gente fazer o mesmo playgroup, mesmo assim convidamos uma amiguinha pra vir brincar aqui vez ou outra. 

Nós tínhamos um quarto da bagunça que estava destruído por causa de uns problemas de infiltração um tempo atrás. Eu e Alex botamos o carpete do chão, pintamos as paredes e arrumamos mais os troços velhos pra fazer tipo a salinha de aula. Um lugarzinho pro nosso momento didático, pra guardar os materiais de artes e poder pendurar coisas nas paredes. Eu ainda estava um pouco perdida quanto ao conteúdo que estaria trabalhando com Leah em casa. Foi quando que por sugestão de outra mãe que também ensina em casa que eu encontrei um site com um currículo com tudo já bem organizado e planejado. Apesar de eu não estar seguindo a risca, ter um exemplo em mãos me ajudou muito a saber como me organizar e fazer meu próprio planejamento. 

Leah sempre foi muito resistente quando eu tentava ensinar alguma coisa pra ela. Quando eu digo que uma coisa é assim, ela diz que é assado e pronto não tem conversa. Daí pra ensinar eu resolvi usar um fantoche, que a gente diz que é a professora. Ela amou e faz tudo pra agradar essa professora. Estamos trabalhando uma letra por semana com atividades que incluem números, formas, cores, com uso da coordenação motora fina e grossa, raciocínio, ciência, etc. Eu apresento as letras maiúsculas e minúsculas, e o som de cada uma. Ela já sabia escrever o nome sozinha, sem olhar e sem eu soletrar, mas todo em maiúscula. Essas quatro primeiras semanas trabalhamos com as letras do nome dela pra que ela aprenda a reconhecer o nome em letras minúsculas também. Ela não gosta de escrever em minúscula e tudo bem, o objetivo é apenas reconhecer. Já acho muito legal que ela saiba escrever  o nome sozinha. Cada semana tem o tema da letra, por exemplo A de Apple, a semana toda é focalizada em maçãs e as atividades com esse tema. Semana passada fizemos L de Leaf, que cai perfeito pra essa época do ano, com a chegada do outono e as folhas caindo das árvores. Na segunda-feira falamos sobre as quatro estações e suas características, e o resto da semana foi focalizada na estação que estamos, o outono. Essa época do ano tem muitos temas, como é época de maçãs e abóboras, o outono, halloween, thanksgiving, depois vai chegar o inverno, natal... assunto é o que não vai faltar.  

Não temos um horário fixo. Primeiro pensei em fazer com Kylie junto porque ela pode se beneficiar com as atividades também, mas das vezes que tentamos ela berrou o tempo inteiro e atrapalhou muito. Então a gente tem feito mais quando Kylie está dormindo. Pelo menos temos conseguido fazer todos os dias.

Atividade: rolar o dado e marcar na árvore o número correspondente.

24 setembro, 2014

Sobre (pré) escola

Alguns amigos no Brasil acham estranho que Leah, uma menina tão crescida(!), ainda não vai pra escola. Entendo. Afinal, em um país que tem escolinha até pra bebê, ver uma criança de 4 anos fora da escola é realmente um espanto. Então deixa eu explicar um pouco como funciona isso por aqui. 

Até os 3 anos não existe isso de escolinha. Para os pais que trabalham fora a opção é creche  (daycare), o que é muito diferente do que propõe uma escola. Daycare pode tanto ser um estabelecimento grande ou de fundo de quintal ou qualquer pessoa paga pra cuidar de filhos alheios. Eu mesma já fiz daycare aqui, o que no Brasil chamariam de babá, com a diferença que eu cuidava das crianças na minha casa, com minhas regras. 

3 e 4 anos é a idade pré-escolar. A pré-escola não é obrigatória, logo não é oferecida pelo governo. Se quiser que pague, e o preço é salgado. É também somente meio período dois ou três dias por semana. 

Aos 5 (ou 6) anos a criança ingressa no Kindergarten (jardim de infância). O ano letivo começa em setembro, então a criança tem que ter 5 anos completos até o dia 1˚ de setembro, depois disso tem que esperar até o ano seguinte, mesmo que faça 5 anos em 2 de setembro. Se não tem 5 no dia primeiro, tem que esperar mais um ano. Por causa disso, algumas crianças começam o kindergarten prestes a completar 6 anos. Para as crianças "novinhas", as que fazem 5 anos pouco tempo antes do início do ano letivo (o que é o caso de Leah), há a opção de esperar até o ano seguinte. Você pode decidir se quer que seu filho seja dos mais velhos ou dos mais novos da turma. Ou seja, como Leah irá completar 5 anos em julho e a escola começa em setembro, ela vai ser uma das mais novas da turma. Se eu quisesse, ela poderia ficar fora da escola por mais um ano sem que o conselho tutelar viesse bater na minha porta. 

Se dependesse só de mim era bem provável que agora Leah estaria na pré-escola. Lá no começo do ano marido aceitou ir comigo visitar algumas pré-escolas, mesmo ele ja tendo sua opnião de que é desnecessário. Se eu realmente quisesse botar Leah ele não iria se opor. Eis que entre as visitas ele falou uma coisa sobre esse tempo de pré-escola, que é o último ano que a criança pode ficar em casa e como algumas mães se arrependiam de mandar os filhos pra pré-escola quando podiam ter aproveitado mais esse tempo com eles. Na hora isso não me abateu, afinal o que mais me atraia era o fato de Leah ter uma ocupação e eu ter uma folga. Mas depois eu pensei muito sobre isso. Pensei em todos os anos de escola que ela tem pela frente, em como muito em breve ela vai estar passando mais tempo na escola do que em casa. Porque apressá-la? Porque não aproveitar esse último ano em casa? Mas também me preocupava com a questão do se preparar para o kindergarten. Eu escuto muito aqui entre as mães sobre se preparar para o kinderganten, principalmente agora que vai ser o dia inteiro. Antes era somente meio período, mas esse ano iniciou-se aqui em Minnesota o kindergarten em tempo integral. O dia todo, todo dia. Será que ela vai estar pronta? Será que ela vai ficar pra trás em termos de conhecimento? O que é estar pronta pro kindergarten? Se é pra começar conhecendo todas as letras e seus sons, números, formas geométricas e o porquê o céu é azul, o que essas crianças vão aprender no jardim da infância então? Foi Nesse conflito de pensamentos e sentimentos que eu deixei de lado a idéia de botar Leah na pré-escola.

Quando foi se aproximando a volta às aulas aqui foi como se uma luz tivesse se acendido: vamos fazer pré-escola em casa. Eu já falei um pouco aqui e aqui de como o aprendizado pode ser incorporado nas brincadeiras e atividades do dia-a-dia. Mas quando eu falo em escola em casa, falo sobre um momento mais didático, de se ter um currículo, algo mais próximo da rotina das escolas.

No próximo post  venho contar como e o quê estamos fazendo.


18 setembro, 2014

Um ano e meio

Kylie completou seus 18 meses. Por mais que eu quisesse que essas crianças fossem bebezinhos por mais tempo, tenho que admitir que essa fase de mini criança é também uma d.e.l.í.c.i.a. Muitas vezes uma delícia doce, outras tantas uma delícia amarga. Mas como não amar muito?

Me encanta essa fase do despertar da inteligência e do começo da comunicação. Claro que temos inteligência desde o ventre, mas falo de quando começam a usar o raciocino lógico, de quando percebem que o que fazem causa uma consequência, de quando são capazes de entender o que falamos e obedecer comandos. 

Kylie ta nessa fase. Consegue fazer algumas coisas que pedimos, como ir pegar um objeto em específico, ir jogar uma coisa no lixo, dar beijo e abraço, etc.

Recentemente ela começou a beijar e abraçar espontaneamente. Tão gostoso estar de bobeira e ganhar um *muah* no rosto. Ou ver quando Leah acorda e Kylie vai lá dar uma abraço de bom dia.

Ela repete muitas palavras que falamos, mas saber e falar mesmo são poucas. Se bem que às vezes penso que ela fala bem mais do que o que eu acho que ela fala. Outro dia estávamos colorindo, eu, ela e Leah, cada uma com uma folha no que ela trocou a folha dela comigo e falou "this one mamãe", como quem quis dizer "essa aqui é a sua, mamãe". Eu não sei se foi só coincidência ou se ela realmente falou sua primeira frase. Ela também conta altas estórias na sua língua própria. Uma coisa linda de se ver. 

É louca pelo meu celular e não posso nunca mais nem pensar em usar na frente dela. Se pego o celular ela pede logo e se não dou ou guardo, ela chora tanto até eu dar. Então pra evitar que mais aplicativos sejam deletados, que mais milhões de fotos sejam tiradas, que mais quedas sejam levadas e que mais compras sejam feitas (sim, ela conseguiu comprar coisas com meu celular. Duas vezes.), é melhor evitar que ela veja o aparelho. 

Não dorme noites ininterruptas. Nunca dormiu. E eu fico a me questionar, será que vai um dia? Ela alterna muito em fases boas e ruins de sono. Nas fases boas ela acorda uma ou duas vezes, a depender da hora que acorda toma um leitinho e dorme tranquila até as 6 da matina (porque não basta acordar no meio da noite, tem que levantar cedo também!). Nas fases ruins a menina acorda de hora em hora, ou mais ou menos ou sei lá quantas vezes, às vezes fica de olhão arregalado no meio da madrugada, às vezes chora muito, uma loucura que nem sei descrever muito bem.

Gente, como essa menina grita! Ela é capaz de dar cada grito de fazer seu ouvido sangrar. Acho que faz parte de ser a caçula. Leah a ensinou bem cedo a gritar e é o que ela usa pra se defender quando a irmã a tira os brinquedos, ou pra protestar alguma coisa. Ela também grita de animação, o que nos tira algumas risadas, seguidas claro de um: nossa senhora!

Quando contrariada ela berra, joga coisas, se joga no chão, bate, morde, bate a cabeça na parede. Pacote completo de chilique.

Sabe identificar cabeça/cabelo, olho, nariz, boca, pé e bumbum.

Desmamou há mais ou menos duas semanas. O mais correto seria dizer, foi desmamada. Havia tempo que ela mamava somente de madrugada e numa dessas fases ruins de sono fiquei muito irritada e cansada com a mamação toda e resolvi decretar o fim. Hei de fazer um post sobre isso.

Ela está praticamente se deschupetando sozinha. Somente na hora de dormir é que oferecemos a chupeta, mas raramente ela aceita. 

Ela é louca e muito apegada por cobertores fofinhos. Ela não dorme sem, leva pra onde vai, passa o dia arrastando o cobertor pra cima e pra baixo, ninguém pode nem tocar. Quando passa um tempinho sem o cobertor e se recontra com ele, ela solta gritinhos de felicidade e o agarra forte.

Tem esse mesmo amor por bichinhos de pelúcias. Às vezes ela fica frustrada porque não consegue segurar todos os bichinhos favoritos ao mesmo tempo. É também um problema quando vamos em lojas ou qualquer lugar que tenha um bichinho de pelúcia. Ela TEM que segurar um se ver. 

Ela é também louquinha por animais. Errei achando que ia ser legal levá-la ao zoológico. Ela gritava tanto e chorava porque não conseguia tocar nos animais. Marido quis voltar logo que entrou e vimos a reação dela. Mas felizmente o zôo que estávamos tinha um lugar com animais de fazenda que dava pra tocar, foi o que a acalmou. 

Ela não gosta de coisas no cabelo. Eu tento pelo menos botar uma presilha pro cabelo não cair nos olhos, mas eventualmente ela tira. O que fica por mais tempo são rabinhos com elástico, mas pra conseguir amarrar o cabelo dela é uma luta.

É muito linda e eu amo demais!!!

                           

09 setembro, 2014

Curtindo a natureza

Há muito tempo que marido eu falávamos em acampar. Ele acampou muito quando criança, mas eu nunca tinha acampado assim de verdade. Marido teve um verão bem ocupado e por isso mesmo precisávamos escapar um pouco e gastar um tempo em família. Então quando apareceu uma brechinha na agenda, não deixamos escapar. Não ficamos nem 24 horas, mas foi um bom tempo pra gente se curtir. 

Não sei como é em outros lugares, mas aqui não é só chegar em qualquer lugar e armar sua barraca onde quiser. Os parques estaduais (tipo reservas florestais) tem áreas específicas para acampamento e você tem que se registrar antes. Alguns espaços dá até pra reservar.  

Leah tem um livro sobre uma menina que vai acampar e sempre que líamos esse livro ela falava "eu queria poder assar marshmallows na fogueira". Foi tão legal levar Leah pra fazer as coisas como a menina do livro. 

Na semana anterior Leah havia levado uma picada de mosquito perto do olho e amanheceu no dia seguinte desse jeito:

com o olho tão inchado que nem conseguia abrir direito
Ela ficou com pavor de mosquitos e eu sabia que ia ser um problema quando fóssemos acampar, mas formos armados com muito repelente e positivismo. 

Chegamos lá no finalzinho da tarde e tinha muito mosquito. Leah começou a berrar logo que saiu do carro. Mesmo com repelente eles voavam por todo lado e dava pra ouvir aquela zuadinha deles passando no ouvido. Até eu fiquei irritada. Mas conseguimos acalmar Leah e ela ficou um pouco no carro enquanto a gente armava a barraca. Com um pouco de tempo ela ficou mais corajosa pra sair, ela quis ajudar com a barraca, mas tinha que ficar bem perto de mim ou do papai, pra ela a gente a protegia dos mosquitos. 

As meninas amaram e fizeram a farra correndo de um lado pro outro dentro da barraca. Depois que fizemos a fogueira os mosquitos se espalharam e já não aperreavam mais tanto e todo mundo começou a curtir mais o acampamento. 



Fizemos hot dogs para o jantar e de sobremesa, S'mores (bolacha com chocolate e marshmallow). Pena que não peguei uma foto dela assando os marshmalows que tanto queria, mas vai uma com os hot dogs mesmo. 


Quando escureceu nos divertimos com a lanterna dentro da barraca, fazendo sombras. Felizmente havia um banheiro próximo que dava pra andar até lá. Na ida ao banheiro antes de dormir achamos um lugar com um banquinho bem em frente à lua que estava lindíssima e logo abaixo passava um rio, estava muito escuro pra ver o rio, mas dava pra ouvir a água correndo e um pouco da luz da lua refletindo na água. Lindo e relaxante, me senti tão bem e feliz em estar alí com minha família. 

A hora de dormir, foi uma bagunça. Havíamos tentado botar Kylie pra dormir mais cedo, sem sucesso. Quando resolvemos todos nos deitar, Kylie estava uma pilha, achando uma graça todo mundo alí juntos e não parava de correr de um lado pra o outro dando risadas e bagunçando com Leah. Eu estava tentando evitar dar de mamar e mesmo que ela havia acabado de tomar uma mamadeira, ela só se aquietou quando mamou.

Alex e eu acordamos no meio da noite com a zuada de um racoon (guaxinim) vasculhando nosso lixo e tentando pegar nossa comida. De manhã Alex contou pra Leah que um guaxinim tinha tentado pegar nossa comida mas que ele não tinha deixado, e Leah responde "Mas papai, nós devemos compartilhar com os animais!" (Video aqui).

Eu havia pensando tanto no que levar para café da manhã e logo que acordou Leah falou que queria comer mais S'mores, antes que eu pudesse falar alguma coisa ela e o pai já estavam na fogueira assando mais marshmallows ;) Depois de comer saímos para caminhar e fomos até uma "prainha" na beira do rio. 


 Kylie dormiu de roncar na cacunda do papai.


Como estávamos com pouco tempo porque Alex ainda tinha que ir trabalhar, eu fiquei com as meninas brincando no rio enquanto ele voltou pra desarmar a barraca e pegar as coisas. 

Com frio, mas não saiam da água de jeito nenhum.

Leah se divertiu muito pegando girinos na água.


Já Kylie, queria pegar os patos.


Quando Alex voltou tiramos as meninas da água e fizemos um picnic pro almoço. Na verdade comemos em pé, tentado fugir dos mosquitos. Depois fizemos um pouco de uma trilha subindo uma montanha. Foram muitos degraus mas Leah estava adorando e não reclamou nadinha, só reclamou quando dissemos que tínhamos que voltar, ela queria continuar subindo!   


A chuva nos refrescou, imagino o calor que seria se estivesse ensolarado. A subida foi ficando mais íngreme, com muitas pedras e escorregadio. Nosso ponto de retorno foi após vermos essa pedra com duas "cavernas".





Depois da trilha voltamos pra casa. Apesar de rápido foi bem divertido, as meninas curtiram muito e queremos voltar pra ficar mais tempo, quem sabe no próximo verão.