31 dezembro, 2012

O ano termina...

E nasce outra vez.

Último dia do ano. Enquanto o resto do mundo deve estar se preparando pras festas de mais tarde, eu to aqui... blogando. Porque virada de ano aqui é a coisa mais sem graça do mundo e é isso que a gente faz, nada. Marido ta trabalhando, Leah ta dormindo e eu podia estar fazendo uma linda retrospectiva ou uma lista de metas e desejos para 2013. Mas como não sou disso, o que estou fazendo é colagem de fotos porque adoro ficar comparando. E tinha que fazer a colagem com a terceira foto de Leah com o Papai Noel.


E pra entrar no clima de retrospectiva, uma colagem de como Leah começou e terminou o ano:

Janeiro 2012/ Dezembro 2012

Com tanta roupa assim nem da pra perceber o quanto ela cresceu né? Comparemos com menos roupa então... Hahaha

Janeiro 2012/ Dezembro 2012

É isso que quero pra 2013: ver bem de pertinho minhas filhas crescendo lindas, felizes e saudáveis.


Feliz 2013!!!!

18 dezembro, 2012

28 semanas


Chegamos no terceiro trimestre. Yay!!

Animada é como sinto agora. Animada pra que Kylie chegue logo, animada pra segurar e cuidar de outro tiquinho de gente, viver tudo de novo. Animada pra ver Liloca como irmã mais velha, ver minhas meninas juntas. A mesma animação da primeira gravidez, mas uma nova situação.

Não estamos fazendo o pré-natal direitinho. Shame on me. Fui no médico só no comecinho pra confirmar a gravidez e depois com 16 semanas fiz só um ultrasom pra saber o sexo. Depois disso mais nada. Na primeira gravidez nosso plano de saúde era muito bom, mas mudou. Dessa vez o plano cobre pouquíssimo do pré-natal e cada consulta é um absurdo de dinheiros. Pra vocês terem uma idéia, meu exame de glicose na primeira gravidez foi somente 900 pilas (de dolares). E Obama reeleito, desse jeito vou ter meu terceirinho no meio do mato. Segundo o Baby Center, eu já deveria ver o médico a cada 2 semanas. Pra quê mô pai? Lá pras 30 semanas a gente vai dar uma checada, fazer exames e falir. Enquanto isso Kylie se mexe que é uma beleza e até que se prove o contrário, ta tudo bem por aqui. Hehehe 

Não mudei nada da minha rotina por causa da gravidez, continuo fazendo as mesmas coisas e pegando muito Leah no colo. Lavar a banheira sempre foi o serviço mais chato da casa, e buchuda é pior ainda. O que eu devia mudar é o sedentarismo. Até comecei a fazer uns exercícios, mas continuar que é bom... Fico cansada só em subir as escadas e já não aguento muito andar com Leah nos braços. Eu só carrego mesmo ela enquanto estamos do lado de fora, do carro até o lugar que estamos indo. Porque ela anda bem devagarinho e nesse frio você quer ir correndo do carro pro lugar quentinho. Mas Leah ta ficando mais pesada, ou eu que to ficando mais fraca mesmo. Calçar a bota pra sair também me tira o fôlego, sempre que o marido ta junto ele que coloca minha meia e bota. Porque o bom de estar grávida é poder explorar o marido ao máximo. Hahaha A azia tem sido minha companheira de gravidez. Chegou bem cedo dessa vez, com 16 semanas comecei a sentir uma vez ou outra, não senti por algumas semanas e depois ela voltou e ficou  por umas semanas me fazendo companhia todo dia o dia todo. Agora tá me dando outra trégua, aparecendo de vez em quando. Mas até que minha azia não é tão ruim, passa só com pastilha de cálcio. Mesmo assim só tomo antes de dormir quando o desconforto é maior. Comecei a ter colostro com 19 semanas (na gravidez de Leah também apareceu por essa altura). Tenho tido muita vontade de comer doce, principalmente à noite. Gordice mode on. 


Terceiro trimestre, você é muito bem vindo, mas por favor não demore muito não que eu quero conhecer minha outra bonequinha.

14 dezembro, 2012

A não preparação do ninho

Em outubro eu estava louca pra começar a preparar as coisas pra Kylie djá! Estava uma pilha e queria fazer tudo logo. Transformar o quarto de Leah em quarto de "mocinha" e começar a arrumar o quarto de Kylie. Temos os movéis que precisamos pra um bebê: o berço, a cômoda/trocador e a poltrona pra amamentar. Mas eles ainda estão sendo usados por Leah. Agora que a  poltrona está em desuso, mas o berço está sendo usado como cama, e mesmo Leah quase não cabendo mais no trocador, ainda o usamos. Queria comprar novos móveis pra Leah pra poder passar os móveis de bebê pro quarto de Kylie. Pro quarto de Leah quero somente uma cama e uma estante pros livros. E talvez uma cômoda, mas dá pra guardar todas as roupas dela no closet. Eu queria já sair comprando, já mudar tudo na casa (o quarto que será de Kylie é usado como escritório, tem somente a mesa do computador e uma estante pequena com livros que precisamos arrumar outro canto na casa). Queria mudar, mexer, comprar, arrumar. Mas o marido me segurou. "Ela só vai nascer em março, pra quê fazer isso agora?", ele perguntava. Maridos não entendem que a mulher grávida precisa fazer coisas relacionadas ao bebê pra conter a ansiedade nesses meses de espera. Mas o orçamento também não estava nada favorável e com muito custo consegui baixar os ânimos e esperar chegar Janeiro pra poder me jogar nas arrumaçõe$$. 

Mas enquanto espero Janeiro chegar e agora com os ânimos mais calmos, não sei mais de nada. Verdade é que o quarto de Kylie é mais um projeto pra me ocupar e segurar a ansiedade da espera, mas nem tem necessidade de estar prontinho da Silva antes dela nascer. Durante as primeiras semanas ela vai dormir no nosso quarto mesmo. E quero que as meninas dividam o quarto logo que possível. Pensamos em Kylie ter o quarto próprio no começo pra não atrapalhar o sono de Leah enquanto ela acorda e mama na madrugada. O que eu espero que aconteça por no mínimo um ano. Não tenho pressa pro meu bebê já dormir a noite toda aos 2 meses. Por no mínimo um ano pretendo amamentar dia e noite. Quero continuar amamentando depois de um ano, mas aí querendo deixar a mamãe dormir uma noite inteira já pode. Hehehe

Mas enfim.. aí fico pensando se um quarto pra Kylie não seria desnecessário. Será que não daria pra ela passar do nosso quarto já pro quarto com a irmã? Mesmo que ela acorde e eu fique indo lá pra amamentar, será que iria mesmo atrapalhar o sono de Leah? Espero que Kylie seja como a irmã que nunca acordava chorando, mas e se ela gostar de fazer cantoria nas madrugadas? E se ela for super tranquila e resolver dormir a noite toda desde bebezica? Fazer um quartinho provisório no escritório ou não? Só deixar ela no nosso quarto até que dê pra ir pro quarto da irmã ou não? E se eu não fizer um quarto pra ela, como ficar sã sem ter frescurites pra fazer? Sem precisar costurar kit-berço, pintar letrinhas do nome dela pra botar na parede, etc e tal? Vale dizer que a ansiedade, a vontade maluca de fazer coisas, as dúvidas e indecisão são tudo culpa dos hormônios?

10 dezembro, 2012

Dancing Star

Leah ta uma dançarina nata, não perde uma oportunidade de se remexer. 

Quase toda semana eu a levo pra contação de histórias numa loja de brinquedos ou na biblioteca. Um dia na loja depois do storytime teve uma aulinha de dança. Leah primeiro ficou só olhando, mas depois se soltou toda e não gostou quando acabou.

Outro dia quando estávamos saindo do boliche ela achou que a marca no chão era o lugar perfeito pra dar um showzinho. Ficou lá dançando um tempão. Tirei o som original do video por causa da zuada do boliche, mas era essa musica mesmo que tava tocando na hora.



Baladeira toda!

04 dezembro, 2012

Dormindo sozinha - Parte 2

Eu amo ninar minha filha. Amo esse momento de colocá-la pra dormir, sempre ficamos tão próximas. Foi duro quando resolvemos deixar ela adormecer no berço ao invés de nos braços e foi duro agora decidir sair do quarto antes dela estar dormindo. Desde que passamos ela pra cama que ficavamos no quarto até ela dormir.

Três semanas atrás marido começou a reclamar que estava demorando demais pra Leah pegar no sono. Pensei que homem só quer moleza mesmo, eu fazia a mesma coisa de tarde talvez fosse hora de deixar Leah dormir sem nossa presença. Depois de deitar Leah cama a gente ficava sentado na poltrona  ao lado até ela dormir. Às vezes ela queria um chamego e eu costumava sentar com ela no meu colo, cantar uma musiquinha e dar muito cheiro no cangote antes de deitar ela na cama. 

Mas um dia teríamos que acostumar ela a dormir sem a gente ali. E sem plano nenhum resolvi iniciar mais essa transição. Leah recentemente havia se apegado a uma boneca e sempre ia muito satisfeita dormir com a boneca ao lado dela. Na hora da soneca decidi que ia botar ela cama e sair do quarto em seguida. Deitei ela e a boneca, dei beijo nas duas e fui ligar o barulho estático que eu havia esquecido de ligar antes. Não falei nada, mas acho que porque Leah viu que eu não sentei imediatamente na poltrona, ela falou "Depois volta tá?". Por um segundo pensei que ela conseguia ler minha mente e sabia da minha intenção de abandoná-la sair do quarto. Só balancei a cabeça e saí. Deixei a porta apenas encostada e da sala eu podia ouvir Leah brincando com a boneca. Pouco tempo depois Leah saiu do quarto. Fui até ela, falei que era hora de dormir. Ela chorou. Peguei ela nos braços, abracei, falei mais uma vez que era hora de dormir, coloquei ela de volta na cama e saí. Ela começou a pedir por suco. Voltei no quarto pra falar com ela de novo, ela estava em pé na cama. Perguntei o que havia de errado, se ela queria alguma coisa (esperando ela dizer que queria suco pra eu poder explicar que não era hora de tomar suco). Ela não falou nada. Pedi pra ela deitar, ela voltou a chorar. Peguei ela no colo balancei um pouquinho pra acalmá-la e me toquei que não eu podia só dizer pra ela dormir e sair do quarto sem dar explicação nenhuma, eu precisava explicar e passar segurança pra ela (como falei no post anterior). Falei pra ela que estava tudo bem, pra ela dormir, que eu estava lá fora e que quando ela acordasse batesse na porta que eu viria pega-la. E com uma maturidade que não pertence a sua pouca idade ela deu um suspiro profundo pra segurar o choro, falou "Ok", me deu um beijo e se deitou. Saí do quarto mais uma vez e ela dormiu tranquilamente. 

À noite foi um pouco mais difícil. Fizemos a rotina: escovar os dentes, ler as escrituras e orar. O papai, que é quem fica com ela a noite, não sabia o que fazer. Como Leah tava pedindo pra ler um livro, falei pra ele botar ela na cama e ler o livro, depois se despedir e sair do quarto. Me despedi de Leah e deixei eles lá. Leah chorou quando ele saiu, marido veio pra mim com uma cara triste e no quarto Leah chamava por mim. Fui falar com ela e enquanto eu tentava acalma-la ela falava apontando pra poltrona: "Fica, fica, fica". Me partiu o coração. Quase resolvi deixar tudo isso pra lá e ficar ali com ela, mas com o coração apertado expliquei pra Leah eu ia ficar lá fora, que estava tudo bem, que eu viria sempre que ela me chamasse, que ela podia dormir. Saí e Leah chorou chamando pelo pai essa vez. O pai foi lá e conversou com ela também. Ela pareceu entender quando ele disse que voltaria na manhã seguinte, se acalmou e dormiu.

Ela só chorou nesse primeiro dia, depois não chorou mais, mas ainda passou uns dias pedindo pra que a gente ficasse com ela. E sempre que ela nos chamava a gente ia lá quantas vezes fossem necessárias e explicava com muito carinho que ela podia dormir e que estaríamos ali quando ela acordasse. Acho que com uma semana concluímos a fase 1 - Leah compreendeu que a gente não ia mais ficar no quarto, parou de pedir por isso e tava bastante segura pra dormir sozinha.

Mas começamos a fase 2 - segurança pra dormir sozinha ela tem, lhe falta é a vontade de ir dormir e o sono. Hahaha Depois de bem adaptada a dormir sem a gente no quarto, Leah começou a sair da cama e bater na porta. Várias vezes. Claro que eu não espero que eu coloque minha filha na cama e ela durma imediatamente. Minutos antes ela tava cheia de energia, pulando e falando pelos cotovelos, deve ser muito difícil pra ela desacelerar. Não vejo problema em ela ficar brincando na cama até o sono chegar, mas seria querer demais pra uma menina de 2 anos? Logo que a gente saia do quarto Leah ja se levantava e batia na porta. A gente voltava, deitava ela na cama, beijo, abraço, love you e nighty nigth de novo. E pouco tempo depois Leah batia na porta de novo. E a gente fazia tudo de novo. E de novo. E de novo. Ela se levantava 5, 6 vezes até dormir, a tarde e a noite, e todas as vezes a gente ia lá com muita paciência pra deitar e falar com ela. Algumas vezes falei firme com ela, mas logo o remorso me consumia. Não quero que ela durma triste, achando que estou chateada com ela. Como falei lá em cima, esse sempre foi um momento gostoso, sempre a colocamos pra dormir com muito carinho e não quero que isso mude nunca. Então se ela se levantava 5 vezes, era 5 vezes mais beijos que ela recebia, 5 vezes mais que ela ouvia I love you e 5 vezes mais que eu explicava pra ela ficar na cama. Comecei a explicar "Leah, não pode sair da cama. É pra dormir e quando acordar você chama a mamãe". E outro dia segue o diálogo enquanto eu trocava a fralda dela:

- Qué sisti mouse, mamãe. (o Mickey Mouse)
- Agora é hora de dormir, depois você assisti ok?
- No podxi xaí cama?
- Isso, não pode sair da cama.
- Depoix sisti mouse?
- Uhum.

E pronto. Três semanas depois, chegamos na fase 3 - ela não se levanta mais. Colocamos ela na cama, saímos do quarto e ela fica lá deitadinha até dormir.

É uma moça né? A mãe morre de orgulho!