04 dezembro, 2013

Tradição de Natal - Book Advent

Uma tradição muito popular por aqui é o calendário advento, que é como uma contagem regressiva no mês de dezembro até o dia de Natal. Pouco tempo depois que me casei eu ganhei da minha sogra um kit de ponto de cruz para um calendário advento. Comecei a fazer e logo percebi que esse era um projeto que levaria muito, mas muito tempo. Fiz um pouco, deixei de lado. E sempre que se aproximava o Natal, o marido perguntava do calendário e aí eu fazia mais um pouco mas nunca terminava em tempo e o projeto ficava encostado mais uma vez. Eu continuava fazendo porque é gostoso mas nunca me determinei a terminar. Você deve daí pensando que vim aqui pra contar que finalmente terminei o projeto né? Ainda não gente. Esse ano quando marido perguntou do calendário eu me empenhei em terminar pensando que seria o calendário perfeito pra Leah saber quando seria o Natal. Filhos, sempre a melhor motivação. Mas não deu, o projeto ainda precisa de mais tempo do eu tinha pra dar. Nesse calendário, em cada dia é pendurado uma figura, quando o calendário estiver completo, é Natal.

Como é pra ficar e a quantas anda o meu projeto

Prometo que no próximo Natal vai estar terminado! 

Daí que quando uma amiga me contou da tradição deles do book advent, eu quis fazer na hora. Fácil e rápido, trata-se de embrulhar 24 livros sobre Natal e a cada dia as crianças abrem um. Essa amiga faz essa tradição já há alguns anos, cada ano ela compra um livro novo e o resto pega da biblioteca. Tradição adotada! Eu já estava a procura de livros de Natal para ler pra Leah e ela pegar mais da mágica do Natal, entender mais, se encantar mais. Por isso achei o book advent perfeito. Tínhamos um livro, peguei outro emprestado da sogra e os outros 22 saíram da biblioteca mesmo (posso ficar com os livros por um mês). Tem livros tanto das tradições quanto do real significado. Estórias do Natal, do nascimento de Cristo e livros de aventuras do Papai Noel, etc.



Os livros embrulhados ficam em uma caixa perto árvore. Toda noite antes de dormir Leah escolhe um para abrir. Ela adora! Expliquei que quando acabasse os livros, seria o dia que o Papai Noel iria vir deixar os presentes em baixo da árvore. É uma delícia ver a alegria dela abrindo os livros e o encanto lendo as estórias. Não sei se irei fazer necessariamente os livros todos os anos, mas com certeza farei algo do tipo. 

E por aí? Vocês tem alguma tradição?


22 novembro, 2013

8 meses de Kylie


Quando eu penso nela recém-nascida não consigo lembrar de muita coisa. O tempo passou tão rápido que nem parece que essa bebê sapeca e cheia de personalidade já foi tão miudinha. 

A fase de engatinhar é muito gostosa, dá vontade de encher a casa com essas delícias engatinhantes. Mês passado ela ainda tava começando, ia devagarinho, chorava porque não conseguia me alcançar e não ia muito longe. Agora ela é rápida e ágil, vai atrás de mim, anda a casa inteira, vai de um comôdo pra outro sozinha. E o melhor, vai feliz. Ela vai pra sala de brinquedos e fica lá brincando. E também aproveita pra manter a limpeza da casa, todo cisco que encontra vai pra boca, é praticamente um aspirador.  

É uma eletricista em potencial. Adora fios e sabe bem onde encontrá-los. 

Ela se levanta segurando nas coisas e quer ficar assim o tempo todo. Em tudo ela se apoia e se levanta. Quando estou parada em pé, geralmente na pia, ela vem e se levanta puxando minha calça e fica em pé agarrada nas minhas pernas. Se sento no chão ela fica subindo em mim, meu grudinho.  

Também já consegue se mover um pouquinho segurando nas coisas.


Nesse mês a personalidade entrou em erupção. Como é  brava essa zoiuda!! Ela sabe muito bem demonstrar quando não gosta de alguma coisa, grita super irritada e dá chilique. Quando com raiva ela abre a boca e mete a cara no chão! Agora imagina a menina que demonstra sua frustração com todas as forças e uma irmã que ta sempre tirando as coisas da mão dela ou aperreando de alguma maneira? Pois é, sossego a gente não vê por aqui.  

Às vezes ela dorme sozinha. Não que eu esteja tentando fazer isso, acho que já falei antes como gosto de ninar as meninas. Mas às vezes Kylie tá cansada e quando eu tento botar ela pra dormir, ela não para de se mexer e se empurrar dos braços, daí eu a deito no berço e a maioria das vezes ela dorme sozinha, outras não. 

Agora ela deu pra recusar com todas as forças a chupeta. O normal pra dormir era ela mamar e quando terminar pegar a chupeta e dormir. Mas nos últimos dias ela acaba de mamar e quando eu tento dar a chupeta ela vira a cara, empurra minha mão, se irrita e não dorme. Daí quando eu deito ela no berço, ela bota o cobertor no nariz, pega a chupeta e dorme. Humf, magoei! Problema é que ela faz isso de madrugada também. Quando acorda ela vem pra cama mamar, daí ela dorme e fica lá chupeitando. Incomoda, eu tiro e tento dar a chupeta, ela recusa e se irrita, começa a chorar. Eu me irrito e dou o peito de novo, já dolorido, eu não consigo dormir enquanto ela não soltar. Ela quer ficar plugada, eu não quero. Ou seje, já deu pra entender que a gente não ta domindo muito bem aqui né? Mas todas as noites eu acredito que vai ser melhor e que essa fase dela de ódio com a chupeta vai acabar logo. Acho que o quê ela quer mesmo é dormir nos peitchos mas parece entender que quando deito no berço não tem peito daí ela aceita a chupeta. Tudo bem pra mim, ta ótimo assim, só precisa funcionar de madrugada também.

Ela dança e canta. Quando tá sentada ela dança levantando os pézinhos e quando tá em pé ela dá pulinhos. E canta comigo quando eu canto pra ela e às vezes ela canta pra dormir. Coisa mais linda!

05 novembro, 2013

Halloween 2013

Esse ano eu separei alguns personagens que Leah gosta - sereia, princesa, Minnie Mouse, Moranguinho, etc - e pedi que ela escolhesse qual ela queria ser pro Halloween. Ela escolheu sereia. A fantasia de Kylie veio por consequência, caranguejo pra ser tipo Ariel e Sebastião. Mas Leah não quis ser uma sereia qualquer, não queria ser Ariel, queria ser uma "Pink Mermaid". E a fantasia de caranguejo é na verdade de camarão (com pé de pato), mas quem liga? Formaram uma duplinha fofa do fundo mar.


No final de semana anterior ao Halloween nós fomos pra festa na igreja. Teve um jantar delicioso, teve as crianças "trick or treating" pelas salas e teve um baile no final. Eu sou bicho do mato e não tenho coragem de ir la pro mei do povo dançar. Mas Leah… ah Leah. O oposto da mãe, ela é do tipo que fica no meio da rodinha. Dançou do começo ao fim com pausas só pra dar umas mordidas nuns doughnuts  e beber uma aguinha. 



No dia de Halloween eu fui a tarde com as meninas trick or treating no shopping. Todas as lojam participam e o bom é que da pra pegar uns treats diferentes - pipoca, sorvete, e até biscoito da sorte. Pra mim a melhor parte é estar quentinho dentro do shopping, sem precisar pôr um casaco enorme por baixo da fantasia. 


Com a BFF dela
No primeiro dia de uso a fantasia de Leah se rasgou toda. Eu dei uma ajeitada pra ela usar no shopping, mas como a fantasia era um pouquinho comprida ela ficava pisando em cima da cauda. Daí pra ir pro trick or treat nas ruas mais confortável ela se vestiu com um vestido de princesa que eu havia comprado um tempo atrás só pra ela brincar em casa. É o vestido da Rapunzel, mas ela dizia que não era Rapunzel, nem Princesa Leah. Era "Princess Purple". Pra mim, era a Princesa do Polo Norte.


Abram caminho para a realeza passar


Leah agora pensa que pode ir trick or treating quando quiser, qualquer dia. Como se já não tivesse doce suficiente em casa...

20 outubro, 2013

7 meses de Kylie



Eita que tava esquecida desse blog abandonado. Venho super atrasada pra não perder o post mensal de Kylita, que completou 7 meses no dia 13. 

Amo tanto essa minha neném. Ela é tão boazinha. Semana passada eu fiz uma pequena viagem para o casamento de uma amiga em outro estado daqui. Leah ficou aos cuidados da avó e do papai, e Kylie foi comigo. Ela se comportou tão bem durante os vôos, durmiu e brincou quietinha, como se entendesse que não não podia fazer muito dentro do avião. Tanto na ida como na volta teve quem viesse elogiar como ela foi boa durante o vôo. 

Ela ta um grude comigo. Não pode me ver saindo de perto que abre o berreiro. E mesmo quando eu sento no chão ao seu lado ela fica tentando subir em mim. Tenho que levar ela pra onde vou, geralmente ela fica feliz sentada no chão aos meus pés no banheiro ou na cozinha. Quando to limpando o chão ela vai no cadeirão me acompanhando em cada cômodo. Como marido diz, nem sempre é bom, mas é fofo esse grudinho, ele acha que ela já ta passando pela ansiedade da separação.

Ela tem um dentinho afiado em baixo. Ta nascendo outro incisivo ao lado do primeiro e dois caninos em cima. Vai ficar uma vampirinha.

A introdução de sólidos está indo bem, mas ele parece não gostar muito de frutas. Mostra preferencia pelos vegetais verdes. Eu to misturando as frutas com cereal de aveia e outros vegetais com carne e assim ela come bem.

Depois de um tempo se arrastando pra se locomover, ela agora aprendeu a tirar a barriga do chão e ta começando a engatinhar.  Não sei quem ta mais mais bobo nessa história, se é ela, eu ou o papai. E Leah como boa irmã que é, sempre incentiva Kylie em suas conquistas.


16 setembro, 2013

6 meses de Kylie


Dá pra acreditar que minha bebêa já tem 6 meses? Se houvesse uma forma de desacelerar o crescimento do bebê, eu o faria agora. 6 meses é o auge da fofurice bebezística. E fofa é o sobrenome dela. 

Ela senta sem apoio. E curte isso. Fica bem feliz sentada no chão com brinquedos por perto e quando cai pra frente reclama pra que eu a coloque sentada novamente.

Ela não engatinha, mas também não fica parada. Rolando e se empurrando ela vai longe. 

Ta nascendo o primeiro dentinho!! E assim como foi com Leah, ela também não teve nenhuma reação, nenhuma mudança.

O cabelo dela agora fica penteado, não fica mais arrepiado e assanhado como antes.

Às vezes abre o maior berreiro se me vê saindo de perto.

Acha a maior graça ver Leah pulando/correndo. Ela ama as presepadas da irmã, mas chora irritada quando Leah a agarra demais. 

Ela quer pegar qualquer coisa que esteja perto. Até mesmo quando estou segurando ela perto de uma parede, ela quer tocar a parede. Ela se joga pra alcançar as coisas.

É muito curiosa, quer vê tudo que esta acontecendo ao seu redor o tempo todo. Quando ta mamando ela não pode escutar nada que para de mamar e se levanta querendo ver o que é. Também antes de mamar, principalmente se estamos em um lugar diferente, ela da sempre uma olhada no ambiente, olha as paredes, o teto, tudo em volta e só então mama.

Fala muito ba-ba-ba e às vezes ma-ma.

Começou a comer sólidos e... ela é uma gulosa!!! Come que é uma beleza, adora, abre a boca direitinho, não faz careta e se eu não paro de dar, ela não para de comer. Até agora ela só provou cereal de aveia e cenoura, ambos aprovadíssimos. 

Ela sabe beber de canudo. Certo dia ela pegou uma garrafa de água de Leah e eu deixei ela brincando, sem saber que ela conseguia sugar. Pois ela chupou e fez lindas caretas pra água. Agora um jeito de deixar ela entretida é da uma garrafa de água com canudo  que ela fica bem distraída chupando e cuspindo a água.

Adora balanços. Sempre que vamos ao parque boto ela junto num balanço com Leah e ela adora.

10 setembro, 2013

Quem não tem cão caça com gato

Como eu ia dizendo no século post passado, interrompemos nossa programação normal de piscina pra curtir uma praia com amigas. Não moramos perto da costa, mas Minnesota é conhecido como o estado dos 10 mil lagos. Então o povo se vira como pode. Aqui, bastou jogar uma areia na beira de um lago e TA-DA! Tá feita a praia! 



Eu sabia que Leah iria amar a praia. Areia e água junto soa como paraíso pra ela. Mas fomos poucas vezes por que lá não tem sombra nenhuma e eu não queria deixar Kylie torrando na areia ou se acabando de calor no carrinho. Um dia o papai chegou um pouquinho mais cedo em casa, deixei Kylie com ele e finalmente levei Leah no finalzinho da tarde. Ela estava se divertindo tanto que só saimos às 8 pm quando o parque fechou. Nesse primeiro dia alguma criança esqueceu por lá uma redinha, além de brincar na areia e com a água nós brincamos de pescar alevinos, tem aos montes na beiradinha do lago. Levamos alguns no baldinho pra mostrar ao papai em casa. Fomos mais algumas vezes assim, sempre no final da tarde quando o papai podia ficar com Kylie. No último dia de praia desse ano fomos com algumas amigas e eu tive que levar Kylie, estava nublado e foi perfeito pra ela. No próximo verão com certeza estaremos muito por lá!  




30 agosto, 2013

Continue a nadar, continue a nadar...

Esse blog está praticamente abandonado e a culpa é do verão. Estamos tentando aproveitar o máximo.  Nesse verão eu queria ter ido à piscina pelo menos uma vez por semana. Mas acabei usando Kylie como desculpa pra não me aventurar. Fomos uma vezinha quando marido pode ir junto. Quando percebi que eu conseguia sim dar conta de ir com as duas sozinhas foi um pouco tarde. As piscinas aqui geralmente abrem no Memorial Day (última segunda-feria de maio) e fecham no Labor Day (primeira segunda-feira de setembro). Com isso em mente, fiz uma meta para a última semana de agosto: ir todos os dias pra piscina. Tal foi minha decepção quando segunda-feira eu cheguei carregada com as crianças e toda a tralha somente pra descobrir que as piscinas locais já estavam fechadas. Fiquei tão, mas tão frustada. Fazia 33˚ com alta humidade. Ninguém aguentava nem ir ao parque naquela quentura e não tinha uma piscina pra ir. Perdemos a segunda-feira, mas vi que numa cidade vizinha a piscina ainda estava aberta. Não era 20 minutos de "viagem" que ia atrapalhar minha meta. Quando digo 20 minutos vocês pensam que eu to falando de um bairro vizinho, mas eu to falando de 20 minutos direto em estrada boa a 100 km/h. Então, tem sim uma distância(zinha), mas é rápido pra chegar. O horário da piscina aberto ao público é somente das 13:00 às 16:00 horas. Uma merreca, mesmo assim batemos nosso cartão lá na terça, quarta e quinta-feira. Eu ja tava lá quando eles abriam as portas pra correr e pegar meu lugar numa sombrinha. 


A área das crianças tem uma parte mais funda no meio. Fundo demais pra Leah. No primeiro dia eu fiquei olhando enquanto ela tentava passar nessa parte. A água foi ficando alta, quando ela tentava voltar, uma "onda" lavou a cara dela. Quando ela tava prestes a se desesperar eu a puxei de lá. Pronto. Ela soube rapidinho seu limite, sabia exatamente até onde podia ir e eu não precisa mais me preocupar, podia deixar ela brincando a vontade sem precisar ficar em cima dela o tempo todo. O que é  importante quando se tem também uma bebê a tira a colo. No segundo dia encontramos uma amiga lá e ela falou: "Eu tava curiosa pra saber como você ia dar conta das duas". Acho que só deu certo pra mim por eu ser tranquilona. Eu não fico no pé de Leah, preocupada que ela vá se afogar ou se perder. Quando Kylie está acordada eu fico com as duas na água o tempo todo, mas quando ela precisa mamar eu aviso a Leah, que sabe bem onde estamos e vou amamentar/botar Kylie pra dormir. Sempre de olho em Leah na água. Quando Kylie dorme eu boto ela no carrinho e vou ficar com Leah na água, dessa vez sempre de olho no carrinho. E fico indo de tempo em tempo confirmar que ela continua dormindo. Leah se diverte horrores. Ela que ultimamente chorava na hora de lavar o cabelo porque não gostava de jogar água na cabeça, logo se acostumou a levar jogadas de água na cara. Ela até abaixa a cabeça na água e não chora mais pra lavar o cabelo! Yay! Kylie também adora a piscina, fica feliz da vida, rindo o tempo todo, batendo as mãozinhas na água, uma graça. 





Ainda temos sábado e segunda-feira de piscina. Hoje, sexta-feira, trocamos a piscina pela "praia". Volto pra contar no próximo post. 

PS: A piscina tem vários salva-vidas de plantão e eles não permitem o uso de bóias. É, eu também não sei em que mundo eles acham que uma criança sem bóia ta mais segura que eu criança com bóia. Lógica, a gente não se vê por aqui. 

20 agosto, 2013

Ah eu adoro AMAmentar você

Na semana mundial de aleitamento materno fiz um post brincadeirinha e achei que fiquei devendo um post mais "sério". O ministério da saúde pode não fazer campanhas muito realísticas, mas faz sim muitas campanhas pela amamentação. Cresci sabendo que até os 6 meses o bebê não precisa de nada além do leite materno e nunca pensei em alimentar meus bebês de outra forma. Agora com a  segunda filha as mamadas são mais agitadas, com Leah brincando por perto, pedindo atenção, fazendo barulho, às vezes assustando Kylie, outras vezes em cima de mim, distraindo, atrapalhando mesmo. Mas geralmente Kylie mama uma vez enquanto Leah dorme a soneca da tarde. Com a casa calma e silenciosa ela mama sem pressa. Quando termina de mamar um peito eu brinco um pouco, faço cócegas, cheiro, beijo, aperto. Ela me lambe o rosto. Ficamos feito gatinhas se enroscando uma na outra. Depois ela mama o outro peito e quando está satisfeita ainda fica um pouco mais brincando. Me olha e solta um sorriso sem vergonha e finge que vai mamar mais. É uma delícia. É o nosso momento, só nosso, de conexão, de amor, de carinho, de proteção. Às vezes quando Kylie mama me da esse sentimento gostoso de proteção, como se enquanto ela esta ali, nada de mal pode acontecer a ela. À noite é também outro momento em que recompensamos a agitação do dia. Quando ela vem pra minha cama e fica ali aconchegada no seio. É muito prazer ser o conforto dela. Porque pra mim, tão importante quanto a nutrição é esse vínculo tão forte que a amamentação proporciona.

Daqui algumas semanas Kylie completa 6 meses de amamentação exclusiva. De muito leite e muito amor. 

14 agosto, 2013

5 meses de Kylie


Minha pequena zoiudinha-gostosa-neguinha-delícia-da-mamãe já completou 5 meses! Ela:

• Ataca vorazmente tudo que aparece na frente. Agarra com força e coloca na boca rapidamente. Uma verdadeira piranha.

• Tomou banho pela primeira vez na banheira grande junto com a irmã. Vê aí se elas gostaram da novidade:


• Foi à piscina pela primeira vez. Não entrou na água porque tava muito gelada, botou só os pezinhos. Mas modelou de par de jarro com a irmã. Musa do piscinão.


• Acha graça ser assustada (de leve).


• Já foi confundida com um menino várias vezes. Não me importo com isso, mas de tanto ver as bebezicas cheias dos frufrus resolvi usar mais tiaras nela, fazer totozinho no cabelo e botar um lacinho. Mas gente, eu acho tão estranho! Não consigo me acostumar. Gosto dela assim, sem muito rosa, sem muito enfeite e com o cabelo bagunçado. 

Melhor que ter uma irmã que lê estórias pra você, é ter um cabelo estiloso desse.

• Grita, GRITA, G-R-I-T-A!!! Tanto quando ta muito animada quanto pra reclamar. Aqui uma palhinha. Só uma palhinha mesmo. Ela faz muito pior. 



• É um amor de bebê quando passeando. Desde que esteja limpa e alimentada, ela fica de boa no carrinho os passeios inteiros. Às vezes quando ta cansada ela pede um colinho, outras dorme sozinha mesmo. Uma super companheira.


• Faz besourinho. Bem babado. (O volume do video ta bem baixo)



• Rola, se arrasta e gira na direção que quer ir.

• Morde o peito.

• Chupa o dedão do pé.



• Ta aprendendo a sentar. Já consegue ficar sentadinha bem, mas ainda precisa melhorar um pouquinho o equilíbrio.


05 agosto, 2013

Acho

De 1 a 7 de Agosto é a Semana Mundial de Aleitamento Materno. E eu acho que toda mãe que amamenta dois filhos ou mais exclusivamente por 6 meses e continua por mais de um ano, deveria ganhar uma cirurgia para peitchas novas inteiramente grátis! Só acho. 

30 julho, 2013

Pela janela

Levei um tempo pra aceitar que Leah não é mais uma toddler. Minha menina avançou pra categoria de criança. Criança pequena ainda, pra minha alegria. Mas não por muito tempo, eu sei. Agora aos 3 anos parece que um mundo de oportunidades se abriu pra ela. São tantas atividades, dança, esportes, classes que começam a partir de 3 anos. Se eu tivesse como pagar a inscreveria em várias. Não pela obrigação de se fazer atividades extras, mas pela diversão de se aprender uma atividade nova. Se dinheiro tivesse, até a colocaria na pré-escola. Não por achar que ela precisa estudar, mas por saber como ela gosta de estar entre outras crianças. Seguimos com a ginastica. Depois do aniversario ela avançou de turma e agora não precisa mais que eu a acompanhe durante as aulas. 

Comigo nas aulas, Leah não fazia muito bem o alongamento e nos circuitos ela sempre tava correndo pra fazer os obstáculos errados. Ou corria pra pular na piscina com blocos de espuma nos momentos em que não devia. Eu precisava guiá-la já que ela não prestava atenção na demonstração da treinadora. Ficava pensando em como seria, se iria dar certo sem mim. Agora posso dizer: ela faz a aula bem melhor sozinha.

Eu acompanho tudo por uma janela de vidro. Leah faz o alongamento direitinho. No circuito de equilíbrio são 6 barras e a treinadora sempre mostra antes como fazer cada uma (de costas, na pontinha dos pés, de lado, etc). Muitas vezes eu mesma esquecia a sequencia. Mas Leah sempre lembra o que mostra que prestou atenção a demonstração. No primeiro dia sozinha ela quis fazer uma barra de sustentação do jeito dela e nao gostou quando a treinadora veio corrigi-la. Ficou emburrada num canto e nao fez mais nada até o circuito seguinte. Quando termina a aula ela vem correndo pra mim, feliz e orgulhasa gritando: "I did  it all by myself!!". 


18 julho, 2013

Comemoração dos 3 anos de Leah

O aniversário de Leah é no dia 2, e dia 4 de julho é o dia da independência dos EUA. Esse ano decidimos comemorar o aniversário dela no feriado. Agora que entende um pouquinho melhor, desde o aniversário do pai, um mês antes, que ela perguntava e falava do birthday dela. Primeiro pensei em não dizer nada até o dia 4 pra que não ficasse confusa, mas já que ela falava tanto nisso eu quis fazer mais causo e de última hora saí pra comprar balões e cupcakes. 

No dia 2 ela acordou com o quarto cheio de balões, expliquei que era o aniversário dela, que havia finalmente chegado. Ela ficou toda feliz. Pela manhã fomos ao parque com alguns amigos e ela perguntava se o birthday dela tava no parque (ela havia ido para o aniversário de uma amiguinha no parque e devia estar esperando o mesmo pra ela, uma festinha no parque). Quando acordou da soneca eu falei "Happy birthday Leah!" ela respondeu: "Já passou meu birthday!" hahaha Depois do jantar peguei os cupcakes, catamos e ela assoprou a velinha. Quando viu os cupcakes ela falou: "You're really awesome mamãe! (Você é demais, mamãe!)" Crianças são tão simples, Leah achou o máximo e estava feliz só com uns balões e uns cupcakes.

O 4 de julho é celebrado com churrasco e queima de fogos de artifício ao escurecer. Por churrasco americano entenda hambúrguer e salsicha. Os gaúchos precisam ensinar esse povo o que é um churrasco de verdade! Sempre passamos o feriado na casa dos meus sogros ou na dessa família amiga que sempre passamos os feriados juntos, os Brewers. Eles tem 6 filhos. Isso mesmo,  6 crianças de 0 a 11 anos. E vocês aí no Brasil acham 3 filhos muito hein? Esse ano também contamos com a presença de um casal de tios e um priminho. Ou seja, a festa já estava feita, não precisava convidar mais ninguém. A idéia era justamente encaixar o aniversário na comemoração do 4 de julho. Fiquei só de arrumar a mesa do bolo com algumas sobremesas e fazer uma decoração simples pra dar o clima de festinha, daí usei o tema do feriado - vermelho, azul e branco. Fiz um banner, comprei uns pompons e leques pra decoração. De comida decidi fazer o bolo (claro!), cookies com cobertura e decorado com umas pedrinhas que explodem na boca, gelatina vermelha e azul, frutas: melancia em formato de estrela e blueberries, e um triffle, que é uma sobremesa com bolo, creme e frutas, uma diliça. Tudo bem fácil de fazer porque quando se trata de cozinha eu sou um zero à esquerda e o fato de eu fazer o bolo é coisa assim, pra ficar registrado em livros históricos.

Se tem um hábito que eu preciso perder é o de fazer tudo de última hora. Na véspera do aniversário eu penso: vou esperar Alex chegar do trabalho pra ficar com as meninas e daí eu saio pra comprar os ingredientes das coisas, dou uma adiantada antes de dormir, termino tudo de manhã, vou cedo pra casa da sogra decorar. Tudo fácil, faço rapidinho. Ahan Cláudia, senta lá! Tô muito tranquila fazendo compras quando o marido liga desesperado porque Kylie estava se acabando de chorar por uma hora e não parava por nada. Volto pra casa, boto as meninas pra dormirem, saio de novo. Tava tudo acabando nos supermercados, tive que ir em 3 lojas pra encontrar todos os ingredientes que precisava. Já passava de 10 da noite quando comecei a fazer o bolo. Era dois bolos feitos com a mesma panela, ou seja, só fui terminar lá pras uma da manhã (de cozinhar, decorar só no dia seguinte).

Ah o bolo. Eu vi no pinterest esse bolo lindo em formato de 3 e coberto com m&ms. Fácil de fazer, esse até eu consigo, pensei. A sogra me deu uma receita fácil de bolo de chocolate, alguns semanas antes fiz um teste e deu tudo certo. Mas o bolo pra valer quando desenformei o primeiro ficou toda a parte de cima do bolo no fundo da panela. Tudo bem, ainda não tava sem jeito. No dia seguinte quando fui decorar, virei o bolo quebrado de cabeça pra baixo, cobri os lados com a cobertura, nem dava pra ver o defeito, só não ia ser muito bonito quando cortasse. Eis que quando estávamos quase terminando de cobrir com os m&ms, o bolo que havia desenformado direitinho, por algum motivo, razão ou circunstância, partiu-se em três pedaços. E não teve cobertura que desse jeito, as crateras só foram aumentando.

bolo arruinado
Ah mas eu sou brasileira e não desisto nunca. Ainda bem que ainda era de manhã e a festinha só seria depois do jantar. Marido teve que correr no supermercado pra pegar mais óleo pra que eu fizesse outro bolo, tudo de novo. Depois ele foi com Leah pra casa da minha sogra pendurar a decoração e eu fiquei fazendo o bolo e tudo mais e cuidando de Kylie ao mesmo tempo. Tinha que parar pra dar de mamar/ botar pra dormir. Parecia pouca coisa, mas deu um trabalho danado e demorou muito pra fazer tudo sozinha com um forno só. Deixo aqui todo meu respeito às mães que fazem festas super elaboradas pros filhos, é muito trabalho. Mas antes das 6 estava tudo pronto e todo mundo banhado e penteado. Minha sogra arrumou a diversão da meninada. Teve máquina de bolha de sabão (que Leah AMOU), guerra de balão de água e guerra com aqueles spray de carnaval que não sei como chama, além dos fogos. O resultado foi esse aqui:

15 julho, 2013

4 meses de Kylie


QUATRO meses gente! (4 meses e 2 dias, que eu to atrasada com o post, abafa). Acho que só não estou mais aflita porque Kylie ta uma coisa tão gostosa! heuaheuahueah Eu sei que eu falo isso todo mês, mas fazer o que se a cada dia é fica ainda mais gostosa? Sério mesmo, ela descobriu os pés, vive com as pernas pra cima segurando os pezinhos. Agora me diz se tem coisa mais fofa que bebê segurando os pés? Esse mês ela também aprendeu a rolar das costas pra barriga. Agora rola nas duas direções e já consegue ir longe só rolando. Acho a coisa mais fofa quando boto ela deitadinha nas costas no chão pra fazer alguma coisa e quando volto ela ta com o bumbum pra cima. Ou quando a deito dormindo no berço de bruços e quando acorda ela ta deitada nas costas brincando com os pés. Adoro quando estou segurando ela no colo e ela mete a mão na minha cara, fica apertando meu nariz. Ela tem uma mãozinha de gancho e agarra forte qualquer coisa que chegue perto, inclusive meu cabelo e aposto que daria pra fazer uma peruca com os cabelos que já arrancou da irmã. Basta botar um paninho no rosto que ela segura, esfrega nos olhos e dorme no instante. Segue dormindo no berço e na cama semi-compartilhada (vem pra cama comigo quando acorda na madrugada e lá fica até o amanhecer). Não vivo de olho no relógio marcando horários, mas ela tira umas 3 ou 4 sonecas por dia e entre 7:00 - 7:30 pm já ta pronta pro sono da noite. Segue só na base do leitinho da mamãe, mas existe a possibilidade que ela tenha provado suco de laranja. Só cheguei em tempo de ver Leah tirando canudo da boca de Kylie e ela lambendo os lábios.  Mas Leah aprendeu bem a única coisa que pode botar na boca de Kylie e nesse final semana quando a avó perguntou Leah o que Kylie come, ela rapidamente respondeu: Peitos! 

02 julho, 2013

3 anos de Leah


É hoje, é hoje! O birthday que Leah tanto esperava!

Já se foram 3 anos desde aquele dia lindo de verão em que recebi nos braços a filha que tanto sonhei. Tô assim abobalhada em como ela cresceu e mudou no último ano. A cada dia ela nos mostra como está crescida com suas atitudes, brincadeiras e conversas, sempre nos surpreendendo com uma fala nova. Minha menina é uma criança linda e amorosa, esperta, cheia de energia. Temperamental e teimosa também. Sociável, faz amizade onde chega, com crianças de todas as idades. É uma super irmã, ama Kylie demais até, apresenta orgulhosa a baby sister pra todo mundo. 

Esse é apenas o começo da nossa caminhada juntas. 3 anos é pouco perto de tudo que ainda vamos passar, e quero sempre estar a seu lado acompanhando de perto cada detalhe de seu crescimento. Não tenho palavras pra explicar como amo, como quero bem. Minha felicidade é o sorriso e o brilho no olhar dela. 

Feliz Aniversário Leah!!! Mamãe te ama sem limites!!!

22 junho, 2013

Desfralde, o Retorno.

O Brasil aí fazendo história e a gente fazendo história aqui em casa também. Um marco importante na história de vida de minha primogênita. Leah finalmente DESFRALDOU!! Eeeeeeeee!!!

Lá no começo do ano eu falei aqui sobre o início do nosso processo de desfralde. Falei que no segundo dia eu havia tentado deixar ela só de calcinha, o que não deu certo. Nem eu nem ela estávamos preparadas ainda e percebi que isso só faria o processo mais desgastante. Então eu deixava ela de pull up em casa e botava fralda pra dormir e sair. A primeira semana foi muito cansativa. Teve dias de levá-la ao banheiro a cada 10 minutos, vezes de ficar sentada no chão 30 - 45 minutos esperando ela fazer xixi. Enquanto ela estivesse feliz sentada no trono eu estava disposta a ficar lá com ela, mas me controlando pra não chutar o penico pau da barraca. Acho que a gravidez mexeu um pouco com meu emocional, eu estava muito frustada por não conseguir fazer as coisas direito em casa, levando sempre ela ao banheiro, esperando no chão, e sem ver muitos resultados. Eu não via progresso e isso me deixava frustada. Mas eu sabia que ainda era muito cedo e que eu não podia esperar por resultados tão depressa assim. #GrávidaDoidja. Na segunda semana houve progresso sim. Ela passou a reconhecer quando estava fazendo xixi. Antes, nem isso. Eu já podia confiar quando botava ela no penico e ela dizia que não tinha xixi. Eu via que ela tentava e que realmente não tinha. Daí não precisava mais ficar sentada lá com ela por horas esperando o xixi. Quando ia e não fazia nada eu levava de novo de 10 em 10 minutos até ela fazer e quando esvaziava a bexiga dava pra esperar uma hora pra ir novamente. Desse jeito ela ficava sequinha, conseguimos muitos xixis no penico, rapidinho ela completou o pôster com as estrelinhas. Cocô ela nunca fez. Houve algumas vezes que percebi que ela estava fazendo e eu a levava correndo pro penico e caia um pouquinho lá, mas ela não terminava de fazer, ela travava. Mas até que tava tudo indo bem, mesmo que às vezes eu precisasse de alguma estratégia pra convencer ela a ir ao banheiro. Fui ficando mais grávida e mais cansada. A rotina bagunçou e fui levando ela ao banheiro cada vez menos até que parei com o processo. Voltamos pras fraldas o dia todo e o penico encostado. Leah, muito de vez em quando, ia lá por conta própria e fazia um xixizinho no penico. Um dia até fui acordada com o penico xixizado na minha frente. Fiquei esperançosa que um dia a menina decidiria fazer todos seus números 1 e 2 ali e daria tchau pras fraldas. Mas ela também foi indo cada vez menos até que deixou de ir sozinha. Passou a se recusar sempre que eu a chamava pra ir ao banheiro, Kylie nasceu e o assunto ficou de lado. Até agora. 

Daqui uns dias Leah faz 3 anos. E, gente! Parece que quanto maior a criança, pior o cocô. Trocar a fralda dela já estava sendo bem desagradável. Leah não demonstrava interesse em desfralde. Na maioria das vezes ela nem se importava com a fralda suja e até fugia pra não trocar. Mesmo assim resolvi tentar novamente. Eu nem sabia como recomeçar.

Semana passada, numa tarde, assim como quem não quer nada, botei ela só de maiô, sem fralda, e deixei ela brincando na piscininha no quintal. Levei o penico lá pra fora e tava disposta a passar a tarde alí, assim não teria problemas com acidentes. Expliquei que ela estava sem fralda e quando quisesse fazer xixi era pra fazer alí no penico. Marquei no relógio uns 30 minutos  e botei ela no penico. Ela fez logo xixi. Fizemos a festa e tal. Marquei mais 45 minutos e botei ela no penico novamente. Ela não fez de imediato, mas ficou lá esperando acho que uns 10 minutos e fez. Entramos em casa, deixei ela só de calcinha e comecei a marcar o tempo de 50 em 50 minutos. Ela fez xixi na calcinha nesse intervalo, reiniciei o contador e continuei assim até a hora dela dormir. Não tivemos outro acidente.

No dia seguinte decidi começar pra valer, deixar o dia inteiro sem fraldas e ver no que dava. Planejei ficar o dia todo em casa com ela só trabalhando nisso. Quando acordou eu a levei direto pro penico, tirei a fralda e botei uma calcinha. Expliquei que ela ia usar a fralda só pra dormir e que era pra fazer xixi e cocô no penico. No meio da manhã ela começou a dizer que havia feito cocô sem ter feito. Ela tava sentindo a vontade, mas quando eu botava ela no penico ela só dizia não, não, não e saía. Falei que se ela fizesse cocô no penico eu a levaria ao parque (a coisa que ela mais gosta de fazer). Até que eu percebi quando ela tava tentando fazer, botei ela pro penico, disse pra fazer alí e saí de perto. Já que ela tinha mais dificuldade pra fazer cocô no penico, achei que um pouco de privacidade poderia ajudar. E ela fez! Ela achou uma graça os pulos e gritos que dei, ficou toda orgulhosa de si. Como eu estava sem o carro, tivemos que esperar até o papai chegar pra irmos ao parque. Tivemos dois acidentes durante o dia todo. Depois do jantar era hora de ir ao parque (viva o verão que tem sol até às 9:00 pm). E agora, o que fazer pra sair de casa? Botar fralda ou não? Eu ainda não havia pensado em como fazer fora de casa. Como era só uma ida ao parque deixei ela de calcinha mesmo, se tivesse um acidente a gente voltava pra casa e pronto. Ela foi ao banheiro antes de sair de casa, brincou por mais de uma hora e não teve nenhum problema, quando chegamos em casa foi direto pro penico. Depois banho, fralda e cama. Foi um bom dia, somente dois acidentes. Fiquei animada!

O segundo dia foi do mesmo jeitinho do primeiro. Fiquei em casa o dia todo com ela, indo sempre ao banheiro em intervalos de 50 e 60 minutos. Como teve cocô no penico novamente, ela ganhou a ida ao parque no final do dia. Também fomos e voltamos sem acidentes. Durante todo o dia tivemos só um acidente!

Terceiro dia era domingo, dia de Igreja. 3 horas fora de casa. Preparei a bolsa com calcinha extra, saco plástico pra guardar roupa suja e um redutor de assento portátil. Leah fez xixi antes de sair de casa e eu expliquei pra ela não fazer xixi na calcinha, que falasse quando quisesse fazer pra eu levá-la ao banheiro. Levei ela uma vez durante a reunião principal e quando a deixei pra sua aulinha da escola dominical expliquei mais uma vez e pedi pra esperar que eu viria pra levá-la ao banheiro. As duas vezes na Igreja ela foi sem reclamar e fez xixi direitinho. Ai que orgulho eu tava da minha guria. Ela teve só um acidente na casa dos avós. Mas todos os acidentes, todinhos, desde o primeiro dia, ela avisou quando fez, um bom sinal.

Quarto dia seguimos no esquema. Eu já não tinha mais medo de sair de casa com ela sem fralda. Fomos ao parque de manhã e também no supermercado sem problemas. Teve um acidente em casa mas as duas últimas idas ao banheiro do dia foi ela que avisou que precisava ir!!

Quinto dia eu não marquei mais o tempo. Deixei por conta dela e Leah que falou todas as vezes que precisou ir ao banheiro. Tivemos ainda um acidente. Mas fiquei feliz demais porque achei que iria demorar muito até que ela começasse a avisar quando precisa ir. Na verdade ela fala: "Mamãe, fazendo xixi!". Eu saía correndo com ela pro banheiro achando já tem feito, mas não. Ela só não sabe dizer que precisa ir. Talvez ela já consegue segurar um pouquinho também, já que do momento que ela fala "tô fazendo" até que chegue no penico, ela não deixou escapar nenhuma gotinha, nenhuma vez.

Ela podia não estar demonstrando, mas agora com quase 3 anos, ela estava preparada sim. Ela compreendeu muito melhor e foi tudo muito mais fácil do que quando tentamos a primeira vez com 2 anos e meio. Eu achava que ia demorar muito pra ela falar antes de fazer. E olha como ela me surpreendeu, no quarto dia sem fralda já começou a avisar. A maior parte do tempo ela usa calcinhas de treinamento, que são grossas e absorvem o xixi, desse jeito não pinga, nem escorre tanto. E ó que maravilha, não precisei nenhuma vez limpar xixi de chão! Estamos há 9 dias sem fraldas e desde o primeiro dia, todos os cocôs foram no penico. Não preciso ficar mandando nem lembrando ela de ir ao banheiro, ela avisa sempre que precisa e já começou a ir sozinha, sem me falar antes. Já tirou algumas sonecas sem fralda e não fez xixi na cama. Acho até que já posso tirar a fralda pra soneca, mas ainda prefiro colocar só no caso. À noite mesmo quando já está com a fralda pra dormir ela fala quando precisa fazer, não faz mais na fralda, só dormindo mesmo. A fralda noturna vai demorar mais porque ela bebe muito líquido antes de dormir, toma sempre um copo de leite e dorme com um copo de água do lado dela. Estou só esperando acabar o resto das fraldas e aí ela vai só usar pull-ups pra dormir.

Agora cabôsse gente. Minha menina ta tão crescida, tá uma moça!

17 junho, 2013

Psicologias infantil

Psicologia reversa:

- Leah, você sabe o nome do papai? Fala: Alex.
- Não.
- Você consegue falar Alex?
- ...
- Vai Leah, fala Alex, pro papai ouvir.
- ...
- Ok Leah. Não fala Alex tá? Não fala.
- Áquex!!!

********

- Leah, você quer que a mamãe ou papai leia uma história pra você?
- Mamãe!
- Papai ou mamãe?
- Mamãe!
- Papai ou papai?
- Mamãe!
- Papai não. Você não quer o papai né?
- Qué sim!
- Não, papai não vai ler história pra você.
- Qué papai lê história!!

Psicologia opcional:

- Leah, você quer banana?
- Não.
- Você quer maçã?
- Não.
- Você quer banana ou maçã?
- Banana.

********

- Não quero botar pijama!
- Você quer botar o pijama ou ir dormir agora?
- Botar pijama.

********

- Vamos, Leah. Calça a sandália.
- Não. Deixa eu assistir um pouquinho.
- Você quer calçar a sandália agora ou ficar em casa?
- Calçar a sandália.

Psicologia Não-tô-com-paciência:

- Você quer XXXXX ou ir de castigo?
- Quero XXXXX.

14 junho, 2013

3 meses de Kylie


Pra ser sincera, eu não gosto muito de vir escrever esses posts. Quer dizer que mais um mês se passou. Um trimestre já se foi e eu já tenho saudades. Saudades da minha recém-nascida, de contar a idade em semanas. Já tenho saudades da bebê que ela ainda é, porque eu sei que vou piscar os olhos e meu bebê vai ter sumido, ela vai ta aí aprontando junto com Leah e me enlouquecendo.  Esse tempo apressado não é justo.

Já falei pra vocês que Kylie é muito gostosa? Hahaha Ela é um amor gente! A guria temem bom humor. Leah sorria bastante, mas não lembro de sorrir tanto assim como Kylie. Principalmente depois de mamar a bichinha é só felicidade. Basta olhar pra ela que ela abre um sorrisão. Ela sorri sozinha, sorri com o vento. E as risadas? Ela tem uma risadinha grossa, parece risada malvada, uma graça. Agora quando chora... Sai de baixo!! 
A bebê feliz descobriu suas mãos e como colocá-las na boca. Às vezes ela chupa uns dedinhos, na maior parte do tempo ela quer chupar a mão inteira. 
Ela dorme de bruços e se arrasta feito uma minhoca. No berço ela vira de ponta-cabeça.  
É conversadeira, solta uma monte de aaaaaa uuuuuu eeeee.
É uma filha da mãe mesmo. Ela nasceu peludinha feito a mãe e já precisa de depilação, coitada. Ela também tem um sinal branco nas costas, iNgual eu. Eu não consigo muito ver meu rosto nela, mas todo mundo diz que ela é minha cara e eu to adorando ter uma mini-me. =)

06 junho, 2013

Ser mãe de duas é...

É ficar feliz quando o marido, prestes a sair pro trabalho, diz que não está se sentindo muito bem e que provavelmente irá voltar logo pra casa. E torcer pra que ele volte mesmo. Coitado, pai de duas não descansa nem doente.

É almoçar, amamentar e dar o almoço da mais velha em baixo da mesa e com a mão esquerda. Tudojuntoaomesmotempo.

É cortar a unha da bebê com a mais velha pulando no sofá ao seu lado. Com tesoura pontuda que eu gosto é de desafio bom. 

É deixar a bebe com a fralda suja pra dar uma paradinha no parque pra fazer a mais velha feliz. (Sem chances de trocar a fralda no parque aos 3˚C e um vento da mulesta. A paradinha foi justamente pra aproveitar que a neve do inverno sem fim havia acabado de derreter).

É pintar as unhas dos pés da mais velha com a caçula pendurada no peito.

É ir lavando a  cabeça e as costas da bebê enquanto ela mama embaixo do chuveiro. Perder tempo pra que né?

É viver na tensão de que uma não grite e acorde a outra e que a outra não chore e acorde uma.

É morrer de amores ao ver as filhas juntas, brincando, se amando. Ao ver a mais velha fazendo a bebê sorrir. 

É querer fugir pras montanhas quando as duas choram ao mesmo tempo.

******

Verdade é que eu não sei muito ao certo como responder quando me perguntam como é ser mãe de duas. São as mesmas dores e delícias, é tão difícil ou fácil quanto um filho só. É comum a mulher se perguntar se daria conta de mais um, eu nunca tive essa preocupação, sempre soube que daria. Todo mundo dá conta, sejá lá quantos filhos tenha. Antes de Kylie nascer não gastei tempo pensando em "como vou fazer ... com as duas". Eu sabia que somente na hora, vivendo cada situação é que eu saberia o que fazer. E é assim, aqui a gente vive um dia de cada vez. É trabalhoso, é estressante sim, mas um filho só também é. Não acho que eu tenha trabalho dobrado, faço o mesmo trabalho de antes, agora com situações diferentes. Agora o amor gente, ah esse sim é dobrado!


29 maio, 2013

Fotos e video

Oi gente, tudo joinha com vocês? O blog ta tão devagar, tadinho. To com pouco ânimo pra postar, mas pra não deixar o blog entregue às traças, venho fazer um post enrolation. 

No começo desse mês tivemos a benção de Kylie na igreja. A tradição é vestir o bebê de branco. Dizemos que as meninas têm 3 vestidos brancos em suas vidas. O primeiro é o da benção, o segundo o do batismo (na nossa igreja, as crianças só são batizadas a partir dos 8 anos) e o terceiro o do casamento. Tá aqui minhas meninas em seu primeiro vestido branco:


Primeira foto da família de 4 fora do hospital... =)

Eu to super viciada nessa coisa de fazer colagem e comparar fotos. Kylie estava usando essa roupinha e lembrei de uma foto de Leah usando a mesma roupa e lá fui eu tirar foto igual de Kylie. E né que as duas estavam com a mesma idade nas fotos. Dois meses e meio.


É bem provável que não vamos fazer um video de cada mês de Kylie como fizemos de Leah. Mas faremos sempre que possível. E o primeiro video de Kylie está no ar! O começo é uma piada do começo do primeiro video de Leah.

16 maio, 2013

2 meses de Kylie


Antes tarde do que nunca. 
Kylie completou dois meses no dia 13, nem acredito ainda. 
Ela é a bebê mais gostosa desse mundo gente! Como é bom ter uma bebêzinha.  Há quem ache a fase de recém-nascido a mais difícil. Pra mim é pura delícia, fácil de cuidar. Kylie é molezinha. Quando acorda ela mama, enche a fralda, golfa um monte e vira sorrisos até dar sono e ir dormir de novo. Ela adora ficar deitada nas costas quando acordada. Consigo fazer muitas coisas enquanto ela fica feliz da vida deitada no chão em seu tapetinho de atividades. Fico de coração partido que muitas vezes ela fica brincando sozinha, tão quietinha. Com Leah eu podia simplesmente não fazer nada enquanto ela estivesse acordada, mas com Kylie é impossível já que eu preciso cuidar da outra também. Sou eu que fico tristinha, Kylie fica de boa. Faço questão de compensar e dar muito colo quando possível. Verdade é que às vezes ela prefere ficar deitada do que no colo. Ela gosta do colo quando ta com sono, mas pra brincar ela prefere o chão. Adora trocar fralda, basta deitar no trocador que ela já se abre toda em sorrisos. Ela dá gritinhos e pequenas risadas. Fazer ela rir virou nosso passatempo preferido. 
Ela dorme direitinho. As sonecas são mais bagunçadas, às vezes interrompidas pelos gritos da irmã. Ela dorme em todo canto, dependendo de onde estamos e do quê estamos fazendo. Ela dorme no berço, dorme no swing, dorme no chão, dorme na minha cama, dorme no bouncer, dorme no colo, dorme no peito, dorme do sling. À noite ela começa dormindo no berço, quando acorda de madrugada eu boto na cama comigo pra mamar e ela passa o resto da noite lá. Amamentar deitada é uma maravilha, às vezes nem consigo lembrar quando a tiro do berço, tão rápido que eu a pego e volto a dormir enquanto ela mama, mal acordo, não faço a mínima idéia de que horas costumar ser essa acordada da madrugada. 
Nesses dois meses sua irmã já a agraciou com uma pisada no pé, uma joelhada, uma cabeçada e um puxão de cabelo. Tudo sem querer, Leah ama a irmã mais tudo. 
Ela tá com 5 quilos e esqueci-quantas-gramas. Tomou suas vacinas. Pensei que seriam 3, mas ela levou CINCO injeções! Além da vacina oral. Quando vi a enfermeira com aquele monte de injeções eu quase tive um treco, fiquei tão abestalhada que nem perguntei porque eram 5 ou invés de 3. Marido me deu uma bronca depois achando que eles podem ter errado alguma coisa. Kylie chorava e tinha o olhar tão triste e confuso. Que aperto no coração. Ainda bem que o peito acalma logo. Quando terminou de mamar ela já estava dando sorrisos novamente. Leah nunca teve reação nenhuma às vacinas e acredito que Kylie vai ser do mesmo jeito.  
Eu não aguento olhar pra ela e não soltar um "que coisa linda!" ou "que bebê gostosa!". Leah é do mesmo jeito, toda vez que olha pra irmã ela fala: "Kylie so cute!" 
Quero congelar ela assim miudinha e delicinha. Amo demais da conta!

28 abril, 2013

O nascimento de Kylie

Não tenho como relatar meu segundo parto sem mencionar o primeiro. O parto de Leah eu queria o mais natural possível. Queria tentar um parto sem anestesia por motivos simples: toda intervenção tem seus riscos, seus prós e contras. Foi assim quando pedi a anestesia durante o parto. A anestesia veio acompanhada de pitocina e a pitocina diminuiu os batimentos cardíacos de Leah, por um breve período, nos dando um susto danado. Não me arrependo da anestesia, mas me arrependo de não ter questionado ou negado a pitocina, mesmo que eu já tivesse dito no meu plano de parto que não queria. A anestesia foi a desculpa pro uso do hormônio artifical, já que a anestesia retarda o trabalho de parto e quanto mais demorasse mais chances eu tinha de infecção por estar com a bolsa rompida. Por isso a pitocina pra acelerar o processo. É assim, tudo vai acontecendo em cadeia, uma intervenção leva a outra. Eu tinha grandes expectativas pro parto e me frustei por não ter tido a liberdade que eu gostaria durante o trabalho de parto. Eu não esperava ficar conectada à monitores o tempo todo, que eu iria ao banheiro arrastando um monte de fios comigo (e eu fui muito ao banheiro durante o trabalho de parto de Leah) e que a enfermeira iria entrar no quarto toda vez que eu demorasse pra me reconectar às máquinas. Apesar dos incômodos e frustrações, foi uma experiência incrível. O trabalho de parto com o apoio do marido a cada contração, as dores que me puxavam pra dentro de mim, como se me transportasse para outro lugar. O expulsivo. Ansiedade, emoção, euforia. Difícil descrever. Saí do hospital já ansiosa pelo próximo parto, já com vontade de viver tudo de novo, de parir de novo.

Pro parto de Kylie eu não sabia se tentaria novamente sem anestesia ou se, já conhecendo a dor, pediria logo pela epidural. No fundo eu sabia que não iria passar de uma tentativa e acabaria pedindo a anestesia mesmo, então fiquei no "vamos ver até onde eu aguento dessa vez". Mas  estava bem decidida quanto a um parto sem pitocina, sem rompimento das membranas artificialmente e sem episiotomia. Eu já sabia o que esperar quanto aos procedimentos do hospital: acesso venoso, monitoramento das contrações, dos batimentos cardíacos fetais e da minha pressão. Eu imaginava que já saber como seria no hospital, já saber o que esperar, ia ajudar pra que eu tivesse uma experiência melhor e sem frustrações. E eu estava certa, não houve frustrações, não houve incômodo. Na verdade o parto foi muito além das minhas expectativas.

***

40 semanas e 1 dia de getação. Eu tinha consulta com a midwife, Alex não poderia me acompanhar, eu ia sozinha com Leah. Levantamos cedo, levei Alex pro trabalho pra eu ficar com o carro. Quando cheguei em casa fui ao banheiro e vi um pouquinho de sangue. É estranho falar isso, mas eu fiquei euforica. Havia dias que eu esperava por um sinalzinho qualquer de trabalho de parto. Havia dias que sempre que ia ao banheiro eu procurava por alguma coisa. Na mente eu gritava: "é sangue! é sangue!" com a certeza que o trabalho de parto ia engrenar e que provavelmente no dia seguinte minha bebê nasceria. Estava começando do mesmo jeito que foi com Leah. Quis avisar ao marido, afinal ele esperava ansiosamente pelo momento, chegava em casa todos dias perguntando se eu não estava sentindo alguma coisa. Mas na verdade ele não estava trabalhando, estava (por interesse na profissão) acompanhando o dia de trabalho de um policial e eu não queria "estragar" aquele dia importante pra ele. Eu sabia que ele iria ficar ansioso e preocupado, ligando o tempo todo pra saber como eu estava e  querendo me levar pro hospital. Então guardei a euforia só comigo mesma.

Durante a manhã, entre uma brincadeira e outra com Leah, arrumei algumas coisas em preparação ao que estava pra acontecer. Nem sei dizer quando exatamente as contrações começaram, acho que da metade pro final da manhã. Elas começaram a ficar mais perceptíveis depois do almoço e aumentaram em intensidade rapidamente. Às hr 3:00 pm eu estava colocando Leah no carro para irmos à consulta quando senti uma contração mais dolorida. "Se estou mesmo em começo de trabalho de parto, pra quê estou  indo pra essa consulta?" Pelo menos eu estava indo pro hospital, qualquer coisa eu ficava por lá mesmo. Melhor que ficar ansiosa esperando em casa. Fizemos o acompanhamento básico: pressão boa, 11 kg a mais, bebê bem e posicionada, tudo ok. Falei pra Judi, a midwife, que eu provavelmente havia perdido o tampão pela manhã e que estava em começo de trabalho de parto, com contrações razoáveis. Ela perguntou sobre os intervalos das contrações e se eu queria checar minha dilatação. Eu ainda nem havia parado pra contar o tempo entre as contrações. Bateu a curiosidade pra saber a quanto andava a coisa, mas não quis checar dilatação já que provavelmente em algumas horas eu estaria dando entrada no hospital mesmo. Judi é minha midwife preferida, com quem tive a maioria das consultas e eu iria amar ter meu parto com ela. Mas era terça-feira e o plantão dela é nas quintas. Ela olhou pra mim qual midwife estaria de plantão naquela noite. Era uma que eu não havia conhecido ainda, a Marry.

Fui buscar Alex. Dirigir quando se está em trabalho de parto pode não ser uma idéia muito boa. Durante todo o caminho pra casa ouvi ele contar com entusiasmo sobre seu dia, sobre os casos que  havia acompanhado, ouvi os detalhes sobre o homem que ele encontrou morto em sua casa. Enquanto ouvia sobre morte, eu pensava em vida. Na vida que havia dentro de mim querendo sair. Logo logo teríamos mais uma vida em nossas vidas. Só quando chegamos em casa contei que estava em TP. Ele ficou tão animado que não sabia o que fazer. Pedi pra ele lavar os pratos que estavam na pia enquanto eu tomava um banho, arrumava a bolsa de Leah e botava as coisas que estavam faltando na minha. As contrações estavam mais próximas e doloridas. Começamos a marcar: 5 em 5 minutos. Eram precedidas por uma onda de calor, começavam nas costas e se espalhavam pra frente como cólica. Em pouco tempo eu não conseguia mais me mexer durante as contrações, tinha que dar uma pausa no que estava fazendo até passar. Ligamos pros pais de Alex e meu sogro veio pegar Leah.

Chegamos no hospital era por volta de hr 6:30 pm. Fui encaminhada pra uma salinha pra ser avaliada. Onde verificam se a grávida está mesmo em TP, e decidem se fica ou se volta pra casa. Havia umas outras 3 grávidas dando entrada no mesmo momento que eu, tive que esperar uns 15 minutos para a midwife chegar. Longos minutos de espera, eu estava tensa, queria ir logo pro quarto onde teria a bebê, já queria me livrar das dores. Marry, a midwife, chegou. Uma senhora de meia idade e muito simpática. Pediu que eu deitasse pra colocar o monitor e verificar as contrações. Quando dizem que a posição deitada é a pior pra se ter contração, é pura verdade. Foi ali deitada que eu senti a pior contração de todas. Pareceu que a  intensidade da dor havia triplicado. Pra ter uma noção: deitada minha contração chegou a 90 e achei que ia me acabar de dor. Enquanto depois, de pé, suportei muito mais fácil contrações de 120 pra lá. Confirmado o TP, Marry verificou a dilatação. "Parabéns. 6 cm de dilatação e colo do útero 100% afinado". A frase pareceu que saiu acompanhada com música, delícia de se ouvir. Eu já calculando o tempo que leva pro anestesista chegar, disse logo que já estava pronta pra epidural. "Mané esperar pra ver até onde eu aguento. Eu quero é acabar logo com essas dores".

No quarto conheci a enfermeira-assistente que iria me acompanhar, Karen. Outro anjo. Eu havia sido testada positiva pro GBS (tipo comum de bactéria que vive no intestino e pode ser encontrada na vagina podendo passar pro bebê durante o parto. É nociva à mulher, mas pode ser letal ao bebê). Daí eu precisava de antibiótico. Como eu já estava em TP avançado foi uma correria pra que eu recebesse logo  o antibiótico (que leva algumas horas pra fazer efeito). O anestesista também chegou logo. A primeira meia hora no quarto foi agitada mas eu bem que gostei porque fizeram tudo rapidinho. Depois de estar recebendo o antibiótico (pela veia, como um soro) e da anestesia aplicada, tudo se acalmou. Eu relaxei, aliviada das dores. Marry me disse que ela não checava dilatação a menos que houvesse real necessidade ou se eu pedisse. Linda. Agora era só esperar e eu devia chamá-la quando sentisse uma pressão lá em baixo.

Estávamos só eu e Alex no quarto, esperando a hora da nossa filha nascer. Ele colocou um filme para assistirmos, mas eu só consegui mesmo assistir o relógio. O tempo passava tão devagar. "Será que ela  nasce antes de meia-noite?" Em algum momento eu achei que pudesse estar sentindo a pressão, mas não tinha certeza. Marry disse pra não me preocupar, que eu iria saber quando fosse, que não ia acontecer dela sair sem eu perceber. Hehe Eu conseguia sentir um pouco as pernas e mexer os pés. "Ta certo isso?" Medo de que a anestesia não estivesse fazendo efeito. Mas foi como Karen descreveu depois: a anestesia perfeita. A azia não me abandonou nem na hora do parto. Tomei o remédio que eu havia tomado durante toda a gravidez, pastilhas de cálcio, mas pouco tempo depois a azia estava me perturbando de novo. Marry me ofereceu então um remédio mais forte, de gosto horrível. Voltamos à espera. Senti um enjôo. Olhei pra um lado e havia uma mesa com uma jarra de água e outras coisas. Olhei pro outro lado e estava o marido sentado. "Amor, se eu quiser vomitar... vomito onde?" Aqui - ele falou segurando a jarra de água na minha frente. Chamamos a enfermeira que correu pra pegar um bacia no armário, mas não deu tempo, foi na jarra mesmo.  

Poucos minutos antes de meia-noite Karen veio pra esvaziar minha bexiga. Disse que Marry estava vindo de meia-noite ver como eu estava. Enjoei de novo, peguei a bacia e blaaaaaah. Na mesma hora que vomitei senti um ploc. Assim mesmo: PLOC! Minha bolsa estourou. Marry chegou logo depois, checou minha dilatação: 10 cm. Estava pronta.  

Empurrei, e tanto o marido quanto a midwife falaram: "nossa, quanto cabelo!" Botei a mão pra sentir a cabeça dela. Trouxeram um espelho e eu vi, só tinha cabelo pra fora. Karen pediu pra que eu esperasse enquanto ela arrumava às pressas uma mesa com instrumentos. "Eu sei que não vai precisar de nada disso, mas eu preciso fazer". Era só eu, marido e as duas enfermeiras no quarto. Ambiente tranquilo e aconchegante, sem alvoroço de médicos e suas equipes. Quando Karen deu o ok empurrei de novo e senti, sem dor, a cabeça dela saindo. Esperei ela girar a cabeça, fiz mais uma força e o resto do corpo deslizou. Veio pros meus braços imediatamente, contato pele-a-pele. Foi incrível ver tudo pelo espelho.Já assisiti muitos videos de partos por aí, mas nada se compara a assisitir o seu próprio. Eu ria e chorava de emoçãoa enquanto segurava o corpinho escorregadio da minha filha, todo sujo de vermix. Olhei-a da cabeça aos pés, segurei o cordão umbilical. Pelo espelho vi nós duas ali ainda conectadas, ela como uma extensão minha. Vi o cordão azulado perder a cor e ficar branquinho, parando de pulsar. O papai cortou o cordão. Senti quando, pouco tempo depois, saiu a minha placenta. Pedi pra ver. "Uma linda e saudável placenta", segundo a enfermeira-obstetra. Períneo íntegro, sem nenhuma laceração.

Kylie foi como um passarinho bicando meu seio até encontrar o bico e sugar com força. E ficou ali em meu seio por mais de duas horas. Sim, somente 2 horas depois, quando eu já estava pronta pra ir pro quarto de recuperação, que Kylie foi pesada e medida. 3.460 Kg e 52 cm.

Sem nem estar esperando por isso, eu tive o meu parto ideal. O parto perfeito pra mim. Não consigo descrever como foi incrível ver, sentir, tocar. O parto de Leah foi sim incrível, mas o de Kylie foi muito mais. Foi mais humano, foi mais íntimo, foi mais meu. Foi rápido, foi divertido, foi emocionante. Foi lindo! 


23 abril, 2013

Bebê prodígio

Gente, desculpa a demora pra atualizar o blog. É tanta coisa pra fazer com o pouco tempo que sobra. Mas o relato de parto ta quase terminado, prometo que sai no próximo post. 

As coisas por aqui estão indo bem. Kylie parou com o chororô. Percebemos que ela ficava incomodada depois das mamadas, golfava muito e vomitou algumas vezes. Pensei que ela pudesse ter refluxo, mas não preocupei muito porque é visível que ela ta ganhando peso. Como só iríamos ver o pediatra em mais um mês (aqui o acompanhamento com pediatra é a cada dois meses) fui ver uma consultante de lactação. O peso dela está ótimo, apesar de todo o golfo e vomito, ela ainda ganhou bastante peso, então não temos com o que se preocupar. Acontece que ela engole muito ar quando ta mamando. Eu faço de tudo pra ela pegar o peito direitinho e o fato dos peitos não estarem machucados é um ótimo sinal, mas Kylie mexe muito, empurra a cabeça pra trás quando ta mamando, o lábio de baixo fica enrolado pra dentro, é difícil ela ficar com a boquinha de peixe. Mesmo assim ela se alimenta bem e o problema pode ser também que ela come demais. Estou prestando mais atenção quando ela pega o peito pra ver se não engole tanto ar e se ela fica feliz depois de mamar um peito, não ofereço mais o outro pra que ela não coma demais. Agora ela anda mais calma, não chora muito. Na verdade ela sorri. Muito. É uma delícia de simpática. Já conseguimos tirar algumas risadinhas. Ela ainda ta descobrindo a voz e como fazer sons, as risadas são pequenas mas grandes o suficiente pra deixar o pai e a mãe babando horrores. 

Adicionei no post passado, que eu havia esquecido, que Kylie "rola". Ela levanta tanto a cabeça quando ta deitada de bruços que acaba caindo pro lado. Agora me diz se vocês já viram um bebê de um mês "rolando" assim? Favor dizer que não. Eu sei que ela não faz de propósito, que é só porque não consegue equilibrar o peso da cabeça. Mesmo assim acho o máximo, acho ela um prodígio. =)

13 abril, 2013

1 mês de Kylie


Faz um mês que ela chegou. Parece que faz mais. Parece que ela sempre esteve aqui, que sempre fez parte dessa família. É muito amada. Tanto amor que não cabe em mim. Cabelo arrepiado, olhar vivo e curioso, verruginha na orelha direita, cor morena, amo cada detalhe nela. Carrego comigo a vontade de vê-la crescer e se desenvolver, de vê-la brincando com a irmã, e também a vontade de que continue pequenina, gostosinha e dependente de mim por muito mais tempo.

Papai Alex tirou férias e ficou as duas primeiras semanas em casa com a gente. Foram ótimos dias com nossa nova família de 4. A presença e ajuda dele é fundamental nesses primeiros dias. É como se a vida lá fora parasse pra gente vivenciar ao máximo essa fase com um novo bebê. É apoio e trabalho mútuo. Se eu não dormisse bem durante a noite, cedo ele se levantava com a meninas e eu dormia pela manhã. Dava pra manter a casa e eu mesma em ordem. Mesmo que eu não conseguisse fazer tudo que havia planejado pro dia, pelo menos eu fazia o que dava com tranquilidade. Eu estava toda destreinada com uma bebê tão pequena. Ele que trocava todas as fraldas. Ele ajudava pra que Kylie pegasse o peito corretamente. Pude levar Leah pra  ginástica e pra contação de histórias na biblioteca enquanto a Kylie dormia o tempo todo nos braços do pai em casa. Um dia deixei as meninas dormindo e saí sozinha. Pode parecer bobagem, mas quando se tem uma filha de 2 anos e outra de poucos dias em casa, uma saídinha sozinha faz um bem danado. Foram dias gostosos, como férias.

Mas papai voltou a trabalhar, eu tive que me virar sozinha. E aí a realidade de mãe de duas me acordou com uma bela tapa na cara. Kylie é definitivamente um bebê diferente do bebê que Leah foi. Tão logo papai voltou ao trabalho, Kylie resolveu mostrar a força que tem nos pulmões. Diferente da irmã que praticamente não chorava, Kylie chora. E não é aquele choro de bebezinho "uéuéuéuéuéuéué" não, o choro dela é do tipo "aaaaaaaaaaaaaaaaaaaestãomematando" ou "aaaaaaaaaaaaaaaaaaavouestourarostímpanosdamamãe". Diferente da irmã que dormia fácil, Kylie às vezes dá um baile pra dormir. Mas estamos nos adaptando e a cada dia as coisas ficam melhores. Até já criei coragem pra sair sozinha com as duas. É estressante enquanto arrumo todo mundo pra sair, mas quando saímos Kylie dorme o tempo todo, Leah se diverte e eu relaxo. Semelhante à irmã, Kylie também tem muita força e bom controle do pescoço. Ela gosta de deixar a cabeça um pouquinho jogada pra trás, em posição bem relaxada. Quando botamos ela deitada de bruços, ela levanta a cabeça, bota força nos braços e se empurra tanto que acaba caindo pro lado. Bebê prodígio, rolando antes de 1 mês. hehehe Também é uma bebê muito simpática, dona do sorriso banguela mais lindo desse mundo.

26 março, 2013

Amamentando pela segunda vez

Quando Kylie veio pro meu colo, logo depois de nascer, ela encontrou meu peito e chupou com força. Pensei: essa sabe o que esta fazendo! Mas ela ainda teve que aprender e eu reaprender. Eu não lembrava mais como era amamentar um bebe tão pequenino. Dava trabalho pra ajudar ela a pegar o bico corretamente. Durante a primeira semana eu a acordava a cada 3 horas, dia e noite, pra mamar. Começava a primeira luta. Acordar recém-nascido = missão quase impossível. A boquinha minúscula mal se abria e enquanto eu esperava ela abrir bem a boca, ela ficava nervosa. Às vezes ela botava as mãozinhas na frente e não me deixava ver nada. Aí era outra luta pra tirar a mão do meio, segurar a cabeça dela e o meu seio. Passado o sufoco pra pegar o seio direitinho, mamava lindamente. Ela cheia de força e eu cheia de colostro. 

Os três primeiros dias não são nada agradáveis. A pega correta ajuda a não machucar os mamilos, mas ainda dói enquanto eles se acostumam com o suga-suga. Como dói. Quando ela pegava o seio eu prendia a respiração. E ainda tem as cólicas que acompanham. O que quer dizer que ela estava mamando bem e o meu útero voltando ao normal.

Com Leah nunca usei nenhuma pomada pra não machucar os mamilos, era só o próprio colostro e ar livre. Dessa vez ouvi muito falar da pomada Lansinoh, que era ótima tanto pra tratar quanto pra prevenir machucados. Enquanto Kylie mamava em um seio, eu passava o próprio colostro no outro e deixava secar. E quando lembrava, passava a pomada após as mamadas. Assim não tive problemas com mamilos feridos.  

A coisa fica boa quando o leite desce. Que pra mim foi no 4˚ dia. O peito enche, fica mais fácil pro bebê pegar. Os mamilos se acostumam e deixam de doer. As cólicas acabam. Como é lindo o som do bebê engolindo sem parar, com tanto gosto que você sabe que ele ta enchendo bem a boca. Mais lindo ainda é quando o bebê solta o peito e você a boquinha toda suja de leite!


E haja leite. A filha passa a golfar a cada mamada de tanto que come. A mãe acorda ensopada. Filha mama de um lado, leite jorra do outro. Os peitos viram pedras de tão cheios. E lá vai a mãe ordenhar nas madrugadas. E quando você tira mais de 150 mls de leite de cada peito, é motivo pra tirar foto e postar no blog mesmo.

E olha que eu parei de ordenhar porque acabou
o espaço do saquinho, o leite ainda não tinha acabado.

Falando em ordenhar... Achei o acessório que me faltava pra essa vida de vaca-leiteira lactante. Um sutiã que segura as bombinhas. Comprei logo que vi. Com Leah eu precisava segurar as bombas e ficava olhando pra parede sem poder fazer mais nada. Tirar leite era chato, era entediante. Não más! O sutiã é mara.

Euzinha nas madrugadas. Ordenhando e lendo blogs. Só me falta o glamour. ;)

Estoque de apenas 10 dias de produtividade e 5 ordenhas.

Posso deixar a baby com o papai e sair tranquila. Não testamos ainda pra ver se ela pega a mamadeira, mas como ela pega a chupeta, acredito que não vai ter problemas. Já saí três vezes sem a pequenina, e felizmente ela dormiu o tempo todo que estive fora. Não acredito que ela terá oportunidade pra tomar todo esse leite ordenhado. Vou procurar saber se aqui na cidade tem um banco de leite onde eu possa doar. 

É tão gostoso ver meu bebê crescendo se alimentando somente do meu leite. E ver a carinha dela drogada de leite e sorrindo à toa com a barriga cheia depois de uma mamada... 


Ah não tem preço!!