10 maio, 2010

A gravidez

Minha gravidez foi muito tranquila.  Não me sentia enjoada mas tive muita falta de apetite nas primeiras semanas e aconteceu muito de comer e vomitar tudo logo depois. A partir da 13ª semana  melhorou e não tive mais nada até chegar a azia no final da gravidez.

Eu tinha o maior prazer em dizer que estava grávida, mas minha barriga era bem pequena e passei a maior parte da gravidez ouvindo: "But you don't look pregnant at all!" (mas você nem parece grávida!). Eu bem que queria um barrigão enorme, mas nunca fiquei encucada com minha mini barriga, sabia que estava tudo bem, meu médico também não se preocupava, tanto que nunca deu nenhuma estimativa do tamanho e peso do meu bebê. Quando eu via outras gravidas dizer o peso a altura de seus bebes eu até pensava se meu médico não era relaxado demais, mas depois entendi que isso não é realmente necessário.

É uma menina!
Sempre sonhei uma menina. Meus olhos estavam sempre voltados pras coisas de menina, já tínhamos o nome escolhido. Eu tentava estar preparada também no caso de ser um menino, pensava em nomes, dava uma olhada em coisas de meninos, mas o que me chamava mesmo a atenção era o mundo cor de rosa. Eu não tinha intuição, mas o papai dizia saber que era uma menina. Com 18 semanas tivemos nossa confirmação, estavamos esperando Leah. Logo depois da ultra-som saímos pra comprar o primeiro vestidinho da nossa filha.

Com 19 semanas começei a senti-la mexer. Eu não sabia se era o bebê ou se era fome. Quando falei que achava que estava sentindo alguma coisa, Alex colocou a mão na minha barriga e sentiu também. Aí não tive mais dúvidas que era ela mexendo. Desde então esse passou a ser meu passa-tempo preferido, assistir Leah mexendo na minha barriga. Que coisa gostosa! Primeiro os chutinhos, a barriga dava pulinhos em um lugar específico, depois  ela foi crescendo e ficando com menos espaço, eu não via mais os chutinhos mas sim ela se movimentando pela barriga toda, passando os braços e as pernas de um lado pro outro. Às vezes ela mexia de um jeito que mais parecia ser um polvo mexendo seus tentáculos, deformava minha barriga de um jeito que me assustava. É uma coisa tão esquisita e tao espetacular ao mesmo tempo. Eu podia ficar alí por horas, só assistindo aquele serzinho inquieto dentro mim. O papai sempre paparicava a barriga antes de dormir, ele não desligava a luz do quarto antes de ver Leah mexendo.

No final da gestação, todo mundo falava: "Ah no final a gente já ta tão cansada, tão pesada, não consegue dormir, fica doida pra que nasça logo né?" Eu estava ansiosa pra que ela nascesse, mas não tava cansada da gravidez, não me sentia pesada, a barriga nunca me incomodou pra dormir, o que me incomodava era a azia. Na verdade eu queria ter o bebê e continuar grávida, de tanto que eu estava curtindo o final da gravidez. Finalmente eu tinha uma barriga que não deixava dúvidas que eu estava grávida. 



Gravidez é uma fase mágica! Difícil descrever como é durante 9 meses ter dois corações batendo dentro de si, saber que um ser tão perfeito cresce dentro de si, ver e sentir esse serzinho mexendo, como é receber tanto mimos e ver o marido tão apaixonado por sua barriga. É grandioso demais, é divino!

06 maio, 2010

Do planejamento à notícia

Lembro de quando eu enchia a barriga, o máximo possível, pra imaginar como seria grávida. Sempre quis muito ter filhos.

Pensei em curtir o casamento por no mínimo um ano antes de encomendar o rebento. Mas com alguns meses o desejo de ser mãe veio forte. E quando a idéia de ser mãe entrou na minha cabeça não tinha espaço pra mais nada, pensamentos, leituras, sonhos, conversas, tudo era relacionado a gravidez, parto e maternidade. Foi então que decidimos planejar nosso bebê. E Leah foi perfeitamente planejada, acompanha só: 

-Primeiro eu ia precisar de um plano de saúde. O sistema de saúde nos Estados Unidos é absurdamente caro  e o plano mais em conta precisava que eu residisse aqui por no mínimo 6 meses, então teríamos que esperar mais uns 2 meses. 
-Eu queria que o bebê nascesse no o verão. Por ser minha estação preferida, mas principalmente pra que minha mãe pudesse vir nos visitar sem sofrer tanto com frio, como foi quando nos casamos. 
-Marido faz aniversário dia 03 de junho e eu 03 de agosto, então julho parecia perfeito para ficar bem entre os nossos aniversários. E que divertido seria se esse o bebê nascesse no dia 03 de julho.   
-Pro bebê nascer em julho eu precisava engravidar em outubro.

Pronto, estava tudo planejado. Eu já teria plano de saúde, iria tomar anticoncepcional até o final de setembro, em outubro faríamos o que se deve fazer e eu seria uma senhora prenha. Simples assim.

Daí que nos meus "estudos online" fiquei sabendo que era normal pra um casal jovem e saudável demorar até um ano pra engravidar. UM ANO? Pirei, eu iria surtar se demorasse tanto tempo pra engravidar! Xinguei a mãe natureza, como pode ser? Umas vão lá uma vezinha só, um descuido e  PÁ! engravidam sem querer. Enquanto outras que desejam e planejam passam meses, anos, tentando?? Não existe justiça nessa vida! Mas com ajuda de Alex consegui ficar positiva (fiquei?) de que a mãe natureza iria me perdoar pelos xingamentos e ser generosa conosco.

Decidi parar as pílulas no começo de setembro pra dar tempo do meu sistema se livrar dos hormônios sintéticos. Tive meu ciclo pós pílulas, mas será que minha ovulação estava bagunçada por causa das pílulas?  Comprei um teste de ovulação pra saber se já estava ovulando normalmente. O teste era um pouco difícil de identificar o resultado, as listras eram muito claras, mas nos dias que pareceu ser positivo, corremos pro abraço.

Quando planejamos o bebê, planejei também em como dar a notícia pro papai. Eu queria fazer uma surpresa e tinha tudo prontinho desde então.

Chegou final de outubro, na semana que era pra minha mestruação vir marido iria estar fora da cidade para um treinamento. Eu ia com ele, mas meus sogros iam viajar na mesma semana e pediram pra que eu ficasse na casa deles com meus cunhados mais novos.

Eu já achava que estava grávida. Deu dois dias de atraso, não aguentei esperar mais, fiz o teste e... POSITIVO!!! Eu não me cabia de tanta felicidade!! Era o começo de grande um sonho!

Mas tive que conter minha euforia porque o pai tinha que ser o primeiro a saber, eu não ia dar uma notícia dessa pelo telefone, também já tinha um presentinho guardado pra dar a notícia a ele. Foi muito difícil guardar a melhor notícia do ano só pra mim por 4 dias, eu queria gritar pro mundo inteiro que estava grávida! Tanto que escrevi logo um email contando pra minhas amigas e deixei salvo nos rascunhos pra enviar só depois de contar pra Alex.

A surpresa deu super certo porque quando ele voltou do treinamento tinha trago um presentinho pra mim. Então quando falei que tinha um presente pra ele também, ele não desconfiou nem um pouco.

O presentinho


A cara do pai ao abrir o presente
Quando ele abriu fez a maior cara de bobo desse mundo, me deu um longo e forte abraço, rindo muito e me perguntando sem parar se era sério mesmo. Ficamos ali, sem saber muito o que fazer, rindo de felicidade, sonhando com nosso futuro olhando pra aquelas duas listras nos palitinhos e aquela roupinha tão pequena. Não éramos mais só dois.

E desde então sou só amores com a mãe natureza, que nos agraciou com nosso desejo. Leah nasceu dia 02 de julho, não poderia ter sido mais perfeito.