22 setembro, 2011

O Desmame

Como já falei aqui, a recomendação da OMS é que as crianças continuem sendo amamentadas até pelo menos 2 anos. Mas eu e o marido, marido e eu, pensamos, refletimos e decidimos que um ano de amamentação tava de bom tamanho por aqui.

Leah mamou leite materno exclusivo até os 6 meses. O desmame começou sem que eu percebesse, as mamadas foram diminuindo à medida que ela foi comendo melhor sólidos. Aos 10 meses ela fazia as 3 refeições direitinho e às vezes um lanchinho a tarde. Então durante o dia ela mamava logo que acordava pela manhã e antes das sonecas, e a noite quantas vezes acordasse, uma ou duas vezes. Também mamava somente em casa, se a gente tivesse fora na hora de alguma soneca, ela dormia sem mamar e sem problema nenhum. Aos 12 meses começei a ficar aflita com idéia dela não mamar mais. Que difícil decidir acabar com esse momento tão gostoso! Então deixei acontecer naturalmente. Aos poucos fui parando de oferecer as mamadas antes das sonecas. Ela não pedia, e dormia normalmente, mas se eu oferecesse ela mamava tranquila e dindamente.

Eu não queria dar mamadeiras e tentei fazer a adaptação pro leite de vaca no copinho (Seria muita ilusão?). Comprei uns copinhos sem alças pra ficar mais no estilo mamadeira, mas ela não tomava quase nada no copo. Ela não sabe beber continuamente num copo, toma uns goles e para, toma mais outros e pronto, deixa o copo de lado. Então demos a mamadeira mesmo e assim ela tomava o leite todo. Era o papai que a tava botando pra dormir quase todos os dias com a mamadeira, e assim se foi mais uma mamada. As mamadas durante o dia foram parando aos poucos até eu perceber que ela praticamente não mamava mais durante o dia, só durante a madrugada. Pensei tá tudo errado, normalmente se faz o desmame noturno primeiro!

Coloquei o marido em ação durante a madrugada. A idéia era fazer com que ela voltasse a dormir sem se alimentar, eu daria de mamar quando ela acordasse depois das 6 da manhã, mamada essa que ja não dava mais, mas voltei a dar porque eu não tava pronta pra acabar de vez com a amamentação. E foi depois de 13 meses de vida que eu ouvi Leah chorar na madrugada. Ela abria o berreiro quando via a cara do pai e não a minha, mas logo parava. Foram uns três dias que ela chorou quando o via e depois se acostumou com a presença dele na noite. Ela demorava muito mais tempo pra voltar a dormir. Comigo, eu ia lá, dava de mamar, ela dormia e eu voltava pra cama rapidinho. Marido levava uma vida pra voltar pra cama e eu ficava com o coração na mão, e se ela tivesse com fome? Eu achava que com o desmame noturno ela ia dormir a noite inteira. Mais ilusão. Fomos tentando até que ela não voltava mais a dormir com o pai, uma noite ele ficou impaciente e me passou a rédea. Eu então a dei uma mamadeira que ela devorou e dormiu. Ai que dó, ela tava com fome! E começamos a dar uma mamadeira quando ela acordava. Daí que ela tava mamando somente quando acordava pela manhã. Percebi que ela mamava, mas não tomava quase nada, meu leite tava diminuindo. Decidi então tirar essa mamada e decretar o desmame total.

Faz 3 dias que ela não mama mais gente! Tô triste! Desmamada aos 14 meses e meio. Ela parece nem se lembrar que a mamãe aqui era fonte de alimento. O desmame foi molezinha, gradativo, natural, sem traumas. Só a mãe besta aqui que já ta com saudade e vontade de voltar atrás e amamentar a cria até os 10 anos.

E eu tô de volta em ação na madrugada, já que agora somos escravos da mamadeira, divido essa labuta com o marido. Quando tô com muita preguiça, acordo o marido, quando a preguiça de acordar o marido é maior, vou eu mesma. Que coisa chata é essa preparar mamadeira! E olha que aqui a gente nem "prepara". Os guri de mais de um ano aqui nos esteites tomam leite de vaca do mesmo que os adultos tomam, aquele líquido, que no brasil vem em saquinhos e aqui vem em galão. No brasil as crianças tomam mais leite em pó, o Ninho né? Porque depois de um ano não já tomam direto do saquinho também? Diferenças culturais... Mas então, aqui a gente já deixa a mamadeira cheia na geladeira, e quando ela acorda no meio da noite a agente só esquenta no microondas e pronto, mesmo assim é uma chatisse e preguiça enorme fazer isso. Obrigada Papai do Céu pela amamentação com todos seus benefícios e praticidade!

Agora a luta será de tirar a mamadeira da madrugada. Mas ela até que não ta mais acordando sempre no meio da noite, às vezes acorda somente às 6:00 am. Daí a levamos pra nossa cama, damos uma mamadeira e ficamos lá preguiçando na cama, cochilando, até a hora que o papai tem que levantar, lá pras 7:00 horas. Que esse seja o começo das noites completas de sono. Assim já vou tá pronta pra engravidar e começar a noites insomes de novo... Hahaha  E quem entende o bixo mãe?!

17 setembro, 2011

Tchau Verão!

O verão parece que mal começou e já acabou. O outono é uma estação linda com as cores amarelo e vermelho que pintam as árvores e aquele tapete de folhas ao chão. Mas não curto o começo do frio e a chegada do inverno com suas cores depressivas. São longos meses de hibernação que não quero nem imaginar como será com Leah tão ativa e entendiada em casa. Por isso quero procurar atividades diferentes pra fazer com ela em casa e to deixando qualquer  passeio em lugar coberto só pra quando não der mais pra botar o nariz lá fora. Coisa boa é que vamos dar uma esquentadinha no Brasil em outubro! To tão animada, são quase três anos desde que deixei minha pátria amada.   

Mas vamos dar um adeus ao verão 2011 com uma retrospectiva ilustrada.

- Leah foi ao Zoológico pela primeira vez e adorou. Nem uma onça faminta bota medo nessa menina...



- Nos associamos a um clube. Malhação pro papai e mamãe (finge que a gente malha tá?) e diversão pra família toda. Foi levando Leah pra brincar no parquinho do clube que descobrimos que ela DETESTA pisar em areia (como vai ser levar essa menina na praia, gente?). Felizmente o clube tem uma área de brincar interna maravilhosa e Leah se diverte horrores lá, no chão de carpete.



- Andamos muito de bicicleta. Durante o verão aqui só vai escurecer depois das 9 da noite, daí sempre dava pra dar umas voltinhas de bicicleta depois que o marido chegava do trabalho. Uma delícia!




- Teve piscininha no quintal



- Teve banho de "chuveiro" no parque pra refrescar o calor de 40˚C às 6:00 pm.



- Deitamos e rolamos na grama. Amava simplesmente deitar no quintal, curtir a sombra e água fresca olhando aquele céu azul lindíssimo enquanto Leah brincava de cavalinho em cima de mim e depois me atacava com beijos. Amo, amo, amo esses momentos.



- Teve piscina e mais piscina




- Teve parque de diversão e estréia da pequena no carrossel e na roda gigante.


- Teve leah no mini-golf pela primeira vez.



- E o que é verão sem sorvete né? E sem óculos escuro?




- Teve picnics, caminhadas, muitas idas a vários parques lindos, muita curtição da natureza. Leah provou grama, terra, folhas, pedras, flores, besouros e gravetos. Perseguiu e exterminou a vida de muitas formigas.


Ah verão, como eu te amo! Sentirei tanta saudade do teu calor, do cantar dos pássaros, dos raios de sol que iluminam das 5 am às 9 pm e que queimam a pele, do azul anil do céu e do verde vibrante da grama. Contarei os dias até a tua volta. És muito querido, vê se fica por mais da tempo da próxima vez.

14 setembro, 2011

Pagando de mentirosa

Falei aqui que Leah foi um bebê molezinha que quase não chorava. Foi.

Certeza que nesses dois últimos meses ela já chorou mais que no primeiro ano inteiro!

Acontece que agora ela é uma danadinha e expressa qualquer desejo e frustração com choro. Sem contar com os dias que ela só quer tá grudada na mamãe 24 horas. E ai dos ouvidos se eu tento andar sem ela nos braços ou sentar sem ela no colo.

Daí que o marido mal chega em casa e a filha é colocada em seus braços, sem tempo nem pra dar um oi, é bombardeado com as reclamações da mulher:

- Que bom que você chegou! Nossa, hoje foi muito chato. Leah não me deixava fazer nada, levei o dia inteiro só pra varrer o chão e dobrar as roupas. Ela só chora. Eu paro, brinco, dou atenção e ela fica bem, mas basta eu tentar ir fazer outra coisa que ela começa de novo, boto brinquedos perto de mim, mas ela não dá a mínima pros brinquedos. Ela não quer saber nem de assistir televisão! Daí tive a genial idéia de levar uns brinquedos pro quintal, achei que ela ia ficar feliz brincando lá fora e que até daria pra eu fazer um pouquinho de latch hook (um tapetinho de lã que estou fazendo pro natal). Que nada! Ela brincou por um minuto e depois só queria saber de subir os batentes, tentei bloquear com uma cadeira e ela subia na cadeira, eu a tirava de lá e ela só chorava. Ela não dava sossego! Daí resolvir pegar o carrinho e levar ela naquele parquinho, longe pra dedéu, pra EU distrair um pouco. Cheguei agora a pouco e não tem janta! Blá blá blá...

Marido-anjo responde:

- Calma amor, agora eu to aqui, pode ir fazer o que você quiser que eu cuido dela. Quer que eu compre o quê pra janta?

Os dois saem pra comprar comida e eu fico na dúvida se limpo a cozinha ou se deito no sofá e boto os pés pra cima. Fiquei com a segunda opção.

Quando chegam  em casa:

- Ela chorou no carro?
- Não.

Vou comer e ele botar ela pra dormir.

No dia seguinte, finalmente um sábado em que o marido não trabalha. Ele levanta cedo pra ficar com Leah enquanto eu durmo mais um pouquinho. Levanto às quase 10 horas e vejo a cena: marido sentado no sofá assistindo um documentário enquanto Leah brinca com seus brinquedos, feliz, cheia de energia e do bom-humor.

- Leah tá dando trabalho?
- Não. Brincamos, assistimos desenhos, depois ela começou a brincar com as coisas daí botei o documentário...

E ele começa a narrar as gracinhas que ela fez e as brincadeiras dos dois. Me sobe uma invejinha. Porque, né? Nunca nessa vida que eu posso sentar tranquila daquele jeito no sofá. Se sento, ela agarra nas minhas pernas querendo subir até que eu a coloco no sofá e fico feito uma goleira louca enquanto ela corre de um lado pro outro e eu tento garantir que ela não abra a testa no chão.

- Ela comeu?
- Comeu um pouquinho, ela não quer comer muito de nada, até bolacha ela só comeu duas, não tentei fruta ainda...

Ah tá. Bolacha pro café-da-manhã. Que se oferece antes da fruta. Nutrição que só os pais conhecem.

- E você, já comeu?
- Comi o restinho do cereal de Leah e as bolachas que ela enfiava na minha boca.

Depois de tomar meu café-da-manhã, aproveito a folga do marido (ou seria a folga da mãe?) pra dar uma alisada na juba, quando percebo a tranquilidade da casa e vou ver o que meus amores estão fazendo. Quando me deparo com mais uma cena rara, digna de invejinha minha: marido no computador e filha sentada no chão, muito distraída com um brinquedo. Aí eu não aguento, é desaforo demais pra essa pobre mãe:

- Não acredito no que estou vendo!!
- Quê?
- Você aí sentando na cadeira-proibida e Leah brincando! Juro que ela não me dá esse sossêgo e não me deixa mesmo ficar no computador, a menos que ela esteja no meu colo destruindo tudo na mesa. Ela não é tão boazinha assim, ela se comporta contigo pra que eu pague de mentirosa!!
- Coisa boa que eu acredito em você né amor?!

É amor, que bom! Porque é mesmo difícil de acreditar que aquele anjinho é o terrorzinho que eu tava reclamando.

Mesmo nos dias em que ta boazinha, percebo que Leah fica bem mais feliz quando o pai ta em casa. Ela fica mais tranquila, brinca mais com os brinquedos e adora ter nossos olhares voltados pra ela pra fazer suas gracinhas, e quanto mais a gente rir, mais graça ela faz.

Aos 7 meses, de chamego com o papai querido.

E por aí, também acontece essa mudança de comportamento/humor na presença do pai?

12 setembro, 2011

Sobre Amamentação

Tava escrevendo sobre amamentação para o meu irmão e cunhada que acabaram de ter bebê, e resolvi fazer um post, quem sabe não ajuda mais gente.

Aqui nunca pensei em outra forma de alimentar minha filha. Amamentar é natural e em nenhum momento pensei "e se eu não conseguir?". Antes de Leah nascer não comprei mamadeiras e nem chupetas (acabei dando chupeta depois, mas falo disso em outro post). Acredito que toda mulher tem capacidade de amamentar, em alguns casos surgem dificiculdades, nem todo bebê nasce sabendo mamar e se o bebê não pega o peito corretamente, segue uma série de problemas, frissuras - pouca produção de leite - pouco ganho de peso pro bebê. Como meu irmão bem falou, na grande maioria dos casos em que o bebê não mama, pouquíssimos são por causa de algum problema fisiológico.

O que diz a Organização Mundial de Saúde:
- As crianças devem fazer aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade. Ou seja, até lá, não se deve dar nenhum alimento ou bebida complementar, nem chá, nem suco, nem mesmo água. Nada. Só leite materno.
- A partir dos 6 meses toda criança deve receber alimentos complementares e devem continuar a ser amamentada até, pelo menos, os 2 anos de idade.

O que a OMS recomenda para o sucesso da amamentação:
- Informação para as grávidas sobre as vantagens e a pratica da amamentação.
- Iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto.
- Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo que tenham que se separar de seus filhos.
- Não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que seja por indicação médica.
- Amamentação em livre demanda (sempre que o bebê quiser).
- Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas.

Todo mundo sabe que o leite materno é o alimento ideal para o crescimento saudável e desenvolvimento dos recém-nascidos. Ele supre todas as necessidades nutritivas da criança até o sexto mês, protege contra diarréia, doenças infecciosas, respiratórias e outras mais graves como diabete e leucemia, diminue a tendência a problemas alérgicos, possui ácidos graxos essenciais para o desenvolvimento do cérebro, promove o estabelecimento de uma ligação emocional muito forte entre mãe e bebê, além dos benefícios para a mãe, como diminuição dos ricos de câncer de mama e de ovário.

Mas se amamentar é essa maravilha toda, porque ainda são tão poucos os bebês amamentados e menos ainda os amamentados exclusivamente? Creio eu que seja falta de informação sobre o ato de amamentar e o processo fisiológico da amamentação. Não há preparação melhor que a informação. "A força de vontade, aliada à informação correta, tendo o apoio logo do início, é meio caminho pra que a amamentação ocorra sem problemas." Antes de engravidar eu achava que amamentar era botar o bebê no peito e tava tudo resolvido. Somente durante a gravidez que vim saber que existe uma pega correta e que nem todo bebê nasce sabendo pegar o peito; que o processo de adaptação é bastante dolorido e que o leite mesmo só desde dias após o parto. Eu não tinha idéia do que era colostro.

Se a mulher não entende o processo fisiológico, vai achar que não tem leite suficiente, antes mesmo da descida dele. E se o bebê não pega o peito corretamente, não vai conseguir se alimentar bem e mãe vai achar que seu leite não é adequado, o tal do "leite fraco", que não existe. Ou se a mulher não sabe que durante as primeiras semanas vai doer até que o peito se adapte àquela sugação toda, acaba desistindo por não esperar que fosse tão doloroso e não saber que vai passar.

Esse link aqui explica direitinho sobre a posição e pega correta. Alías, o site todo é muito bom e vale a pena dar uma olhada. Só acrescentando o que não tem lá: o bebê não deve virar a cabeça para o lado para mamar, a cabeça deve estar para frente, para isso é só segurar o bebê com a barriga encostada na barriga da mãe. A boca deve ser de "peixinho", com os lábios virados pra fora.

"A amamentação é um processo fisiológico, natural, mas que precisa ser aprendido".

09 setembro, 2011

Cantinho feliz

Leah sempre acorda num bom humor incrível. Não sei o que é ter um bebê chorando na madrugada, posso contar nos dedos das mãos as vezes que ela acordou chorando à noite. Durante as sonecas do dia acontece mais e acredito que seja por causa de pesadelos. Geralmente quando ela acorda chorando é porque teve o sono interrompido, e eu corro lá pra fazê-la dormir novamente, mas quando ela acorda espontâneamente, é no maior astral! Só percebo que ela acordou quando escuto as zuadinhas dela brincando, muitas vezes fico atrás da porta ouvindo um pouquinho essa fofice. A primeira coisa que ela faz é jogar a chupeta no chão e fala "Oh-ou!" Quando vou pegá-la sempre brinco um pouco de "achou" com ela dentro do berço, ela corre pra um lado e pro outro e se diverte horrores.

Sempre cuidei pra que o berço fosse um cantinho agradável. Nada de a deixar lá chorando desamparada. Nada de a deixar brincando sozinha no berço enquanto eu ia fazer outras coisas, a não ser que eu estivesse no quarto dela dobrando suas roupinhas e algumas vezes pra ir ao banheiro, mas geralmente eu a deixava no chão mesmo e desde que aprendeu a engatinhar ela vai ao banheiro comigo. Certa vez li em algum lugar que os pais não deviam botar os filhos de castigo no quarto, pois o quarto devia ser um lugar agradável, em que os filhos tenham prazer em estar e assim ter um sono tranquilo. E é isso que tenho feito com Leah desde o berço, pra ela o berço não está associado a choro, solidão, insegurança e/ou medo, e sim a tranquilidade, sorrisos e alegria.




Acordar sempre com esse sorriso, não tem preço!

Como é aí com os filhos de vocês?

07 setembro, 2011

Era uma vez um taxista...

Depois de quatorze meses, finalmente acaba a vida de taxista do meu marido.

Desde que Leah nasceu que eu ando no banco de trás com ela pra que não chore. Mas ultimamente de nada servia minha presença, Leah detesta ficar quieta em um canto. Ela tem uma caixinha de brinquedos no carro que a distrai por uns 10 segundos, tempo dela tirar tudo de dentro e jogar do lado e aí começa os gritos e o choro. Vez ou outra eu pedia pra dirigir e o marido ficar lá aguentando ela.

Achei que já tava na hora de mudar a cadeirinha. Ela ficaria mais feliz virada pra frente, iria poder ver tudo dentro do carro e seria mais fácil de a distrair quando estivéssemos sozinhos com ela. E assim resolvemos mudar Leah do infant pro toddler car seat.

Acho que a primeira cadeirinha se chama de bebê conforto no Brasil né? Não que ela não coubesse mais na velha, na verdade ela ainda nem tem a altura mínima pra essa cadeira nova (Hoje pegamos as medidas, ela tem apenas 73 cm e 9.15 kg), mas eu não aguentava mais o escândalo e ter que inventar mil e uma brincadeiras pra que ela ficasse feliz no carro. E parece que está dando certo, os dois últimos passeios na cadeirinha nova foram tranquilos, Leah até dança e agora posso andar na frente novamente e fazer um carinho na nuca do maridão, que ele tanto gosta, enquanto dirigi. ^^

Lembrando da importância das cadeirinhas de carro. O bebê deve estar sempre na cadeira e com o cinto de segurança o tempo todo que o carro estiver em movimento. Vejo muitos bebês nas cadeiras, mas sem o cinto. A cadeira também deve estar devidamente instalada. Não adianta só botar a cadeirinha no carro, ela precisa estar presa ao banco. Confesso que já tirei Leah da cadeira pra amamentar na estrada, totalmente errada. O certo é encostar o carro pra dar de mamar. Se você estiver sozinha e o bebê chorando muito, dá uma paradinha pra alcamá-lo, tenha sempre brinquedos e livros no carro. No caso de uma viagem, um dvd portátil é uma mão na roda!  

Olha a cara de boazinha na cadeira velha.
Agora tá melhor, né mamãe?!


Dica: procurem por cadeiras que tenham essa trava no peito. Sem isso é muito fácil a criança tirar os braços e ficar solta. Leah tentava muito se soltar e se não fosse a trava ela ia conseguir. Nunca vi nenhuma cadeira aqui sem, mas das fotos que vejo do pessoal do brasil, nenhuma tem. =/

02 setembro, 2011

14 meses


Hoje minha boneca completa 1 ano e 2 meses. Não sei se ela é um bebê grande ou uma criança pequena.

Fala poucas palavrinhas: 
Mama: só quando está aborrecida com alguma coisa e quer um denguinho. Sabe aquele "Mãma" choramingando?
Hi: essa é a palavra que ela domina, fala pra tudo e todos, desde que a pessoa não esteja lhe dando atenção. A gente sai pra passear e ela vê uma pessoa do outro lado da rua: "Hi!" Alguém passa ao lado: "Hi!" Na igreja sai andando, olha bem pro rosto das pessoas que estão prestando atenção ao discurso e: "Hi!" Vê um cachorrinho: "Hi!" Várias vezes ao dia, olha pra mim ou o pai e: "Hi!" Se olha no espelho: "Hi!" Agora se o ser estranho que cruza nosso caminho para dar um oi, ela faz cara cara de "Vem cá, te conheço?" e no máximo dá um sorrisinho pra não deixar a pessoa com cara de tacho.
Oh-ou: fala quando a gente deixa cair, ou então ela joga, alguma coisa no chão.   
No: pra qualquer coisa que não queira ter ou fazer. Geralmente vem em eco "No, no, no, no..." Às vezes o som sai mais pro português "Nhã".
Tái -tá: tentando cantar "Cai, cai balão"

Gracinhas mais novas:
- Quando pergunto "Como faz oração?" Ela cruza os braços e sussurra.
- Se calço a sandália nela, ela já corre pra porta. Sabe que vamos passear.
- Mostra onde está a cabeça.
- Faz os gestos da música Cai, cai balão.
- Ta dançante toda. Com qualquer musiquinha ela já balança o esqueleto.
- Adora jogar coisas dentro do balde de lixo. Alguns imãs de geladeira  se foram porque o balde tava cheio e não me atrevi a tirá-los de lá, mas já tive que resgatar as sandálias dela.
- Anda muito carinhosa, os abraços são mais fortes e os beijos mais longos.

Delícia!