31 dezembro, 2011

Vem 2012!


Não sou boa de retrospectiva e o único grande evento que consigo pensar agora foi nossa viagem pro Brasil, infelizmente marcada pela partida do meu pai, mas ainda foi muito bom ver minha mãe, familiares e amigos depois de 3 anos longe.

Adoro o sentimento de ano novo, vida nova, novas esperanças, recomeço... Que 2012 venha e seja intenso e marcante, com coisas boas claro. Meu maior desejo para esse ano é ter meu segundinho e que minha mãe, irmão, cunhada e sobrinha venham me visitar e que o mundo não acabe. Meu desejo pra vocês é que seus maiores desejos se realizem.

Seja bem vindo, 2012!

29 dezembro, 2011

O natal na América do Norte

Como meu pai sempre dizia... aqui tudo é exagerado! E natal há de ser o feriado mais exagerado. Em presentes e em doces. Meu primeiro natal aqui fiquei abobalhada com o tanto presentes que cada pessoa ganha. Agora já acostumei e mesmo que eu fale "Amor, vamos gastar menos nesse natal, vamos limitar o número de presentes, ou estabelecer um gasto máximo", não adianta. Porque dar e receber presentes é muito bom, não é mesmo?! Pelo menos não encho meias de doces aqui, mas papai noel insiste em encher meias pra nós lá na casa dos meus sogros, mas nem reclamo porque ele também deixa os melhores presentes lá. Hahaha

Acho o natal aqui menos festivo e mais consumista. Aqui não é costume reunir a parentada toda, geralmente se reúnem os membros diretos, cada casa tem sua comemoração; nem esperar até meia noite pra comer, o jantar é no dia 25 no mesmo horário de sempre; nem se arrumar todo, o bom mesmo é passar o dia todo de pijama. As crianças acordam todo mundo bem cedo pra abrir os presentes, a família costuma passar o dia jogando jogos e relaxando, curtindo os presentes novos. No jantar tem peru, batatas e gravy, igual o jantar de dia de ação de graças. Lemos a história do nascimento de Jesus juntos. Compramos um livro infantil pra ser mais interessante pra Leah, mas ela não gostou que não deixamos ela virar as páginas quando quisesse e tivemos que ler bem rápido. Próximo natal vamos procurar por um livro mais curto.

Leah e seu presente de natal

Na verdade eu já ia comprar essa mesinha e o material pra fazer "artes", daí aproveitei a chegada do natal e dei como o presente dela. Aproveitei mesmo para economizar enquanto ela não sabe fazer listinha com o que quer de natal... Hohoho. Ela a-d-o-r-a a mesa! E eu também.  

23 dezembro, 2011

Feliz Natal!


Passando pra desejar um Feliz Natal pra todos! Que a magia dessa data entre em cada lar proporcionando felizes momentos para cada família. Que possamos curtir as tradições sem esquecer do real significado da data.

"E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor." 
Lucas 2:10-11

21 dezembro, 2011

Nossa nova tradição de natal

Nessa época do ano em todo canto tem caixa pra coleta de doações de brinquedos. Mas uma das coisas que gosto muito aqui onde moro é a facilidade pra se fazer doações o ano todo. Tem sempre grandes caixas pra coleta de roupas e sapatos usados espalhados em vários pontos da cidade. Tem uma grande loja que vende bem barato produtos de segunda mão, tudo lá é doado. E tem meu favorito: caminhões de fundações que passam na porta de casa recolhendo doações. Chega na caixa do correio um cartão da fundação avisando qual dia o caminhão irá passar na minha rua. Eles geralmente precisam de roupas, sapatos, cobertores, eletrodomésticos, brinquedos, etc. Tudo que tenho que fazer é separar o que vou doar e colocar na calçada cedinho com o cartão junto pra que eles possam identificar. Existe praticidade maior? 

Como natal é época de ganhar mais brinquedos, resolvemos fazer aqui em casa uma tradição: pra que novos brinquedos entrem, alguns terão que sair. Vamos poder ensinar as crianças a importância da doação, do desapego, e de quebra evitar amontoados de brinquedos encostados. 

Esse ano nosso presente de natal pra Leah não é brinquedo propriamente dito, mas sei que ela vai ganhar alguns dos avós e quis logo começar nossa tradição. Eu já tinha alguns brinquedos separados esperando pelo próximo caminhão passar por aqui, mas quis separar mais alguns especificamente para nossa tradição.  Como Leah é muito pitica pra escolher quais brinquedos quer doar, eu fiz por ela.

Brinquedos saindo pra que outros possam chegar.

Agora sim Papai Noel já pode passar por aqui.

17 dezembro, 2011

Papai Noel existe sim!

Gente, lamento informar, mas vocês foram enganadas que papai noel não existe. Ele existe sim. Acontece que existem muitas cópias falsas espalhadas por aí, o que gera confusão e as pessoas deixam de acreditar nele. Ele sempre passa uns dias aqui em Minnesota antes pegar suas renas e sair pra distribuir brinquedos pra todas as crianças do mundo. Ele gosta daqui por ser bem parecido com a terra dele, o polo norte, aqui se sente em casa. Ah, e ele tem estilo próprio viu? Não gosta de usar a roupa toda vermelha aderida a sua imagem pela propaganda da Coca-cola lá no século XIX. Ele gosta de camisas azuis e meias listradas, prefere crocs a botas, suspensório a cinto, e só usa touca e luvas quando vai sair no frio, ué.

Leah vai sempre lá visitar o bom velhinho pra garantir seus presentes no dia 25.

2010

2011

12 dezembro, 2011

Causos de uma noite de sexta-feira

Sexta-feira a noite maridão saiu sozinho com Leah. Voltaram na hora que eu estava entrando no banho. Falei pra ele:
- Amor troca a fralda dela, bota o pijama, dá o leite e bota ela pra dormir porque eu vou tomar um banho bem demorado.
- Mas eu não vou conseguir botar ela pra dormir!
- Se ela começar a brincar sai um pouquinho do quarto e depois volta, fica fazendo assim que você consegue.
Não é que ele conseguiu mesmo?! Uhuuu! Ta certo que já era tarde, Leah já estava pra lá de cansada, foi tomar o leite e desmaiar. Mas vamos comemorar mesmo assim! 

E lá estava eu no meu banho relaxante que não tinha há muito tempo. Deitada na banheira imersa em água quentinha e pensamentos tolos quando o marido me interrompe:
- Amor, preciso usar o banheiro!!!
Mas será o benedito? Logo no dia que resolvo tomar um banho bem relaxado... Tive que pular fora do banheiro. Aprende Dayane... Mãe não tem direito de tomar banho sossegada nunca mais nessa vida!

Depois marido me conta que quando estava no carro com Leah, ela de repente falou "mamãe". Quando ele disse que eu estava em casa, ela falou mais umas 5 ou 6 vezes "mamãe". Não é só dele que ela sente falta, ela também me ama! Ah ganhei meu dia...

09 dezembro, 2011

Filhinha do Papai

Leah anda tão apaixonada pelo pai que só vendo!

Ela chama pelo pai o dia todo. Olha para um porta-retrato com uma foto nossa e fala "Papai, papai!!" Só quando falo "É, é o papai e a mamãe" é que ela fala "mamãe..." tipo, só pra me agradar um pouquinho. Quando o pai chega do trabalho é uma alegria imensa. Basta só ouvir o som da porta abrindo que sai correndo e gritando "PAPÁ, PAPÁ!!" Exige que ele a pegue no colo, dá um abraço forte e fica grudada nele feito uma macaquinha. Quando ele vai ao banheiro ela fica na porta esperando ele sair, ou se ela ta longe, corre pra ele logo que escuta a porta do banheiro abrir. Fica grudada no pai o tempo todo que ele está em casa. Ela vem pra nossa cama toda manhã e quando o pai se levanta pra tomar banho... ela chora.

Eu acho essa paixão toda dela pelo pai linda de viver. Nem sinto invejinha que ela nem fala "mamãe" e nem quer saber de mim quando o pai está por perto. Só tem uma coisa que não to curtindo, mas que não deixa de ser fofa: o papai não consegue mais botar ela pra dormir. Ele bem que tenta...

Já passa das 19:30, Leah ta cansada, já escovou os dentes, já lemos as escrituras e fizemos oração juntos, só falta tomar o leitinho pra dormir feito um anjinho. É dia do pai botar ela pra dormir, o quarto já está na penumbra e com o barulho estático ligada, ela toma a mamadeira. É aqui que Leah se concentra em chupar a chupeta e segurar nossa orelha e vai aos poucos fechando os olhinhos. Ou pelo menos era assim. O que acontece agora, mas só com o pai, é: ela toma o leite, senta e começa a "conversar" com olhares e gestos, tudo no nível mais elevado de fofura. Eu da sala consigo escutar e já começo a rir. Papai tenta manter o controle, tenta dar a chupeta, mas ela tira pra "falar", tenta deitar ela no berço, mas ela se levanta e dá altas risadas. Eu entro no quarto e Leah rapidamente se deita, no maior estilo: "Ih, sujou! Vou fingir que estou dormindo". Alguém tem que botar moral nessa casa. 

Aí sobra pra quem botar a pequena pra dormir todos os dias?

08 dezembro, 2011

Dormindo sozinha

Nós sempre embalamos Leah e a colocamos no berço já dormindo. A hora do sono sempre foi muito tranquila aqui, demos muito colo e ela nunca deu trabalho. Colocá-la pra dormir era ficar com ela por uns 10 minutos na cadeira de balanço e pronto. Nós adoramos niná-la, é um momento muito gostoso.

Acontece que Leah continuava acordando no meio da noite. O que é normal, o sono humano se divide em estágios de sono leve, sono pesado, sono leve. Na etapa de sono leve podemos despertar. Leah seguiu acordando e mamando na madrugada até os 14 meses. Com o desmame eu achei que ela iria passar a dormir a noite toda, mas ela continou a acordar e demorar pra dormir sem mamar, o que me fez introduzir a mamadeira na madrugada por achar que ela ainda sentia fome. Quando fomos pro Brasil, durmimos juntas e ela dormia a noite toda. Provavelmente acordava, mas via que eu estava ali do ladinho e voltava a dormir. Consequentemente, a mamadeira da madrugada foi cortada.  Voltamos pra casa e Leah voltou a acordar, sem chorar, ela sempre acorda feliz, mas não sabia voltar a dormir sozinha.

Especialistas dizem que durante esses microdespertares do sono, se o bebê acorda no mesmo lugar em que adormeceu, ele volta a dormir. E foi com base nisso que resolvi mudar a forma de botar Leah pra dormir, na esperança de noites ininterruptas de sono. 

O que fiz foi: continuei a niná-la na cadeira de balanço até que ela começasse a fechar os olhos, e assim sonolenta, mas sem estar dormindo ainda, eu a deitava no berço. Era só deitar pra ela despertar, mas eu ficava ali deitando ela novamente e fazendo carinho. No primeiro dia levou 1 hora e meia pra ela dormir, no segundo dia 50 minutos, no terceiro 10!! Na maioria dos dias eu fico sentada no ao lado do berço esperando ela dormir, ou pelo menos ficar mais sonolenta. Mas se ela começa a tentar brincar comigo eu saio do quarto. Geralmente ela não chora e dorme logo, mas se chora eu volto e fico mais tempo com ela sem a tirar do berço. É engraçado como basta eu entrar no quarto e ela mesma se deita rapidinho. Não achei que seria tão fácil, ficamos impressionados como ela entendeu tão rápido que pode deitar tranquila em seu berço e dormir segura e confiante, sabendo que estamos sempre ali pra ela quando quiser/precisar. 

Ela de fato tem dormido melhor. Noites inteiras. As vezes que acordou foi por causa da maldita chupeta, mas ela já não se levanta mais, continua deitada, não chega nem a abrir os olhos, é questão de 10 segundos pra eu ir lá dar a chupeta e voltar pra cama. Se não fosse meu ouvido biônico pra me fazer estar plantada ao lado do berço com o mínimo de ruído que ela faz, provavelmente ela iria voltar a dormir sem minha intervenção. 

Mesmo quase morrendo de dó ao vê-la adormecer sozinha, estou muito orgulhosa da minha pequena e satisfeita com os resultados. É uma nova fase aqui em casa, fase de uma bebê mais crescida e independente, não dá pra não ficar com o coração apertadinho.

05 dezembro, 2011

Sindrome da cabeça achatada

Quando eu estava no brasil, revi uma conhecida que estava com o filho de 8 meses. Todos elogiavam o bebê que estava sempre quietinho no bebê conforto. Quando a avó o pegou no colo vi que ele tinha a cabeça achatada (flat head). A avó ainda brincava com o bebê falando da cabeça dele. Todos achavam que aquele era simplesmente o formato da cabeça, uma característica física dele, e não uma condição causada por passar muito tempo na mesma posição.

Era evidente que a mãe não tinha idéia nenhuma sobre cabeça achatada. Não me senti confortável pra falar nada, não quis parecer metida, pitaqueira, sem noção. Afinal, aquele bebê deve ir ao pediatra com frequência e se nem o pediatra falou nada, visto que era claro que a mãe, nem ninguém tinha noção nenhuma do porquê a cabeça do bebê ser achatada, quem seria eu pra dizer alguma coisa?

Hoje eu estava lembrando daquele bebê... lembrando do dia que fui na casa de uma amiga e essa mãe estava lá com o bebê dormindo dentro do bebê conforto, em cima de uma cama. Se aquela mãe soubesse alguma coisa sobre cabeça achatada, ela teria tirado o filho de dentro do bebê conforto, o teria deitado na cama, mudado a posição da cabeça e não o deixaria tanto tempo lá. Eu desejei que eu tivesse falado com ela. E por isso venho falar disso aqui no blog.

Cabeça achatada, antes e depois do uso de capacete.

Cabeça achatada em um lado.
A plagiocefalia posicional, ou cabeça achatada, se desenvolve depois do nascimento quando o bebê passa muito tempo em uma posição que coloca pressão em uma parte do crânio. O crânio do bebê ao nascer é macio e flexível, por isso é tão vulnerável a desenvolver a cabeça achatada. Outros fatores que podem contribuir para o desenvolvimento dessa condição são: gravidez de múltiplos, bebê pélvico, bebê prematuro e torcicolo.

Desde o começo dos anos 90, quando os pais são orientados a colocar seus bebês para dormir de costas para reduzir o risco de morte súbita, que se tem notado um aumento vertiginoso nos casos de plagiocefalia.

É comun bebês nascidos de parto normal apresentarem "cabeça alongada" devido a pressão na passagem do canal vaginal. Essa condição deve melhorar por si só. Se a cabeça não se arredondar até 6 semanas, o bebê deve ser observado, pode estar desenvolvendo a plagiocefalia, que pode melhorar naturalmente por volta dos 6 meses, quando o bebê começa a sentar, engatinhar, e assim a passar menos tempo deitado de costas.

A palgiocefalia é uma condição benigna. É muito comum. Estima-se que 20% dos bebês de 4 meses a tenha. Não requer cirurgia, e não há evidência que a cabeça achatada prejudica o desenvolvimento do cérebro ou causa atraso no desenvolvimento. Quando detectada cedo (4-6 meses ou antes), há medidas simples, mas eficazes que podem ser tomadas pra tratar a cabeça achatada do bebê:

- "Tummy Time"
Desde que a plagiocefalia se desenvolve enquanto o bebê está deitado nas costas, deve-se limitar esse tempo ao máximo. Enquanto acordado, ter um tempro pra deitar de bruços é essencial pro desenvolvimento de habilidades motoras. Essa é uma atividade importante e deve fazer parte da rotina de todo bebê. Há evidências de que bebês com exposição limitada ao tempo em suas barrigas tem atrasos iniciais no desenvolvimento motor, embora tendem a andar em idade normal. Um grande estudo revelou que os bebês que passam menos tempo em suas barrigas mostram mais lenta aquisição do desenvolvimento motor como rolar, sentar, engatinhar, e puxar para ficar em péO tempo de bruços ajuda a previnir a plagiocefalia pelo fortalecimento dos músculos do pescoçoMúsculos mais fortes permitem  o bebê mover sua cabeça adurante o sono e por isso não deitar sempre na mesma posição. Há mais benefícios em ficar de bruços do quê só o formato da cabeça.

-Fisioterapia
Se você perceber que seu bebê tem uma tendência a manter a cabeça virada ou inclinada em uma posição, ele provavelmente tem torcicolo ou rigidez dos músculos do pescoçoTorcicolo se desenvolve enquanto os bebês estão posicionados no ventre e trazem com eles para o mundo exteriorExercícios simples podem soltar o pescoço, se realizado regularmente. Como resultado, o bebê estará menos inclinado a dormir na parte plana da cabeça. Nunca é cedo demais para perguntar ao pediatra para direcioná-lo a um terapeuta físico local, que pode realizar exercícios de relaxamento do pescoço e instruí-lo a fazê-los em casa. Com os exercícios regularmente, plagiocefalia deve melhorar uma vez que o torcicolo foi resolvido.

- Reposicionar durante o sono
A maioria dos bebês com plagiocefalia têm planicidade de um lado mais que o outro. O objetivo do reposicionamento é evitar que o bebê durma sobre o lado plano, o quanto possível. Basta girar o bebê para que ela durma no outro lado de sua cabeça. Quando o bebê começa a rolar durante o sono, reposicionamento torna-se ineficazNo entanto, os bebês que rolam terão melhoria na planicidade por já não gastar tanto tempo deitados na mesma posição.

- Uso de capacete
Trigêmos usando capacete para corrigir
a plagiocefalia. Fonte.
Por volta de 6 meses de idade, muitos bebês respondem bem aos cuidados acima, com melhora significativa. No entanto, outros bebês não respondem tão bem e continuam com a cabeça achatada. Então, a terapia do capacete é uma opção. O objetivo é proporcionar espaço para a cabeça crescer onde é plana, enquanto restringe o crescimento em outros lugares. Os capacetes são usados ​​durante todo o dia (23/24 horas) durante cerca de três meses, dependendo da taxa de resposta. 

São tantos os acessórios pra bebês que ajudam as mães nessa vida atarefada... carrinhos, bouncers, swings, bebê conforto, etc. Mas é preciso reduzir o tempo que eles passam deitados na mesma posição, principalmente quando acordados. Os bebês precisam de oportunidades para se movimentar, e a cabeça agradece.

02 dezembro, 2011

17 meses

Mais um mês de novidades, traquinagens e fofurices se passou.

Leah continua muito carinhosa. Carinhosa até demais. Ela coloca todas as crianças no parquinho pra correr. Ela chega pra dar um abraço, a criança corre e Leah corre atrás com os bracinhos esticados. As crianças maiores gostam porque parece pega-pega, já as menores geralmente se assustam. Como as outras mães bem a definem... She's a lover!

Ela já come sozinha. Consegue pegar a comida com a colher ou garfo e leva à boca com maestria, sem derramar muito. E claro, não aceita mais ser alimentada, agora só quer comer sozinha. Eu to adorando  isso, enquanto ela come eu posso fazer outras coisas. Ainda rola a mão na comida, o prato virado... faz parte.

Ela avisa quando vai fazer cocô! Começei a explicar o que ela estava fazendo quando eu a via fazendo força. E pra minha surpresa, ela entendeu bem e agora fala "cocô" ANTES de fazer. Ai orgulho.

Ela ainda tirava duas sonecas por dia, eu simplesmente adorava isso. Mas há alguns dias que ela tem tirado só uma soneca/dia.

Os brinquedos favoritos são as bonecas. Ela ama os "nenéns" dela. Beija, abraça e empurra as bonecas no carrinho de brinquedo o dia todo. Ela também adora uma bolsa, maleta, sacola, balde, qualquer coisa com uma alça pra segurar. Ela pega "a bolsa", dá tchau e "vai embora".

Nós costumamos orar antes das refeições, quando estamos só nós duas eu sempre esqueço, mas ela não. Quando coloco o prato dela no cadeirão, ela logo cruza os braços pra orar. Ela adora quando eu peço que pegue alguma coisa pra mim ou que jogue alguma coisa no lixo. Minha pequena ajudante.

Vocabulário completo:
Hi, bye, não, mama, papai/papá, oh-ou/oh noau-aumiauneném, cocô, água, papá (sapato), tau-tau (tchau tchau), pépê (chupeta), atxou (achou), opé (pé), abá (barriga), óiô (olho). 

  
Fico boba com o quão rápido ela tem aprendido as coisas. Me encanta ver a inteligência brotando em um ser tão pequenino. A cada dia me apaixono mais.

30 novembro, 2011

Quantas vidas tem uma mãe?

Morro várias vezes por dia. De tanto amor. Nos momentos mais remotos do nosso dia-a-dia me pego abobalhada olhando para aquele rostinho miúdo, aquele olho azul, aquela covinha na bochecha direita, aquele cabelo enroladinho assanhado, aquela pele branquinha, os olhares curiosos, as caras engraçadas que ela faz. Observo o jeito que ela segura as coisas, o jeito que se movimenta. Morro de amor! É muita graciosidade pra um bebê só. Tenho em casa todo o amor desse mundo em forma de mini-pessoa.

Eu a vejo crescer e se desenvolver, aprendendo a se comunicar, a se alimentar sozinha, como compreende, como raciocina, como é inteligente... Morro de orgulho!

Aí invento de ensiná-la a pegar no sono em seu berço ao invés de no nosso colo. E sofro uma morte dolorida demais. Morro de dó ao vê-la pegar no sono sozinha. Minha vontade é de tirar ela daquele berço, a segurar bem forte em meu peito e nunca mais soltá-la.

Morro, morro, morro.

28 novembro, 2011

Apaixonada por gatinhos

Mané rasgar papel, fazer som bobo ou assoar o nariz. Pra Leah, engraçado mesmo é assistir vídeo com fotos de gatinhos no youtube!

24 novembro, 2011

Give thanks

Hoje é Thanksgiving, Dia de Ação de Graças, um dos maiores feriados americanos. O Thanksgiving é celebrado com um jantar farto, muito farto. Mas o que eu gosto nesse dia é que as pessoas não pensam só na comilança e no dia de folga, elas realmente param pra pensar no que são gratas. E quando a gente para pra pensar pelo que somos gratos, vemos nossas bençãos e todas as coisas boas que temos e que as vezes são esquecidas. É uma boa reflexão, então eu fiz minha listinha das coisas que sou mais grata:
1 Acima de tudo sou grata a Deus, Jesus Cristo e ao evangelho restaurado na Terra hoje, sem eles eu não seria e nem teria nada pra agradecer por.
2 Sou grata pelos meus pais e irmãos, a família em que nasci e que constitui minha base e também pelo país em que nasci e que faz parte de quem eu sou.
3 Sou grata pela minha casa e meu país de residência. Grata por ter um lugar aquecido e confortável pra viver em uma terra livre.
4 Sou grata pela natureza linda e perfeita que encanta ao homem e testifica a divindade de Deus.
5 Sou grata pela medicina que aumenta nossas esperanças na vida, e pela tecnologia que facilita vidas, sem a qual eu não teria conhecido meu amado.
6 And last but not least, sou grata pela família que construí. Por ter um marido que me ama, me ajuda, me apoia e me faz feliz. Pela filha linda e amorosa que me ensina todos os dias o que realmente é amor incondicional. E pelo amor que eles dois juntos me dão e que transborda em meu coração.

The love of a family is life's greatest treasure.

20 novembro, 2011

De volta ao meu aconchego

Minha viagem de volta foi tão cheia de mazelas que vou tentar resumir aqui ao máximo pra não encher muito vocês.

Tudo começa com um escândalo na hora de fazer meu check-in no aeroporto de João Pessoa. Uma mulher que foi impedida de viajar  armou o maior barraco, arrancou o computador e jogou no atendente, jogou as malas nele, gritou, xingou, esperneou até cair no chão desmaiada. O barraco rendeu mais de meia hora de atraso pro sistema voltar a funcionar e a fila andar. Quando chega minha vez não queriam me deixar viajar por que eu precisava de uma autorização do pai pra viajar com minha filha. Como assim precisa de autorização pra viajar com a própria filha? E eu ainda tinha ido até lá sem autorização nenhuma. A confusão foi grande, quase perdi o vôo, mas consegui as passagens bem em tempo pro embarque.

Escala no Rio de Janeiro, novo check-in, mais uma vez pediram pela tal da autorização, mas dessa vez eu consegui resolver rapidinho mostrando os documentos dela. Quando o avião está quase decolando surge uma suspeita de problemas técnicos na aeronave e temos que esperar os mecânicos dar uma olhada. Acabou que não tinha nada de errado, mas atrasou o vôo em duas horas e chegamos em Atlanta na exata hora em que meu próximo vôo deveria estar saindo.

Passagem remarcada, tinha que esperar umas 2 horas pelo próximo vôo. Leah dormiu e eu sentei um pouquinho mais atrás do meu portão de embarque, liguei meu computador pra ficar de olho na hora, já que eu estava sem relógio e o celular descarregado, e começei a ler um livro. Deu a hora do embarque e estranhei a falta de movimento no meu portão. Então fui lá pra verificar e vejo na telinha que aquele portão estava com outro destino e vejo então a hora local: uma hora a mais do que eu achava que era. Meu computador tinha a hora daqui de Minnesota que é uma hora a menos de lá da Georgia. Eu não quis acreditar! Fui até algum funcionário perguntar se aquela era mesmo a hora e se eu tinha perdido o vôo. Me senti a mais idiota das criaturas!! Como eu estava ali praticamente na porta, esperando desde cedo e perco meu vôo?! Como?! É, parece que o livro é mais envolvente do que eu pensei, eu não vi nada. Não ouvi chamada de embarque, não vi movimento de pessoas no meu portão, nada. Lá vou eu remarcar minha passagem de novo e: os próximos vôos estavam lotados, só tinha vaga em um vôo de 6 da noite. Detalhe: era 11:00 da manhã!!! Eu quase tive um treco só em pensar em passar o dia todo naquele aeroporto por pura leseira minha!! E aí a moça fala:
- Olha, o próximo vôo pra lá sai de 12:30 no portão tal. Vai lá e fala com o pessoal pra ver se eles conseguem uma vaga pra você. Se não conseguir, tenta no próximo. Espero que você não esteja aqui até às 6 horas.
- Papai do Céu te ouça, moça!

E então eu fui lá, o embarque já estava começando. Fiz a maior cara de coitada, falei que tinha perdido um vôo por atraso e omiti a parte que perdi outro por leseira. E que ia ter que ficar ali até as 6 horas com um bebê. Um atendente falou com outro, que falou com outro, que mexeu no computador e me deu uma passagem. Obrigada Senhor!! Sentei na janela da última fila, o vôo foi completamente lotado. Não sei se tava mesmo sobrando aquela cadeira ou se de alguma forma me arrumaram aquele lugar. Só sei que eu estava finalmente voando pro meu destino final e nunca me senti tão feliz por entrar em um avião.
Ah, detalhe engraçado. Eu ainda tinha que avisar a meu marido que tinha conseguido embarcar naquele vôo pra que ele pudesse ir me pegar no aeroporto (que fica a uma hora e meia de casa). Lá vou eu morta de vergonha pedir um telefone emprestado. Quando pergunto a um Senhor se ele teria um telefone que eu pudesse fazer uma ligação rapidinho, ele pergunta assustado (por causa do meu sotaque) "pra qual país você vai ligar?" kkkkkkkkk

E depois de longas 26 horas de viagem, passando esses perrengues todos com um bebê a tira colo, cheguei em casa inteira. Leah se comportou bem, deu o trabalhinho básico por querer brincar e se movimentar, mas esbanjou charme caminhando no corredor dando tchauzinho pra cada pessoa no avião. Ela se acostumou bem de volta as coisas aqui. O que deu mais trabalho foi pra voltar a dormir no berço, mas agora ja acostumou.

Note for myself: Viajar sozinha com bebê só em caso de real necessidade. Se viajar, ter sempre a autorização do pai, nem que seja pra ir na cidade vizinha. E nunca, nunquinha confiar na hora do meu computador.