31 dezembro, 2012

O ano termina...

E nasce outra vez.

Último dia do ano. Enquanto o resto do mundo deve estar se preparando pras festas de mais tarde, eu to aqui... blogando. Porque virada de ano aqui é a coisa mais sem graça do mundo e é isso que a gente faz, nada. Marido ta trabalhando, Leah ta dormindo e eu podia estar fazendo uma linda retrospectiva ou uma lista de metas e desejos para 2013. Mas como não sou disso, o que estou fazendo é colagem de fotos porque adoro ficar comparando. E tinha que fazer a colagem com a terceira foto de Leah com o Papai Noel.


E pra entrar no clima de retrospectiva, uma colagem de como Leah começou e terminou o ano:

Janeiro 2012/ Dezembro 2012

Com tanta roupa assim nem da pra perceber o quanto ela cresceu né? Comparemos com menos roupa então... Hahaha

Janeiro 2012/ Dezembro 2012

É isso que quero pra 2013: ver bem de pertinho minhas filhas crescendo lindas, felizes e saudáveis.


Feliz 2013!!!!

18 dezembro, 2012

28 semanas


Chegamos no terceiro trimestre. Yay!!

Animada é como sinto agora. Animada pra que Kylie chegue logo, animada pra segurar e cuidar de outro tiquinho de gente, viver tudo de novo. Animada pra ver Liloca como irmã mais velha, ver minhas meninas juntas. A mesma animação da primeira gravidez, mas uma nova situação.

Não estamos fazendo o pré-natal direitinho. Shame on me. Fui no médico só no comecinho pra confirmar a gravidez e depois com 16 semanas fiz só um ultrasom pra saber o sexo. Depois disso mais nada. Na primeira gravidez nosso plano de saúde era muito bom, mas mudou. Dessa vez o plano cobre pouquíssimo do pré-natal e cada consulta é um absurdo de dinheiros. Pra vocês terem uma idéia, meu exame de glicose na primeira gravidez foi somente 900 pilas (de dolares). E Obama reeleito, desse jeito vou ter meu terceirinho no meio do mato. Segundo o Baby Center, eu já deveria ver o médico a cada 2 semanas. Pra quê mô pai? Lá pras 30 semanas a gente vai dar uma checada, fazer exames e falir. Enquanto isso Kylie se mexe que é uma beleza e até que se prove o contrário, ta tudo bem por aqui. Hehehe 

Não mudei nada da minha rotina por causa da gravidez, continuo fazendo as mesmas coisas e pegando muito Leah no colo. Lavar a banheira sempre foi o serviço mais chato da casa, e buchuda é pior ainda. O que eu devia mudar é o sedentarismo. Até comecei a fazer uns exercícios, mas continuar que é bom... Fico cansada só em subir as escadas e já não aguento muito andar com Leah nos braços. Eu só carrego mesmo ela enquanto estamos do lado de fora, do carro até o lugar que estamos indo. Porque ela anda bem devagarinho e nesse frio você quer ir correndo do carro pro lugar quentinho. Mas Leah ta ficando mais pesada, ou eu que to ficando mais fraca mesmo. Calçar a bota pra sair também me tira o fôlego, sempre que o marido ta junto ele que coloca minha meia e bota. Porque o bom de estar grávida é poder explorar o marido ao máximo. Hahaha A azia tem sido minha companheira de gravidez. Chegou bem cedo dessa vez, com 16 semanas comecei a sentir uma vez ou outra, não senti por algumas semanas e depois ela voltou e ficou  por umas semanas me fazendo companhia todo dia o dia todo. Agora tá me dando outra trégua, aparecendo de vez em quando. Mas até que minha azia não é tão ruim, passa só com pastilha de cálcio. Mesmo assim só tomo antes de dormir quando o desconforto é maior. Comecei a ter colostro com 19 semanas (na gravidez de Leah também apareceu por essa altura). Tenho tido muita vontade de comer doce, principalmente à noite. Gordice mode on. 


Terceiro trimestre, você é muito bem vindo, mas por favor não demore muito não que eu quero conhecer minha outra bonequinha.

14 dezembro, 2012

A não preparação do ninho

Em outubro eu estava louca pra começar a preparar as coisas pra Kylie djá! Estava uma pilha e queria fazer tudo logo. Transformar o quarto de Leah em quarto de "mocinha" e começar a arrumar o quarto de Kylie. Temos os movéis que precisamos pra um bebê: o berço, a cômoda/trocador e a poltrona pra amamentar. Mas eles ainda estão sendo usados por Leah. Agora que a  poltrona está em desuso, mas o berço está sendo usado como cama, e mesmo Leah quase não cabendo mais no trocador, ainda o usamos. Queria comprar novos móveis pra Leah pra poder passar os móveis de bebê pro quarto de Kylie. Pro quarto de Leah quero somente uma cama e uma estante pros livros. E talvez uma cômoda, mas dá pra guardar todas as roupas dela no closet. Eu queria já sair comprando, já mudar tudo na casa (o quarto que será de Kylie é usado como escritório, tem somente a mesa do computador e uma estante pequena com livros que precisamos arrumar outro canto na casa). Queria mudar, mexer, comprar, arrumar. Mas o marido me segurou. "Ela só vai nascer em março, pra quê fazer isso agora?", ele perguntava. Maridos não entendem que a mulher grávida precisa fazer coisas relacionadas ao bebê pra conter a ansiedade nesses meses de espera. Mas o orçamento também não estava nada favorável e com muito custo consegui baixar os ânimos e esperar chegar Janeiro pra poder me jogar nas arrumaçõe$$. 

Mas enquanto espero Janeiro chegar e agora com os ânimos mais calmos, não sei mais de nada. Verdade é que o quarto de Kylie é mais um projeto pra me ocupar e segurar a ansiedade da espera, mas nem tem necessidade de estar prontinho da Silva antes dela nascer. Durante as primeiras semanas ela vai dormir no nosso quarto mesmo. E quero que as meninas dividam o quarto logo que possível. Pensamos em Kylie ter o quarto próprio no começo pra não atrapalhar o sono de Leah enquanto ela acorda e mama na madrugada. O que eu espero que aconteça por no mínimo um ano. Não tenho pressa pro meu bebê já dormir a noite toda aos 2 meses. Por no mínimo um ano pretendo amamentar dia e noite. Quero continuar amamentando depois de um ano, mas aí querendo deixar a mamãe dormir uma noite inteira já pode. Hehehe

Mas enfim.. aí fico pensando se um quarto pra Kylie não seria desnecessário. Será que não daria pra ela passar do nosso quarto já pro quarto com a irmã? Mesmo que ela acorde e eu fique indo lá pra amamentar, será que iria mesmo atrapalhar o sono de Leah? Espero que Kylie seja como a irmã que nunca acordava chorando, mas e se ela gostar de fazer cantoria nas madrugadas? E se ela for super tranquila e resolver dormir a noite toda desde bebezica? Fazer um quartinho provisório no escritório ou não? Só deixar ela no nosso quarto até que dê pra ir pro quarto da irmã ou não? E se eu não fizer um quarto pra ela, como ficar sã sem ter frescurites pra fazer? Sem precisar costurar kit-berço, pintar letrinhas do nome dela pra botar na parede, etc e tal? Vale dizer que a ansiedade, a vontade maluca de fazer coisas, as dúvidas e indecisão são tudo culpa dos hormônios?

10 dezembro, 2012

Dancing Star

Leah ta uma dançarina nata, não perde uma oportunidade de se remexer. 

Quase toda semana eu a levo pra contação de histórias numa loja de brinquedos ou na biblioteca. Um dia na loja depois do storytime teve uma aulinha de dança. Leah primeiro ficou só olhando, mas depois se soltou toda e não gostou quando acabou.

Outro dia quando estávamos saindo do boliche ela achou que a marca no chão era o lugar perfeito pra dar um showzinho. Ficou lá dançando um tempão. Tirei o som original do video por causa da zuada do boliche, mas era essa musica mesmo que tava tocando na hora.



Baladeira toda!

04 dezembro, 2012

Dormindo sozinha - Parte 2

Eu amo ninar minha filha. Amo esse momento de colocá-la pra dormir, sempre ficamos tão próximas. Foi duro quando resolvemos deixar ela adormecer no berço ao invés de nos braços e foi duro agora decidir sair do quarto antes dela estar dormindo. Desde que passamos ela pra cama que ficavamos no quarto até ela dormir.

Três semanas atrás marido começou a reclamar que estava demorando demais pra Leah pegar no sono. Pensei que homem só quer moleza mesmo, eu fazia a mesma coisa de tarde talvez fosse hora de deixar Leah dormir sem nossa presença. Depois de deitar Leah cama a gente ficava sentado na poltrona  ao lado até ela dormir. Às vezes ela queria um chamego e eu costumava sentar com ela no meu colo, cantar uma musiquinha e dar muito cheiro no cangote antes de deitar ela na cama. 

Mas um dia teríamos que acostumar ela a dormir sem a gente ali. E sem plano nenhum resolvi iniciar mais essa transição. Leah recentemente havia se apegado a uma boneca e sempre ia muito satisfeita dormir com a boneca ao lado dela. Na hora da soneca decidi que ia botar ela cama e sair do quarto em seguida. Deitei ela e a boneca, dei beijo nas duas e fui ligar o barulho estático que eu havia esquecido de ligar antes. Não falei nada, mas acho que porque Leah viu que eu não sentei imediatamente na poltrona, ela falou "Depois volta tá?". Por um segundo pensei que ela conseguia ler minha mente e sabia da minha intenção de abandoná-la sair do quarto. Só balancei a cabeça e saí. Deixei a porta apenas encostada e da sala eu podia ouvir Leah brincando com a boneca. Pouco tempo depois Leah saiu do quarto. Fui até ela, falei que era hora de dormir. Ela chorou. Peguei ela nos braços, abracei, falei mais uma vez que era hora de dormir, coloquei ela de volta na cama e saí. Ela começou a pedir por suco. Voltei no quarto pra falar com ela de novo, ela estava em pé na cama. Perguntei o que havia de errado, se ela queria alguma coisa (esperando ela dizer que queria suco pra eu poder explicar que não era hora de tomar suco). Ela não falou nada. Pedi pra ela deitar, ela voltou a chorar. Peguei ela no colo balancei um pouquinho pra acalmá-la e me toquei que não eu podia só dizer pra ela dormir e sair do quarto sem dar explicação nenhuma, eu precisava explicar e passar segurança pra ela (como falei no post anterior). Falei pra ela que estava tudo bem, pra ela dormir, que eu estava lá fora e que quando ela acordasse batesse na porta que eu viria pega-la. E com uma maturidade que não pertence a sua pouca idade ela deu um suspiro profundo pra segurar o choro, falou "Ok", me deu um beijo e se deitou. Saí do quarto mais uma vez e ela dormiu tranquilamente. 

À noite foi um pouco mais difícil. Fizemos a rotina: escovar os dentes, ler as escrituras e orar. O papai, que é quem fica com ela a noite, não sabia o que fazer. Como Leah tava pedindo pra ler um livro, falei pra ele botar ela na cama e ler o livro, depois se despedir e sair do quarto. Me despedi de Leah e deixei eles lá. Leah chorou quando ele saiu, marido veio pra mim com uma cara triste e no quarto Leah chamava por mim. Fui falar com ela e enquanto eu tentava acalma-la ela falava apontando pra poltrona: "Fica, fica, fica". Me partiu o coração. Quase resolvi deixar tudo isso pra lá e ficar ali com ela, mas com o coração apertado expliquei pra Leah eu ia ficar lá fora, que estava tudo bem, que eu viria sempre que ela me chamasse, que ela podia dormir. Saí e Leah chorou chamando pelo pai essa vez. O pai foi lá e conversou com ela também. Ela pareceu entender quando ele disse que voltaria na manhã seguinte, se acalmou e dormiu.

Ela só chorou nesse primeiro dia, depois não chorou mais, mas ainda passou uns dias pedindo pra que a gente ficasse com ela. E sempre que ela nos chamava a gente ia lá quantas vezes fossem necessárias e explicava com muito carinho que ela podia dormir e que estaríamos ali quando ela acordasse. Acho que com uma semana concluímos a fase 1 - Leah compreendeu que a gente não ia mais ficar no quarto, parou de pedir por isso e tava bastante segura pra dormir sozinha.

Mas começamos a fase 2 - segurança pra dormir sozinha ela tem, lhe falta é a vontade de ir dormir e o sono. Hahaha Depois de bem adaptada a dormir sem a gente no quarto, Leah começou a sair da cama e bater na porta. Várias vezes. Claro que eu não espero que eu coloque minha filha na cama e ela durma imediatamente. Minutos antes ela tava cheia de energia, pulando e falando pelos cotovelos, deve ser muito difícil pra ela desacelerar. Não vejo problema em ela ficar brincando na cama até o sono chegar, mas seria querer demais pra uma menina de 2 anos? Logo que a gente saia do quarto Leah ja se levantava e batia na porta. A gente voltava, deitava ela na cama, beijo, abraço, love you e nighty nigth de novo. E pouco tempo depois Leah batia na porta de novo. E a gente fazia tudo de novo. E de novo. E de novo. Ela se levantava 5, 6 vezes até dormir, a tarde e a noite, e todas as vezes a gente ia lá com muita paciência pra deitar e falar com ela. Algumas vezes falei firme com ela, mas logo o remorso me consumia. Não quero que ela durma triste, achando que estou chateada com ela. Como falei lá em cima, esse sempre foi um momento gostoso, sempre a colocamos pra dormir com muito carinho e não quero que isso mude nunca. Então se ela se levantava 5 vezes, era 5 vezes mais beijos que ela recebia, 5 vezes mais que ela ouvia I love you e 5 vezes mais que eu explicava pra ela ficar na cama. Comecei a explicar "Leah, não pode sair da cama. É pra dormir e quando acordar você chama a mamãe". E outro dia segue o diálogo enquanto eu trocava a fralda dela:

- Qué sisti mouse, mamãe. (o Mickey Mouse)
- Agora é hora de dormir, depois você assisti ok?
- No podxi xaí cama?
- Isso, não pode sair da cama.
- Depoix sisti mouse?
- Uhum.

E pronto. Três semanas depois, chegamos na fase 3 - ela não se levanta mais. Colocamos ela na cama, saímos do quarto e ela fica lá deitadinha até dormir.

É uma moça né? A mãe morre de orgulho!

27 novembro, 2012

Confiança baseada na comunicação

Qual mãe não fica toda boba, morre de amores e acha a cria extremamente inteligente quando eles começam a obedecer comandos simples? A criança começa a compreender, é começo da comunição, ela escuta, processa a informação e age. Coisa linda! Logo que Leah começou a compreender melhor o que falamos a comunicação tem sido um grande aliado nosso. 

Alguns meses atrás Leah tava dando trabalho pra ficar no berçário da Igreja. Ela chorava muito e mesmo sabendo que depois que eu saísse ela parava e ficava bem lá, eu não gostava de deixar ela chorando. Diferente de todo mundo, parece. Eu também ficaria assustada e ia querer minha mãe comigo se eu entrasse num lugar cheio de gente correndo e outras chorando loucamente. Então eu ficava com ela nesse momento. Depois as crianças são divididas por turma e vão cada uma pra sua sala - nessa hora já tá tudo mais calmo e quando Leah entrava na sala dela eu seguia pra minha. Um dia eu tentava deixar Leah sem chorar e toda vez que eu me preparava pra sair ela vinha chorando e se agarrava nas minhas pernas. Eu sempre abaixava e falava pra ela que ia pra minha aula, que ela podia ir brincar e que depois eu voltava pra pegá-la. Mas ela continuava chorando e eu continuava ali com ela. Até que depois de algumas tentativas ela simplesmente falou "ok", enxugou as lágrimas, me deu um beijo e se foi sem olhar pra trás. De repente ela compreendeu. Hoje ela entra saltitante, dá beijo, abraço e fala tchau enquanto outras crianças continuam chorando quando são deixadas lá.

Nessa última vez que estivemos no Brasil teve um dia que desci pra passear com Leah no térreo do prédio. Logo que viu a piscina ela quis ir pra dentro. Botei só os pezinhos dela na água, mas ela não ficou satisfeita, começou a tentar tirar a roupa pra entrar na piscina. Eu sabia que se tirasse ela dali ia ser choro dos grandes. Então falei: "Leah, vamos subir pra botar seu maiô e pegar uma toalha, tá?" Me surpreendeu como ela saiu da piscina sem reclamar nadinha. Na verdade eu só tentei uma maneira rápida de tirar ela dali sem choro, não esperava que ela fosse realmente compreender. Enquanto subíamos vi que já passava da hora da soneca e decidi que ia botar ela pra dormir. Quando chegamos no apartamento Leah foi direto pra área de serviço e falou "A-ha! Tá aqui!" apontando pra sua toalha estendida no varal. Percebi como ela compreendeu tão bem o que eu havia dito, ela confiou em mim e por isso saiu sem reclamar, sabendo que iria voltar. Pra continuar tendo um bom relacionamento com ela e recebendo bons resultados precisamos de boa comunicação e pra isso eu não poderia quebrar minha palavra. Se eu havia dito que ia pegar o maiô e a toalha pra ela entrar na piscina não poderia agora dizer que ela iria dormir, iria quebrar a confiança dela nas minhas palavras. E pra piscina fomos.

Desde que Leah começou a compreender bem o que falamos que usamos a comunicação pra estabelecer uma forte relação de confiança. Explicamos tudo pra ela e não fazemos falsas promessas. E tantas outras coisas se tornam mais fáceis porque explicamos, ela é capaz de entender e pode confiar na gente. Conseguimos contornar muitas situações apenas falando com ela. A comunicação foi fundamental pra tirar a chupeta, a mamadeira e agora tem sido pra mais um passo: deixar de ficar no quarto até ela dormir, que venho contar no próximo post como esta sendo.

20 novembro, 2012

Amor que não se mede

Papai que costumava botar Leah pra dormir toda noite. Depois da rotina toda, Leah deitava na cama e a gente sempre ficava sentados na poltrona do quarto até ela dormir. Algumas semanas atrás teve uma noite que ele queria fazer algumas coisas e eu me ofereci pra botar Leah pra dormir. Mas ao invés de deitar logo ela cama sentei na poltrona com ela em meus braços. Eu cantava pra ela enquanto fazia carinho em seu rosto e mãozinha, ela me olhava fundo nos olhos. Eu queria sentir ela adormecer em meus braços como há muito tempo não fazia. Eu queria saber o que ela pensava, mas tinha certeza que ela podia sentir o quanto a amo. Enquanto eu fazia carinho naquela pele tão macia e ela ficava sonolenta, meu coração ardia de amor e a vontade de poder segurar ela daquele jeito pra sempre transbordava pelos meus olhos em lágrimas. "Te amo tanto" eu disse pra ela seguido de um beijinho na testa antes de botá-la na cama. Ela se sentou, me deu um beijo em uma bochecha, um beijo na outra bochecha, um beijo na boca e envolveu seus braços no meu pescoço me dando um forte abraço. Não disse nada, mas vi nos olhos dela e na força do abraço o quanto ela me ama também. 

Quando sai do quarto contei isso pro marido. Falei como eu sei que ela sente o quanto a amo e como eu quero que ela lembre desse sentimento por toda a vida. Ele enciumado quis fazer a mesma coisa. Na noite seguinte Leah foi direto pra cama, ele então sentou no chão ao lado dela pra fazer carinho em seu rosto até ela dormir. Ele disse que quis chorar quando Leah falou: "Love you papai. Very much".

11 novembro, 2012

Imaginação

Acho imaginação de criança uma coisa fascinante.

Logo que voltamos do Brasil, quando Leah sentava na mesa pra comer ela sempre olhava pro chão ao lado dela e falava com a priminha Layla, como se ela realmente estivesse ali. Eu ficava de coração partido. 

Depois disso começou a surgir muitos bichinhos imaginários aqui em casa. Gatos principalmente. Leah fala com eles, pega no colo, dá pra gente segurar. Eu sempre entro junto na imaginação dela, faço carinho, brinco com os gatos também. 

Teve uma vez que apareceu um gato na hora que estávamos saindo do carro. Leah estava nos braços do papai, me deu o gato pra segurar e estávamos andando em direção a uma loja. Fingi que botei o gato no chão e dei tchau pra ele. Leah imediatamente começou a chorar, falando "nããão" e olhando pra trás. Nós então voltamos um pouquinho no estacionamento e ela se abaixou pra pegar de volta o bichinho. Ela ficou tão triste que eu estava abandonando o gatinho dela. Que dó. Mas foi tão engraçado! 

Os gatos aqui de casa até fazem cocô no chão. Mas Leah sempre limpa, ufa!

E tem uns sapos que adoram aparecer na hora que estamos comendo. 

Ainda bem que são só de imaginação...

08 novembro, 2012

Bebês choram o tempo todo?

Ou

A vida com um recém-nascido.


Não tenho intenção de fazer desse um "blog cor de rosa" como se diz por aí. Mostrando só as maravilhas da maternidade e fingindo que as dificuldades não existem. Mas também se uma fase pra mim foi cor de rosa, não vou vir falar dela aqui no blog pintada de preto né?

Tenho recebido aqueles boletins do Baby Center por email, com o desenvolvimento da gravidez a cada semana e links sobre outros tópicos. Lendo uma coisa e outra uma frase pequena me intrigou: babies cry all the time. Nem sempre Baby Center, nem sempre.

A vida com um bebê novinho é frequentemente definida como caos. Dos relatos que vejo de como é ter um recém nascido em casa resume-se basicamente assim: bebê chora o tempo todo, a mãe faz de tudo pra acalmar, alimenta, troca fralda, agasalha, desagasalha, balança nos braços, balança no carrinho, deita o bebê, pega o bebê, mostra brinquedinhos, canta, dança, chora junto, quando o bebê finalmente dorme a mãe o deita no berço e como se tivesse espinhos nos colchão, o bebê acorda se esguelando e o ciclo recomeça. E entre tudo isso a mulher tenta cozinhar, lavar, passar, espanar, organizar e ainda ficar linda, maquiada, perfumada e depilada. Nesses primeiros meses não sobra tempo pra nada, muito menos pra si própria, a casa vira uma zona, as mães ficam exaustas, com a auto-estima baixa e mais frequente do que gostaríamos, tem depressão ou baby blues (esses últimos nada tem haver com a rotina, são culpa dos hormônios marditos).

Mães que se identificam com o relato acima, não me odeiem, mas deixa eu resumir minha experiência com minha recém nascida: Leah raramente chorava. Dormia muito e enquanto ela dormia eu tinha tempo pra fazer muita coisa. Saí do hospital horrorosa, aceitando o fato que tinha chegado minha hora de embarangar e pronto. Mas sequei rapidamente, cortei a juba enorme e sem graça e logo me senti linda e glamourosa. Sair com ela recém nascida era ótimo, ela dormia o tempo inteiro ou ficava quietinha; íamos pra todo canto com ela. Todo o primeiro ano de Leah foi assim, ela dormia bem, comia bem, chorava quase nada. Foi muito tranquilo, foi lindo, foi cor de rosa purpurinado. Claro que tive meus perrengues também. Sim eu saia do banheiro com só uma das pernas depilada, esquecia de comer, de escovar os dentes, comi muito com uma mão só enquanto ela mamava, passava o dia de pijama, a casa ficava de lado. Tudo isso faz parte. Mas não foi nem de longe um caos.

Devo só ter tido sorte de ter uma bebê boazinha. Mas tem alguns fatores que acredito que influenciaram pra que meus primeiros meses como mãe fossem suaves:

1) Auto-confiança.
Existe um pressão muito grande especialmente com as mães de primeira viagem. Vai aparecer um monte de gente pra te dizer como fazer, como ser mãe. São tantas opniões diferentes, tantas coisas novas, tantas possibilidades que a mãe fica perdida e procura um alguém, uma teoria ou um livro como guia e esquece de olhar pra si mesma, de ouvir seus instintos. Esquece que maternar é um processo natural, e não um método com regras pra se seguir. Temos sim que buscar informações sobre saúde e desenvolvimento, com bases científicas. Mas ninguém pode te dizer como cuidar do teu filho, que rotina estabelecer, quantas horas deixar chorando, quantas horas esperar entre uma mamada e outra...

2) Compreender o sono dos bebês.
Uma coisa que aprendi com Leah foi que bebê que dorme bem = bebê feliz = mamãe feliz. Recém nascidos dormem o dia todo. É difícil mantê-los acordados até pra mamar. De onde vem essa história de que só choram? Eles só dormem! Eu não sabia que dormiam tanto e me ajudou muito saber que bebês novinhos não aguentam mais que duas horas acordados. Leah aguentava só uma hora. Bebê cansado demais fica irritado, choroso e pasmem, não consegue dormir! Aguardem um post só sobre sono, porque esse assunto rende demais.

3) Não ter medo de mimar ou de ser controlada.
O melhor conselho que ouvi veio de uma enfermeira quando eu estava saindo do hospital "Descanse quando o bebê dormir. Aceite ajuda. E pegue o bebê no colo quando ela pedir, recém nascidos não podem ser mimados". A imagem que se faz por aí é de que bebês são seres mimados, ditadores tiranos que querem controlar sua vida. Colo é uma necessidade básica tanto quanto comer e dormir. Pegar seu bebê no colo não quer dizer que você está virando escrava dele, nem o mimando. Bebês não sabem que você tem outras coisas pra fazer, que tem vida própria, sabem apenas que você é o mundo deles. Até por volta dos 8 meses, os bebês acham que a mãe é uma parte deles, como um terceiro braço. Imagina que pavoroso deve ser um braço sumir de repente.

4) Marido.
Botem os maridos pra trabalharem gente. Quando eu não conseguia fazer as coisas de casa, o marido assumia. Lavava os pratos, botava as roupas na maquina pra lavar e cozinhava. Ou cuidava da bebê pra eu fazer. Mas não esperem que o marido vai chegar em casa, perceber a zona e começar as fazer as coisas por conta própria. Ele não vai mesmo, você precisa pedir. E aceite o jeito dele de fazer as coisas. Ele também não vai acordar de madrugada, as vezes nem quando o bebê tá berrando. Mas você pode acorda-lo e pedir ajuda. Não podemos esperar que eles irão fazer tudo do mesmo jeito que nós faríamos, eles simplesmente funcionam diferente.

Minha mãe não estava aqui logo que Leah nasceu e apesar de ter a segurança de ter minha sogra por perto, alguém próximo pra correr em caso de desespero, eu estava mesmo animada pra aprender tudo por conta própria. Marido tirou as duas primeiras semanas de férias, ele é meu porto seguro, mesmo ele sabendo menos do que eu como cuidar de um recém nascido. Foi uma delícia aprender tudo com ele ao meu lado. Americanos são pessoas que respeitam muito teu espaço e privacidade. Nas primeiras semanas pessoas me trouxeram refeições, mas nem passavam da porta. Amigos mais próximos entravam pra ver o bebê, mas saiam rapidinho. No segundo dia com Leah em casa, enquanto nos preparávamos pra dar o primeiro banho nela, minha sogra chegou pra deixar o jantar. Quando viu o quê estávamos fazendo ela logo se apressou em sair. Eu sabendo que ela devia estar louca pra segurar e babar muito a primeira netinha, perguntei pra onde ela ia com tanta pressa e ela respondeu que adoraria ficar ali e nos ver nessa aventura de dar banho pela primeira vez na pequena Leah, mas não queria atrapalhar. Um amor né? Ela sabia que a gente não tinha idéia do que estava fazendo, mas só nos assistiu, sem se meter. As três primeiras semnas foi só eu e Alex, sem ninguém pra interferir, pra nos dizer como fazer. Tivemos nosso tempo pra nos adaptar àquela nova vida, em família. Já falei pra minha mãe só vir umas semanas depois que Kylie nascer também. Dessa vez já tendo Leah pra dar conta, ajuda nos primeiros dias seria ótimo, principalmente se vinda da minha mainha, mas quero novamente viver esses primeiros dias de adptação só nós 4.

Quando grávida de Leah, marido e eu fizemos uma classe de pré-natal que o hospital oferecia. E falando sobre os cuidados com o recém-nascido a enfeira falou que os bebês sempre dão sinal de fome antes de chorar: ficar colocando a língua pra fora da boca, chupar as mãozinhas e aquele choramingado sabe? sem ser choro, como uma reclamação. Ela disse que o choro é o último sinal que o bebê dá de fome, que é quando o coitado ja não ta aguentando mais. Depois disso, imaginar minha filha chorando de fome era pra mim uma cena horrível. Até tive um sonho em que eu estava dormindo e Leah no bebê conforto ao lado da cama. Ela tinha acordado e estava chupando as mãozinhas, dando sinal de fome, mas como eu estava dormindo, não vi. Ela então começou a chorar e eu acordei (no sonho e na vida real) me sentindo péssima por ter deixar minha filha chegar a chorar de fome. Então mamães, não precisa esperar o bebê chorar. Deu sinal de fome, peito (ou mamadeira) neles!
Acho que dá pra aplicar esse princípio em outras áreas também. Não precisa esperar o bebê estar super cansado e chorar de sono. Começou a bocejar, balança o pacotinho pra dormir. Não precisa esperar o bebê berrar dentro berço. Começou a reclamar, vai lá pegar. O choro libera o cortisol (hormônio do estresse) e quanto mais chorando o bebê estiver, mais difícil de acalmá-lo. Atender as necessidades deles antes que precisem gritar pra você com o choro, sem dúvidas, facilita muito.

Quando Leah tinha um mês, eu era apaixonada por todos os sons que ela fazia. Então fiz esse video com eles. E olha que legal, o choro nem ta incluído na listinha... ;)



A vida com um recém nascido não tem que ser caótica e pode sim ser uma experiência muito prazerosa. Ajuda muito ser tranquila, agir com o coração e não se preocupar tanto se o que está fazendo é certo ou errado ou se ta "estragando" o bebê. É preciso se dedicar, se entregar por inteira nesses primeiros meses tão importantes que passam voando e deixam tanta saudade.

05 novembro, 2012

Mais sobre a Mamma aqui

Um tempo atrás eu respondi um meme que tá até ali do lado como um dos posts mais lidos, Pergunta que eu respondo. Daí a Louca do bebê me convidou pra participar do meme novamente e como tem muita gente nova por aqui achei uma boa. Mas vou bagunçar a brincadeira tá? A Paula do Minha Maternidade também deixou umas perguntas que quero responder. Então não vou formular mais perguntas nem convidar as pessoas diretamente, mas quero convidar todo mundo que passa por aqui a participar repondendo algumas ou todas dessas que estou respondendo ou uma coletânea com as perguntas que acharam mais interessantes de todos os blogues que já viram com o meme. Que tal?

Vamos lá!

11 coisas aleatórias sobre mim:
Na última vez eu disse que nunca sei o que falar sobre mim. To penando aqui...

1. Tenho muito interesse em marcenaria. Acho o máximo construir os próprios móveis. Até fiz um projeto de uma peça pra organizar os brinquedos de Leah, mas não disponho das ferramentas nem capital pra adquiri-las. =/
2. Tenho muita dificuldade pra sair da cama de manhã. Leah pode acordar 10 vezes durante a noite que vou lá rapidinho, mas quando é pra levantar de manhã pareço um bicho-preguiça picado pelo mosquito tsé-tsé. É triste.
3. Tenho vergonha de falar em inglês e fujo de qualquer situação que eu precise falar.
4. Tenho 26 anos, 1,58 m e antes de engravidar pesava uns 58 quilos. Antes da primeira gravidez eu pesava uns 52. Antes dos EUA eu pesava 48. 
5. Algumas semanas atrás quase, quase pegamos um cachorrinho pra criar.
6. Se não agora, em algum ponto dessa vida quero ter um cachorro. Mas se dependesse do marido já tinha um bichinho aqui lambendo meus pés.
7. Depois que Leah nasceu passei a adorar música clássica. Gosto de ouvir enquanto lavo os pratos.
8. Queria mudar o nome do blog (de novo??) por um que nos representasse melhor. Mas qual José, qual??
9. Por um período cursei Engenharia Civil e Engenharia Sanitária e Ambiental tudojuntoaomesmotempo. Depois desse perído louco tranquei civil e continuei só com ambiental.
10. Minha turma começou com 40 alunos. No final do primeiro ano éramos menos de 20. Eu era uma das 8 mulheres e acreditava piamente que estaria naquela turma de formandos 2010.
11. Mas em 2008 conheci o amor. Alex chegou tumultuando minha vida e em 2010 eu tava era me formando MÃE.

Perguntas da Nana:

1. Qual é a sua profissão?
Como expliquei aí em cima, Mãe.

2. Quando criança, qual profissão sonhava em ter?
Não acho que venha desde criança, mas a primeira profissão que me lembro querer ser foi Arquiteta. Teria feito vestibular pra arquitetura se tivesse o curso na minha cidade, por isso prestei pra Eng. Civil.

3. Um filme, um livro e uma música que marcaram você.
Filme: Quando eu tinha uns 8 anos lembro que eu queria ficar acordada pra assistir aqueles especiais de final de ano com a Xuxa, mas peguei no sono e quando acordei estava passando O Jardim Secreto. Nunca mais esqueci esse filme.
Livro: Não lembro de nenhum que tenha marcado de alguma forma. Talvez o Caçador de Pipas. Forte e triste; aprendi uma lição com uma parte do livro que até usei em um discurso na igreja uma vez.
Música: Tem muitas músicas que marcaram minha história de amor, mas a primeiríssima foi quando eu estava conhecendo meu marido, numa noite a gente de papo do skype, naquele flerte não assumido,  trocando músicas. Uma das que enviei pra ele foi Pensando em Você, do Paulinho Moska. No outro dia, marido diz que estava no trabalho pensando que não daria certo um relacionamento a distância quando recebe uma mensagem minha no celular "Estou pensando em você, pensando em nunca mais te esquecer". O resto da historia você vê por aqui. Hehehe

4. O que tem feito aos sábados à noite?
Assistido meu novo vício, o seriado Fringe (Fronteiras), conhecem? Pra quem gostava de Lost, certeza gostar desse também, é dos mesmos autores.

5. Quais são os seus projetos para 2013?
Não tenho pensado em outros projetos além de ser mãe de duas. mas talvez uma mudança pra outro estado.

6. Como você acessa o blog? Do trabalho? De casa?
Se eu trabalho em casa então é dos dois, né? Rá!

7. Quais foram / serão os seus critérios para escolher o nome do filho?
Nomes curtos, não muito comum, não muito estranho, fácil de pronunciar em inglês e português.

8. Como você é conhecida pelas pessoas?
Aqui acho que por "a brasileira".

9. Se pudesse mudar alguma coisa em sua vida, o que seria?
Os números do saldo bancário.

10. Qual a maior alegria que seu blog te trouxe?
Cada comentário é uma alegria. Principalmente quando compartilho uma notícia boa ou ruim e recebo um carinho sincero pelos comentários, é muito bom.

11. Qual sua viagem dos sonhos?
Minha lua-de-mel nas Ilhas Virgens Americanas foi um sonho... ;)

Perguntas da Paula:

1. Sua gravidez foi planejada?
Sim, as duas. Mas eu bem queria que a segunda tivesse vindo de surpresinha, antes de planejarmos.

2. Quais foram os maiores medos durante a gestação?
No começo da primeira gravidez tinha um medinho do parto, mas passou. Dessa vez tive um medinho de ter um aborto espontâneo. Só isso mesmo.

3. Como foi sua experiência de parto?
Eu esperava mais. Acho que querer um parto o mais natural possível em um hospital não é muito coerente. Me incomodei demais com os procedimentos padrões do hospital: acesso venoso, monitores na barriga, etc. Eu tinha vontade de arrancar tudo de mim. Se eu tivesse aguentado o parto sem anestesia certeza que eu ia querer parir a próxima em casa. Hehehe Mas fora esses incômodos bestas foi uma experiência incrível. Odiei o hospital, mas amei parir. Amei sentir o progresso das contrações. Amei meu marido comigo o tempo todo me ajudando. Amei a euforia louca que é na hora de empurrar. E quando finalmente o bebê nasce e você vê aquele projetinho de gente... Só de lembrar me faz querer parir de novo agora mesmo.

4. E a sua experiência de amamentação?
Não tive dificuldades com a amamentação. Leah e eu aprendemos a pega correta, eu dava o peito sempre que ela queria. No começou foi come se é de esperar: muito dolorido.

5. Como o pai da criança ajuda?
O pai daqui ajuda em tudo. Ele que trocou todas as fraldas no hospital e sabia sobre cocô mais do que eu. Ele que colocou Leah dentro da banheira quando demos o primeiro banho (mas quem deu o banho mesmo fui eu). Eu dizia que a única coisa que ele não fazia era dar de mamar, mas o apoio dele na amamentação foi fundamental. Ele sempre confirmava que Leah tinha pegado o peito direito pra não ferir e pedia pra que eu o acordasse de madrugada só pra ficar comigo enquanto eu amamentava.  Agora só o quê ele não faz é escolher uma roupa que combine e pentear o cabelo dela direito. Hehehe

6. Qual a sua visão sobre escolinha?
Eu acho que até uns 4 anos a criança não devia cumprir calendário pedagógico, ser avaliada e muito menos cobrada. Até uns 4 anos as escolas não deviam oferecer nada além de atividades coordenadas. Na verdade acho que não deviam nem ser chamadas de escolas e sim de creche.

7. Pretende ter mais filhos?
Sim, estamos apenas começando... hahaha

8. Como é a relação do seu filho com animais?
Leah é a própria Felícia. AMA qualquer animal, não tem medo de nenhum. Geralmente eles que tem medo dela, porque ela esgana os bichinhos.

9. Seu filho come tudo que é oferecido?
Praticamente. Leah come bem, mas também raramente ofereço uma coisa muito estranha pra ela. Se acho que ela não vai gostar preparo outra coisinha que ela goste.

10. Como são as noites na sua casa?
Tranquilas. Leah nunca foi de fazer serão nas madrugadas. Bebezinha ela acordava várias vezes, mas era mamar e voltar a dormir. Com 1 ano e 3 meses, mais ou menos, foi que ela passou a dormir a noite inteira. Ela vai pra cama cedo e acorda muito cedo.

11. Como é a personalidade do seu filho?
Leah é criança mais doce e mais geniosa. Ela é muito amorosa e sensível. Mas também se irrita fácil, joga as coisas, berra, faz um drama. Acho que todos nessa idade são assim né?

01 novembro, 2012

Halloween 2012


Esse foi o primeiro halloween de verdade pra Leah, apesar de ser o terceiro da vida dela. No primeiro ela tinha só quase 4 meses, ainda fomos pra uma festinha e né que a bebezica adorou a farra e fez o maior sucesso de Abelhinha mais linda do mundo. No segundo estávamos no Brasil, iríamos voltar na véspera de halloween, mas como prolonguei a viagem levei a fantasia pra pelo menos tirar fotos da Chapéuzinho Vermelho mais linda do mundo. E esse ano ela saiu pela primeira vez pra pedir doces ou travessuras, de Pirata mais linda do mundo. Ela ADOROU! Foi tão bonitinho, ela batia nas portas, não falava trick or treat, mas agradacia e dava tchau, feliz da vida. Não soltava o baldinho com os doces por nada! Adorou também quando voltou pra casa (da minha sogra) ajudar a dar os doces pras outras crianças, quando alguém batia na porta ela saia correndo pra atender. 

E claro que a gente tinha que registrar tudo...

28 outubro, 2012

Ela tem nome!

To tão feliz que finalmente decidimos o nome da nossa caçula… parece até que acabei de descobrir a gravidez. Numa noite dessa semana eu estava mais uma vez procurando um nome e enviei pro marido (que estava em outro cômodo da casa, abafa) duas sugestões:


Então nossa lista ficou assim:

Maya: Curto e simples. Tem mesma escrita e pronúncia em português e inglês, uma grande vantagem. Nós dois gostamos, mas não "caimos de amores". Pra mim parece que ainda falta alguma coisa, mais uma letra, sei lá. 

Katie: Acho que foi o que marido mais gostou. Eu gosto em inglês mas acho que não funciona em português, já que a pronúncia fica "Keiri". Marido perguntou porque não só Kate então, já que apesar da escrita em inglês, pelo menos tudo mundo sabe pronunciar certo, "Keite". Mas pra mim fica como Maya, parecendo que ta faltando alguma coisa.

Kylie: Tá, a escrita também não funciona em português, mas gamei no nome. "Kaili". Tentei algumas escritas diferentes, colocando "a" na primeira sílaba pra ficar melhor de se ler em português, mas daria a pronúncia de "ei" em inglês. Por exemplo Kayle em português vira "Keil" em inglês. E como vivemos aqui, a preferência da escrita é em inglês, of course.  Ainda fiquei um pouco assim por causa do "li" em Leah e Kylie, mas quando se gosta não tem jeito né? Acho que era esse o nome que eu estava procurando, curto, simples mas não tanto, com um toque "diferente". Ah sei lá, gostei e pronto. Hehe E batemos o martelo.

Vem aí baby Kylie!!!    

23 outubro, 2012

Los buchos de 20 semanas


Olhando as fotos da gravidez de Leah tive essa idéia de tirar uma foto igual pra comparar as barrigas.  Dessa vez o bucho ta um pouquinho maior, mais alto e mais bonito, vai. Já na gravidez de Leah meu rosto tava mais inchado.

Toda a gravidez de Leah minha barriga foi "compacta". Quando cheguei no hospital pra ter o bebê, sorridente e com aquela barriguinha, as enfermeiras duvidaram que eu estava em trabalho de parto. Até veio um médico pra me ver e disse que como eu era pequena era pra esperar um bebê pequeno. Leah nasceu com 3.195 kg e 48 cm, super normal. Ta parecendo que dessa vez também não vou ficar enorme, melhor pra mim, apesar de achar lindo aqueles barrigões a ponto de explodir... hahaha 

To na fase só flores da gravidez, não tenho mais enjoos, não tenho mais cansaço, não tenho mais fome louca.  A barriga aparecendo pra mostrar que estou gravida, mas sem incomodar. Ainda durmo quase que de bruços. A única coisa que sinto são os movimentos da bebê que é uma delícia e mal posso esperar pra sentir uns chutes bem fortes e ver minha barriga toda torta.

19 outubro, 2012

Últimas de Leah

*Enquanto olhávamos penicos pra decidir qual comprar, Leah puxa da prateleira uma banheira, entra nela e começa a chupar o dedo pra fingir que era bebezinha. Fez mesma coisa brincando na pilha de folhas. Oi, de onde ela tirou isso?

*No dia seguinte que compramos o penico Leah acorda, pego ela e levo pro nosso quarto pra deitar mais um pouquinho. Ela sai e pouco depois escutamos "Papai, vem ver. Vem ver, Papai!" Ela tinha tirado a calça e a fralda e estava sentada no penico. Não fez nada, mas foi fofo. Ela adora ir usar o penico, mas fazer alguma coisa mesmo, nada. Percebi que ela ainda não tem controle, não sabe reconhecer a hora certa de ir e eu to criando coragem pra ajuda-la com isso.

*Eu preparando o café da manhã e o papai se  arrumando pro trabalho. Cadê Leah? A encontro peladona dentro da banheira pedindo pra tomar banho. Tirou toda a roupa e ainda jogou o fralda no lixo. Ama um banho. Às vezes ela vai logo cedo tomar banho com o pai e quando eu vou tomar banho, ela toma de novo.

*Adora ajudar a preparar coisas na cozinha. Não pode me ver fazendo nada, que já chega falando "juda mamãe, juda". E não é só cozinhar, ela gosta de ajudar em tudo. Guardar os pratos, lavar roupa, varrer a casa.

*Mesmo agente só falando papai e mamãe, ela começou  por conta própria a falar pai e mãe. Humf! Não nos chama assim sempre, mas tem chamado mais do que eu gostaria.

*Adora um iPhone ou iPad. Ela que com um ano e meio já  conseguia destravar a tela, localizar a pasta com os aplicativos dela e escolher o próprio jogo; agora consegue jogar quebra cabeças e jogo da memória. Sabe como botar música pra tocar. Sempre pergunta se eu quero dançar e solta o som. Adora também tirar fotos. As mãe pira com a High Tech Generatition.

*Papai a botando dormir. Ela não queria deitar, queria colo. Ele então diz "Tá bom, só um pouquinho". Pega ela por 30 segundos e a deita na cama de novo. Ela então fala apontando pra fralda "cocô, papai". Papai olha e diz "não tem cocô não". Ela então solta um "Ah, ok" e se agarra no pescoço dele. Perceberam o plano astucioso da menina pra conseguir mais um pouquinho de colo?

*Começou uma mania de falar com eco-co. Principalmente palravas terminadas com som de tch e dje. Ex: watch-tch, catch-tch, orange-ge...

15 outubro, 2012

19 semanas da segundinha



Quase a metade gente! Quando engravidei já imaginei que ia passar rápido mesmo. Já estamos no final de ano e quando 2013 chegar em um pulo ela nasce.   

Essa foto é uma ilusão de ótica. Foi tirada quando eu tava pra completar 17 semanas. O bucho ainda não ta desse tamanho todo. Devo ter dado uma enchida na hora e angulo ajudou a parecer maior. Pelo menos eu acho. Vai que sou que to iludida... haha

Tem umas duas semanas que eu acho que sinto a bebê mexer. Vi no laudo da ultrasom que fizemos no Brasil que minha placenta tá anterior, ou seja, na frente. O que dificulta pra sentir os movimentos. Ah, que coisa linda sair da clínica com um laudo da ultrasom, tem todas as informações e até medidas do feto! Amei. Aqui você sai no máximo com umas fotinhas. 
Às vezes sinto como se um pipoca tivesse estourado aqui dentro, mas é tão, tão fraquinho que eu fico na duvida se foi mesmo ela. Não da pra sentir nada por fora. Papai ta morrendo de ansiedade, vive com a mão grudada na minha barriga esperando sentir um chutezinho. Tão diferente da gravidez de Leah que tão logo eu achei que senti alguma coisa, ele botou a mão e sentiu também, soubemos na hora que era ela chutando.

Ela ainda não tem nome. Ta difícil a escolha. A gente tava esperando ouvir aquele nome que na hora você diz "é esse!", sabe? Como foi pro marido quando me ouviu dizer o nome Leah. Mas duvido que isso vá acontecer. Já devo ter visto todos os baby girl names desse mundo e a gente não se apaixona por nenhum. Eu tinha uma quedinha pelo nome Ellie, mas marido não gosta e diz que não vai dar o nome de uma letra pra filha. Outro que ele não gosta e eu considerava era Emily. Estamos paquerando os nomes Maya, e Talya (Tália, agora percebi que a segunda sílaba é o nome da irmã. Ih, mais um descartado...) e ainda procurando por um "amor a primeira vista". Gostamos de nomes curtos, simples, não muito comuns nem muito estranhos, que funcione em inglês e português. Sugestões? Ou alguém me ensina um mandinga pra fazer o marido gostar dos nomes que eu gosto?

12 outubro, 2012

Pensamentos sobre desfralde

Meu primeiro pensamento sobre desfralde foi: não tenho pressa. Nunca me agradou a idéia de ficar limpando xixi e cocô no chão da casa. Na minha idealização Leah mostraria interesse e usaria o penico por conta própria. Eu não a deixaria sem fraldas, mudaria pra pull-ups pra facilitar na hora de se despir e assim evitaria acidentes pela casa. Na verdade acho até que isso seria possível a toda criança se as déssemos tempo para tal. Acredito que o processo de desfralde é como qualquer outro marco de desenvolvimento. Sentar, engatinhar, andar... Nós pais queremos ver o filho fazendo o quanto antes aquilo que irão naturalmente fazer em seu próprio tempo. Acontece que o que a sociedade considera média pra sair das fraldas está muito abaixo do que seria o tempo natural da criança. Tão logo uma criança aprende a falar xixi e cocô é considerada pronta pra desfraldar. A Laura Gutman, no livro Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra, fala muito bem sobre isso no capítulo que a Cris postou aqui.

Existe por aí milhares de métodos pra tirar as fraldas da criançada. Já vi até método pra desfraldar criança de 18 meses em um dia. Desses métodos vou pegando idéias boas que posso utilizar e outras que com certeza não quero fazer. Sou a única que não gosta da idéia de dar uma recompensa (doce, pior ainda) toda vez que ela usar o penico?; E de encher a criança de suco nos dias de treinamento pra ela fazer bastante xixi?; De simplesmente tirar a fralda e deixar a cria de calcinha o dia todo, fazendo todas as necessidades nas calças pra perceber o momento de usar o penico?; Nem de penico itinerante, que vai pra todo canto da casa?

Lá no começo do ano, enquanto cuidava de uma menina de dois anos, tirei do armário um redutor de assento que tinha desde que cuidava de outra criança antes de Leah nascer. Foi quando Leah aprendeu, sem querer, pra quê aquilo servia, ela tinha 17 meses. E depois que deixei de cuidar da menina, o redutor continuou no banheiro por vários meses porque Leah sempre pedia pra fazer xixi ou cocô nele. Mas pra ela era só uma brincadeira, nunca fazia nada. Acabei guardando o redutor porque eu não queria negar quando Leah pedisse pra usar, e ela pedia muito só pra brincar, então eu sempre tirava a fralda, a sentava lá e esperava o tempo que fosse até ela dizer que tinha acabado. E como as vezes eu não dava pra interromper alguma coisa pra botar ela no vaso de brincadeirinha, o redutor voltou pro armário. Ela sabe muito bem pra quê serve o vaso sanitário. Ontem mesmo, depois de já ter feito cocô na fralda, ela foi pro banheiro, levantou a tampa do vaso e disse que queria fazer cocô alí. Se ela ao menos pedisse antes de fazer o serviço...

É natural que com a chegada de mais um bebê eu queira que ela esteja o mais independente possível. Mas quem disse que saber usar o penico é ser independente? Eu ainda irei precisar limpá-la, jogar os dejetos fora e higienizar o penico. Vamos combinar, trocar fralda é bem mais fácil! Também penso muito em como será quando estivermos fora de casa depois que ela estiver desfralda. Só de pensar em levar ela nos banheiros públicos me da vontade de nunca tirar as fraldas dela! hehehe

Vou sim começar o desfralde, mas o que considero o começo do processo não quer dizer já tirar as fraldas e esperar que ela faça os serviços no penico. O que quero começar agora é aumentar o contato e o entendimento dela com o assunto. Ela conhece bem o vaso sanitário, mas não é ele que ela já vai usar. Seria bem mais prático se ela usasse o redutor de assento e fizesse as necessidades já no vaso, assim eu não precisaria limpar penico, mas ela precisa poder usar sozinha e eu já testei, mesmo botando um batente pra ela subir, ela ainda não conseguiria sentar no vaso sozinha. Então preciso mesmo providenciar um troninho. Vou pegar livros e videos sobre potty training na biblioteca e comprar o penico pra que ela se familiarize com tudo. Quero explicar pra quê serve o penico, mas não vou cobrar, nem esperar que ela já o use. A idéia é incentivar pra que ela se interesse em usar. 

11 outubro, 2012

É tempo de mudança

Juro que não é propaganda política. Hehehe 

Eu estava esperando voltar pra casa, depois das férias no Brasil, pra fazer umas mudanças por aqui com a pequena Leah. Primeiro seria passar ela do berço pra cama e segundo começar o desfralde.

Na verdade eu queria já mudar o quarto todo. Fazer uma nova decoração e tirar os móveis de bebê: berço, cômoda/trocador e poltrona (que vão pra irmã), e deixar no quarto só a cama e uma estante com  livros. Mas o orçamento não ta deixando nem mesmo comprar um colchão pra botar no chão e fingir que é um quarto Montessoriano. Hahaha Meu plano era pra quando a gente chegasse do Brasil ela já ter a cama, mas não deu. Lá pra botar ela pra dormir eu deitava com ela na cama e a esperava dormir. Como ela passou um mês lá dormindo numa cama comigo (e depois num colchão no chão quando o papai chegou) eu não queria voltar pra casa e botar ela no berço novamente. Então logo que chegamos retiramos a grade lateral do berço, transformando numa mini cama. Na noite que chegamos em casa eu estava tão cansada que fui dormir às hr 8:00. (Contei que voltamos todos no mesmo dia e mesmo horário, mas marido foi em um voo diferente? E que esqueci o carrinho de bebê no brasil e andei horrores nos aeroportos carregando Leah e uma bolsa feita de chumbo? E Leah deu muito trabalho já no primeiro vôo me fazendo chorar junto com ela? Entonces, cheguei em casa um caco). O pai que cuidou de tudo e nem sei como ele fez pra botar ela pra dormir a primeira noite em sua caminha. Ela acordou de madrugada e não queria deitar. Não gostou de acordar e ver que estava sozinha no quarto, queria colo. Como tava demorando pra ela dormir e eu estava com a bexiga cheia, fui ao banheiro e chamei o pai, ele que botou ela pra dormir de novo. Ela continuou a acordar nas madrugadas dos primeiros dias, mas não foi pela mudança do berço pra cama e sim de voltar a dormir em um quarto sozinha. Agora já ta dormindo a noite toda. Ela ainda não consegue abrir a porta porque as maçanetas aqui são redondas. Daí quando acorda ela bate na porta pra gente ir abrir. Coisa fofa.  Mais pra frente quero deitar ela cama, dar boa noite e sair do quarto, mas por agora a gente ainda fica no quarto até ela dormir e tá tudo indo muito bem.


Quanto ao desfralde, não comecei ainda. Estou amadurecendo a idéia. Depois faço um post sobre isso.                                                    

09 outubro, 2012

Mãe de familia comete crime só para ser presa e passar um tempo sozinha

Gente, vi esse video e não aguentei, tinha que postar aqui, tudo a ver com a blogosfera materna. Ri muito!! E quem não se identifica?



Vale lembrar que se trata de um programa de humor. Não é real.

07 outubro, 2012

De volta ao lar

To morrendo de saudades de passar mais pelos blogs. Agora que estamos em casa e eu ja dei uma organizada nas coisas por aqui espero conseguir postar mais frequentemente, visitar e comentar nos blogs das amigas.

Depois de um mês delicioso no Brasil estou de volta à rotina e já com muita saudade. Contando com a viagem a NY, que foi coladinha, foram praticamente 5 semanas fora de casa. Eu ja tava mal acostumada com a vida boa. Hehehe Aqui o outono ta lindo e friiiio!

Leah teve um rico contato com as primas, a vovó, os tios e a língua portuguesa. Tinha sempre alguém pra brincar com ela, que dó voltar pra casa. Mas daqui uns meses chega a irmãzinha pra agitar nossas vidas. Como esperávamos, ela desenvolveu bastante o português. Ta tão tagarela, falando quase tudo. Passou a falar em português algumas palavras que só falava em inglês, mas outras ela continua falando em inglês e misturando tudo, como "você" e o verbo "querer". "You pega mamãe!" ou "I want tirar a blusa." By the way, a menina só quer viver sem blusa.

E assim foi nossas férias:

25 setembro, 2012

A descoberta do sexo

Maridão chegou e qual foi a primeira coisa que fomos fazer? Comer uma tapioca? Curtir uma praia? Nada! Ele chegou no domingo a noite e na segunda de manhã já fomos pra clínica fazer uma ultrasom! Ansiosa eu? Imagina! Parecia mentira que ja íamos saber o sexo, fiquei até com medo de não conseguir ver. Mas vimos, muito bem e por sorte porque depois a médica tentou ver de novo pra tirar uma foto e o baby tinha sentado e não mostrou mais nada. Vem aí...


Uma MENINA!!

Errei bonito achando que era menino. Acho que porque na gravidez de Leah eu só tinha olhos pra coisas de menina, dessa vez fiquei mais aberta ao mundo masculino. Mas não vai ser dessa vez que vou me jogar no azul. Minha mãe e Leah estavam com a gente e na hora a médica não falou "é uma menina", falou "é uma irmã". Lembrei de como eu quis tanto ter uma irmã e fiquei muito feliz por Leah. É a quinta neta da minha mãe, só sai mulher nessa família.


Agora é segurar a ansiedade pra conhecer essa menininha. Ficamos imaginando como ela vai ser. Se vai ter o cabelo escuro e olhos castanhos, bem diferente de Leah. Ou será que vão ser parecidas? Saberemos em Março...  

18 setembro, 2012

Pinga fogo trolladora e a falta que o pai faz

Leah anda tão danada esses dias, tanto que recebeu o apelido de pinga fogo. Ela apronta e ainda ri da sua cara. Como no dia que estávamos jantando e ela jogou um copo de suco em mim e riu. Ela aponta o dedo indicador pra você, joga a cabeça pra trás e dá a risada maquiavélica "a-ha-ha-haaaaa". Que falta eu sinto do pai pra assumir o comando quando eu já to com a cabeça quente e também pra ajudar com os cuidados básicos, dar banho, escovar os dentes, botar ela pra dormir, trocar fralda suja, etc. Eu que não dava conta de ser mãe solteira. Ela fica mais danadinha principalmente quando ta com a prima e o tio, fica tão animada em vê-los que vira um furacãozinho. E como na casa da vovó não tem muitos brinquedos a distração dela é fazer do sofá trampolim, correr loucamente e aprontar todas. Mas ela ainda mantém o estilo de sempre "Sugar & Spice", contrastando a sapequisse com a doçura.
 
Juro que sou uma anjinha

12 setembro, 2012

Brasil, Brasil...

E já tem mais de uma semana que eu Leah estamos aqui na Paraíba. As vezes esqueço como a viagem até aqui é longa. São 1h30m de carro de casa até o aeroporto. Tem sempre uma conexão ainda nos EUA e outra no Brasil. Dessa vez nossa rota foi Minneapolis-Chicago-São Paulo-João Pessoa. E ainda tem mais 1h30m de carro até minha cidade natal, Campina Grande. São 14 horas em avião, 6 horas em aeroportos e 3 horas em carro, gente! Tadinha de Leah quando chegou em São Paulo ela falou "Êêê acabou!". Ah se fosse, filha. Mas ela se comportou super bem, durmiu bem, fizemos boa viagem, deu tudo certo. Graças as filas preferenciais nao perdi meu último voo e que bom que as pessoas avisam, porque eu esqueço que temos esse privilegio aqui e sempre vou pro final da fila.

To so curtindo a comida boa da minha mainha e a falta do que fazer. Hehehe Leah que não curte muito o ócio. Até hoje ela ainda tava estranhando a vovó e sem aceitar fazer nada com ela, tudo tinha que ser a mamãe. Hoje ela saiu pra passear sozinha com minha mãe e brincou bastante com ela, espero que so melhore pra que ela possa me dar uma folguinha. Eu sempre cuido dela o dia todo mas pelo menos tem ajuda do pai a noite, ela sem aceitar ajuda da vovó deixa a mamãe esgotada.

Onde vamos aparece gente estranha falando e mexendo nela, ela fica toda assustada, coitada. E como o povo se preocupa e cuida da cria alheia hein?

Leah gamou na priminha Layla e todos os dias chama "babyyy, babyyy", mas quando estão juntas Leah praticamente não a deixa brincar com nada, arranca tudo da mão dela e Layla quando pode desconta agarrando Leah muito forte. No fundo elas se amam e ficamos felizes que chegamos bem em tempo para o primeiro anivérsario da princesinha.


Achei que os enjoos tinham acabado, mas essa semana enjooei e vomitei todo meu café da manhã. Acredito e espero que tenha sido a última vez. Papai chega dia 23 e vai ficar os últimos dias aqui conosco. To vendo se consigo fazer uma ultra aqui quando ele chegar e quem sabe descobrir o sexo desse serzinho que me habita.  

Campina Grande, PB

01 setembro, 2012

NY sem criança!

Voltamos! A viagem foi tudibom! A única coisa ruim foi que passou muito rápido. Ow coisa boa viver de passear, não ter que cozinhar e voltar pra um quarto limpinho e com cama arrumada. Queria essa vida todo dia! Hahaha Não morri de saudades de Lilica, mas quase morri de dó quando minha sogra disse que quando ela acordou perguntou por nós e pediu pra ir casa! =˜ Ela sentiu nossa falta, sentiu falta da rotina dela, mas ficou bem. E como a fala dela mudou em 4 dias! Ela ta botando mais palavras juntas, pronunciando melhor, fala frases novas. Fiquei, como se diz na minha terra, abestalhada com essa mudança tão rápida. 

Mas deixa eu contar da viagem. Saimos de casa Segunda-feira 4h da madruga (o aeroporto fica a 1h30m daqui). Depois de um atraso de mais de 2 horas no voo por causa de um radar quebrado do avião, chegamos em NY já no meio da tarde. Ficamos em um hotel maravilhoso, lindo, moderno e finérrimo no Times Square, bem no meio da muvuca. 

Vista do nosso quarto. 45˚ andar
No hotel tem somente 16 elevadores modernosos
Um dos restaurantes do hotel
Nos acomodamos no nosso quarto, tomamos um belo banho, jantamos uma pizza no Times Square mesmo e olhamos algumas lojas enquanto esperávamos dar a hora pra ir ver um show. 

Oi, eu sou turista!
Lá no meio do Times Square tem essa escadaria onde as pessoas ficam sentadas só olhando o movimento. Programaço, visto que lá aparece todo tipo de "beldades".

Nosso primeiro show foi Blue Man Group. É um show teatral com música, comédia, multimídia, etc. Apesar de ter achado a comédia muito bestinha (sou do tipo difícil de achar graça com besteira), todo o resto é incrível e bem diferente do que se vê por aí. Eles não deixam tirar fotos nem filmar, mas achei uns videos no youtube e juntei algumas partes pra vocês terem uma idéia de como é.


Voltamos pro hotel de limousine porque uma vez na vida pode somos chiques, benhê!

Pobre quando faz dessas coisas tem que se amostrar, me deixa!

Terça-feira foi dia de bater muita perna, se peder no metrô e tudo mais. Só deu tempo mesmo pra ver o  memorial das torres do World Trade Center e a Estátua da Liberdade.

Uma das novas torres do WTC está quase pronta.
No lugar das torres antigas foram feitas duas piscinas com água em cascata que escorre para o centro da terra. Ao redor das piscinas tem os nomes de todas as vítimas do ataque e há um museu em construção.

WTC Memorial 

A esfera era localizada entre as torres gêmeas. Foi resgatada dos escombros dos edifícios destruídos, milagrosamente, com apenas alguns danos e agora é vista com um símbolo contra a violência. Foi transferida para o Battery Park e rededicada com uma chama eterna em memória às vítimas do 11 de setembro. Depois irá para o museu no memorial.


A Esfera antes dos ataques
A visita à Estátua da Liberdade é um passeio muito gostoso. A ilha tem uma vista linda pra área de Manhattan, um ambiente super agradável e cada visitante recebe um tour gravado e fones de ouvidos. Nada de um guia gritando para um grupo de pessoas onde ninguém escuta nada. Você vai com o seu fone de ouvido, a gravação diz pra onde você ir, onde parar e você aproveita cada detalhe e escuta toda a história tranquilamente. Coisa de primeiro mundo. 

Lady Liberty

Sabia que a Estátua apesar de parecer maciça, ela é totalmente oca, feita de cobre e a estrutura tem a finura de apenas duas moedas juntas? E que originalmente tinha a cor dourada (por ser de cobre) mas reações químicas formaram sais de cobre na superfície dando essa cor esverdeada? Foi um presente dos franceses no centenário de independência dos EUA. A história toda e cada simbolismo é muito interessante. Vocês precisam ir lá fazer o tour! Hehehe

Manhattan ao fundo

Jantamos no Hard Rock Café, me senti realizando um sonho da adolescência. Haha É como qualquer outro restaurante americano, se diferencia só pela decoração de rock mesmo. 


Quarta-feira foi dia visitar o Empire State Building, Grand Central Terminal, Museu de história natural, Central Park e show da broadway. 

O Empire State Building foi por mais de 40 anos um dos prédios mais altos do mundo até a construção das torres gêmeas. Depois da destruição das torres, o Empire State voltou a ser o prédio mais alto de NY e já foi superado novamente pela nova torre do WTC em construção. No topo tem um observatório que permite uma vista incrível em 360˚ para a cidade de NY.



O Grand Central Terminal é a famosa estação de trem, cenário de todos os filmes dessa vida. É linda, pena que não tirei fotos mais detalhadas. 



O Museu de história natural é enorme e infelizmente não tivemos tempo pra ver nem a metade. Recomendo ir com muito, muito tempo disponível.

The American Museum of Natural History
Mozão na sua parte favorita, dinossauros!
E bem pertinho do museu fica o Central Park!




A praia de NY
A noite vimos um show da broadway: O Rei Leão. Mágico como se diz. Uma palhinha do show aqui.


E pra terminar a viagem jantamos em um restaurante maravilhoso, romântico, chique, fino, elegante e sincero, no topo do hotel que gira pra que você veja em 360˚ a bela vista de NY a noite. O restaurante é um círculo, o buffet fica fixo no centro e a área com as mesas vai girando devagarinho. Toda modernidade do mundo você encontra no Marriot Marquis, o melhor hotel de NY! Rá!

Peguei essa foto na internet pra mostrar como é.

Claro que meu marido não deixaria a ocasião passar batida. Ele pediu meu anel, se levantou, chamou a atenção de todas as pessoas no restaurante, fez uma declaração de amor, se ajoelhou e me pediu em casamento! Me deixou com os olhos lacrimando e quase morta de vergonha. As pessoas aplaudiram, tiraram fotos e vieram nos parabenizar. Eu não sabia onde enfiar a cabeça. Logo depois que eu disse pra ele guardar a aliança dele, uma senhora muito simpática veio ver meu anel, perguntou quando a gente ia casar, etc. Nessa hora fingi que não falava muito inglês e deixei ele, o mentor, continuar com as invenções. Nem precisamos pagar nossas bebidas como presente do restaurante. Uma moça veio nos mostrar as fotos que ela tirou e ficou de nos mandar por email, se um dia ela mandar mesmo, eu atualizo esse post com as fotos. Ele é louquinho, mas foi muito divertido. Ah, eu disse "sim". Porque com ele eu casaria de novo e de novo e de novo. 

Recém-noivos 
E assim terminamos nossa viagem. Na quinta pela manhã ficamos por perto do hotel fazendo comprinhas antes de ir para o aeroporto. O tempo foi pouco pro tanto que se tem pra ver em NY, mas curtimos cada momento. Essa era uma viagem que Alex falava em fazer desde que nos casamos. Achamos que ainda não daria esse ano, mas fizemos acontecer e valeu muito a pena zerar todas as contas.