30 julho, 2012

Se joga comigo nessa!

Sabe no video do aniversário de Leah quando ela ta pulando na piscina? Pulando não, se jogando pra que eu a pegue? Desde esse dia que a menina se joga daquele jeito de qualquer lugar. Quando estamos na mesa, eu em uma cadeira e ela em outra, ela se joga em cima de mim. Ela se joga de cima do sofá, de cima da mesa, de cima do trocador. E ela não espera a pessoa estar preparada pra segurar não, às vezes to olhando pro outro lado e de repente a menina ta voando e cai em cima de mim. Reflexos a mil por aqui. Outro dia eu estava sentada no chão de costas para o sofá, ela subiu no sofá e se jogou como quem se joga do avião pra saltar de paraquedas, de braços abertos e tudo. Consegui segurar ela pelas pernas, mas não deu pra evitar que ela ainda batesse a testa no chão. Pelo menos não foi a cara toda, como seria se eu não tivesse segurado as pernas. 

Como faz pra botar juízo na cabeçinha dessa menina destemida e aventureira?

25 julho, 2012

Papo de grávida

Gente, obrigada pelos comentários no post anterior. Muito bom receber esse carinho das amigas virtuais. Uma coisa que estou animada com essa gravidez é poder registrar um pouquinho da gravidez de Leah também, porque claro que vou comparar muito. Tem várias coisinhas que quero falar então separei por temas...

Sintomas
No começo da primeira gravidez os sintomas que senti foram falta de apetite e vômitos. Eu não enjoava, simplesmente não tinha vontade de comer e depois vieram os vômitos, também sem enjoar, só acontecia de comer e de repente botar tudo pra fora. Depois tava ótima (e de estômago vazio, precisando comer de novo).
Nessa gravidez os sintomas são fome, cansaço, enjoo e vômitos. Vivo com fome e já percebi que estômago vazio dá enjoo. Comer também dá. Então eu como pouco (o que ajuda pra eu tenha fome rápido) e devagar. Também não tenho muita vontade de comer nada. E se antes eu já não tinha vontade de cozinhar, agora é que não tenho mesmo. Os vômitos apareceram em dias alternados, 4 vezes até agora, 2 vezes repentinas e 2 duas vezes pra devolver o que eu havia comido. Cansaço não é muito, só quando vou botar Leah pra tirar a soneca, acabo dormindo primeiro que ela. Às vezes vou pra minha cama e tiro uma soneca também, às vezes não. Falando assim até parece que a coisa ta feia aqui, mas não está não. Os enjoos são bem leves, tudo bem tranquilo.

A irmã mais velha
Contamos pra Leah que ela vai ter um irmãozinho/ que tem um bebê na minha barriga. Pra ela, estamos falando abobrinhas. Ela não sabe o que é um irmão e fica confusa com essa história de bebê na barriga. Acho que quando ver a barriga crescendo ela entende melhor. Ainda nem acredito que minha bebê, minha pitchuquinha, vai ser a filha mais velha.

Medos
Um medo que não tive na gravidez de Leah foi de perder o bebê. Descobri a gravidez com 4 semanas, só esperei contar pra família primeiro e logo espalhei a notícia pro mundo todo. Mas eu também não sabia dos riscos e de como é comum acontecer um aborto espôntaneo. Mas agora eu sei, já vi vários casos, inclusive um bem próximo, com uma cunhada. Dessa vez pensei bem se eu devia espalhar a notícia logo. Eu não aguento esperar e também acho que seria muito estranho ficar em silêncio e se alguma coisa acontecesse continuar em silêncio como se nada tivesse acontecido. Por isso espalhei mesmo a notícia e quero curtir o momento. Se alguma coisa acontecer, vou ter que espalhar a notícia ruim do mesmo jeito que espalhei a boa. Por isso estou mais ansiosa pra ter logo uma consulta, como se o médico fosse me garantir que nada vai acontecer... Só me resta esperar que as semanas passem bem rápido e que meu embriãozinho vire um feto bem fortinho.

Menino X Menina
Sempre quis muito ter uma menina. Sonho realizado. Agora, apesar de querer ter a experiência de ser mãe de menino também, não tenho preferência. Vou ficar muito feliz se for um menino pela nova experiência e também se for uma menina pra Leah ter uma irmã. Uma menina seria mais fácil por ja termos algumas roupinhas, mas as outras coisas de bebê sempre compramos neutro já pensando nos próximos filhos que irão usar também.

Nomes
A escolha do nome desse bebê vai ser uma tarefa difícil. Leah era o único nome da nossa lista desde sempre. Já peguei no sono várias vezes vendo listas e mais listas de nomes. Mas não existe nome que agrade a mim e ao marido e funcione em inglês e português. Aceito sugestões.

23 julho, 2012

Éramos 3...

Agora somos 4. Quem sabe 5? Estou GRÁVIDA!! G-R-Á-V-I-D-A!! São tantas emoções!!

Eu queria esperar ter a primeira consulta e confirmar que está tudo bem antes de espalhar a notícia, mas ainda nem conseguimos marcar e eu não aguento esperar. Faz só uma semana que descobrimos, mas pra mim parece que faz um mês.

Quando planejamos o segundinho nosso desejo era pra que nascesse ainda esse ano. Desde fevereiro que paramos de prevenir, mas essa vez não aconteceu perfeitamente planejado como foi na primeira, e esperar esse tempo não foi tão difícil quanto eu achei que seria. Acho que por ja ter Leah não fiquei tão ansiosa. Eu tava bem tranquila, sem prestar atenção em período fértil nem nada. Tanto que nem lembro a data da minha última mestruação, só sei que foi na primeira semana de Junho. Dia 10 desse mês lembrei da mestruação e que já era pra ela ter dado as caras. No dia 12 fiz um teste e deu negativo. Mas eu estava encucada, nesse tempo todo essa foi a primeira vez que eu realmente acreditei estar grávida e o negativo não me tirou as esperanças. No dia seguinte começei a sentir enjôo leve. Esperei mais quatro dias pra repetir o teste. Alex já tinha dito que queria estar comigo na hora, nada de surpresas, então vimos juntos e dessa vez deu dois lindos possitivos!  Ficamos tão felizes!
Talvez minha mestruação veio no dia 4, não tenho certeza, mas vou considerar essa data até confirmar a idade gestacional com um ultra. Então devo estar por volta de 7 semanas e o baby deve nascer em Março.

Estamos muito animados pra essa nova aventura de ser pais de dois!!


16 julho, 2012

Presença de Lilita

Outro dia enquanto ela brincava peguei um livro e sentei no sofá pra ler. Pouco tempo depois ela veio com seus livros e sentou comigo. Eu ia lendo com um olho no meu livro e outro no dela que apontava pra mim o leão, os elefantes e as girafas, falando "look, look!" Entre uma linha e outra eu parava pra contar com ela os peixinhos e as estrelas do mar. Logo ela se cansou da leitura e começou a se jogar em cima de mim. Puxei então uma cesta de brinquedos pra perto e segui entre umas linhas e uma parada pra ninar a boneca, tocar piano, fazer o cachorro andar, ou botava o livro de lado um pouquinho pra dançar com ela ao som de um brinquedo. Foi nesse ritmo que consegui ler algumas páginas. E quer saber? Não troco isso por leitura tranquila nenhuma. Simplesmente amo ter ela por perto pedindo minha atenção. Tá, às vezes eu não queria que ela pedisse tanta atenção, às vezes eu queria poder ficar na minha e ela na dela. Mas depois eu penso, que coisa mais triste. Dizem que é importante/bom que a criança saiba brincar por conta própria. Leah sabe, ela só prefere brincar com alguém. E nos curtos períodos que ela ta brincando sozinha me sinto triste por ela e logo vou lá dar beijo, abraço e brincar junto. Porque ela não ta sozinha, eu to aqui pra ela. E é por isso que largo os pratos ensaboados na pia eu vou correr ao redor do sofá cantando "atirei o pau no gato". Ou boto a vassoura de lado pra sentar no chão e ler um livro pra ela. Ou deixo pra espanar amanhã pra poder montar blocos. Amo quando to conversando com o marido e ao fundo tem uma vozinha fofa falando sem parar palavras incompreensíveis. Amo como quando ela ta dormindo ou até mesmo não está em casa, tudo ao redor mostra sua presença, brinquedos espalhados pra todos os lados, pratos e copos coloridos na pia, roupinhas na lavanderia. Ela ta presente em cada canto dessa casa, sempre. A presença dela nos trás mais vida, brilho, garante um sorriso no rosto a maioria do tempo. E eu agradeço todos os dias por ter ela presente em minha vida. 

12 julho, 2012

Escolhendo o que vestir

Gente sou tão devagar com o blog. Tantas coisas acontecem e eu não paro pra escrever aqui, ou começo e não termino. Devo ter mais posts em rascunho do que publicados. Quero fazer um video do ultimo ano de Leah e um post sobre minha moça aos dois anos. Sabe-se lá quando eu termino. Enquanto isso vou tentar tirar alguns posts do rascunho...

-------------------

Leah às vezes escolhe o que vestir. A preferência dela é por roupas que tenham animais que ela conhece. Sua blusa favorita é uma com um gato. Sempre que abro a gaveta pra pegar a uma blusa ela já solta: miau! 
Hoje quando estava a vestindo pra ir pra Igreja, abri a gaveta pra pegar uma meia, ela rapidamente pegou um par e falou: esse! Detalhe: ela estava com um vestido todo rosa e pegou uma meia branca com listras verde-limão. Eu já tinha imaginado quando Leah iria fazer combinações estranhas de roupas e tinha decidido, que quando fosse possível, deixar ela se vestir como quiser. Mas também não imaginei que isso iria acontecer tão cedo, sem nem ter ao menos 2 anos. Acho que as crianças precisam ter suas próprias vivências. Se um dia ela insistir em ir pra escola com uma roupa "estranha", que vá. Se os coleguinhas mangarem, provavelmente ela não vai querer usar de novo. Só não quero passar pra ela o medo da opnião alheia. O que acontece mais com crianças pequenas é de querer sair fantasiado. Eu imagino como deve ser ótimo pra uma criança sair fantasiado de super homem, viver aventuras em um ambiente diferente de casa. Expandir a imaginação. Claro que nem sempre é possível, mas eu pelo menos não vejo problema em ir uma vez fantasiado ao supermercado ou ao parquinho. Confesso que na hora tentei convence-la a botar outra meia, depois percebi não havia problema nenhum, não era nada demais.  Que bom que ela é determinada. 

E assim ela foi. Toda de rosa, com meia verde-limão e feliz.

Em 3 de Junho.

09 julho, 2012

O Segundo Aniversário

Foi um dilema. Como Leah fez alguns amiguinhos esse ano eu tinha decidido fazer uma festinha. Acontece que não sou muito próxima dos pais da mulecada, mas como  Leah tem contato com as crianças eu queria fazer a festinha. Tinha escolhido o tema, já tinha feito os convites (digital) já tinha até feito um bolo de prática (eu, fazendo bolo, veja só!). Mas aí as pessoas mais próximas não iriam estar aqui. Fazer o que se ela faz aniversário perto de feriado? Desanimei. Desisti e voltei atrás umas três vezes até desistir de vez da festa. O aniversário dela foi na segunda, mas como o avô dela não estava aqui, deixamos pra fazer o bolinho e presentes no sábado mesmo, o dia que seria a festa. Eu que queria fazer tudo da festa, da decoração ao bolo, acabei com bolo comprado e balões. Heheheh

Teve livro especial para o dia especial 
Quis que na segunda ela percebesse que era um dia diferente. Enquanto ela dormia enchemos o quarto com balões. Detalhe que compramos um mini tanque de gás hélio para os balões ficarem flutuando, mas durante a noite eles murcharam e ficaram caídos. Leah amou! O plano era a gente levantar cedo e acordar ela pra pegar a cara dela quando visse os balões, mas ela acordou quando a gente tava se preparando e quando entramos no quarto ela já tava com um balão na mão. Ela ficou encantada e adorou acordar e já sair brincando. Pro café da manhã fiz um bolo de panquecas com confeti. Teve até panqueca em forma do número 2. O papai foi trabalhar e eu levei Leah pra se divertir. Fomos passear no parque, ver os gansos que ela adora e depois pra piscina. Leah se acabou de tanto brincar tirou uma longa soneca e quando o papai chegou jantamos assistindo um dos filmes favoritos dela, Procurando Nemo.

No sábado fizemos a pequena comemoração com a família. Queríamos muito pegar um bixinho de estimação de presente pra Leah. Ela adora peixe mas queríamos um bixinho mais interativo. Alex é louco por um cachorro e Leah ficaria louca com um também. Eu, apesar de querer muito me falta a disposição pra cuidar. Cheguei até a aceitar ter um cachorro pequeno. Que bom que são muitos caros. Depois de muito procurar um bixinho alternativo, decidimos por um chinchila. Já estávamos super animados quando lemos que os chinchilas tem os ossos fracos e não são recomendados pra crianças pequenas. Marido não quis a próxima opção, porquinho da índia e decidiu por pegar um brinquedo mesmo. Então eu disse pra ele escolher um brinquedo e eu ia pegar pelo menos um peixe. Ela ganhou uma pista de trem do pai, uma rampa de carros e um jogo de baseball dos avós e outro brinquedo dos tios. Um dia ela vai ter a fase de barbies e rosa, por enquanto a gente aproveita pra que ela tenha variedade de brinquedos. Ela é praticamente um moleque. Hahaha Peixe é tão sem graça, mas Leah gosta de ficar olhando, fala com ele e até já derrubou um monte de comida dentro do aquário. Ele não tem nome, Leah chama de fish e acho que é assim mesmo que vai ficar. 
Apesar do dilema todo, sobre a festa e sobre o presente, Leah se divertiu e estava muito feliz, isso é o que importa.

02 julho, 2012

Os melhores 2 anos

Na nossa igreja os rapazes costumam servir uma missão de 2 anos de onde voltam convictos em dizer que foram os melhores 2 anos. A missão tem o objetivo de propagar o evangelho, mas ela faz muito mais que isso. Ela transforma a vida das pessoas que recebem o evangelho (como foi para mim) e transforma a vida dos jovens que servem como missionários (como foi para meu marido). A experiência da missão proporciona um incrível crescimento espiritual e pessoal. Costumamos dizer que eles vão para a missão meninos e voltam homens. Quando um jovem vai para a missão ele deixa para trás a vida de antes para se dedicar exclusivamente a pregar o evangelho; ele vai para um lugar novo, uma região diferente ou outro país; ele ganha um companheiro (os missionários andam sempre em duplas); ele aprende a amar o próximo, a servir e ser humilde. Aprende a ter uma rotina de estudo, a seguir regras, fazer metas e alcançar seus objetivos. Aprende a administrar o dinheiro e a cuidar de si mesmo. Aprende a conviver com pessoas dos mais variados tipos de personalidades. Aprende ricas lições para a vida, passa por experiências que jamais passaria de outra forma. Não é fácil, a missão tem suas dificuldades. Mesmo assim eles dizem que vale a pena todo o sacrifício porque o que recebem em troca é muito maior do que qualquer dificuldade.

É assim que me sinto em relação a maternidade. Como uma missão que começou quando Leah nasceu. Com a diferença que a minha missão não acaba em 2 anos. Quando Leah nasceu minha vida de antes ficou pra trás, mergulhei em um mundo novo, ganhei uma companheira, tive que sacrificar, tive que aprender muita coisa nova, passei a me dedicar exclusivamente a ela. Nem sempre é fácil, mas cada minuto vale a pena e qualquer dificuldade é nada comparado a alegria, amor e satisfação que recebo em troca. Como sou grata ao meu Pai Celeste por poder ver todo esplendor e perfeição da natureza agir em meu corpo ao gerar, parir e amamentar. É um processo divino esse de criar filhos. Lembro bem do forte e doce Espírito que Leah recém-nascida trouxe para nosso lar. Tão pequena e tão pura, era um anjinho recém saído do Céu.

Outrora eu tentava com dificuldade ver aqueles olhos que de tão inchados mal se abriam. Não conseguia dizer de que cor eram. Hoje me pego com meu olhar fixado ao dela. Tento gravar fundo na memória toda beleza daqueles brilhantes olhos azuis. Ela tem o olhar curioso mais belo que já vi. É um olhar que me prende, que traz a tona todo meu amor por ela. Ah esse amor. Tão intenso que é difícil de explicar. Um amor tão grande que dói no peito. E não há felicidade maior do que receber esse amor de volta com um beijo forte, um abraço apertado e com uma cabeça deitada em meu ombro dizendo "I love you".

Uma das coisas que mais enche meu coração de alegria é ver Leah brincando com o pai. Fico em um cantinho os observando, as risadas deles é um dos melhores sons dessa vida. São nesses momentos que eu lembro o quão abençoada sou e tenho a certeza que não preciso de mais nada, só daqueles dois sorrindo. A vida é tão melhor com ela aqui. Esses foram os meus melhores 2 anos.

Feliz Aniversário, meu amor!!