28 fevereiro, 2012

A hora do banho

Aqui a hora do banho nunca teve hora certa. Dou banho em Leah na hora que dá vontade, dependendo de como ta sendo o dia, do quão suja ela está, ou quando não temos o que fazer. Com o inverno, muitas vezes passamos o dia todo dentro de casa. A hora tem banho tem sido minha aliada quando Leah fica entediada e eu não sei mais o que inventar pra fazer com ela. Basta encher a banheira, jogar Leah e os brinquedinhos dentro e pronto, a diversão ta garantida. Ela adora, sempre que falo em tomar banho ela para o que estiver fazendo, corre pro banheiro e começa a tirar a roupa. Outro dia fiz a besteira de falar durante o jantar que depois de comer ela iria tomar banho. Logo ela tirou o babador e quis sair do cadeirão em direção ao banheiro, não teve alma que a convencesse a terminar de comer. Vez ou outra faço uma brincadeira pra deixar a hora do banho ainda mais divertida:

Caixa sensorial com espuma de barbear. O gel de barbear tem uma textura bem gostosa pra se brincar, Leah adorou passar pelo corpo todo, e ficou um dia inteiro com cheirinho do papai. ;)


Aprendiz de Picasso precisa de muito espaço pra suas artes, papel não dá conta. Joga a cria e as tintas dentro da banheira!


Vida de bebê não é fácil, eles também merecem relaxar com um bom banho de espuma.


Variar os brinquedinhos do banho também é bom. Pedrinhas e potinhos plásticos me rederam 40 minutos de papo ao telefone! 


Quem tiver mais idéias de brincadeiras pra hora do banho, compartilha aqui que vou adorar!

27 fevereiro, 2012

Pelo bem estar da filhota

Há mais de um mês falei aqui sobre minha aventura de cuidar de duas crianças extras, praticamente da mesma idade que a minha. Hoje venho contar que a aventura nāo deu certo. Não porque estava sendo estressante pra mim, mas porque estava sendo estressante pra Leah. O que não deu certo foi o relacionamento de Leah com uma delas. Pra mim, na verdade, era até mais fácil fazer as coisas da casa com as três do que é quando estou sozinha com Leah. 
Elas geralmente ficavam aqui por algumas horas, mas quando ficavam o dia todo, a rotina era assim: Kaelynn tirava uma soneca de manhã, Leah brincava harmoniosamente com Maddy sem precisar minha presença e eu podia, numa boa arrumar a casa, fazer almoço, etc. Kaelynn acordava e as três almoçavam (eu também quando conseguia). Depois do almoço era a soneca de Leah. Maddy e Kaelynn já são bem acostumadas a brincarem sozinhas e eu podia fazer o que quizesse que elas não se importavam, mas eu gostava de estar por perto e brincar com elas. Depois Leah acordava e esse era o momento que as três ficavam juntas por mais tempo. Leah implicava muito com a menor, Kaelynn, tomava tudo da mão dela e segurava o máximo de brinquedos que podia pra colega não pegar, o que lhe rendeu algumas mordidas. E Kaelynn mordia pra valer mesmo, coitada de Leah passou dias com a marca de uma mordida. Morri de dó, mas tenho que concordar que ela fez por merecer. Era quebra-pau, chororô e gritos até a hora de Maddy e Kaelynn tirarem a soneca da tarde, eu era toda de Leah e as meninas acordavam já na hora de irem pra casa.  Comecei a preocupar que Leah ia aprender a morder e ter atitude agressiva, essa "socialização" não estava sendo saudável pra ela. Leah é muito pequena pra entender conceitos sobre dividir e esperar sua vez, principalmente quando tem alguém no espaço dela pegando os brinquedos dela e a atenção da mamãe dela. Então pulei fora. Ela tem tido ótimas experiências e oportunidade adequada pra se relacionar com outras crianças nas aulinhas que frequenta. Ter uma renda é ótimo, mas sou muito grata por não precisar e poder me dedicar exclusivamente à maior responsabilidade que alguém pode ter: criar e educar um serzinho humano.

21 fevereiro, 2012

A biblioteca

Daí que ir à biblioteca é um hábito que quero que Leah tenha desde pequena. Faz parte dos nossos passeios de inverno. Ela curte caminhar entre os livros, marcha por entre as estantes falando e fazendo bico, balançando forte os braços, com uma determinação de quem sabe bem pra onde vai. Se sente a dona da casa, cisma em "arrumar" os livros de uma forma diferente. Só não acontece dela sentar comigo e deixar que eu leia uma historinha. Tem livros demais que ela precisa tocar pra perder tempo olhando cada página de alguns.


Mas acho que já posso me orgulhar, ela encontrou na biblioteca um cantinho que adora e que determinou como seu. Um refúgio, onde passa longos minutos concentrada, presta bastante atenção, não gosta que eu interfira e se recusa a sair de lá:


Certeza que ela tava procurando pela versão digital do seu livro favorito, moderna do jeito é. 

18 fevereiro, 2012

Entendendo o comportamento dos Toddlers

Outro dia numa das classes, foi discutido o mesmo assunto do último post. Foi entregue um texto que resolvi compartilhar aqui. O texto apoia minha linha de pensamento de que quanto mais entendemos sobre como as crianças funcionam, melhor nos relacionamos com elas. Desculpem minha tradução marromenu, não traduzi a palavra toddler para lembrar que se está falando de crianças pequenas, de 1 e 2 anos, já que não tem uma palavra similar em português.

Toddlers: Desobedientes? Ou Legais e Normais?

Nos lares em toda a América, pais de crianças de 1 e 2 anos de idade estão rangendo os dentes em como os bebês doces e cooperativos se transformam em crianças exigentes que brigam para trocar a fralda, se recusam a sentar quietos, desmoronam emocionalmente, e abertamente desafiam direção.
A boa notícia? Não é culpa sua!
Felizmente, esses comportamentos desafiadores não são um reflexo de nossa competência ou da natureza da criança.  Muitos comportamentos difíceis e desagradáveis na verdade demonstram que seu filho está desenvolvendo dentro do cronograma, do mesmo jeito que outros marcos de desenvolvimento (andam com cerca de um ano, põem duas palavras coerentes juntas com cerca de dois, etc.).
Embora adequados ao desenvolvimento, o comportamento de um toddler pode enlouquecer até mesmos os adultos mais calmos e serenos. Porquê ela está fazendo isso? Porquê não consigo fazê-lo parar? Ela quer me enlouquecer? Porquê essa criança não escuta? Sou um pai ruim?  Adultos podem sentir que falham, quando, apesar de nossos melhores esforços, toddlers ainda repetem o mesmo comportamento desagradável. Entretanto, essa repetição realmente acontece porque seu filho está trabalhando... em desenvolver e criar novas habilidades.

Aqui está um cenário perfeito:
- Uma criança de um ano de idade joga comida no chão.
- O pai firmemente diz (com olhar sério), "Não! Não jogue comida no chão."
- A criança sorri e joga comida no chão novamente.

Nesse ponto, é fácil que os adultos se sintam frustrados e vejam a criança como desobediente. Compreensivelmente, parece que a criança está fazendo isso para o adulto deliberadamente. Contudo, essa interação pode ser explicada pelo desenvolvimento do toddler. Toddlers são totalmente egocêntricos e respondem ao mundo basedos em na sua própria percepção, crescimento, desejos, necessidades, e desenvolvimento. Toddlers são conduzidos a testar e descobrir o mundo à sua volta. Eles são pequenos cientistas fascinados em como objetos e pessoas funcionam. Além disso, o impulso de um toddler geralmente é "Faça!" Por isso toddlers constantemente mudam de uma atividade para outra e mexem em tudo. Além disso, quando um pai diz "não faça isso" o toddler na verdade escuta "faça isso" e tende a repetir o comportamento.
Outro fato interessante é que toddlers estão apenas começando a aprender sobre sentimentos e não anexam atributos negativos ou positivos para as emoções. Para o toddler, o adulto com raiva no cenário acima, provavelmente parece engraçado (daí o sorriso). Por fim, toddlers acham qualquer atenção uma recompensa e irão repetir o comportamento, seja uma reação negativa ou positiva. Desenvolvimento normal e abordagem da criança com o mundo resulta em muitos comportamentos desafiadores.
Com essa imagem de desenvolvimento em mente, leia o cenário novamente. O que a criança de um ano estava realmente fazendo? Para iniciar, o cientistia experimentou gravidade jogando a comida. Depois identificou uma sequência de eventos: "Uau, quando jogo a comida no chão o rosto do papai fica vermelho e a voz aumenta." Ele pensa: "O que será que acontece se eu jogar a comida no chão de novo?" Testando sua teoria, ele joga a comida novamente. O cachorro vem e come a comida, papai e mamãe gritam e ele pensa: "Consegui! Eu fiz isso acontecer bem do jeito que pensei." Esse toddler está curtindo sua capacidade de impactar o mundo e será movido a testar suas teorias de novo, de novo, e de novo.
Embora esses comportamentos ilustram aumento da capacidade intelectual e desenvolvimento, na maioria das casas, jogar comida no chão não é aceitável. Então, como podem os pais parar comportamentos indesejáveis enquanto suporta o crescimento e desenvolvimento de uma criança pequena? As duas premissas básicas seguintes pode ajudar.
1) Considere o que seu filho está realmente fazendo e o porquê. Pense sobre o "trabalho" dele e as habilidades futuras que está construindo. O que ele está aprendendo? Por exemplo, uma criança de dois anos de idade implora por um biscoito antes do jantar. O "trabalho" dela e suas habilidades futuras? Ela está aprendendo a ouvir as dicas de seu corpo e a satisfazer as necessidades de auto-cuidado (ou seja, pegar comida e comer quando tiver fome.) Algum dia, ela se tornará independente e fará suas próprias decisões alimentares. Porque ela está fazendo isso? Ela provavelmente está com fome e ainda não desenvolveu a habilidade de procurar por opções saudáveis ou esperar um tempo predeterminado para comer. Habilidades futuras a construir? Se tornar um comedor saudável que prepara e come a comida quando com fome.
2) Ensine a criança o que ela pode fazer. Adultos realmente querem que as crianças aprendam habilidades, cresçam e se desenvolvam. A fim de fazer isso, crianças precisam aprender que escolhas podem fazer em diferentes cenários. Que opção a criança de dois anos que está implorando por biscoito tem? Ela pode escolher entre duas comidas saudáveis? "Nada de biscoitos antes do jantar. Mas você gostaria de ervilhas ou crackers com queijo? Um jeito que o adulto pode ajudar a crescer uma habilidade futura e independência é ter comida saudável disponível que a criança pode escolher quando tiver fome. Armazene lanches saudáveis em potes plásticos na altura da criança. Um benefício adicional: com suporte para se tornar mais independente, a criança irá brigar menos e cooperar mais.
Cuidar de toddlers não é fácil. Contudo, entender o desenvolvimento dos toddlers irá ajudar você a escolher respostas eficazes a muitos desafios. Foque em dar direções positivas e suporte para a necessidade de um toddler em crescer independentemente e explorar o mundo. Através de interações positivas com um adulto que os amam e que os entendem, essas pequenas pessoas irão desenvolver as habilidades que precisam para serem bem sucedidos na escola e na vida.
Raelene Ostberg

15 fevereiro, 2012

Porque as crianças não obedecem ao NÃO

Desde a gravidez que eu procuro entender os bebês/crianças. Não procurava somente saber em como acalmar um bebê que chora, mas também entender o porquê choram. Entender como eles funcionam ajuda na nossa  atitude e consequentemente melhora a harmonia da casa. E quem nunca percebeu a dificuldade que as crianças tem em obedecer? Grande foi meu encanto quando vi esse vídeo. Saber que as crianças não tem o cérebro totalmente desenvolvido, muita gente sabe. Mas saber que a parte que não é bem desenvolvida é justamente a que bloqueia uma ação, ajuda muito a melhorar nosso relacionamento com os pequenos, não?

Quem viu um quadro do Fantástico, Neuro lógica? Não tenho idéia do quão velho seja, pode ser que todo mundo já cansou de ver e eu não sei. Mas enfim, no quadro de estréia, a Neurocientista Suzana Herculano-Houzel explica porque as crianças não obedecem ao não.

O quadro mesmo começa aos 3:20 mais ou menos, mas a abertura é uma graça!



Desde a primeira vez que vi esse o vídeo, ainda grávida, as palavras finais da neurocientista ficaram na minha cabeça. "Você que é adulto, pode controlar seu ímpeto de dizer não. (...) Dê ordens positivas e ajude o cérebro da criança a obedecer". E desde então que eu penso que iria sempre dar ordens positivas e evitar o não ao máximo por aqui. Ha-ha-ha. Evitar eu evito, mas dar ordens sempre positivas... Uma das primeiras palavras que Leah aprendeu a falar foi nhão, porque será?. Não ouvi isso de neurocientista nenhuma, vem da minha cabeça de leiga mesmo, mas quando vemos nossos pimpolhos fazendo uma coisa errada, nossa reação instantânea é dizer um belo de um não, né não? Ao ver minha filha comer um besouro, instantaneamente falo "NÃO come isso!", ao invés de "Solta esse bicho nojento, filha!" É como se fôssemos negativos por natureza. Quando Leah era menorzinha o "não dizer não" funcionava bem aqui distraindo-a. Se ela queria fazer alguma coisa que não podia, eu a distraia com outra coisa, tirava o foco do que não podia. A medida que ela começou a entender mais o que falo e a ficar mais sapeca, os nãos foram surgindo sem querer querendo. Mas não tenho dúvidas que dizer a mesma coisa sendo diferente dar ordens positivas,  é bem mais eficaz que simplesmente dizer não.

Então, vamos fazer o teste mamães? Vamos cortar o não um pouquinho, nos esforçar em falar positivamente e ver o quão melhor os filhotes obedecem?

13 fevereiro, 2012

Aulas Comunitárias

Aqui no meu estado tem um programa de educação familiar da primeira infância que oferece educação, suporte e diversão para famílias com crianças pequenas. Achei que seria ótimo pra ter o que fazer nesse inverno e inscrevi Leah em 4 classes:

What Will We be Today? 1-2 anos. Brincadeiras com imaginação. 1 sessão.
Nessa aula a educadora primeiro leu um livro onde uma criança imaginava várias coisas de uma caixa de papelão, depois as crianças foram liberadas pra brincar com duas caixas de papelão grandes e um forte que era uma mesa coberta com lençóis. Nós pais incentivávamos verbalmente "Ah você ta dentro de uma nave espacial?". Contou-se uma história em que as crianças acompanhavam o ritmo batendo as mãos na perna (no caso os pais que faziam), a brincadeira seguinte foi pra se vestir com roupas de adultos, sapatos, camisas, bolsas, chapéus, colares, óculos. A aula foi encerrada com a leitura de mais um livro. O objetivo foi mostrar como podemos incentivar a imaginação dos pequenos com coisas simples que temos em casa. E eu fiquei feliz ao ver que tudo da aula foram coisas que eu e Leah fazemos no dia-a-dia.

Tiny Toddlers 10 - 20 meses. Atividades destinadas a promover todas as áreas de desenvolvimento e  discussão informal entre pais. 10 sessões. 
Na primeira parte as crianças brincam livremente, as educadoras dão atenção a cada um e sempre enfatizam foneticamente o que a criança está fazendo "Você a-b-r-i-u a caixa! Você pode f-e-c-h-a-r a caixa?" Para cada etapa cantamos uma musiquinha pra ajudar as crianças na transição. Cantamos uma música para guardar os brinquedos e começar o circle time (sentar em círculo no chão). Nessa parte cantamos músicas com gestos (as crianças adoram) e leitura de livros. Depois cantamos uma música para lavar as mãos e os babies sentam na mesinha pra lanchar. Nessa hora começa uma discussão entre as mães. A educadora sempre pergunta um ponto alto e outro baixo que tivemos com nossos filhos naquela semana e também cada semana tem um assunto a ser discutido, trocamos idéias. Enquanto as mães conversam, as crianças brincam e finalizamos com uma musiquinha de saída.


Infant/Toddler Storytime 0 - 24 meses. Brincadeiras, música e leitura. 3 sessões.
A maior parte do tempo as crianças brincam e/ou pintam. Depois sentamos em círculo pra cantar e ler livros.

Toddler Gym Time 1.5 - 2 anos. Atividades em ginásio. 5 sessões.
Essas aulas ainda não começaram, mas é a que estou mais animada pra participar, quer dizer, levar Leah. Hehe A descrição diz: Uma oportunidade para experimentar movimentos e aprendizado cognitivo através de música, equilíbrio outras  atividades motoras. Crianças irão experimentar  a necessidade de compartilhar e trabalhar juntas como um grupo.

Eu to adorando. Tanto que to pensando em sempre inscrever Leah em pelo menos uma aulinha. É um excelente programa de ajuda no aprendizado, desenvolvimento e socialização de crianças pequenas e de suporte aos pais, já que escola mesmo aqui só começa aos 4 anos.  

09 fevereiro, 2012

A noite do terror

2:15 am. Leah resmunga no berço. Graças a minha audição super biônica, presente da maternidade, estou plantada ao lado da cria antes mesmo dela terminar seu suspiro. (Onde é que devolvo esse super poder? Não preciso mais e tem tanto pai por aí precisando...). Ela ta bem, chupeta na mão, deita a cabeça logo que vê minha figura, passo a mão em sua cabeça e volto pra cama. Pouco tempo depois Leah resmunga novamente. Ops, agora ela pode ter perdido a chupeta, vou lá. Não, só queria ver minha cara mesmo. Volto pra cama. Pouco tempo depois ela começa a choramingar. Ah, ela deve ta querendo um chamego. Vou lá, pego no colo, balanço um pouquinho, sussurro uma musiquinha, boto de volta no berço e volto pra minha cama. Pouco tempo depois ela chora. Isso não é normal, ela deve estar incomodada com alguma coisa, deve ser a fralda! Troco a fralda, ofereço água, balanço, dou beijinho, ela volta pro berço e eu pra cama.
3:00 am. Leah chora. Deve ta de palhaçada! Se eu não for lá ela volta a dormir sozinha, penso. Marido acorda. Digo que já fui lá quatro vezes, que já troquei a fralda, já dei colo, não sei mais o que fazer. Será que ela tá com fome? ele pregunta. Não sei, será? Dou uma mamadeira pra ela, deixo a chupeta do lado. Pronto, acho que agora ela dorme. Leah termina a mamadeira e começa a chorar. Agora é tua vez, José. Marido, claro, opta pelo mais fácil, trazer ela pra nossa cama. Ok, nossa cama é infalível, agora a gente dorme. Nos aninhamos os três, Leah no meio. Mas ela não quer cobertor e quando o chuta me descobre um pouco, eu só durmo toda coberta, daí que puxo o cobertor um pouquinho pra cobrir meu ombro. Leah se irrita e começa a chorar novamente. A gente tenta acalmar. Ela joga a chupeta longe. Esperneia. Tá bom, se é pra ficar chorando, vai chorar lá no teu quarto. Segundos depois, um barulho gigante. Eu e Alex demos um pulo ninja da cama e corremos, achando que ela tinha caído do berço. Ela havia derrubado o humidificador de ar que estava bem perto do berço. Água pra todo lado. Lá vamos nós, 4 da madruga, enxugar chão. Depois disso, toda trabalhada na paciência e no amor, sento com Leah na cadeira de balanço para niná-la. Vejo que não vai rolar dela dormir no berço e vou com ela pra nossa cama. Ela só quer saber de chorar. Nisso ela estava sentada na cama, sentei também e quando tentei acalmá-la com um abraço, ela vomita bem dentro da minha blusa. Nojento. Asqueroso. Podre. Quase vomitei também, de tanto nojo que tive. Vou me lavar e Alex troca Leah.
5:00 am. deitamos novamente os três na cama. Finalmente dormimos.

Em 1 ano e 7 meses, nunca tivemos nada, nem de longe, parecido. Mas tudo nessa vida tem uma primeira vez. Bom que foi só uma noite mesmo, na noite seguinte ela já voltou a dormir feito uma anjinha.

08 fevereiro, 2012

Relato de parto do meu blog

Antes de Leah nascer eu não conhecia o mundo dos blogs. Já tinha visitado blogs de amigos muito tempo atrás, mas não costumava ler nenhum, de nenhum tipo. Enquanto Leah (com uns 2 meses) mamava, eu já cansada dos joguinhos no ipod, procurava alguma coisa pra ler na internet. Não sei como, mas parei no blog Frases de Crianças, que me rendeu diversão por várias mamadas. Quando li todas as geniais frases das crianças, olhei nos links do blog, procurando por mais distração. Fui parar no magnífico, tão bem conhecido por todas nós, Pequeno guia prático para mães sem prática. Fascinada, li o Pequeno Guia de ponta a ponta, e a partir dele fui descobrindo essa imensa blogosfera materna. Aprendi, me emocionei e dei muitas risadas lendo blogs maternos. Foi aí que começou a minha gestação bloguística, a vontade de dizer "Ei, ó eu aqui! Eu também tenho uma filha, eu também acordo 500 vezes a noite, o cocô dela também parece mostarda, ela é uma bezerrinha. Olha que fofa já da risadinhas, e como é inteligente, já puxa meu cabelo! Eu também tive laceração no parto e usei absorvente de gelo. Ah, Dr. González é um lindo e a Elizabeth Pantley merece o prêmio nobel..." O assunto maternidade sempre me interessou muito, afinal eu estava (e continuo) vivendo em função dela. Eu tinha a filha pendurada no peito e ninguém pra compartilhar esse mundo de novidades que estava vivendo. Gestei a idéia de ser mãe blogueira por alguns meses, mas fiquei tímida. Quando Leah completou 6 meses, resolvi finalmente criar um blog de família, o The Kendrick Family. Ainda receosa de entrar de cabeça na blogosfera materna, mas sem querer perder mais tempo em registrar o desenvolvimento da pequena Leah que crescia em tamanho formosura. Escrevia como um diário, em português e inglês pra que a família dois lados pudessem acompanhar. No começo minha mãe assistia os videos da neta, mas eu tinha sempre que mandar o link por email para ela lembrar de conferir as novidades. Amigos liam, mas não comentavam. Que graça tem ter um blog se não é pra ter essa interatividade? Acho que por isso segurei tanto a vontade de fazer parte da blogosfera materna, com medo que ninguém ia se interessar, querer me acompanhar e trocar figurinhas comigo. Foi somente quando Leah já estava com 13 meses que finalmente nasceu meu blog materno, com duas mudanças de nomes nessa curta vida de 6 meses, mas agora com sua identidade definida, o Mamma Mia!

Esse post faz parte da blogagem coletiva sugerida pelo Mamatraca. Participa!

06 fevereiro, 2012

Curiosidade: o combustível do desenvolvimento

Crianças são seres altamente curiosos. Elas exploram, questionam, ponderam, e assim, aprendem. Desde o nascimento somos atraídos por coisas novas. Quando estamos curiosos sobre algo, queremos explorar. Quando exploramos, descobrimos. É assim que funciona com as crianças, a curiosidade é o combustível do desenvolvimento, mais tarde, do conhecimento. Ao ligar e desligar a luz inúmeras vezes a criança aprende sobre causa e efeito. Ao despejar água em diferentes recipientes, no chão ou na roupa, aprende pré-conceitos de massa e volume. Aprende sobre o doce do chocolate e o azedo do limão, sobre o calor do aquecedor e o frio do gelo.

Por que, para um bebê, qualquer coisa parece ser mais interessante que seus brinquedos? Porque querem explorar o que é novo, desconhecido. Experimenta dar um controle remoto, ou um celular velho para ele brincar. Pouco tempo depois ele perde o interesse e quer aquele outro alí, longe do alcance e que ainda não foi explorado. 

Alguns diriam que sou uma mãe permissiva demais. Eu prefiro: uma mãe que deixa a filha se desenvolver adequadamente. Cuido da segurança, que não quebre nada importante, e deixo sim que ela explore o quanto quiser. Se ela tenta subir em alguma coisa, eu fico por perto pra segurá-la se necessário. Se ela abre uma gaveta e tira tudo de dentro, eu arrumo depois. Se ela pega um pote de vidro na cozinha, eu troco por um de plástico e dou uma colher de pau pra ela fazer uma batucada. Se ela quer tirar todo o papel higiênico do rolo, eu tiro do alcance e dou um pedaço pra ela rasgar. Se ela quer meter a mão no fogo, não deixo, mas se quiser meter em copo cheio de gelo, deixo sim. Brincar com meu celular? Com panelas, controles remotos? Com a roupa suja do cesto, com um pacote de absorventes? Comer com a mão? Pode. Pode. Pode!

Para muitas crianças, a curiosidade é enfraquecida. "Não toque. Não suba. Não quebre. Não corra. Não grite. Não se suje. Não. Não. Não!" Há três maneiras que os adultos usam para enfraquecer a exploração de uma criança curiosa: o medo, a desaprovação e a ausência.