29 abril, 2012

Circuito Psicomotor Caseiro

Pegando carona no post anterior, vou mostrar o circuito que faço pra Leah aqui em casa. Ou pelo menos fazia durante o inverno pra entreter e deixar Leah gastar as energias. 

Circuito psicomotor auxilia no desenvolvimento da coordenação motora ampla, esquema corporal, espaço, tempo, percepções tátil, visual, etc. Só o que precisa é dar oportunidades pra criança se movimentar, é super fácil de fazer com o que se tem casa. Esse é o circuito que montei com o tinha em mãos:

1˚ Barra de equilíbrio. Achei essa tábua na garagem. Leah não entendeu que era pra caminhar por ela sem tocar o chão daí apoiei com essas caixas de guardar brinquedos mas não foi uma boa idéia, agora Leah tira as caixas das prateleiras pra subir em cima (ops!). Acho que é melhor pra treinar o equilíbrio se a barra tem alguma altura, mas diversão é o foco aqui e acho que plano também funciona, dá até pra fazer uma linha no chão com fita adesiva, desde que a criança pegue a idéia.  


2˚ Na falta de bambolês/argolas cortei círculos de papel pra Leah pisar, um pé em cada círculo.


3˚ Rastejar. Obstáculo feito com uma prateleira da estante e duas cadeirinhas. Dá pra usar papelão ao invés da prateleira, ou corda. Ou pode só pedir pra criança passar por baixo da mesa, ou por baixo de cadeiras grandes...

4˚ Subir a "escada" e pular o sofá. Fiz a escada com mais duas caixas de tamanhos diferentes.

 5˚ Por fim, escorregar. Tirei as almofadas do assento do sofá e fiz o  escorrego com elas suportado com almofadas em baixo.


Agora é só recomeçar o circuito! 

25 abril, 2012

Minha pequena ginasta

Hoje Leah teve a última aula e eu ainda nem tinha contado aqui que ela tava fazendo ginástica. Lembram quando falei aqui das aulas comunitárias e que eu tava gostando tanto que ia sempre colocar ela em uma classe? Então. Acabaram as aulas de inverno e pra primavera eu inscrevi ela na ginástica e no Storytime de novo já que esse é de graça, mas só começa de novo em junho. A ginástica foi durante esse mês, foram apenas 4 aulas de 45 minutos cada e como costuma ser todas as aulas para toddlers, um adulto tem que acompanhar a criança. 


Vez ou outra eu fazia um circuito psicomotor aqui na sala mesmo (outra coisa que era pra ter postado tempos atrás), por isso adorei quando vi essa classe de ginástica pra crianças de 1.5 a 3 anos. Achei ideal, uma aula que eu posso estar junto, que ajuda no desenvolvimento motor dela e o mais importante, que ela pode se divertir. 

A Vovó sempre participa

A aula começa com alongamento e aquecimento em uma sala separada e depois vai pra essa sala com os circuitos que consiste basicamente em barras de equilíbrio, pular, rolar, engatinhar, dar cambalhotas, e se pendurar. Leah não sabe pular ainda, mas com as aulas ela bem que tenta e já consegue uma pequena elevação que ela faz andando rápido, o que em ginástica se chama de galope. Olha aí, minha filha já sabe galopar! hehehe

Eu queria que a classe durasse mais tempo, foi tão curta. Acho que quando tiver outra classe pra idade de Leah vou colocar ela de novo. 
     
 
O melhor é Leah brincando em casa, ela dá cambalhotas, rola pelo chão, sobe em um livro (oh quanta altura), levanta os braços, fala jump, jump e dá um duplo twist carpado "salta" de cima do livro, uma graça.

Brincando nada, ela tá é treinando. Olimpíadas de 2028 que a aguarde!!!

23 abril, 2012

Deixar chorar: Sim, não!

Escrito pelo conceituado pediatra Dr. Sears, pai de 8 filhos.

"No topo da minha lista de conselhos inúteis, está um que todos os pais praticamente ouvem, é deixar o bebê chorar para dormir. Para ver como esse conselho é ignorante, vamos analizar cada palavra nessa relação mamãe-bebê"

"Se pelo menos o meu bebê pudesse falar em vez de chorar eu saberia o que ele quer"diz Janet, mãe de um bebê exigente e choroso. "Seu bebê pode falar", nós dizemos. "A chave para entender é aprender a ouvir. Quando você aprende a lingüagem especial do choro do seu bebê, você será capaz de responder sensivelmente. Aqui algumas dicas que ajudarão a descobrir o que o seu bebê está tentando dizer com o choro.

O choro não é apenas um som, é um sinal, projetado para a sobrevivência do bebê e desenvolvimento dos pais. não responder ao choro faz com que ambos, bebê e pais, percam. Vejam porque. Nos primeiros meses de vida, bebês não conseguem verbalizar suas necessidades. Para preencher essa lacuna até que o bebê possa falar sua lingua, bebês têm uma linguagem única chamada "choro".

Bebês sentem uma necessidade, como fome ou necessidade de ser confortado quando angustiado, e essa necessidade desencadeia um som que chamamos choro. O bebê não pensa na sua cabecinha: "São 3 da manhã, e eu acho que vou acordar mamãe para um leitinho". não! Esse raciocínio defeituoso está pondo uma interpretação de adulto na cabeça de um bebezinho. Além disso, bebês não têm a capacidade mental de entender porque os pais responderiam ao seu choro às 3 da tarde mas não às 3 da manhã. O choro do recém-nascido está dizendo: Eu preciso de algo, alguma coisa não está certa aqui. Por favor me ajude a consertar."

Um dos conselhos mais ouvidos, e um dos piores, é "deixe seu bebê chorar sozinho"!. Para ver como é inútil e até perigoso esse conselho, vamos analizar cada palavra na relação mamãe-bebê.

"Deixe seu bebê". - Alguém que não tem conexão biológica com seu bebê, não o conhece nem investe nada nele, e nem está lá às 3 da manhã quando o bebê chora, tem a coragam de te aconselhar como responder (ou não) ao choro do seu bebê. O choro tem um propósito maravilhoso. Considere o que aconteceria se o bebê não chorasse.

Ele está com fome mas não acorda ("Ele dorme a noite toda, vangloriam-se pais de um bebê treinado a dormir com o método do choro). Ele está com dor, mas não comunica a ninguém. Essa falta de comunicação é conhecida no fim como "falência para prosperar" "Prosperar" significa não somente ganhar peso, mas crescer ao máximo potencial emocionalmente, fisicamente e intelectualmente.

"Chorar" - não é somente para o bebê que o choro tem um propósito maravilhoso; é também muito útil para os pais, especialmente para mãe. Quando uma mãe ouve seu bebê chorar, o fluxo de sangue aumenta em direção aos seios, acompanhado de uma compulsão biológica imensa de pegar o bebê e amamentá-lo. (amamentar no sentido de confortar, não somente de alimentar). Como um bônus biológico, os hormônios maternais liberados quando o bebê amamenta relaxam a mãe, então ela fica menos tensa e mais cuidadosa em resposta às necessiaddes do bebê. Essas mudanças biológicas - parte do propósito da comunicação mãe-bebê - explicam porque é fácil para alguém de fora aconselhar a deixar seu bebê chorando, mas é muito difícil para você fazer isso. O conselho é contra-produtivo e não é biologicamente correto.

"Chorar"" - Considere o que exatamente é isso. "Deixar chorar" é um hábito adequado? Provavelmente não, porque para os bebês chorar não é um ato de diversão. E, ao contrário do pensamento popular, chorar não é "bom para os pulmoes do bebê". Essa crença não é fisiologicamente correta. O choro é uma necessidade emocional e física. Algo não está certo e o único jeito do bebê nos falar é pelo choro, nos pedindo para "consertar". Nos primeiros meses, considere os choros do bebê com um sinal de alguma necessidade - comunicação, e não manipulação.

Dica aos pais: bebês choram para comunicar - não para manipular.

"Sozinho" - O que isso significa de verdade? O que acontece para o bebê, para os pais e para a relação entre eles quando um bebê é deixado chorando sozinho? Uma vez que o choro é a linguagem do bebê, uma ferramenta de comunicação, o bebê tem duas escollhas se ninguém o escutar. Ele pode chorar mais e mais alto, mais forte, e produzir sons bem perturbadores, ou ele pode se calar e se tornar um "bom bebê " (significando "quieto"). Se ninguém escutar, ele vai se tornar um bebê muito desencorajado. Ele vai aprender uma coisa que você não quer que ele faça: vai aprender que ele não pode se comunicar.

O bebê perde a confiança no valor do seu sinal do choro - e talvez também perca confiança na correspondência das pessoas que tomam conta dele. Não somente o sinal vital do bebê se "perdeu", mas um ingrediente importantíssimo na relação pais-filhos se perde também - a sensibilidade! Quando você responde intuitivamente às necessidades do seu bebê, quando você trata o choro como uma "pista":- bebê chora, você responde, e faz isso centenas de vezes nos primeiros meses, o bebê aprende a dar a "pista" melhor (o choro se torna menos e menos ruidoso e adquire uma qualidade comunicativa como se o bebê aprendesse a "falar melhor"). Do outro lado da moeda da comunicação mãe-bebê, você aprende a "ler" o choro do seu bebê e a responder apropriadamente (sabendo quando dizer "sim" e quando dizer "não" e o quanto você precisa ser rápida).

Com o tempo você aprende a razão fundamental da sensibilidade ao choro: ler a linguagem corporal do bebê e responder aos seus sinais ANTES do choro, de maneira que o bebê nem sempre terá que chorar para comunicar uma necessidade.

Agora vamos analisar o que acontece quando você "endurece seu coração" e vê o choro do bebê como controle e não como uma ferramenta de comunicação, e ignora o choro do bebê. Quando você vai contra seus instintos biológicos, você se desensibiliza a si mesma em relação aos sinais do bebê e suas respostas instintivas.

Eventualmente, o choro passa a te perturbar. você perde a confiança nos sinais do bebê, e perde a confiança na sua própria habilidade de entender a linguagem primitiva do bebê. Uma distância cada vez maior ocorre entre você e o bebê, e você corre o risco de se tornar o que os pediatras chamam de: doutor-me-diga-o-que-fazer. Você lê um livro em vez de ler o seu bebê. Então, não ouvir e responder com sensibilidade ao choro do bebê é uma situação em que todos perdem. O bebê perde a confiança nas pessoas que tomam conta dele, e quem toma conta dele perde a confiança na sua própria sensibilidade.

A mãe perdeu a confiança nela mesma. Para ilustrar como uma mãe pode enfraquecer o dom natural da sensibilidade ao bebê quando ela se deixa levar por conselhos errados, uma mãe veterana recentemente nos contou essa história.

"Eu fui visitar minha amiga que teve bebê. Enquanto estávamos falando, sua bebê de 3 semanas de vida começou a chorar em outra sala. O bebê continou chorando, mais forte e mais alto. Eu estava quase me levantando e indo eu mesma confortar o bebê. O choro do bebê não a incomodou, mas incomodava a mim. Meus seios quase começaram a jorrar leite! Ainda assim minha amiga parecia não ouvir os sinais do bebê. Finalmente, eu não consegui aguentar mais e disse: "Tudo bem, vá lá atender seu bebê, nós podemos conversar mais tarde" Ela respondeu, "não, ainda não é hora de mamar". Sem acreditar, eu perguntei: "Mary, onde foi que te deram esse conselho tão prejudicial?" "Numa aula de treinamento de bebês na igreja," ela insistiu orgulhosa. "Eu quero que meu bebê aprenda que EU estou no controle, e não ele."

Essa mãe de primeira viagem, querendo fazer o melhor para o seu bebê e acreditando que estava sendo uma boa mãe, permitiu-se sucumbir aos profetas dos conselhos ruins, e estava perdendo toda a sua sensibilidade natural em relação ao seu bebê. Ela está começando sua carreira em maternidade com uma distância cada vez maior entre ela e seu bebê. O par mãe-filho estava se "desconectando".

Este artigo, original em inglês, pode ser lido em:
http://www.askdrsears.com/topics/fussy-baby/letting-baby-cry-it-out-yes-no


Tradução: Andréia Mortensen

Fonte: https://www.facebook.com/solucoes.noites.sem.choro

17 abril, 2012

É primavera!

O mês de março foi lindo, trouxe dias lindos ensolarados, temperaturas amenas, o colorido das flores, o verde da grama, uma surpresa linda, a primavera! E você se pergunta o que tem de surpresa nisso se é mesmo em março que começa a primavera? Não aqui em Minnesota. As temperaturas definem melhor as estações do que datas, e aqui março costuma ainda ser um mês de frio intenso e branco. No ano passado em abril ainda estava nevando. Mas esse ano o clima deu uma bagunçada, o inverno foi bem fraco (para nooooossa alegria!!) e o cenário primaveril chegou bem cedo com mais de 2 meses de antecedência! Eu amo a chegada da primavera. Só quem passa por um inverno rigoroso sabe bem o que se sente quando a vida volta a surgir lá fora. Ver a grama marrom virar verde, folhas e flores brotando nos galhos secos, plantas surgindo da terra, os pássaros cantando, pessoas caminhando do lado de fora, levando os cachorros pra passear, andando de bicicleta, andando de patins. Dá vontade de viver ao ar livre, de me mudar pro quintal e só voltar pra dentro de casa com a chegada do frio. Hoje vou compartilhar um pouquinho do que rolou por aqui nesse mês lindo.

Lá no começinho de março, em um dos primeiros dias quentinhos com cenário ainda de inverno, tudo seco e marrom, mas com um sol lindo, fomos no parque jogar pão para os gansos. O gelo da água ainda não tinha derretido todo, os gansos andavam em cima e chegaram bem perto da gente. Leah que adora um pato, ficou feliz da vida e repetindo "Quá-quá, quá-quá!". Problema foi na hora de sair, só mesmo um escorrego pra animar ela de novo. 



Em um dia com bastante vento saímos pra empinar pipa. Foi o dia mais quente do mês, deu pra usar short e camiseta, parecia um dia de verão só não tava tão verde ainda. E foi nesse dia que Leah bateu o recorde do escorrego mais alto. Ela ama escorrego e não tem medo nenhum, desce sozinha em qualquer tipo e qualquer altura. Olha a perfeição do céu nesse vídeo, lindo!



Leah fica encantada com a natureza, ama ver as formigas e enlouquece com os pássaros. Ela fica feliz da vida quando saimos pra passear, corre, pula, gira. Essa animação toda nesse vídeo é vendo pássaros. O jeito que ela corre com os braços para cima lembrou o papai de um desenho bobo que ele assistia quando era criança...



Já com tudo bem verde, teve esse dia lindo que fomos ao parque. Foi uma horinha tão feliz pra Leah e pra mim, que fico duas vezes mais feliz ao vê-la tão feliz. Amo demais ir a esse parque porque tem uma trilha que segue um rio e passa por essa área gramada com verde bem vibrante, sempre me sinto tão bem quando passo por ali. Nesse dia tinha muitos pássaros na grama, nem consigo descrever o encanto de Leah andando ali e vendo todos os pássaros. Ela também viu um pato no rio e foi dureza botar ela de volta na trilha, ela só queria ficar na beira do rio olhando o pato eternamente. Mas nada que a beleza das flores não resolvesse. Passou pela ponte e deu uma paradinha para adimirar, "água, água!" gritava ela apontando pra água que corria. Depois saiu correndo em direção ao parquinho. Brincou muito, fez amizades. Teve a sorte de ver dois patos na grama, que ela e as amiguinhas perseguiram até eles entrarem no rio e elas correram pra ponte pra olhar os patos nadando. Nisso passou muita gente passeando com cachorros. Leah também é louca por cachorros e sempre quer agarrar todos. Todo mundo que passava pela ponte com cachorro parava para as crianças alisarem os bichinhos. Leah não podia ficar mais feliz! Pena que não consegui filmar porque eu tinha que controlar Leah, ou ela subia em cima dos cachorros ou não largava mais. Depois ela ainda viu dois meninos passando de carrinhos e ela os seguiu até conseguir um carrinho emprestado pra brincar um pouquinho. Foi um final de tarde tão gostoso e feliz. Só não foi muito feliz na hora de voltar pra casa...



Como sou grata por ter minha filha que me faz ver tudo com olhos de criança, me faz ver a beleza das coisas mais simples. Isso sim é felicidade de verdade. 

13 abril, 2012

O companheiro do sono

Pouco tempo depois que Leah nasceu comprei uma boneca de pano pra ser a "companheira do sono" dela. Achava bonitinho bebê que dormia com uma coisinha desde pequenininho, que leva pra todo canto. Verdade é que Leah nunca deu bola pra isso, nunca gostou de agarrar em nada pra dormir, exceto nossas próprias orelhas. Ela sempre jogou tudo de dentro do berço. Quando fui ensinar ela a pegar no sono no berço ao invés de nos braços, tentei novamente, achei que seria bom se ela tivesse um objeto de ligação ao sono, um companheiro. Não aconteceu. Ela aprendeu a dormir sozinha, mas sem apego com bixinhos.

Ontem ela tava fazendo um draminha básico antes de ir pra cama. Num chororô e irritabilidade sem sentido. Quando o pai a pegou no colo pra dar a mamadeira ela se agarrou no nesse cachorrinho de pelúcia. Papai sai do quarto e me mostra essa foto. Leah dormindo pela primeira vez agarrada com um bixinho. Achei a coisa mais fofa dessa vida! Depois senti uma mistura de dó e ciúmes. To me sentindo A substituida, A esquecida. Nosso colo e orelhas sempre foi o único apego pra Leah dormir. Mesmo ensinando ela a pegar no sono em seu cantinho, sempre fizemos questão de niná-la um pouquinho, onde ela ficava grudadinha, fazendo carinho na nossa orelha. Eu amo isso. Quando acontecia dela ir pra nossa cama na madrugada, era do mesmo jeito, ela ficava bem pertinho, mexendo na minha orelha. Delicinha. Como vai ser agora que ela tem outro apego? Será que ela vai parar com a mania de mexer na nossa orelha? E ainda fico com peninha, achando que ela queria ta abraçada comigo ou o papai e ta alí toda carente agarrada nessa coisa inanimada...

Eu sou Mãe é mesmo bicho besta! 

11 abril, 2012

Do you speak English?

Já faz algum tempo que sempre que falamos I love you, Leah responde: "afiufiu". Fofa toda. Semana passada ela resolveu falar pela primeira vez espontaneamente. Visualizem que cena mais linda:
Estávamos na área de serviço. Eu acocorada no ralo espremendo um pano de chão e Leah do lado brincando com a cesta de roupas sujas. No que ela achou esse o cenário ideal. Romantismo no ar, Leah vem até mim, me abraça e fala: afiufiu. Morri! Beijei e apertei tanto que achei que ela nunca mais repetiria o feito pra não ser esmagada novamente. Mas o amor tudo vence e a cena continua a se repetir. Ela me agarra, tasca-me um beijo (na boca) e faz a declarão. Infarto toda vez.

Ela ta toda trabalhada no inglês. No inglês, na boa edução e nas gracinhas:

Fala tentiu (thank you) para tudo, sempre. Fora ela fica tímida, mas em casa ela diz obrigada pra tudo que fazemos ou damos pra ela. Nós a ensinamos a falar obrigada, em português, mas desde que aprendeu a palavra em inglês é thank you e ponto.



Sempre que tusso ela pergunta: iuoquei? (are you ok?). E ainda dá tapinhas nas minhas costas e alisa meu cabelo.

Quando a chamo ela responde: óti? (what?)

Sai correndo e fala: guêtxiu! (get you, de I'm gonna get you). Depois toca na gente e fala: gotxiu! (I got you). 

Fala sóui (sorry) quando derruba alguma coisa, ou passa por cima dos nossos pés com o carrinho de boneca, ou quando fica na frente de alguma coisa, ou...

Quando quer que a gente vá com ela pra algum lugar ela fala alguma coisa parecida com "méa". Achávamos que ela falava "venha", mas na verdade ela ta falando "come here".

Quando peço que ela faça alguma coisa, ela fala otei (okay). E obedece.

Fala éxiu (bless you) quando espirramos.

E o melhor de todos: quando fazemos alguma coisa que ela acha interessante/bom/legal, ela bate palmas e fala gujó! (good job!). Porque ela é a mestre e nós os aprendizes. 

10 abril, 2012

Blogagem Coletiva - A Páscoa nos EUA


Como quase todo feriado religioso, a Páscoa tem também sua comemoração com símbolos e o lado não-religioso. Aqui nos EUA comemora também a chegada da primavera, o renascimento da natureza, que é de onde surgiu primordialmente o simbolismo com os ovos. Aqui não tem daqueles ovão de chocolate como temos no Brasil, mas as tradições sempre envolvem ovinhos. As principais são:

Caça aos ovos (Easter Egg Hunt): Brincadeira para as crianças onde se esconde ovinhos plásticos com doce dentro. As crianças vão cada uma com sua cestinha coletando os ovinhos que encontram. É feita tanto no quintal com as crianças da casa, quanto em grandes grupos. Geralmente as comunidades organizam uma caça. No caso de um grupo muito grande não dá pra esconder, só se joga centenas em um campo. Aqui na minha cidade teve uma onde um helicóptero soltou os ovinhos em um campo de futebol.

Egg Hunt. Foto ilustrativa daqui.
Como Leah ainda é pequena, achei que não seria uma boa ideia levá-la pra essa caça, com medo dela ser atropelada pelas crianças maiores. E como eu gosto de comemorar as tradições mas não gosto de todo o doce envolvido (eu brinco que aqui os feriados são patrocinados pela indústria de doces. Páscoa, Halloween e Natal, é doce pra ter dor de barriga por um mês), convidei as mamães de uma aula que frequentei com Leah pra fazer uma caça só para nossos pequeninos. Cada uma levamos uma dúzia de ovinhos que ao invés de doces, enchemos com biscoitos e frutas. Fizemos em um parque, as crianças brincaram juntas no parquinho e depois foram à caça dos ovinhos. Lá tinha um bosque, escondemos alguns no bosque e eles adoraram andar entre as árvores e pisar nas folhas.


Cesta de Páscoa: O Coelhinho da Páscoa esconde na casa uma cesta com doces e algum presentinho. A cesta de Leah foi cheia de presentinhos que eu já ia pegar pra ela mas esperei pra dar só na páscoa: giz de cera novos e giz pra calçada, canetinhas, fazedor de bolhas de sabão. Em alguns ovinhos de plástico maiores coloquei uma bolinha, um patinho e um peixe (pra banheira), nos ovinhos menores coloquei biscoitos e fruta seca. Eu ia fazer uma trilha com pegadas de coelho pra Leah seguir até a cesta, mas a impressora aqui está sem tinta. Na hora que escondi a cesta foi que tive a idéia de fazer a trilha com todos os ovinhos (esses estavam vazios). Leah achou que era outra caça os ovos e pegou a cestinha, tivemos que ajudá-la a achar a outra cesta.


Por falar em Coelhinho, aqui a imagem dele também não deixa de estar associada. Ano passado levamos Leah pra ver o Coelhinho da Páscoa no shopping. Esse ano esqueci completamente. 

Colorir ovos: Outra tradição é colorir ovos. Esses são ovos de galinha cozidos. Dá pra colorir, desenhar com canetinhas e colar adesivos. Depois come-se os ovos.


Apesar de ser bem celebrado, aqui a Páscoa não é feriado. As igrejas costumam ter um programação especial no domingo e as famílias celebram com um jantar, geralmente presunto, batatas, vegetais e sem esquecer da sobremesa.

Para saber como é a Páscoa em outros países clique aqui.

05 abril, 2012

Pergunta que eu respondo

A Renata do Crescendo Juntas e a Camila do Pérolas de Alanis me convidaram para participar dessa brincadeira bacaninha:

1. Escrever 11 coisas aleatórias sobre mim
01. To tentado aprender a tocar piano e a costurar. Só preciso praticar regulamente. 
02. Sou tímida, demais até.
03. Sou uma pessoa de poucas palavras e objetiva. Não sei ficar enrolando.
04. Detesto cozinhar. Cozinho pouco e ruim.
05. Amo as coisas simples da vida. 
06. To esperando a cegonha nos fazer outra visita.
07. Tenho o melhor marido e a melhor filha que eu poderia ter.
08. Sou caseira.
09. Adoro levar Leah ao parque.
10. Sou cega míope.
11. Nunca sei o que falar sobre mim.

2. a) Responder as 11 questões

Perguntas da Renata:
01. Trabalhar em casa ou fora? Pra mim, em casa.
02. Escolinha ou babá? Escolinha.
03. Com que idade colocaria seus filhos na escolinha? 4 anos.
04. A favor ou contra atividades extra-classe (fora da escolinha)? A favor desde que não sobrecarregue a criança.
05. Tem filho (a) único (a)? Sim, por enquanto.
06. DVD infantil ou livro infantil? Os dois.
07. Festinha de aniversário na escolinha ou em casa? Não tenho nenhuma experiência... 
08. Azul ou Rosa? Azul
09. A favor ou contra animais de estimação em apartamento? A favor.
10. Colocaria seu filho na escola que você estudou? Na última que estudei, sim.
11. Onde serão as próximas Férias? Seria em NY mas nosso aquecedor de água resolveu quebrar levando boa parte das nossas economias. Agora estamos procurando por um destino mais em conta. Chicago, talvez.

Perguntas da Camila:
01. Uma realização pessoal. A maternidade.
02. Teve Parto Normal ou Cesárea? Normal.
03. É a favor ou contra da "palmadinha" educativa? Contra.
04. Quantos filhos você quer ter? No mínimo 3.
05. Um ídolo. Meu Salvador.
06. Filme preferido. Vixe, gosto de muitos.
07. Seu hobby. Internet e seriados.
08. Gosta do seu trabalho? Amo! Amo mais ainda minha chefinha.
09. Qual seu sonho? Cozinhar bem pra minha família. =x
10. O que gostaria de fazer em 2012? Ver minha mãe.
11. Defina sua família com uma palavra. Amor.

2. b) Formular novas 11 questões para quem eu desafiar
01. Qual foi a maior mudança que a maternidade causou na sua vida?
02. Quantos filhos quer ter?
03. O que mais dá saudade da vida antes de ter filho?
04. Qual é gracinha mais fofa que o filhote faz?
05. É uma mãe tranquila ou neurótica?
06. Tem animal de estimação?
07. Tinha preferência por menino ou menina?
08. Quanto tempo durou sua gestação?
09. Quanto tempo você amamentou?
10. Qual foi a fase mais difícil da maternidade até agora?
11. Qual foi o melhor fase?

3. Desafiar 11 pessoas e deixar o link de quem desafiou

Como eu tenho uma certa dificuldade em escolher só algumas e muita gente já foi desafiada, deixo em aberto. Se você passa por aqui e gostaria de participar mas não foi desafiado ainda, eu desafio! 

04 abril, 2012

Dos sustos que inspiram

O botão do controle pra destravar as portas do nosso carro já não funciona mais, temos que abrir uma porta com a chave e destravar as outras manualmente. Sempre saio com Leah nos braços, abro a porta da frente, destravo as outras, jogo a chave e minha bolsa no banco da frente e coloco Leah na cadeirinha. Nesse dia eu tava saindo de casa com um monte de coisas nas mãos, então Leah veio andando atrás de mim. Enquanto eu botava as coisas dentro do carro, ela apertou o botão que destrava as portas. Vi o botão que ela tinha apertado e vi que as portas estavam destravadas. Acontece que na hora que me abaxei pra pegar Leah, ela apertou o botão de novo, e não me dei conta que ela tinha apertado em baixo. Botei Leah na cadeira com o cinto e fechei a porta. Quando fui pro outro lado abrir a minha porta pra entrar no carro... estava trancado. O carro trancado. Com a chave dentro... e minha filha! Oh céus.

Vou entrar em casa (o que eu ia fazer dentro de casa ainda não sei). Não, a casa ta fechada e a chave dentro do carro. Dã! Tá, vou ligar pro marido, pra sogra, pro corpo de bombeiros. Não, o celular também ta dentro do carro. Então voi baixar o Hulk que existe em mim, entortar a porta, meter meu braço elástico na brecha destravar a porta. Do mesmo jeito que os ladrões fizeram com meu carro no brasil uma vez... Não mesmo. Mas não foi por falta de tentativa. Será que ela vai ficar sem ar? Não tenho idéia. Melhor pensar rápido em uma coisa útil.

Eu tenho esse positivismo que quando problemas assim surgem, não entro em pânico. Tenho sempre o pensamento que tem um jeito de resolver, que todo problema tem uma solução. É um tanto angustiante ver sua filha trancada dentro do carro e você do lado de fora com as mãos abanando. Mas eu sabia que iria abrir aquele carro nem que eu tivesse que quebrar o vidro à pedradas.

Corri na casa da frente e pedi pra usar o telefone. O único número que sei decorado é o celular do meu marido, nem o número do trabalho dele eu sei. Ele não costuma atender números desconhecidos e pior ainda, ele nunca atende o celular quando ta no trabalho. Mas eu tava mais tranquila, se eu não conseguisse falar com o marido, tinha o vizinho ali pra me ajudar, certamente ele teria uma marreta e a força pra quebrar o vidro. E não é que o marido atendeu o celular?! Fiquei tão surpresa que ao invés de falar alô, falei: você atendeu, não acredito!! E ele respondeu: "Nem eu, ainda pensei em não atender, mas como to no horário de almoço resolvi ver quem era..." Como o Senhor é bondoso! Meu coração aflito estava em oração e Ele não me desanparou. Alex ligou pra uma companhia que faz o serviço de destravar carros. Expliquei tudo rapidamente pro meu vizinho e voltei correndo pra ver Leah, achando que ela já estaria aos prantos. Mas ela tava quietinha me esperando.

Demorou só uns 10 minutos pra pessoa chegar, foi bem rápido mesmo. Enquanto esperava fiquei brincando pela janela com Leah e na hora que ela tava começando a fazer cara de choro foi quando o homem chegou. Ele passou um ferrinho curvado por baixo do vidro e em questão de 15 segundos o carro tava aberto e sem dano nenhum. Fez parecer que roubar um carro é a coisa mais fácil dessa vida.

50 dólares pra isso. To pensando em entrar no ramo… abrir minha própria empresa de destravar carros. Bom negocio, né? E útil! 

03 abril, 2012

Deschupetada

É com grande alegria que venho anunciar que a minha filhota é uma menina deschupetada!!!

Sabe quando você grávida, diz que não vai fazer certa coisa e quando o bebê nasce você morde a língua? Então, aqui a chupeta foi uma delas. Eu não pretendia dar chupeta pra Leah e caso eu resolvesse dar, seria só depois de um mês, pra não atrapalhar na amamentação. Tanto que não comprei chupetas, nem mamadeiras. As mamadeiras chegaram aqui junto com minha bomba de tirar leite, quando Leah tinha 2 meses, e só tomava mamadeira (com meu leite) ocasionalmente, quando ficava com os avós. Mas a chupeta, essa metida, já chegou aqui junto com a pequena Leah, me deram uma no hospital. Com a tentação dentro de casa não deu outra. Dois dias foi o tempo que aguentei sem. A amamentação já estava muito bem estabelecida e acalmar bebê o tempo todo no peito é desgastante. Não resisti.

Quando petica, Leah só usava a chupeta pra adormecer. Eu até usava o fato da chupeta cair da boca como sinal que ela tava em sono profundo e já podia deitá-la no berço. E se a chupeta não caísse, eu tirava. Com alguns meses ela segurava bem e passou a dormir mais tempo com a chupeta. Durante o primeiro ano Leah só usava a chupeta pra dormir e pra se acalmar quando alguma coisa a fazia chorar, mas nada de ficar brincando com chupeta na boca, ela também nem fazia questão. 

Mas há alguns meses Leah viciou geral e acabava ficando com a chupeta por mais tempo durante o dia. Quando eu pedia pra guardar no berço, ela obedecia. Coisa fofa. Mas recentemente ela queria a pepê o tempo todo. Resolvi que era hora de deschupetar

Primeiro diminui o ritmo, por uma semana a chupeta ficou restrita à hora de dormir somente. Deixamos de dar no carro e de usar pra acalmar sempre que ela chorava. Quando Leah pedia, eu explicava que a chupeta era só pra hora de dormir. Quando ela acordava eu pedia pra ela guardar a chupeta na gaveta. Quando ela chorava no carro eu conversava com ela, dizia para onde estávamos indo, o que íamos fazer lá, fazia perguntas. Leah sempre presta muita atenção quando faço perguntas, ela para pra pensar, entender o que estou falando e tentar responder. Agora ela fica super bem no carro, conversa muito, coisa mais linda ouvir as "conversas" dela. Com a chupeta ela ficava quieta demais, é tão melhor ouvir ela brincando.

Segunda-feira da semana passada, foi o dia escolhido pra dar adeus. Escondi todas as chupetas. Na hora da soneca, fui com Leah pegar a chupeta, abri a gaveta e não tinha nenhuma. Perguntei pra ela, cadê a chupeta? Acabou! Saí com ela procurando pela casa. Olhei em baixo do berço, em baixo do sofá, nas gavetas da cozinha e na minha bolsa. Não achamos nenhuma e falei: não tem mais Leah, acabou. Fiz uma mamadeira e fui botar ela pra dormir. Enquanto tomava o leite ela já estava revirando os olhos. Mas quando acabou e eu não dei a chupeta pareceu que a menina tinha tomado uma carga de energia, ela sentou e perguntou: pepê? Falei novamente que tinha acabado e essa foi a última vez que ela falou na pepê. Ela não pediu mais, nem chorou, só perdeu o sono completamente. Continuei sentada com ela na cadeira de balanço, cantando musiquinhas, tentando fazê-la dormir. Ela começou a conversar e brincar. Botei ela no berço e saí. Ela ficou meia hora brincando sozinha, quando finalmente reclamou, eu voltei. Ela queria sair dos meus braços e andar, mas não a soltei, ela então chorou por uns trinta segundos e começou a fechar os olhos. Quando fui colocar no berço ela chorou. Só na terceira vez, com ela dormindo profundo foi que consegui deitá-la no berço. A noite foi do mesmo jeito, ela tomou o leite e sem a chupeta, ficou ligadona no 220. Quando Leah faz isso, de querer brincar na hora de dormir, eu a deixo no berço até ela querer dormir. Então botei Leah no berço, mas diferente da tarde, ela não ficou brincando, chorou logo que saí. Dei um minutinho antes de voltar. Sério, foi só o tempo de eu ir na cozinha tomar um copo de água e o marido já tava: "Amor, esse choro é tão triste, não é choro de raiva nem nada, é choro de saudade, vamos dar a chupeta só mais uma vez?" Mamães, quando esconderem as chupetas da cria, escondam também do papai. #ficaadica. Enfim, peguei Leah e sentei na poltrona com ela, demorou mas dormiu. Acordou na madrugada e levou um bom tempo pra voltar a dormir, mas pelo menos foi sem choro.

E assim ela foi deschupetada. Posso morrer de orgulho porque ela não chorou, não fez escândalo nem gritou pela pepê como eu imaginava que iria acontecer? Eu não esperava que seria tão fácil. Acho que tirei bem no momento certo, talvez se eu tivesse tentado antes, ela não entenderia, ou se tivesse deixado mais pra frente, ela não engoliria essa história. Só levou bem mais tempo pra colocar ela pra dormir e nos primeiras dias acordou de madrugada. Agora ela já toma o leite e vai dormir, e dorme a noite toda. Achei tudo muito tranquilo.

Agora a próxima missão será tirar a mamadeira e depois as fraldas. Essa última eu não tenho pressa nenhuma! Hehehe