20 novembro, 2011

De volta ao meu aconchego

Minha viagem de volta foi tão cheia de mazelas que vou tentar resumir aqui ao máximo pra não encher muito vocês.

Tudo começa com um escândalo na hora de fazer meu check-in no aeroporto de João Pessoa. Uma mulher que foi impedida de viajar  armou o maior barraco, arrancou o computador e jogou no atendente, jogou as malas nele, gritou, xingou, esperneou até cair no chão desmaiada. O barraco rendeu mais de meia hora de atraso pro sistema voltar a funcionar e a fila andar. Quando chega minha vez não queriam me deixar viajar por que eu precisava de uma autorização do pai pra viajar com minha filha. Como assim precisa de autorização pra viajar com a própria filha? E eu ainda tinha ido até lá sem autorização nenhuma. A confusão foi grande, quase perdi o vôo, mas consegui as passagens bem em tempo pro embarque.

Escala no Rio de Janeiro, novo check-in, mais uma vez pediram pela tal da autorização, mas dessa vez eu consegui resolver rapidinho mostrando os documentos dela. Quando o avião está quase decolando surge uma suspeita de problemas técnicos na aeronave e temos que esperar os mecânicos dar uma olhada. Acabou que não tinha nada de errado, mas atrasou o vôo em duas horas e chegamos em Atlanta na exata hora em que meu próximo vôo deveria estar saindo.

Passagem remarcada, tinha que esperar umas 2 horas pelo próximo vôo. Leah dormiu e eu sentei um pouquinho mais atrás do meu portão de embarque, liguei meu computador pra ficar de olho na hora, já que eu estava sem relógio e o celular descarregado, e começei a ler um livro. Deu a hora do embarque e estranhei a falta de movimento no meu portão. Então fui lá pra verificar e vejo na telinha que aquele portão estava com outro destino e vejo então a hora local: uma hora a mais do que eu achava que era. Meu computador tinha a hora daqui de Minnesota que é uma hora a menos de lá da Georgia. Eu não quis acreditar! Fui até algum funcionário perguntar se aquela era mesmo a hora e se eu tinha perdido o vôo. Me senti a mais idiota das criaturas!! Como eu estava ali praticamente na porta, esperando desde cedo e perco meu vôo?! Como?! É, parece que o livro é mais envolvente do que eu pensei, eu não vi nada. Não ouvi chamada de embarque, não vi movimento de pessoas no meu portão, nada. Lá vou eu remarcar minha passagem de novo e: os próximos vôos estavam lotados, só tinha vaga em um vôo de 6 da noite. Detalhe: era 11:00 da manhã!!! Eu quase tive um treco só em pensar em passar o dia todo naquele aeroporto por pura leseira minha!! E aí a moça fala:
- Olha, o próximo vôo pra lá sai de 12:30 no portão tal. Vai lá e fala com o pessoal pra ver se eles conseguem uma vaga pra você. Se não conseguir, tenta no próximo. Espero que você não esteja aqui até às 6 horas.
- Papai do Céu te ouça, moça!

E então eu fui lá, o embarque já estava começando. Fiz a maior cara de coitada, falei que tinha perdido um vôo por atraso e omiti a parte que perdi outro por leseira. E que ia ter que ficar ali até as 6 horas com um bebê. Um atendente falou com outro, que falou com outro, que mexeu no computador e me deu uma passagem. Obrigada Senhor!! Sentei na janela da última fila, o vôo foi completamente lotado. Não sei se tava mesmo sobrando aquela cadeira ou se de alguma forma me arrumaram aquele lugar. Só sei que eu estava finalmente voando pro meu destino final e nunca me senti tão feliz por entrar em um avião.
Ah, detalhe engraçado. Eu ainda tinha que avisar a meu marido que tinha conseguido embarcar naquele vôo pra que ele pudesse ir me pegar no aeroporto (que fica a uma hora e meia de casa). Lá vou eu morta de vergonha pedir um telefone emprestado. Quando pergunto a um Senhor se ele teria um telefone que eu pudesse fazer uma ligação rapidinho, ele pergunta assustado (por causa do meu sotaque) "pra qual país você vai ligar?" kkkkkkkkk

E depois de longas 26 horas de viagem, passando esses perrengues todos com um bebê a tira colo, cheguei em casa inteira. Leah se comportou bem, deu o trabalhinho básico por querer brincar e se movimentar, mas esbanjou charme caminhando no corredor dando tchauzinho pra cada pessoa no avião. Ela se acostumou bem de volta as coisas aqui. O que deu mais trabalho foi pra voltar a dormir no berço, mas agora ja acostumou.

Note for myself: Viajar sozinha com bebê só em caso de real necessidade. Se viajar, ter sempre a autorização do pai, nem que seja pra ir na cidade vizinha. E nunca, nunquinha confiar na hora do meu computador.
                            

6 comentários :

  1. eITA AMIGA Q CORRERIA.
    Qnt a autorização, precisa mesmo. Nós vemos mtos casos de pais separados q sequestram seus filhos, então, como eles vão saber se a ma~e ou pai ñ está viajando com o filhos sem o outro saber? acho correto essa precaução, sabemos q é irritante qnd não temos, porém, sabemos q é necessário para a nossa própria segunrança e dos nosso filhos né?
    qnt ao perrengues do voo, tbém já passei por isso, mas, o mlehor é q chegaram mbem.
    bju grande e curta bastante o maridão, pq imagino q a saudade é grande.
    qnd puder, passa aki no meu cantinho.

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  2. Ja fiquei imaginando aqui a canseira q vc deve ter ficado... nossa, trabalhão ein! Eu faço quase tudo sozinha tbm com o filhote mas uma viagem longa assim não sei se encararia não. Vc foi bem corajosa! O máximo q fiz foi viajar de carro, 3 hrs de viagem com filho e cachorro e passei o perrengue com os dois...rsrs

    A Leah eh uma boneca, linda e comportada!

    beijos

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  3. Adorei o relato!
    Ahh, viajar sozinha com criança deve ser difícil mesmo. Sem falar em toda sua aventura, e sua correria. Morri de rir, apesar de tudo!!! rsrs!!!
    Beijão

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  4. amiga, que perrengue foi esse? Jisuiis!

    Graças a Deus vcs chegaram sã e salvas! E que bom ter uma mocinha que quase não dá trabalho na viagem né?

    Beijão
    Curta bastante a casa, o maridão, a rotina.. tudo! rsrs

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  5. Ufa!! O que foi isso tudo? rsrs Graças a Deus deu tudo certo.
    Já viajei pra Fortaleza com a Malu uqando tinha 5/6 meses e pretendo fazer isso agora só com o pai rsrs
    Bjs

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  6. Afff, cansei só de ler! Que luta pra conseguir chegar em casa.
    Amiga, esse negócio de perder o voo, estando na porta de embarque é a minha cara, não viajo sozinha com a Analu porque é certeza que vou "aprontar" uma dessas.. Só em caso de extrema necessidade. Sorte sua que a Leah é uma lady e se comportou muito bem. Você tá de parabéns pela princesa que além de tudo, é super simpática!

    Beijooooos

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