30 janeiro, 2012

Video Clips

Juntei alguns dos últimos videos das gracinhas de Leah. É uma graça mostrando o bumbum e a coisa mais fofa do mundo quando fala "peixe". Diz se não é?

25 janeiro, 2012

A semelhança entre bebês e cães

Certa vez ouvi uma piada, alguma coisa assim: "Quer saber quem te ama mais, tua mulher ou teu cachorro? Tranca os dois dentro do banheiro e vê quem fica feliz ao ver tua cara quando você abrir a porta 3 dias depois." 
Diversas vezes nessa minha pequena caminhada na maternidade lembro dessa piada e em como minha filha se assemelha a um cão nesse sentido. Os cães são seres dóceis, totalmente companheiros e fiéis a seus donos - a pessoa que cuida, que alimenta, que dá amor. Não importa o quanto o dono se chatei com seu cão, ele permanece ao seu lado, pronto pra pular em cima e dar uma lambida a qualquer momento. Assim também são os bebês.  
Percebi essa semelhança muitos meses atrás, quando Leah ainda era um bebê que não sabia demonstrar seu afeto com gestos. Em dias daqueles, quando eu estava no meu limite, cansada, e mesmo sabendo que minha filha não tem culpa nenhuma do meu descontrole, me encontrava com raiva dela. Quando o pai finalmente chegava em casa e eu passava o bebê para ele almejando por descanso, Leah chorava para vir para os meus braços. E eu pensava em como ela podia ainda querer meu colo quando eu estava tão estressada com ela e sendo uma mãe-de-Merda, assim com M maiúsculo mesmo. Como? Eu queria que ela tivesse raiva de mim de volta, que se chateasse comigo e que quisesse ter uma uma folga de mim, assim como eu queria dela. Mas não, ela continuava alheia ao meu estresse e desejando meu colo.
Hoje em dia me deparo com situações em que me irrito com ela, que brigo, que falo grosseira. E o que ela faz? Me dá um beijo! Quantas vezes enquanto eu tento fazer alguma coisa na cozinha ela chora para que  eu a pegue no colo e eu já irritada, depois de ter brigado com ela, e sem delicadeza nenhuma a pego no colo e ao sentir meus braços a segurando ela envolve os seus no meu pescoço e deita a cabeça no meu ombro me dando um abraço gostoso. Outro dia a paciência esgotou e eu estourei falando muito chata. Ela  então passa a mão em minha cabeça fazendo carinho. Doía menos se ela me apunhalasse o peito. Esse costuma ser o ápice para que eu caia na real e perceba o quão estúpida estou sendo com ela.
Os cães e os bebês tem essa incapacidade de se irritar com quem os cuida, de devolver a raiva. Um bebê pequeno precisa que suas necessidades sejam atendidas, não importa o quanto desgastante seja, eles só querem se sentir seguros e amados no colo da mãe. Não entendem sobre grande demanda e exaustão. Os bebês maiores precisam de suas necessidades atendidas e querem atenção o tempo todo, querem brincar junto com a pessoa que mais amam. Não entendem que pratos precisam ser lavados e que comida precisa ser feita.
Não é fácil vir aqui falar que me irrito com minha filha. Eu queria ser o tipo de mãe que mantém a calma em todos os momentos, que nunca explode, que nunca demonstra sua frustação/raiva/estresse para o filho. Queria ser a mãe sempre calma, a mãe que sempre fala com ternura e mansidão até mesmo para dar bronca. Não sou a mãe que eu gostaria de ser, mas trabalho para melhorar a cada dia. O caminho ainda é longo e enquanto isso minha filha me esbofeteia a cara com beijos, abraços e carinho.

22 janeiro, 2012

Passeios de Inverno - ABC Toy Zone

ABC Toy Zone é uma loja de brinquedos e materias de ensino para pais e professores. Os brinquedos são mais educativos e de estímulo a imaginação, nunca vi por lá nenhum eletrônico. Mas a peculiaridade da loja é que eles tiram muitos brinquedos das caixas e deixam livres para as crianças brincarem, o que faz da loja um point durante o inverno. Eu levo Leah lá só para brincar e depois saimos sem comprar nem uma bola de gude. Outra coisa é que lá quase todos os dias tem storytime, momento de historinhas. Achei que Leah não iria prestar atenção, ainda mais estando cercada de brinquedos, mas resolvi ir mesmo assim. Fomos no dia do contador de histórias preferido pela criançada aqui na cidade, Pete. Não sei se foi porque Leah dormiu no caminho e chegou lá cansada, mas ela prestou atenção o tempo todo. Pete é mesmo um ótimo contador de histórias, animado, lê os livros cantando e consegue prender bem a atenção das crianças, Leah até participou batendo as mãos e os pés.


Depois de ouvir historinhas, hora de brincar!

 


18 janeiro, 2012

Era uma casa muito engraçada...

Leah raramente assiste televisão. Uma das minhas preocupações pra quando o inverno chegasse era em como a entreter sem precisar recorrer a babá eletrônica. Caixa velha/papelão é um grande aliado na hora de criar uma brincadeira nova. São tantas as opções do que podemos criar e as crianças amam ter um brinquedo personalizado, feito especialmente para elas. As maiores podem ajudar na produção, decorar, etc, é uma atividade extra. Já criança pequena só atrapalha, é melhor fazer enquanto estiverem dormindo. 


Com ajuda de uma tesoura e muita fita adesiva, essa pilha de caixas ordinárias que estavam encostadas desde que nos mudamos foi transformada nessa casinha engraçadinha:


Que ainda se encontra assim, sem terminar o acabamento porque a fita acabou. O bom é que posso mudar a "pintura" quando quiser, o que já fiz porque não achei legalz o telhado cinza e cobri de azul, mas continua inacabado porque a fita azul também acabou. Colei estrelas que brilham no escuro no teto por dentro, elas não brilham porque não recebem luz para refletir, mas pelo menos enfeitam. 

Leah é fascinada pela casinha, adora quando ela está dentro e a gente bota a cara em uma das janelas brincando de "achou", leva todos os livros lá pra dentro, pega nossa mão, fala "mem, mem, mem... (vem, vem, vem...)" e nos puxa para dentro da casa, a diversão é garantida. 


Não basta só fazer, tem que entrar na brincadeira.

14 janeiro, 2012

Passeios de inverno - Children's Museum

Finalmente está tudo branquinho lá fora, mas há tempo que começamos nossa programação de inverno. Estou atrasada com os posts, mas hei de registrar aqui o que temos feito dentro e fora de casa nesses meses de frio intenso. Vou começar com o melhor passeio de todos: Minnesota Children's Museum. Nem sei dizer quem curtiu mais, se foi Leah ou se fui eu.

O Museu tem quatro andares, cada andar várias áreas com diferentes temáticas. As crianças não só podem, como devem mexer em tudo, brincar livremente e aprender, lá não tem nada que seja só para ver, é tudo para tocar mesmo! Tem área para leitura, área de reciclagem, área de construção, área com água, floresta, uma mini cidade que tem estúdio de gravações, hospital, correios, restaurante, supermercado, etc. equipado com tudo que se tem direito para as crianças deixarem a imaginação correr solta, e muito mais. Nem conseguimos ver tudo. O museu fica na capital, Minneapolis, a uma hora e meia daqui. Estou tão feliz que vai abrir um aqui na minha cidade, mal posso esperar.

11 janeiro, 2012

Leah entra no berçário

Agora que completou 18 meses, Leah frequenta o berçário da igreja durante o horário da escola dominical. Primeiro ela brinca no ginásio, onde pode correr e gastar muita energia, depois vai para sala onde lancha, tem aulinha, momento de música, e depois mais brincadeiras. Nem preocupei em algumas semanas antes ficar um pouco com ela no berçário para fazer a adaptação, eu sabia que ela iria adorar a novidade logo de cara. E assim foi. Domingo a levamos pro seu primeiro dia, logo que entrou no ginásio ela correu para brincar e nem percebeu quando eu e o papai saimos. Fiquei o tempo todo com vontade de ir lá ver o que ela estava fazendo e como estava se comportando. 


Até tirei foto do primeiro "trabalhinho". Percebam a mega pintura dela, que obra de arte! Como é talentosa minha filha! (Super corujice mode on) Hahaha Papai conseguiu interpretar, disse que Leah estava confusa e por isso desenhou uma interrogação (ao contrário). 

Os professores disseram que ela foi muito bem no seu primeiro dia, e eu mãe coruja que sou, estou toda orgulhosa da minha moçinha.

10 janeiro, 2012

De repente... 3!

Antes de ter Leah eu costumava cuidar de crianças. Fazia daycare, que é um pouquinho diferente de ser babá já que no daycare as crianças vem para minha casa e eu cuido delas do meu jeito. Cuidei diariamente de um casal de primos durante um ano e outras tantas que apareciam vez ou outra. Esse foi meu trabalho até engravidar de Leah e decidir me dedicar exclusivamente a ela.

Daí que outro dia o marido me liga do trabalho, uma das bancárias não podia ir trabalhar porque a pessoa que cuidava das filhas dela estava doente e ela não tinha com quem deixar as crianças. Ele queria saber se eu poderia quebrar esse galho, tava um dia cheio no banco e ele precisava dela lá. Tudo bem. Pouco tempo depois elas chegaram, Kaelynn, de 1 ano (3 meses mais nova que Leah) e Maddy, de 2 anos. A primeira metade do dia com as 3 foi muito tranquila. Eu pude preparar o almoço tranquilamente enquanto Leah brincava com a mais velha e a caçula tirava uma soneca. Como foi bom! Na maioria das vezes Leah fica chorando agarrada às minhas pernas enquanto estou na cozinha, um estresse só. Quando Kaelynn acordou, Leah foi dormir. Tava tão moleza que quando Alex me contou que a mãe das meninas estava procurando outro daycare, eu decidi voltar a fazer. Mas foi Leah acordar e acabar todo aquele sossego e moleza que estava sendo até então. Leah brincava junto com a mais velha, mas não queria que a caçula tocasse em nada. Qualquer brinquedo que Kaelynn pegasse, Leah chorava, gritava "Nhão" e corria pra tomar o brinquedo dela. E as duas choravam juntas. Foi muito choro e tentativas em vão de fazer elas se entenderem. Respirei aliviada quando lembrei que tinha inscrito Leah para algumas aulas comunitárias e aí não daria para fazer daycare, já que eu tenho que levar e estar com ela nas aulas.

Mas... dias depois a pessoa que cuidava das meninas decidiu parar, sem aviso prévio jogou as meninas ao vento. A mãe ficou louquinha da vida porque não achava outro daycare e me disse que  se eu quisesse, não precisaria cuidar delas nos dias das aulas de Leah. Pensei, botei na balança vantagens e desvantagens e... topei! Não sou louca, sou otimista! Penso que essa será uma ótima oportunidade para organizar melhor e ser mais eficiente com meus deveres domésticos, amadurecer, trabalhar a paciência e a cada dia chegar mais perto de ser a mãe que quero ser para os meus filhos, e claro, uma maneira muito conveniente de ganhar um dinheiro extra. Acredito que com  o tempo Leah vai acabar com essa implicância com a colega. Aceitei o desafio porque o pai das meninas só trabalha meio período, então eu só cuido delas por meio período e os dias de aula de Leah serão como folgas, em algumas semanas terei 3 dias de folga, oh que beleza! Também não pretendo fazer isso por muito tempo.

Depois volto para contar como tenho sobrevivido está sendo minha nova aventura. Da uma olhada nas ferinhas:


06 janeiro, 2012

Pela saúde dos meus pés!

Eu minha sogra vivemos disputando quem tem o pé mais rachado. Aproveitando a visita da filha mais velha, ela nos levou pra um programa de garotas: pedicure. Eu, minha sogra e minhas cunhadas, uma de 11 anos e outra de 21.
Enquanto cuidava dos meus pés, a pedicure fala: "Você devia botar mais os pés pra cima". Lentamente levanto mais os meus pés... "Não, estou dizendo em casa. Você passa muito tempo nos pés, precisa botar mais os pés pra cima". Achei graça e até um pouco atrevido o comentário. Ela deve ter achado que sou madame como as outras que frequentam o salão. Minha cunhada (gravidinha) me justifica: "Ela tem uma pequena de 18 meses, precisa correr atrás dela". 
Começamos todas ao mesmo tempo, minhas cunhadas terminam na mesma hora e eu e minha sogra ainda estávamos ralando os pés. Olho pra ela e falo: "Ta vendo que meu pé não é muito diferente do seu, as meninas já terminaram e nós estamos aqui no mesmo ponto..." Minha pedicure atrevida diz: "Isso só quer dizer que vocês trabalham mais duro". Rá, toma essa garotas!
Saindo de lá concluo que meus pés são tão rachados quanto os da minha sogra, que tem 21 anos a mais de chão que eu. Por isso já avisei ao marido que quando ele chegar e encontrar a casa um caos e eu com os pés pra cima, estou apenas seguindo a recomendação da pedicure... para a saúde e bem estar dos meus queridos e importantíssimos pés!


05 janeiro, 2012

O inverno mequetrefe

Conhecendo bem o inverno em Minnesota, aproveitei ao máximo nosso verão ao ar livre. Programei atividades e passeios pra não deixar Leah entediada dentro de casa nesses meses de hibernação. Mas tivemos um dezembro pra entrar na história: quase nada de neve! O tico que nevou derreteu rápido. O natal não foi branco e nem deu pra fazer um boneco de neve ainda. Em meados de dezembro e eu ainda levando Leah pra caminhar lá fora. Tá certo que às vezes a gente não caminhava nem por 10 minutos, porque não tem neve mas o frio ainda é grande. Os meteorologistas dizem que agora em janeiro há de nevar tudo que não nevou em dezembro. Enquanto a profecia não se cumpre, sigo aproveitando pra dar umas voltas ao ar livre com Leah. Ela nem liga pro frio, caminha toda serelepe, se diverte com gravetos, vendo esquilos correndo e os patos voando porque aqui tem um lago super poluído que mantém a agua quentinha e as aves nem precisam migrar pro sul.
Mas hoje... hoje chegou a fazer 12˚C! Um milagre, praticamente um dia de verão! Ver Leah brincar de bola no quintal em pleno janeiro... por essa eu não esperava mesmo!


E viva o inverno mequetrefe!

02 janeiro, 2012

18 meses

Há um ano minha bebê completava meio ano de vida e eu reclamava do tempo injusto que passa rápido demais me deixando a sensação que não o curti o suficiente... E agora que ela completa um ano e meio então?

Há um ano ela comia seus primeiros sólidos. Hoje ela come de tudo e sozinha.
Há um ano ela apenas se arrastava. Hoje ela corre, anda de costas, dança, sobe e desce escadas sozinha.
Há um ano ela não falava nem uma sílaba sequer. Hoje ela fala várias palavrinhas e imita o som de alguns animais.
Há um ano ela era carequinha. Hoje ela tem a cabeça cheia de cachinhos lindos.
Há um ano ela era banguela. Hoje ela tem os 8 dentes incisivos e dois molares nascendo.
Há um ano ela dormia com ajuda do balançinho. Hoje ela dorme por conta própria.
Há um ano ela gostava de furar olhos, puxar cabelo, lábios, orelhas e nariz. Hoje ela ainda gosta de fazer isso mas também faz carinho com suas mãozinhas.
Há um ano ela mordia e lambia. Hoje ela dá beijo estalado.
Há um ano eu a amava com todas as minhas forças. Hoje eu a amo muito mais.


02 Jan 2012
02 Jan 2011