27 fevereiro, 2012

Pelo bem estar da filhota

Há mais de um mês falei aqui sobre minha aventura de cuidar de duas crianças extras, praticamente da mesma idade que a minha. Hoje venho contar que a aventura nāo deu certo. Não porque estava sendo estressante pra mim, mas porque estava sendo estressante pra Leah. O que não deu certo foi o relacionamento de Leah com uma delas. Pra mim, na verdade, era até mais fácil fazer as coisas da casa com as três do que é quando estou sozinha com Leah. 
Elas geralmente ficavam aqui por algumas horas, mas quando ficavam o dia todo, a rotina era assim: Kaelynn tirava uma soneca de manhã, Leah brincava harmoniosamente com Maddy sem precisar minha presença e eu podia, numa boa arrumar a casa, fazer almoço, etc. Kaelynn acordava e as três almoçavam (eu também quando conseguia). Depois do almoço era a soneca de Leah. Maddy e Kaelynn já são bem acostumadas a brincarem sozinhas e eu podia fazer o que quizesse que elas não se importavam, mas eu gostava de estar por perto e brincar com elas. Depois Leah acordava e esse era o momento que as três ficavam juntas por mais tempo. Leah implicava muito com a menor, Kaelynn, tomava tudo da mão dela e segurava o máximo de brinquedos que podia pra colega não pegar, o que lhe rendeu algumas mordidas. E Kaelynn mordia pra valer mesmo, coitada de Leah passou dias com a marca de uma mordida. Morri de dó, mas tenho que concordar que ela fez por merecer. Era quebra-pau, chororô e gritos até a hora de Maddy e Kaelynn tirarem a soneca da tarde, eu era toda de Leah e as meninas acordavam já na hora de irem pra casa.  Comecei a preocupar que Leah ia aprender a morder e ter atitude agressiva, essa "socialização" não estava sendo saudável pra ela. Leah é muito pequena pra entender conceitos sobre dividir e esperar sua vez, principalmente quando tem alguém no espaço dela pegando os brinquedos dela e a atenção da mamãe dela. Então pulei fora. Ela tem tido ótimas experiências e oportunidade adequada pra se relacionar com outras crianças nas aulinhas que frequenta. Ter uma renda é ótimo, mas sou muito grata por não precisar e poder me dedicar exclusivamente à maior responsabilidade que alguém pode ter: criar e educar um serzinho humano.

11 comentários :

  1. Nossa Dayane,

    Que desafio hein?

    Dizem que é mais fácil quando tem irmãos, que eles brincam... mas eu piraria... hahahah...

    Tem hora que devemos repensar e tomar uma atitude mesmo. Não dá pra esperar. Tem que agir. Bola prá frente.

    beijo

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  2. Valeu a experiência não é mesmo?!

    Lidar com esse lance de mordidas não é fácil mesmo, ano passado minha pequena mordeu quase todos os coleguinhas do berçario, quase morri...agora ela tá melhor...

    o importante é tirar coisas boas e aprendizados de tudo isso.

    bj

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  3. Dayane minha ex vizinha tem duas filhas a Mel de 7 anos e a Lari de 3 anos.A Lav sempre gostou da maior a Mel até abraçava ela e fazia carinho e gracinhas pra se mostrar quando via ela já da menor a onde deixavam as duas elas brigavam,por que ela queria tirar os brinquedinhos de Lav,ficava andando a traz dela e ela detesta isso rsss,então vejo que contato com crianças menores que ela ou até uns 3 anos que não entendem tuuuudo ainda não dá certo.
    Más a experiencia foi valida não?!

    Bjs!

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  4. Oi Dayane! É deve ter sido um grande desafio, sobretudo nesta idade em que a Leah está que depende tanto de vc, e como vc disse, o território é dela e ela não ainda não está apta a dividir... rs.
    Com certeza a maternidade é o maior papel que uma mulher pode desempenhar.
    Beijão

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  5. Engraçado como eles ja escolhem os amiguinhos,né? Tem alguns q eles não se identificam de jeito nenhum. Arthur é mto bonzinho mas tem algumas crianças q não tem jeito, não da pra deixar brincar mesmo! Ele não morde nem nada mas faz como Leah, regula brinquedos e tal...

    Valeu pela experiência e escolha!

    Beijo

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  6. Nossa flor, você foi bem ousada, rsrs tem que ter coragem pra assumir o desafio de cuidar de mais crianças durante o dia inteiro! Sei que a convivência entre as pequenas não é fácil mesmo, ainda mais nessa fase que não sabem dividir as coisas muito bem ainda! Tenho certeza que você se esforçou, e valeu a pena a experiência, não é mesmo? Beijos!

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  7. Dayane imaginei que fosse ser mesmo um desafio. O que de certa forma é bom para vc e também para sua filha Leah. Agora, tem certas coisas que realmente precisamos pesar. Acho que fez bem, pois não precisa criar algo constante. Pode ser algo temporário, de vez em quando e com certeza tem outras maneiras de favorecer o contato da Leah com outras crianças.
    Beijos

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  8. Olá querida, adorei seu Blog..
    Lí seu post e acho q vc tomou a decisão certa..
    Nada como criar nossos filhos da nossa maneira..
    Estou te seguindoo!

    Beijos pra vc e pra lindeza!!

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  9. Acho que faria o mesmo. Não vale mesmo a pena estressar a pequena. Mas achei muito interessante seu relato de que cuidar das três é mais fácil que de uma. Rá, nunca pensei nisso. Plantou uma pulguinha atrás da minha orelha (que o marido não nos leia, ahaha).
    bjos

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  10. Oi Dayane, gostei muito do que vc escreveu, não do que a pequena Leah passou. Essa semana tive uma oferta de cuidar de duas crianças e acabei recusando. Pensei nas intrigas que poderiam acontecer e achei melhor não arriscar. Nossos pequenos ainda precisam de um território só deles, quando o segundo filho nasce, naturalmente eles acabam se ajustando, mas acho que a chegada de outras crianças derepente por causar problemas mesmo. Obrigada por compartilhar sua experiência. Muito bom msm! Bjão

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  11. Dayane. Foi uma grande experiência, creio. Mas eu também me orgulho de poder abrir mão de uma renda para me dedicar à missão maior, a de ser mãe. Beijos e ótima semana!

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