20 junho, 2012

Leah, a talentosa

Sou uma pessoa desprovida de talentos. Mas que bom que minha filha não puxou a mim, ela apresenta talento pra música, dança e artes plásticas. E não se limita a áreas específicas, ela canta e toca instrumentos, dança música pop e clássicas, pinta e desenha. Uma pena eu não ter um video dela dançando como bailarina, ela segura as mãos juntas acima da cabeça e gira, linda demais. 

Sem falar em esportes. Antes dos 2 anos ela já demonstrou talento pra ginástica e softball. Ela aprendeu a dar cambalhotas gente. O próximo passo é sincronizar pulos e cambalhotas. Daiane dos Santos que se cuide! Conheço alguém que é treinadora de softball e ela disse que Leah joga uma bola (no sentido de lançar) melhor do que as adolescentes que ela treina. Disse que Leah ja tem toda a técnica, segura a bola na altura certa, puxa a mão atrás da cabeça, lança com força e solta a bola no momento certo. Veja bem, não é corujice de mãe, são palavras da treinadora. Hehehehe Ah, ela chuta muito bem também, acho que dá pra incluir futebol na lista, porque ela não nega ser metade brasileira.

Vejam e me digam se ela não é mesmo talentosa? 

17 junho, 2012

Minha maternidade

Este post é candidato ao concurso "O melhor post do mundo da Limetree"

Era uma noite de março de 2008, depois de três meses namorando pela internet estávamos pela primeira vez juntos pessoalmente. Eu tinha recentemente visto um nome escrito em algum lugar. Não tínhamos falado ainda em casamento, muito menos em filhos. Mas no meio da nossa conversa perguntei o que ele achava do nome. Ele gostou e falou que seria o nome da sua filha. Leah.

Dez meses depois nos casamos e mais dez meses depois engravidamos. Ele acreditou desde o início que era uma menina. Eu tentei estar preparada no caso de ser um menino. Procuramos por nomes, tanto de menina quanto de menino, mas Leah era o único nome da nossa lista. Com 19 semanas de gestação tivemos a confirmação, era mesmo Leah que estávamos esperando. 

Tenho 3 irmãos mais velhos e quando criança quis muito ter uma irmã. Eu pedia pra minha mãe ter um bebê, uma menina, porque eu achava que ela podia escolher o sexo. Quando ela disse que não podia mais ter filhos eu insistia pra que ela adotasse uma. Eu imaginava que ia encontrar um bebê abandonado na rua, ou que alguém ia abandonar um bebê na porta da minha casa, dentro de uma cesta como nos desenhos. Eu sonhava com essa irmãzinha, me imaginava brincando com ela e cuidando dela como se fosse uma das minhas bonecas. Não sei exatamente quando o sonho de ter uma irmã se transformou no sonho de ter uma filha. Deve ter sido quando cresci mais um pouco e compreendi que eu não teria uma irmã. Sonhava com a gravidez, enchia minha barriga o máximo que podia só para imaginar como seria ter um barrigão com um bebê dentro. Sempre uma menina porque além de uma irmã/filha, eu queria uma amiga. É como se esse desejo de cuidar, proteger e amar um bebê estivesse comigo desde sempre. É como se eu tivesse sonhado com Leah desde sempre.

Sonhei muito ser mãe, mas nunca tive idéia da grandiosidade que é a maternidade. Leah é muito mais do que jamais imaginei. A gravidez e esses quase 2 anos com ela foram como um sonho real. Com boas doses de estresse e cansaço pra me deixar saber que é bem real, mas com muito mais momentos maravilhosos. E ainda hoje, quase que diariamente penso "essa é a filha que tanto esperei, ela tá aqui!" ou "sou mesmo mãe!", incrédula de que tudo isso é mesmo real.

Leah me abriu as portas para um novo mundo. Um mundo mais intenso, com mais sentido, mais feliz. Um mundo onde as emoções são vividas em seus extremos, boas ou ruins. Vi meu corpo transformar um embrião em um bebê perfeito, vi vida crescer dentro mim e de mim, tive dois corações batendo ao mesmo tempo, senti por dentro e vi por por fora cada movimento. E quando prontinho meu próprio corpo se encarregou de colocá-la no mundo. Por 6 meses fui a única fonte de alimento. Vi de perto todo o desenvolvimento, vi o primeiro sorriso, ouvi a primeira gargalhada, acompanhei a descoberta das mãos, dos pés e de que ela é um indivíduo separado de mim. Vi rolar, vi sentar, vi engatinhar, vi dar os primeiros passinhos, ouvi as primeiras palavrinhas. Acompanhei cada aprendizado, bater palmas, dar tchau, dar beijo e abraço, vi aprender a fazer gracinhas para nos ver sorrir. Vi aquela bebêzinha molenga totalmente dependente se transformar em uma menininha forte, inteligente, cheia de vontades próprias, muito carinhosa, que pula, dá cambalhotas, canta, brinca com a imaginação, pensa e raciocina.

Não existe orgulho maior do que acompanhar esse desenvolvimento. Não existe satisfação maior do que ensinar esse serzinho. Não existe trabalho mais recompensador. A maternidade é uma viagem louca e incrível que preciso viver novamente, mais umas duas ou três vezes...


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10 junho, 2012

Prisão domiciliar

Marido foi temporariamente transferido pra gerenciar um banco em uma cidade vizinha. Daí que só temos um carro e aqui nos dificilmente se vai a algum lugar sem carro. São somente uns 20-25 minutos daqui, mas não da pra levar o marido pro trabalho pra ficar com o carro. Daí eu fico aqui sem poder ir a lugar nenhum. O verão ta aí, a piscina do clube ta lá e eu to aqui. Praticamente em prisão domiciliar. Faz pena ficar em casa nesse tempo maravilhoso. Me sinto péssima quando me dou conta que é quase meio dia, que o dia ta lindo lá fora e eu e Leah dentro de casa de pijama. Desperdício!  Não tem parquinho muito perto, mas tem 3 pelas redondezas que me leva uns 20-30 minutos de caminhada. Eu e Leah já temos o bronze de chinela havaina nos pés, coisa linda. 
A cada verão amo mais esse lugar que vivemos. É uma cidade relativamente pequena, população de aproximadamente 106 mil habitantes, tem mais de 100 parques, uma vasta rede de trilhas de bicicletas, muito arborizada, várias áreas de mata dentro da cidade e alguns rios que a cruzam. É linda, é aconchegante, ótimo lugar pra se criar família. Então pensei em tirar vantagens das ciclovias e fazer da bicicleta o meu meio de transporte. Daria ao menos pra ir pra biblioteca, pro clube e pros parques. Daria pra simplesmente pedalar por aí e me exercitar. Me enchi de entusiasmo pra começar uma rotina de exercícios: pedalar toda manhã. Transferi a cadeira de Leah da bicicleta do marido para a minha e providenciei um capacete pra ela. Sair pra pedalar é moleza, a vista do passeio é um belo estímulo:


O Problema ta na hora de voltar pra casa que é subindo ladeira. Imagina o ser mais fora de forma subindo uma ladeira de bicicleta com o peso de uma miniatura de gente acoplada. O horror, o horror. Fico pra morrer. E ainda tenho que recorrer a paradinha vergonhosa pra recuperar o fôlego. Sem contar que nos levantamos as hr 08:00 e até que eu e Leah comamos e nos aprontemos dá hr 9:30, 10:00. E nessa hora o sol já ta bem quente. Preciso dizer que todo meu entusiasmo foi ladeira e suor a baixo? 

To preferindo ficar por aqui, deixar Leah curtir uma piscininha no quintal e no final da tarde caminhar até o parque e ficar lá até que o marido nos pegue no caminho dele pra casa.

07 junho, 2012

Entrando numa fria

Tem algumas semanas que Leah aprendeu a abrir a geladeira e tem sido uma dor de cabeça desde então. Na hora das refeições, ela abre a geladeira e quer pegar qualquer besteira pra comer. Faço o prato dela, digo pra não abrir a geladeira e sento na mesa. Ela chora, chora, de raiva e frustração por não poder comer o que quer, na hora que quer. Eu a entendo e por isso espero pacientemente. Espero ela parar o escândalo e vir sentar na mesa comigo. Logo ela para, senta e come o que tem no prato, ainda que bicuda.
Acho importante que ela tenha opções de escolha e gosto do fato dela saber reconhecer quando tem fome e saber onde ir. Nunca temos guloseimas na geladeira, nada que ela não possa comer, problema é que ela ainda não sabe fazer escolhas adequadas e não tem noção de limite. Outro dia ela queria comer vagem pro café da manhã. Ótimo que ela gosta tanto de vagem, mas pro café da manhã? Prefiro que ela deixe as verduras pro almoço/janta e coma de manhã cereais, lacticínios, etc. Hoje ela pegou iogurte, até que fim acertou. Mas depois do iogurte ela queria macarrão!
Aqui tem queijo em forma de palito (cheese stick) e Leah a-m-a. Só que quando ela come muito queijo fica constipada, então impus o limite de um palito de queijo por dia. Desde que aprendeu a abrir a geladeira que é o dia todo indo na geladeira pegar queijo. Ela vem toda fofa e feliz com o queijo pro meu lado, falando cheese, cheese e com aquele olhinho do gato do Shrek pra que eu abra pra ela. A solução tem sido abrir e dar só a metade ou menos, daí na próxima vez que ela pega ela pode comer mais um pedaço, totalizando um palito, ou um palito e meio por dia. Assim diminui a quantidade de vezes digo pra ela guardar o queijo porque já comeu demais e consequentemente menos choro e frustração.
Outro problema é uva, que é bem fácil dela pegar e comer sem precisar que eu faça nada. Mas se ela come uva demais, o cocô fica ácido e ela fica assada. Então eu preciso controlar a quantidade também, e claro, ela não gosta nadinha disso de comer só umas uvinhas por dia.
Até que nem sempre é somente problema. Ontem mesmo eu estava terminando de fazer a janta, ela já estava com fome e pegou ervilhas na geladeira. Ótimo, comeu ervilhas de entrada enquanto eu terminava de fazer o jantar. Outros tempos ela estaria chorando, irritada pela fome e eu irritada tentando terminar a janta o mais rápido possível.
Ah, no final de semana quando Leah acordou eu a tirei do berço e fui no banheiro, quando saí, vi Leah feliz da vida, pulando pela casa. Ela tinha pegado pedacinhos de chocolate de cima do bolo que eu fiz pro aniversário do papai. Nesse dia, comemos bolo de chocolate pro café da manhã, porque de vez em quando a gente merece, né?

De todo jeito, já providenciei uma trava pra geladeira.