27 novembro, 2012

Confiança baseada na comunicação

Qual mãe não fica toda boba, morre de amores e acha a cria extremamente inteligente quando eles começam a obedecer comandos simples? A criança começa a compreender, é começo da comunição, ela escuta, processa a informação e age. Coisa linda! Logo que Leah começou a compreender melhor o que falamos a comunicação tem sido um grande aliado nosso. 

Alguns meses atrás Leah tava dando trabalho pra ficar no berçário da Igreja. Ela chorava muito e mesmo sabendo que depois que eu saísse ela parava e ficava bem lá, eu não gostava de deixar ela chorando. Diferente de todo mundo, parece. Eu também ficaria assustada e ia querer minha mãe comigo se eu entrasse num lugar cheio de gente correndo e outras chorando loucamente. Então eu ficava com ela nesse momento. Depois as crianças são divididas por turma e vão cada uma pra sua sala - nessa hora já tá tudo mais calmo e quando Leah entrava na sala dela eu seguia pra minha. Um dia eu tentava deixar Leah sem chorar e toda vez que eu me preparava pra sair ela vinha chorando e se agarrava nas minhas pernas. Eu sempre abaixava e falava pra ela que ia pra minha aula, que ela podia ir brincar e que depois eu voltava pra pegá-la. Mas ela continuava chorando e eu continuava ali com ela. Até que depois de algumas tentativas ela simplesmente falou "ok", enxugou as lágrimas, me deu um beijo e se foi sem olhar pra trás. De repente ela compreendeu. Hoje ela entra saltitante, dá beijo, abraço e fala tchau enquanto outras crianças continuam chorando quando são deixadas lá.

Nessa última vez que estivemos no Brasil teve um dia que desci pra passear com Leah no térreo do prédio. Logo que viu a piscina ela quis ir pra dentro. Botei só os pezinhos dela na água, mas ela não ficou satisfeita, começou a tentar tirar a roupa pra entrar na piscina. Eu sabia que se tirasse ela dali ia ser choro dos grandes. Então falei: "Leah, vamos subir pra botar seu maiô e pegar uma toalha, tá?" Me surpreendeu como ela saiu da piscina sem reclamar nadinha. Na verdade eu só tentei uma maneira rápida de tirar ela dali sem choro, não esperava que ela fosse realmente compreender. Enquanto subíamos vi que já passava da hora da soneca e decidi que ia botar ela pra dormir. Quando chegamos no apartamento Leah foi direto pra área de serviço e falou "A-ha! Tá aqui!" apontando pra sua toalha estendida no varal. Percebi como ela compreendeu tão bem o que eu havia dito, ela confiou em mim e por isso saiu sem reclamar, sabendo que iria voltar. Pra continuar tendo um bom relacionamento com ela e recebendo bons resultados precisamos de boa comunicação e pra isso eu não poderia quebrar minha palavra. Se eu havia dito que ia pegar o maiô e a toalha pra ela entrar na piscina não poderia agora dizer que ela iria dormir, iria quebrar a confiança dela nas minhas palavras. E pra piscina fomos.

Desde que Leah começou a compreender bem o que falamos que usamos a comunicação pra estabelecer uma forte relação de confiança. Explicamos tudo pra ela e não fazemos falsas promessas. E tantas outras coisas se tornam mais fáceis porque explicamos, ela é capaz de entender e pode confiar na gente. Conseguimos contornar muitas situações apenas falando com ela. A comunicação foi fundamental pra tirar a chupeta, a mamadeira e agora tem sido pra mais um passo: deixar de ficar no quarto até ela dormir, que venho contar no próximo post como esta sendo.

20 novembro, 2012

Amor que não se mede

Papai que costumava botar Leah pra dormir toda noite. Depois da rotina toda, Leah deitava na cama e a gente sempre ficava sentados na poltrona do quarto até ela dormir. Algumas semanas atrás teve uma noite que ele queria fazer algumas coisas e eu me ofereci pra botar Leah pra dormir. Mas ao invés de deitar logo ela cama sentei na poltrona com ela em meus braços. Eu cantava pra ela enquanto fazia carinho em seu rosto e mãozinha, ela me olhava fundo nos olhos. Eu queria sentir ela adormecer em meus braços como há muito tempo não fazia. Eu queria saber o que ela pensava, mas tinha certeza que ela podia sentir o quanto a amo. Enquanto eu fazia carinho naquela pele tão macia e ela ficava sonolenta, meu coração ardia de amor e a vontade de poder segurar ela daquele jeito pra sempre transbordava pelos meus olhos em lágrimas. "Te amo tanto" eu disse pra ela seguido de um beijinho na testa antes de botá-la na cama. Ela se sentou, me deu um beijo em uma bochecha, um beijo na outra bochecha, um beijo na boca e envolveu seus braços no meu pescoço me dando um forte abraço. Não disse nada, mas vi nos olhos dela e na força do abraço o quanto ela me ama também. 

Quando sai do quarto contei isso pro marido. Falei como eu sei que ela sente o quanto a amo e como eu quero que ela lembre desse sentimento por toda a vida. Ele enciumado quis fazer a mesma coisa. Na noite seguinte Leah foi direto pra cama, ele então sentou no chão ao lado dela pra fazer carinho em seu rosto até ela dormir. Ele disse que quis chorar quando Leah falou: "Love you papai. Very much".

11 novembro, 2012

Imaginação

Acho imaginação de criança uma coisa fascinante.

Logo que voltamos do Brasil, quando Leah sentava na mesa pra comer ela sempre olhava pro chão ao lado dela e falava com a priminha Layla, como se ela realmente estivesse ali. Eu ficava de coração partido. 

Depois disso começou a surgir muitos bichinhos imaginários aqui em casa. Gatos principalmente. Leah fala com eles, pega no colo, dá pra gente segurar. Eu sempre entro junto na imaginação dela, faço carinho, brinco com os gatos também. 

Teve uma vez que apareceu um gato na hora que estávamos saindo do carro. Leah estava nos braços do papai, me deu o gato pra segurar e estávamos andando em direção a uma loja. Fingi que botei o gato no chão e dei tchau pra ele. Leah imediatamente começou a chorar, falando "nããão" e olhando pra trás. Nós então voltamos um pouquinho no estacionamento e ela se abaixou pra pegar de volta o bichinho. Ela ficou tão triste que eu estava abandonando o gatinho dela. Que dó. Mas foi tão engraçado! 

Os gatos aqui de casa até fazem cocô no chão. Mas Leah sempre limpa, ufa!

E tem uns sapos que adoram aparecer na hora que estamos comendo. 

Ainda bem que são só de imaginação...

08 novembro, 2012

Bebês choram o tempo todo?

Ou

A vida com um recém-nascido.


Não tenho intenção de fazer desse um "blog cor de rosa" como se diz por aí. Mostrando só as maravilhas da maternidade e fingindo que as dificuldades não existem. Mas também se uma fase pra mim foi cor de rosa, não vou vir falar dela aqui no blog pintada de preto né?

Tenho recebido aqueles boletins do Baby Center por email, com o desenvolvimento da gravidez a cada semana e links sobre outros tópicos. Lendo uma coisa e outra uma frase pequena me intrigou: babies cry all the time. Nem sempre Baby Center, nem sempre.

A vida com um bebê novinho é frequentemente definida como caos. Dos relatos que vejo de como é ter um recém nascido em casa resume-se basicamente assim: bebê chora o tempo todo, a mãe faz de tudo pra acalmar, alimenta, troca fralda, agasalha, desagasalha, balança nos braços, balança no carrinho, deita o bebê, pega o bebê, mostra brinquedinhos, canta, dança, chora junto, quando o bebê finalmente dorme a mãe o deita no berço e como se tivesse espinhos nos colchão, o bebê acorda se esguelando e o ciclo recomeça. E entre tudo isso a mulher tenta cozinhar, lavar, passar, espanar, organizar e ainda ficar linda, maquiada, perfumada e depilada. Nesses primeiros meses não sobra tempo pra nada, muito menos pra si própria, a casa vira uma zona, as mães ficam exaustas, com a auto-estima baixa e mais frequente do que gostaríamos, tem depressão ou baby blues (esses últimos nada tem haver com a rotina, são culpa dos hormônios marditos).

Mães que se identificam com o relato acima, não me odeiem, mas deixa eu resumir minha experiência com minha recém nascida: Leah raramente chorava. Dormia muito e enquanto ela dormia eu tinha tempo pra fazer muita coisa. Saí do hospital horrorosa, aceitando o fato que tinha chegado minha hora de embarangar e pronto. Mas sequei rapidamente, cortei a juba enorme e sem graça e logo me senti linda e glamourosa. Sair com ela recém nascida era ótimo, ela dormia o tempo inteiro ou ficava quietinha; íamos pra todo canto com ela. Todo o primeiro ano de Leah foi assim, ela dormia bem, comia bem, chorava quase nada. Foi muito tranquilo, foi lindo, foi cor de rosa purpurinado. Claro que tive meus perrengues também. Sim eu saia do banheiro com só uma das pernas depilada, esquecia de comer, de escovar os dentes, comi muito com uma mão só enquanto ela mamava, passava o dia de pijama, a casa ficava de lado. Tudo isso faz parte. Mas não foi nem de longe um caos.

Devo só ter tido sorte de ter uma bebê boazinha. Mas tem alguns fatores que acredito que influenciaram pra que meus primeiros meses como mãe fossem suaves:

1) Auto-confiança.
Existe um pressão muito grande especialmente com as mães de primeira viagem. Vai aparecer um monte de gente pra te dizer como fazer, como ser mãe. São tantas opniões diferentes, tantas coisas novas, tantas possibilidades que a mãe fica perdida e procura um alguém, uma teoria ou um livro como guia e esquece de olhar pra si mesma, de ouvir seus instintos. Esquece que maternar é um processo natural, e não um método com regras pra se seguir. Temos sim que buscar informações sobre saúde e desenvolvimento, com bases científicas. Mas ninguém pode te dizer como cuidar do teu filho, que rotina estabelecer, quantas horas deixar chorando, quantas horas esperar entre uma mamada e outra...

2) Compreender o sono dos bebês.
Uma coisa que aprendi com Leah foi que bebê que dorme bem = bebê feliz = mamãe feliz. Recém nascidos dormem o dia todo. É difícil mantê-los acordados até pra mamar. De onde vem essa história de que só choram? Eles só dormem! Eu não sabia que dormiam tanto e me ajudou muito saber que bebês novinhos não aguentam mais que duas horas acordados. Leah aguentava só uma hora. Bebê cansado demais fica irritado, choroso e pasmem, não consegue dormir! Aguardem um post só sobre sono, porque esse assunto rende demais.

3) Não ter medo de mimar ou de ser controlada.
O melhor conselho que ouvi veio de uma enfermeira quando eu estava saindo do hospital "Descanse quando o bebê dormir. Aceite ajuda. E pegue o bebê no colo quando ela pedir, recém nascidos não podem ser mimados". A imagem que se faz por aí é de que bebês são seres mimados, ditadores tiranos que querem controlar sua vida. Colo é uma necessidade básica tanto quanto comer e dormir. Pegar seu bebê no colo não quer dizer que você está virando escrava dele, nem o mimando. Bebês não sabem que você tem outras coisas pra fazer, que tem vida própria, sabem apenas que você é o mundo deles. Até por volta dos 8 meses, os bebês acham que a mãe é uma parte deles, como um terceiro braço. Imagina que pavoroso deve ser um braço sumir de repente.

4) Marido.
Botem os maridos pra trabalharem gente. Quando eu não conseguia fazer as coisas de casa, o marido assumia. Lavava os pratos, botava as roupas na maquina pra lavar e cozinhava. Ou cuidava da bebê pra eu fazer. Mas não esperem que o marido vai chegar em casa, perceber a zona e começar as fazer as coisas por conta própria. Ele não vai mesmo, você precisa pedir. E aceite o jeito dele de fazer as coisas. Ele também não vai acordar de madrugada, as vezes nem quando o bebê tá berrando. Mas você pode acorda-lo e pedir ajuda. Não podemos esperar que eles irão fazer tudo do mesmo jeito que nós faríamos, eles simplesmente funcionam diferente.

Minha mãe não estava aqui logo que Leah nasceu e apesar de ter a segurança de ter minha sogra por perto, alguém próximo pra correr em caso de desespero, eu estava mesmo animada pra aprender tudo por conta própria. Marido tirou as duas primeiras semanas de férias, ele é meu porto seguro, mesmo ele sabendo menos do que eu como cuidar de um recém nascido. Foi uma delícia aprender tudo com ele ao meu lado. Americanos são pessoas que respeitam muito teu espaço e privacidade. Nas primeiras semanas pessoas me trouxeram refeições, mas nem passavam da porta. Amigos mais próximos entravam pra ver o bebê, mas saiam rapidinho. No segundo dia com Leah em casa, enquanto nos preparávamos pra dar o primeiro banho nela, minha sogra chegou pra deixar o jantar. Quando viu o quê estávamos fazendo ela logo se apressou em sair. Eu sabendo que ela devia estar louca pra segurar e babar muito a primeira netinha, perguntei pra onde ela ia com tanta pressa e ela respondeu que adoraria ficar ali e nos ver nessa aventura de dar banho pela primeira vez na pequena Leah, mas não queria atrapalhar. Um amor né? Ela sabia que a gente não tinha idéia do que estava fazendo, mas só nos assistiu, sem se meter. As três primeiras semnas foi só eu e Alex, sem ninguém pra interferir, pra nos dizer como fazer. Tivemos nosso tempo pra nos adaptar àquela nova vida, em família. Já falei pra minha mãe só vir umas semanas depois que Kylie nascer também. Dessa vez já tendo Leah pra dar conta, ajuda nos primeiros dias seria ótimo, principalmente se vinda da minha mainha, mas quero novamente viver esses primeiros dias de adptação só nós 4.

Quando grávida de Leah, marido e eu fizemos uma classe de pré-natal que o hospital oferecia. E falando sobre os cuidados com o recém-nascido a enfeira falou que os bebês sempre dão sinal de fome antes de chorar: ficar colocando a língua pra fora da boca, chupar as mãozinhas e aquele choramingado sabe? sem ser choro, como uma reclamação. Ela disse que o choro é o último sinal que o bebê dá de fome, que é quando o coitado ja não ta aguentando mais. Depois disso, imaginar minha filha chorando de fome era pra mim uma cena horrível. Até tive um sonho em que eu estava dormindo e Leah no bebê conforto ao lado da cama. Ela tinha acordado e estava chupando as mãozinhas, dando sinal de fome, mas como eu estava dormindo, não vi. Ela então começou a chorar e eu acordei (no sonho e na vida real) me sentindo péssima por ter deixar minha filha chegar a chorar de fome. Então mamães, não precisa esperar o bebê chorar. Deu sinal de fome, peito (ou mamadeira) neles!
Acho que dá pra aplicar esse princípio em outras áreas também. Não precisa esperar o bebê estar super cansado e chorar de sono. Começou a bocejar, balança o pacotinho pra dormir. Não precisa esperar o bebê berrar dentro berço. Começou a reclamar, vai lá pegar. O choro libera o cortisol (hormônio do estresse) e quanto mais chorando o bebê estiver, mais difícil de acalmá-lo. Atender as necessidades deles antes que precisem gritar pra você com o choro, sem dúvidas, facilita muito.

Quando Leah tinha um mês, eu era apaixonada por todos os sons que ela fazia. Então fiz esse video com eles. E olha que legal, o choro nem ta incluído na listinha... ;)



A vida com um recém nascido não tem que ser caótica e pode sim ser uma experiência muito prazerosa. Ajuda muito ser tranquila, agir com o coração e não se preocupar tanto se o que está fazendo é certo ou errado ou se ta "estragando" o bebê. É preciso se dedicar, se entregar por inteira nesses primeiros meses tão importantes que passam voando e deixam tanta saudade.

05 novembro, 2012

Mais sobre a Mamma aqui

Um tempo atrás eu respondi um meme que tá até ali do lado como um dos posts mais lidos, Pergunta que eu respondo. Daí a Louca do bebê me convidou pra participar do meme novamente e como tem muita gente nova por aqui achei uma boa. Mas vou bagunçar a brincadeira tá? A Paula do Minha Maternidade também deixou umas perguntas que quero responder. Então não vou formular mais perguntas nem convidar as pessoas diretamente, mas quero convidar todo mundo que passa por aqui a participar repondendo algumas ou todas dessas que estou respondendo ou uma coletânea com as perguntas que acharam mais interessantes de todos os blogues que já viram com o meme. Que tal?

Vamos lá!

11 coisas aleatórias sobre mim:
Na última vez eu disse que nunca sei o que falar sobre mim. To penando aqui...

1. Tenho muito interesse em marcenaria. Acho o máximo construir os próprios móveis. Até fiz um projeto de uma peça pra organizar os brinquedos de Leah, mas não disponho das ferramentas nem capital pra adquiri-las. =/
2. Tenho muita dificuldade pra sair da cama de manhã. Leah pode acordar 10 vezes durante a noite que vou lá rapidinho, mas quando é pra levantar de manhã pareço um bicho-preguiça picado pelo mosquito tsé-tsé. É triste.
3. Tenho vergonha de falar em inglês e fujo de qualquer situação que eu precise falar.
4. Tenho 26 anos, 1,58 m e antes de engravidar pesava uns 58 quilos. Antes da primeira gravidez eu pesava uns 52. Antes dos EUA eu pesava 48. 
5. Algumas semanas atrás quase, quase pegamos um cachorrinho pra criar.
6. Se não agora, em algum ponto dessa vida quero ter um cachorro. Mas se dependesse do marido já tinha um bichinho aqui lambendo meus pés.
7. Depois que Leah nasceu passei a adorar música clássica. Gosto de ouvir enquanto lavo os pratos.
8. Queria mudar o nome do blog (de novo??) por um que nos representasse melhor. Mas qual José, qual??
9. Por um período cursei Engenharia Civil e Engenharia Sanitária e Ambiental tudojuntoaomesmotempo. Depois desse perído louco tranquei civil e continuei só com ambiental.
10. Minha turma começou com 40 alunos. No final do primeiro ano éramos menos de 20. Eu era uma das 8 mulheres e acreditava piamente que estaria naquela turma de formandos 2010.
11. Mas em 2008 conheci o amor. Alex chegou tumultuando minha vida e em 2010 eu tava era me formando MÃE.

Perguntas da Nana:

1. Qual é a sua profissão?
Como expliquei aí em cima, Mãe.

2. Quando criança, qual profissão sonhava em ter?
Não acho que venha desde criança, mas a primeira profissão que me lembro querer ser foi Arquiteta. Teria feito vestibular pra arquitetura se tivesse o curso na minha cidade, por isso prestei pra Eng. Civil.

3. Um filme, um livro e uma música que marcaram você.
Filme: Quando eu tinha uns 8 anos lembro que eu queria ficar acordada pra assistir aqueles especiais de final de ano com a Xuxa, mas peguei no sono e quando acordei estava passando O Jardim Secreto. Nunca mais esqueci esse filme.
Livro: Não lembro de nenhum que tenha marcado de alguma forma. Talvez o Caçador de Pipas. Forte e triste; aprendi uma lição com uma parte do livro que até usei em um discurso na igreja uma vez.
Música: Tem muitas músicas que marcaram minha história de amor, mas a primeiríssima foi quando eu estava conhecendo meu marido, numa noite a gente de papo do skype, naquele flerte não assumido,  trocando músicas. Uma das que enviei pra ele foi Pensando em Você, do Paulinho Moska. No outro dia, marido diz que estava no trabalho pensando que não daria certo um relacionamento a distância quando recebe uma mensagem minha no celular "Estou pensando em você, pensando em nunca mais te esquecer". O resto da historia você vê por aqui. Hehehe

4. O que tem feito aos sábados à noite?
Assistido meu novo vício, o seriado Fringe (Fronteiras), conhecem? Pra quem gostava de Lost, certeza gostar desse também, é dos mesmos autores.

5. Quais são os seus projetos para 2013?
Não tenho pensado em outros projetos além de ser mãe de duas. mas talvez uma mudança pra outro estado.

6. Como você acessa o blog? Do trabalho? De casa?
Se eu trabalho em casa então é dos dois, né? Rá!

7. Quais foram / serão os seus critérios para escolher o nome do filho?
Nomes curtos, não muito comum, não muito estranho, fácil de pronunciar em inglês e português.

8. Como você é conhecida pelas pessoas?
Aqui acho que por "a brasileira".

9. Se pudesse mudar alguma coisa em sua vida, o que seria?
Os números do saldo bancário.

10. Qual a maior alegria que seu blog te trouxe?
Cada comentário é uma alegria. Principalmente quando compartilho uma notícia boa ou ruim e recebo um carinho sincero pelos comentários, é muito bom.

11. Qual sua viagem dos sonhos?
Minha lua-de-mel nas Ilhas Virgens Americanas foi um sonho... ;)

Perguntas da Paula:

1. Sua gravidez foi planejada?
Sim, as duas. Mas eu bem queria que a segunda tivesse vindo de surpresinha, antes de planejarmos.

2. Quais foram os maiores medos durante a gestação?
No começo da primeira gravidez tinha um medinho do parto, mas passou. Dessa vez tive um medinho de ter um aborto espontâneo. Só isso mesmo.

3. Como foi sua experiência de parto?
Eu esperava mais. Acho que querer um parto o mais natural possível em um hospital não é muito coerente. Me incomodei demais com os procedimentos padrões do hospital: acesso venoso, monitores na barriga, etc. Eu tinha vontade de arrancar tudo de mim. Se eu tivesse aguentado o parto sem anestesia certeza que eu ia querer parir a próxima em casa. Hehehe Mas fora esses incômodos bestas foi uma experiência incrível. Odiei o hospital, mas amei parir. Amei sentir o progresso das contrações. Amei meu marido comigo o tempo todo me ajudando. Amei a euforia louca que é na hora de empurrar. E quando finalmente o bebê nasce e você vê aquele projetinho de gente... Só de lembrar me faz querer parir de novo agora mesmo.

4. E a sua experiência de amamentação?
Não tive dificuldades com a amamentação. Leah e eu aprendemos a pega correta, eu dava o peito sempre que ela queria. No começou foi come se é de esperar: muito dolorido.

5. Como o pai da criança ajuda?
O pai daqui ajuda em tudo. Ele que trocou todas as fraldas no hospital e sabia sobre cocô mais do que eu. Ele que colocou Leah dentro da banheira quando demos o primeiro banho (mas quem deu o banho mesmo fui eu). Eu dizia que a única coisa que ele não fazia era dar de mamar, mas o apoio dele na amamentação foi fundamental. Ele sempre confirmava que Leah tinha pegado o peito direito pra não ferir e pedia pra que eu o acordasse de madrugada só pra ficar comigo enquanto eu amamentava.  Agora só o quê ele não faz é escolher uma roupa que combine e pentear o cabelo dela direito. Hehehe

6. Qual a sua visão sobre escolinha?
Eu acho que até uns 4 anos a criança não devia cumprir calendário pedagógico, ser avaliada e muito menos cobrada. Até uns 4 anos as escolas não deviam oferecer nada além de atividades coordenadas. Na verdade acho que não deviam nem ser chamadas de escolas e sim de creche.

7. Pretende ter mais filhos?
Sim, estamos apenas começando... hahaha

8. Como é a relação do seu filho com animais?
Leah é a própria Felícia. AMA qualquer animal, não tem medo de nenhum. Geralmente eles que tem medo dela, porque ela esgana os bichinhos.

9. Seu filho come tudo que é oferecido?
Praticamente. Leah come bem, mas também raramente ofereço uma coisa muito estranha pra ela. Se acho que ela não vai gostar preparo outra coisinha que ela goste.

10. Como são as noites na sua casa?
Tranquilas. Leah nunca foi de fazer serão nas madrugadas. Bebezinha ela acordava várias vezes, mas era mamar e voltar a dormir. Com 1 ano e 3 meses, mais ou menos, foi que ela passou a dormir a noite inteira. Ela vai pra cama cedo e acorda muito cedo.

11. Como é a personalidade do seu filho?
Leah é criança mais doce e mais geniosa. Ela é muito amorosa e sensível. Mas também se irrita fácil, joga as coisas, berra, faz um drama. Acho que todos nessa idade são assim né?

01 novembro, 2012

Halloween 2012


Esse foi o primeiro halloween de verdade pra Leah, apesar de ser o terceiro da vida dela. No primeiro ela tinha só quase 4 meses, ainda fomos pra uma festinha e né que a bebezica adorou a farra e fez o maior sucesso de Abelhinha mais linda do mundo. No segundo estávamos no Brasil, iríamos voltar na véspera de halloween, mas como prolonguei a viagem levei a fantasia pra pelo menos tirar fotos da Chapéuzinho Vermelho mais linda do mundo. E esse ano ela saiu pela primeira vez pra pedir doces ou travessuras, de Pirata mais linda do mundo. Ela ADOROU! Foi tão bonitinho, ela batia nas portas, não falava trick or treat, mas agradacia e dava tchau, feliz da vida. Não soltava o baldinho com os doces por nada! Adorou também quando voltou pra casa (da minha sogra) ajudar a dar os doces pras outras crianças, quando alguém batia na porta ela saia correndo pra atender. 

E claro que a gente tinha que registrar tudo...