02 dezembro, 2010

5 meses de Leah

Além de extremamente fofa, e gostosa, e linda, ela agora:
Chupa o dedão do pé. 
Brinca sentadinha com apoio.
Senta sozinha de um jeito meio capenga, toda jogada pra frente. 
Grita quando ta muito animada, e como grita. Mas eu acho uma delícia os gritos de euforia dela.
Atravessa a sala de ponta a ponta rolando.
Assistiu pela janela a primeira neve do ano (e da vida dela).

Só hoje, com um mês de atraso, a levamos pra consulta dos quatro meses. Ela ta com 60.2 cm e pesando 6.46 kg. Na hora de tomar as vacinas, Leah tava toda risonha e faceira com a enfermeira, quando levou a injeção e começou a chorar ela olhou bem pra enfermeira, com uma cara de quem não entendia o porque a enfermeira tinha feito aquilo com ela. Meu coração ficou em pedaços e o papai chorou junto. Que dó! 

02 novembro, 2010

4 meses de Leah


Para o tempo!!!

Esse mês foi o melhor até agora, tão gostoso que eu queria que Leah tivesse 3 meses pra sempre. Ela aprendeu coisas novas e ta mais interativa. Babo demais com cada descoberta dela, e é apenas o começo. Será que aguento os meses seguintes? Acho que vou explodir de tanto amor, orgulho e felicidade.

A primeira novidade do mês foi, com 3 meses e 5 dias, ela rolou da barriga pras costas. Ela fez só algumas vezes e depois pareceu que esqueceu da conquista, tava mais concentrada em fazer o inverso, rolar das costas pra barriga, o que requer um esforço maior. Muito persistente, não deixou de tentar um dia sequer até conseguir. Agora ela é um bebê rolante e não para mais.

Ela fica de bruços, empurra as pernas e mexe o bumbum de um jeito que consegue se arrastar um pouquinho.

Ela senta com apoio e consegue ficar sentada sozinha por alguns segundos.

Descobriu os pés, até tira a meia (se agente facilitar pra ela) e quase consegue colocar o pé na boca. Fora isso, ela bota tudo mais que consegue pegar na boca, é um lambe lambe danado. Inclusive lambeu uma maçã e fez a careta mais linda desse mundo. Hehehe

Foi pra primeira festa de halloween e gostou da farra. Foi de abelhinha, a mais linda dessa vida.



Mamãe ama tanto essa bebê carequinha linda. Não cresce não, meu amor.

02 outubro, 2010

3 meses de Leah

3 meses!!

Minha bebêlícia cresceu tanto, está tão fofa, tão esperta, tão risonha, tão gostosa. E eu tão coruja e tão babona. Se eu fosse resumir o mês que passou em uma palavra, seria: sorrisos. Ela é só sorrisos. Dá cada sorrisão lindo que me derreto toda.

Leah foi a uma consulta com a pediatra, a última tinha sido na primeira semana vida. Aqui os bebês vão ao pediatra a cada dois meses. E eu só levo Leah mesmo pra tomar as vacinas. Tadinha, tomou uma oral e três injeções. Ela chorou muito forte, de um jeito que não costuma chorar, mas se acalmou rapidinho no peito. Quase morro de dó. Dormiu no caminho pra casa e acordou novinha em folha, feliz da vida. Não teve nenhuma reação, acho que as pernas ficaram doloridas um pouquinho, mas ela não reclamou. Tão forte minha bebê.

Foi ao parque. Já andou de balanço (no colo da mamãe) e deitou na grama (em cima do trocador). Foi ao boliche. Mesmo com a música alta, e a zuada toda lá, ela dormiu o tempo todo, deixou o papai e a mamãe se divertirem. Só acordou no finalzinho mas ficou tão quietinha que nem precisamos tirá-la do bebê conforto. 

Ela descobriu as mãos, que agora não saem mais da boca. Chupa um dedo, chupa dois, chupa a mão inteira. E, ela rolou pro lado! Aconteceu dela rolar a primeira vez justamente quando eu estava fazendo um video pra mandar pra vovó. Eu tenho a prova. Hehehe

02 setembro, 2010

2 meses de Leah

Nesse mês que passou Leah:

Além de dar risadinhas, ta uma gorduchinha das bochechas gostosas.

Quando de bruços, consegue levantar a cabeça e os ombros com uma firmeza admirável.

Teve uns 5 episódios de choro desesperado sem motivo aparente na sexta semana. O que dizem ser cólica, mas desconfio disso. Zuada do aspirador de pó e passear de carro não passam dor, mas era assim que minha filha se acalmava. É um mistério, alguma coisa faz os bebês chorarem assim, mas não acho que seja sempre dor/cólica. Que bom que não passou disso, ela não teve mais.

Pendurei uma corrente colorida ao lado do trocador para estimular a coordenação motora e visão. Ela se esforça tanto pra pegar, se sacode toda, até consegue dar umas pancadas na corrente, mas depois se irrita porque não consegue segurar. Difícil mesmo é levar a mão até o objeto de desejo, mas se a coisa está perto da mão ela segura forte.

O avós voltaram pro Brasil logo depois do primeiro mesversário, mas depois recebemos a visita de uma grande amiga e conterrânea que está morando na Philadelphia. Leah foi muito paparicada.

O vídeo desse mês que passou não tem muita coisa, porque né, com um mês Leah se resume em: bochechas, mamar, dormir, sujar fraldas, fazer bicos, ficar vesga e nas horas vagas, dar sorrisos e risadinhas fofas.

23 agosto, 2010

Você é linda!

Leah já vinha ensaiando umas risadinhas e agora com um mês e 21 dias ela desandou a dar risada da cara boba do papai. Claro que a gente ria mais que ela. Coisa mais fofa desse mundo!

02 agosto, 2010

1 mês de Leah

Nosso primeiro mês com Leah foi incrível. Foi um mês de aprendizado intenso. Papai tirou as duas primeiras semanas de folga pra ficar com a gente e eu amei cada segundo que passamos juntos aprendendo como ser pais, como cuidar de nossa bebê tão pequena e tão dependente.

Com apenas algumas horas de nascida ela levantou a cabeça. Ele tem o pescoço bem firme e consegue movimentar a cabeça muito bem.

O coto do umbigo caiu com 7 dias e finalmente eu e o papai demos o primeiro banho imerso em água. Nem sei se da pra dizer que o banho foi imerso mesmo, tão pouca água que colocamos na banheira... haha Quando o papai a colocou na água ela ficou bem quietinha e séria, com a maior cara de desconfiada, mas quando começei a dar o banho ela abriu o maior berreiro.

Leah é muito calminha então aproveitamos o tempo do papai conosco pra passear. Já na primeira semana fomos ao cinema. Sentamos na última fileira, no caso dela acordar era só dar de mamar ali mesmo. Foi ótimo, Leah dormiu o filme inteiro, excelente programa pra se fazer com recém-nascido. Com duas semanas ela fez sua primeira pequena viagem. Fomos comprar um computador novo, como aqui não tem loja do mac fomos no shopping que fica em Minneapolis, a uma hora e meia daqui. Foi tudo tranquilo, Leah não chorou em momento algum e fez muito sucesso por onde passava. Com 3 semanas chegaram os avós do Brasil, fomos novamente a Minneápolis pegá-los no aeroporto. Agora ela ta aproveitando muito o colinho e os mimos da vovó.

Às vezes fico com medo de sair, medo de Leah começar a chorar e eu não conseguir acalmá-la, medo dela querer mamar em uma hora incoveniente. Mas não tenho ficado em casa por causa disso, principalmente com meus pais aqui, quero levá-los pra conhecer tudo. Nesse primeiro mês batemos muita perna e Leah é uma Lady, nunca chora e eu sempre acho um cantinho mais privado pra amamentar.

Ontem, um dia antes de completar um mês, ela recebeu a benção do papai na igreja. Foi lindo e ela ficou calminha. Meu pai não estava se sentindo bem e não pode ir, mas minha mãe foi, mesmo sem entender nada, fez questão de ir babar na netinha que estava lindíssima em um vestido branco dado pela outra vovó.

Ela mama muito, praticamente a cada 2 horas. Suja muita fralda, golfa muito, soluça muito e fica vesga direto. Dizem que os bebês ficam vesgos por concentrar demais o olhar em alguma coisa. Leah é bem curiosa então, quer ver tudo, e já segue objetos com os olhos. Adora dormir em cima do papai, faz bicos lindos e chora pouco.

Tem como não amar muito?


05 julho, 2010

3 dias e o Sorriso

Saímos do hospital já no dia seguinte ao nascimento, um dia antes do normal. Eu não estava curtindo a estadia no hospital e como eu e Leah estávamos muito bem, não tiveram porque negar nosso pedido de ir pra casa mais cedo. Mas os pediatras pediram que voltássemos lá no terceiro dia pra darem uma checada porque Leah ainda podia desenvolver icterícia. 

Com três dias, Leah saiu pra conhecer o mundo. Fomos no hospital só ouvir que ela esta ótima e saudável. Depois saimos pra comprar sutiã de amamentação que eu ainda não tinha. Na verdade comprei sutiã normal que abre na frente, acho mais fácil, prático e sensual (rá!).

E hoje ela sorriu pra nós pela primeira vez. Já nos deliciávamos com os espasmos enquanto ela dormia, mas hoje quando acordou, eu estava aproveitando pra tirar umas fotinhos dela com o olho aberto, no que ela me olha e dá o mini sorriso mais lindo desse mundo! Foi arrebatador! Com três dias fazendo graça pra camêra, exibidinha da mamãe!

Assim a mamãe não aguenta, bebê.

02 julho, 2010

O nascimento de Leah

Quando grávida eu pensava: com 38 semanas, o quarto e as roupinhas vão estar arrumados, a mala pronta pro hospital e vou estar sempre depilada, com unhas e cabelo feitos pra não estar um horror no dia do nascimento da minha boneca. Estaria com tudo prontinho e bonitinho só aguardando entrar em trabalho de parto, e aí quando estivesse com contrações de 5 em 5 minutos, pegava a mala e ia pro hospital. Fácil assim.

Eu estava me sentindo ótima, tanto que nem parecia que estava na reta final da gestação. Ouvi muito que é comum o primeiro bebê passar da data prevista, e como eu não sentia nada que indicasse que o grande dia estava chegando, acreditava que Leah iria passar das 40 semanas. E lá estava eu com 38 semanas e meia e não tinha tudo prontinho e bonitinho como eu imaginava. 

Quando acordei na quarta-feira, dia 30 de junho, com 38 semanas e 5 dias, fui ao banheiro e vi que eu tinha um corrimento. Só podia ser o tampão saindo. Fiquei tão feliz com o primeiro sinal de trabalho de parto. Resolvi passar e guardar todas as roupas de Leah que haviam sido lavadas mas estavam ainda dentro do berço. Durante todo o dia senti cólicas fracas, tão fracas que às vezes eu ficava na dúvida se tava mesmo sentindo alguma coisa. Alex estava de folga e me lembro de estar na frente da nossa casa ajudando ele a cortar a grama e falando com uma vizinha que veio dar um oi: “Estou de quase 39 semanas!”. Na verdade eu devia ter dito: “Estou quase parindo!”, mas eu não sabia que aquela cócega no pé da barriga eram contrações.

Durante a noite as “cócegas” foram virando “cólicas”, não doía tanto, mas também não me deixava dormir. Esperei até as 5 da manhã pra acordar Alex. Ele só iria trabalhar de meio dia. Quando vinha uma contração ele marcava e balançava abraçado comigo até passar. As contrações estavam regulares, mas a dor era totalmente suportável, eu disse que ele podia ir trabalhar que ainda não tava na hora de ir pro hospital. Na manhã seguinte eu tinha consulta e aí poderíamos checar como as coisas estavam indo.

Ainda achando que podia ser um alarme falso resolvi me preparar, e com contrações de 7 em 7 minutos eu arrumei a mala, fiz depilação, cabelo e unhas. Alex ligava o tempo todo pra saber como eu estava e perguntar se eu não queria ir pro hospital. Eu estava esperando sentir aquela dor insuportável. Até então as contrações estavam frequentes e reguladas mas também  suportáveis. Eu não queria ir pro hospital pra que as enfermeiras achassem que eu era uma grávida-de-primeira-viagem-frescurenta e me mandassem de volta pra casa e esperar mais.

Preocupado, Alex já tinha ligado pro hospital e uma enfermeira sugeriu que eu tomasse um banho quente pra ver se as contrações paravam. Decidi que ia tomar o banho e se as contrações continuassem eu iria pro hospital. Nessa hora, já no final da tarde, minha sogra chegou pra ver como eu estava. Quando fui pro banheiro ela ligou pra Alex, disse que eu estava com a cara pálida e que deveria ir pro hospital. Ele veio pra casa voando, nem deu tempo deu sair do banheiro direito e ele já estava em casa. As contrações não pararam.

Chegamos no hospital por volta das 6:30 pm (quinta-feira, 01 de julho). Diagnóstico: perda de líquido amniótico, 4 cm de dilatação. E a enfermeira afirmando: “Você não sai daqui sem seu bebê nos braços!”. Alegria pura! Logo iríamos ver o rostinho da nossa tão esperada Leah. 

Eu sabia que quando a bolsa estoura pode sair o líquido todo de uma vez numa enxurrada ou aos poucos, mas eu não sabia que podia ser aos pinguinhos... minha bolsa havia rompido e eu nem sabia!

Usei o skype pra ligar pra minha mãe, tiramos fotos. Foi tudo tranquilo na primeira hora no hospital.

Quando vinha uma contração eu respirava fundo e Alex fazia massagem nas minhas costas. Era só nós dois ali, nosso momento, nosso parto. Exceto pela enfermeira que ficava entrando pra me mandar deitar e botar os monitores e tirar pressão. 

Os monitores na barriga, um para as contrações e outro para os batimentos cardíacos do bebê, me incomodavam demais. Coçava muito minha barriga. Eu ia muito ao banheiro e toda vez tinha que tirar os fios da máquina e ia com os monitores pendurados na barriga e arrastando um monte de fios comigo. Minha vontade era de arrancar tudo e jogar bem longe. Cadê a liberdade de movimentos, cadê as alternativas não farmacológicas de alívio da dor que o hospital fez uma propaganda tão bonita nas aulas pré-natais e que me deixaram tão animadas para esse momento? Fiquei desapontada.  

O tempo foi passando e a dor aumentando com ele. Perdi a noção do tempo e não sei em que ponto a dor ficou realmente intensa. Minha memória desse momento é turva, como se faltasse uma parte. Só lembro que doía muito. A grávida que há pouco tempo curtia cada contração, agora gemia alto e enchia o saco do marido falando que queria que aquilo acabasse, que queria ir pra casa. Como se fosse possível botar um final em tudo. A vontade era de se esconder no centro da Terra. 

Eu não sabia mais o que estava acontecendo ao meu redor. As contrações estavão tão intensas e frequentes que eu só conseguia sentir meu corpo e nada mais. A mente estava em outro lugar, estava lá onde aquelas ondas de dor se formavam, com as contrações que começam no pé da barriga e me abraçavam até às costas, arrastando minha consciência em seus picos. Eu estava na Partolândia.

Eu queria tentar o parto sem anestesia. A enfermeira me dizia que eu estava indo super bem, que estava fazendo excelente com a respiração durante as contrações e que tinha total condições de ter esse bebê sem anestesia. As palavras dela me encorajaram, mas eu queria muito que aquilo acabasse logo. Dizem que quando você acha que não aguenta mais e quer “desistir” é porque está bem perto. Então eu queria saber se estava mesmo bem perto, pedi pra checarem minha dilatação.

Eu não sabia, mas a enfermeira checava minha dilatação de hora em hora. Na última vez que ela havia checado estava de 6 pra 7 cm. Quando pedi que me checassem novamente elas não queriam fazer porque não havia dado uma hora ainda. Eu estava totalmente perdida no tempo, pra mim parecia que eu estava lá há horas, não entendia porque não queriam checar minha dilatação. Insisti pra que checassem e deu o menos de antes, de 6 pra 7 cm. "Ainda? Quero a epidural!" Na minha cabeça eu havia passado horas na dor e sem progresso, mas na verdade não tinha passado tanto tempo assim. Meu trabalho de parto até que estava evoluindo bem rápido pra uma parturiente de primeira viagem, mas lá na Partolândia, uma hora parece uma eternidade.

Aí veio o anestesista (um residente). Tive que ficar sentada quietinha durante as contrações enquanto ele furava minhas costas. “E se esse cara me fura no canto errado... vou ficar paraplégica?” Foram algumas furadas até ele achar o lugar certo. A cada minuto eu perguntava se o anestesista já havia terminado. Marido segurando de um lado, enfermeira do outro e umas furadas depois, ta aplicada a anestesia. Ufa! Ainda deixei escapar um "Até que fim!" Eu havia perdido a noção e falava o que viesse na cabeça. Coitado do anestesista que estava ali fazendo o papel de um anjo.

A anestesia retarda o trabalho de parto. Como minha bolsa havia rompido, quanto mais demorasse, maior o risco de infecções. E tome ocitocina no soro pra acelerar o processo. Ocitocina que eu não queria, assim como não queria aquele soro na minha veia. No meu plano de parto eu havia pedido para me manter hidratada através da ingestão de líquidos. Mas eu havia começado a bola de neve de intervenções quando pedi a anestesia. E cada intervenção tem seu risco. Pouco tempo depois entra de repente uma equipe de médicos no quarto, às pressas, me mandando mudar de posição, me virando para o outro lado. Eu e Alex assustados, sem saber o que havia de errado. Os batimentos cardíacos de Leah haviam caído (efeito da ocitocina). Mas bastou me reposicionar para normalizar. A ocitocina foi interrompida.     

Passado o susto, eu estava sem dor e sem poder sair da cama. Dormi. De repente acordo com a  equipe toda entrando no quarto. Médicos, enfermeiros, estagiários, faxineira, o entregador de pizza... Parecia ter mais gente alí do que realmente precisava.

Está na hora. Na hora de quê? De empurrar, o bebê vai nascer! Como assim vai nascer? Mas já? Eu estava lá deitada tranquila, tinha acabado de tirar uma soneca, tinha até esquecido que estava ali pra ter meu bebê e de repente entra um monte de gente porque chegou a hora. Não deu tempo nem para organizar as idéias, a enfermeira: “Ok, na próxima contração vou falar e você empurra com força tá?” Ahn? Empurrar? Força? Ai minha nossa, vai nascer! Uma emoção imensa me invadiu, um sentimento indescritível.

Eu havia pedido um espelho pra ver, mas só vi no começo, quando não tinha nada pra ver. Aquele monte de médicos presentes, devem ter movido o espelho que ficava no meio. Eu também me concentrei em empurrar e esqueci dele. Cada vez que empurrava eu pensava: “Será que vai ser agora?” Papai estava super animado e emocionado: “Tô vendo a cabeça!” E eu questionando as coisas importantes da vida: “Ela tem cabelo?”  

Depois de apenas 20 minutos empurrando, Leah nasceu. Olhei bem pra ela. Toda inchada, com o
rostinho rosa e as mãozinhas roxas, bochechuda, com um tiquinho de cabelo, toda perfeita. “É linda!” E caí pra trás pra descansar. Ela foi colocada em meus braços. Papai cortou o cordão umbilical. Impossível conter as lágrimas com a emoção de sermos privilegiados com um serzinho tão frágil, tão puro e tão belo, confiado aos nossos cuidados.


Papai ficou com ela o tempo todo enquanto faziam os procedimentos básicos e eu levava os pontos por uma pequena laceração interna. Ela voltou pra mim e mamou. Nos transferiram para outro quarto e finalmente descansamos os três. Filhota nos braços e marido ao lado, que delícia! Uma sensação de plenitude, de família completa.


Nascida às 02:05 am da sexta-feira, 02 de julho de 2010. Com 3.195 Kg e 46 cm. Pequenina, linda e super saudável. No dia seguinte já estávamos em casa para então iniciar nossa tão sonhada vida a três.

Leah veio ao mundo para encher nossas vidas ainda mais com amor, para tornar nossos dias mais felizes, para nos mostrar sentimentos que não conhecíamos, para nos ensinar coisas novas e para provar que o que nos faz viver é um coraçãozinho que bate fora do nosso corpo. 





Bem-vinda Leah, nós te amamos incondicionalmente!


10 maio, 2010

A gravidez

Minha gravidez foi muito tranquila.  Não me sentia enjoada mas tive muita falta de apetite nas primeiras semanas e aconteceu muito de comer e vomitar tudo logo depois. A partir da 13ª semana  melhorou e não tive mais nada até chegar a azia no final da gravidez.

Eu tinha o maior prazer em dizer que estava grávida, mas minha barriga era bem pequena e passei a maior parte da gravidez ouvindo: "But you don't look pregnant at all!" (mas você nem parece grávida!). Eu bem que queria um barrigão enorme, mas nunca fiquei encucada com minha mini barriga, sabia que estava tudo bem, meu médico também não se preocupava, tanto que nunca deu nenhuma estimativa do tamanho e peso do meu bebê. Quando eu via outras gravidas dizer o peso a altura de seus bebes eu até pensava se meu médico não era relaxado demais, mas depois entendi que isso não é realmente necessário.

É uma menina!
Sempre sonhei uma menina. Meus olhos estavam sempre voltados pras coisas de menina, já tínhamos o nome escolhido. Eu tentava estar preparada também no caso de ser um menino, pensava em nomes, dava uma olhada em coisas de meninos, mas o que me chamava mesmo a atenção era o mundo cor de rosa. Eu não tinha intuição, mas o papai dizia saber que era uma menina. Com 18 semanas tivemos nossa confirmação, estavamos esperando Leah. Logo depois da ultra-som saímos pra comprar o primeiro vestidinho da nossa filha.

Com 19 semanas começei a senti-la mexer. Eu não sabia se era o bebê ou se era fome. Quando falei que achava que estava sentindo alguma coisa, Alex colocou a mão na minha barriga e sentiu também. Aí não tive mais dúvidas que era ela mexendo. Desde então esse passou a ser meu passa-tempo preferido, assistir Leah mexendo na minha barriga. Que coisa gostosa! Primeiro os chutinhos, a barriga dava pulinhos em um lugar específico, depois  ela foi crescendo e ficando com menos espaço, eu não via mais os chutinhos mas sim ela se movimentando pela barriga toda, passando os braços e as pernas de um lado pro outro. Às vezes ela mexia de um jeito que mais parecia ser um polvo mexendo seus tentáculos, deformava minha barriga de um jeito que me assustava. É uma coisa tão esquisita e tao espetacular ao mesmo tempo. Eu podia ficar alí por horas, só assistindo aquele serzinho inquieto dentro mim. O papai sempre paparicava a barriga antes de dormir, ele não desligava a luz do quarto antes de ver Leah mexendo.

No final da gestação, todo mundo falava: "Ah no final a gente já ta tão cansada, tão pesada, não consegue dormir, fica doida pra que nasça logo né?" Eu estava ansiosa pra que ela nascesse, mas não tava cansada da gravidez, não me sentia pesada, a barriga nunca me incomodou pra dormir, o que me incomodava era a azia. Na verdade eu queria ter o bebê e continuar grávida, de tanto que eu estava curtindo o final da gravidez. Finalmente eu tinha uma barriga que não deixava dúvidas que eu estava grávida. 



Gravidez é uma fase mágica! Difícil descrever como é durante 9 meses ter dois corações batendo dentro de si, saber que um ser tão perfeito cresce dentro de si, ver e sentir esse serzinho mexendo, como é receber tanto mimos e ver o marido tão apaixonado por sua barriga. É grandioso demais, é divino!

06 maio, 2010

Do planejamento à notícia

Lembro de quando eu enchia a barriga, o máximo possível, pra imaginar como seria grávida. Sempre quis muito ter filhos.

Pensei em curtir o casamento por no mínimo um ano antes de encomendar o rebento. Mas com alguns meses o desejo de ser mãe veio forte. E quando a idéia de ser mãe entrou na minha cabeça não tinha espaço pra mais nada, pensamentos, leituras, sonhos, conversas, tudo era relacionado a gravidez, parto e maternidade. Foi então que decidimos planejar nosso bebê. E Leah foi perfeitamente planejada, acompanha só: 

-Primeiro eu ia precisar de um plano de saúde. O sistema de saúde nos Estados Unidos é absurdamente caro  e o plano mais em conta precisava que eu residisse aqui por no mínimo 6 meses, então teríamos que esperar mais uns 2 meses. 
-Eu queria que o bebê nascesse no o verão. Por ser minha estação preferida, mas principalmente pra que minha mãe pudesse vir nos visitar sem sofrer tanto com frio, como foi quando nos casamos. 
-Marido faz aniversário dia 03 de junho e eu 03 de agosto, então julho parecia perfeito para ficar bem entre os nossos aniversários. E que divertido seria se esse o bebê nascesse no dia 03 de julho.   
-Pro bebê nascer em julho eu precisava engravidar em outubro.

Pronto, estava tudo planejado. Eu já teria plano de saúde, iria tomar anticoncepcional até o final de setembro, em outubro faríamos o que se deve fazer e eu seria uma senhora prenha. Simples assim.

Daí que nos meus "estudos online" fiquei sabendo que era normal pra um casal jovem e saudável demorar até um ano pra engravidar. UM ANO? Pirei, eu iria surtar se demorasse tanto tempo pra engravidar! Xinguei a mãe natureza, como pode ser? Umas vão lá uma vezinha só, um descuido e  PÁ! engravidam sem querer. Enquanto outras que desejam e planejam passam meses, anos, tentando?? Não existe justiça nessa vida! Mas com ajuda de Alex consegui ficar positiva (fiquei?) de que a mãe natureza iria me perdoar pelos xingamentos e ser generosa conosco.

Decidi parar as pílulas no começo de setembro pra dar tempo do meu sistema se livrar dos hormônios sintéticos. Tive meu ciclo pós pílulas, mas será que minha ovulação estava bagunçada por causa das pílulas?  Comprei um teste de ovulação pra saber se já estava ovulando normalmente. O teste era um pouco difícil de identificar o resultado, as listras eram muito claras, mas nos dias que pareceu ser positivo, corremos pro abraço.

Quando planejamos o bebê, planejei também em como dar a notícia pro papai. Eu queria fazer uma surpresa e tinha tudo prontinho desde então.

Chegou final de outubro, na semana que era pra minha mestruação vir marido iria estar fora da cidade para um treinamento. Eu ia com ele, mas meus sogros iam viajar na mesma semana e pediram pra que eu ficasse na casa deles com meus cunhados mais novos.

Eu já achava que estava grávida. Deu dois dias de atraso, não aguentei esperar mais, fiz o teste e... POSITIVO!!! Eu não me cabia de tanta felicidade!! Era o começo de grande um sonho!

Mas tive que conter minha euforia porque o pai tinha que ser o primeiro a saber, eu não ia dar uma notícia dessa pelo telefone, também já tinha um presentinho guardado pra dar a notícia a ele. Foi muito difícil guardar a melhor notícia do ano só pra mim por 4 dias, eu queria gritar pro mundo inteiro que estava grávida! Tanto que escrevi logo um email contando pra minhas amigas e deixei salvo nos rascunhos pra enviar só depois de contar pra Alex.

A surpresa deu super certo porque quando ele voltou do treinamento tinha trago um presentinho pra mim. Então quando falei que tinha um presente pra ele também, ele não desconfiou nem um pouco.

O presentinho


A cara do pai ao abrir o presente
Quando ele abriu fez a maior cara de bobo desse mundo, me deu um longo e forte abraço, rindo muito e me perguntando sem parar se era sério mesmo. Ficamos ali, sem saber muito o que fazer, rindo de felicidade, sonhando com nosso futuro olhando pra aquelas duas listras nos palitinhos e aquela roupinha tão pequena. Não éramos mais só dois.

E desde então sou só amores com a mãe natureza, que nos agraciou com nosso desejo. Leah nasceu dia 02 de julho, não poderia ter sido mais perfeito.