28 fevereiro, 2013

38 semanas, a mala da maternidade e como Leah vai conhecer a irmã

Na verdade, 38 semanas e 3 dias! 

A expectativa está grande, principalmente por parte do papai. Apesar dos incômodos básicos, me sinto bem, continuo na ativa, meus pés estão inchando muito, pedindo pra eu desacelerar um poquinho, mas marido teve mais tempo em casa nesses últimos dias e eu to aproveitando pra sair sozinha. As pessoas ficam incrédulas quando perguntam de quanto tempo estou. Tenho tido contrações de treinamento, totalmente indolores, só sinto a barriga endurecendo. Fora isso, nenhum outro sinal de que o grande dia esteja chegando. O cantinho pra ela dormir no nosso quarto já está arrumado e a cadeirinha do carro devidamente instalada. 

Na gravidez de Leah eu me sentia ótima nessa fase, tão bem, que acreditava mesmo que iria passar das 40 semanas, mas Leah veio de surpresa uma semana antes. Eu não estava esperando mesmo. A sem noção aqui ao invés de estar preparando as coisas pro nascimento da criança, estava era organizando uma viagenzinha com o marido no final de semana que Leah escolheu pra nascer. Eu nem tinha ainda várias coisas que precisava, arrumei minha mala da maternidade depois de um dia inteiro de contrações e só levei o básico mesmo, praticamente um par de roupa pra mim e outra pra Leah pra voltarmos pra casa e a escova de dente. Realmente não se precisa de muito, o hospital oferece de tudo. Pro bebê só precisa mesmo a roupinha pra ir pra casa e pra mãe também a roupa de voltar pra casa e objetos pessoais. Mas eu queria um pouquinho mais de glamour durante minha estadia no hospital e jurei que dessa vez eu iria estar preparada e arrumar as coisas com antecedência. Ainda não coloquei nada na mala, mas pelo menos tenho tudo que preciso e fiz uma listinha pra não esquecer de nada. Continuo levando só o básico, mas não tão básico quanto da primeira vez. 

O que vai na minha mala da maternidade

Um robe. 

Sutiã esportivo - para o trabalho de parto. Quando fui pra ter Leah eu não quis tirar meu sutiã logo. No final do trabalho de parto o negocio incomodou, eu estava conectada no soro, não dava pra tirar. Tive Leah com o sutiã pendurado em um dos braços... kkkkk Por isso dessa vez vou levar um sutiã esportivo, bem confortável. 

Sutiã de amamentação - na verdade eu uso sutiã normal, dos que abrem na frente. Acho mais prático e mais sexy bonito.

Calcinhas tipo shortinho - não é segredo que não é só o bebê que usa fraldas. Pós parto é um luxo!

Pantufa. 

Pijama - eu não ligo mesmo de usar as batinhas do hospital, mas como pretendo sair do quarto quando Leah chegar (explico abaixo), quero levar um pijama só no caso.

Um par de roupa - pra voltar pra casa.

Produtos de higiene pessoal - dessa vez arrumei a bolsinha com atecedência, comprei tudo extra daqueles produtos pequeninos pra viagem.

Maquiagem - não sou muito de maquiagem, mas quero ter o básico comigo caso eu queria dar uma melhoradinha na cara. 

Eletrônicos e carregadores.

Roupinha pra Kylie vir pra casa, e cobertor. 

Presente pra Leah.


Como Leah vai conhecer a irmã

Não quero que Leah entre no quarto e me veja já com Kylie nos braços, não quero que a primeira impressão dela seja da irmã já roubando a mamãe. Combinamos com a família do meu marido e quando eles trouxerem Leah pro hospital, alguém vai na frente pra ficar com Kylie no quarto, enquanto eu e marido vamos encontrar Leah. Vamos entregar um presente pra ela, brincar, conversar, ter um tempinho só com ela pra depois irmos juntos conhecer Kylie.

O presente é uma boneca pra ser a bebê dela, e outras coisinhas sem ser relacionado à bebê. Eu iria dar junto com a boneca dois livrinhos sobre a chegada de bebê, mas decidi botar livrinhos na bolsa dela e pedir que a vovó leia pra ela antes deles irem pro hospital. Achei que eu devia tirar mais o foco de bebê e dar um presente que ela realmente goste, por isso vou até botar um doce junto. Não dou muito doce pra ela, daí quando ganha um ela fica numa felicidade sem igual. 

21 fevereiro, 2013

Escolinha da mamãe - Parte 2

Então que eu tava dizendo que não iria me preocupar com programação pra ensinar Leah. Pelo menos não agora que estou me preparando para chegada de mais uma. Algumas coisas realmente preciso fazer um planejamento, preparar material, etc. Como pra ensinar o ABC e os números, por exemplo. Junto idéias e vou executando aos poucos. 

No momento o que tenho me concentrado mais em fazer é:

1) Brincar junto. Minha cabeça anda tão voltada em preparar tudo pra chegada de Kylie que eu e estava sempre pensando "vou fazer isso aqui, enquanto Leah brinca aqui". Ela precisa que eu brinque junto, que eu esteja presente física e mentalmente. Quando espero que ela fique brincando sozinha enquanto eu faço alguma coisa, poucas vezes ela sabe o que fazer e só pede pra assistir TV. Quando eu digo vamos brincar e sento no chão, ela cria todo tipo de brincadeiras. Aprender brincando não é deixar a criança em um canto com um cesta de brinquedos, é interagir, brincar junto.

2) Envolvê-la nos meus afazeres. Tenho o tempo pra brincar, mas também preciso fazer as coisas em casa. É tão fácil só ligar a TV e poder cozinhar, varrer, lavar e etc com tranquilidade. E eu faço muito isso, mas sempre fico pensando (humoristicamente falando) no cérebro dela virando um repolho só pra que eu faça minhas tarefas com tranquilidade. Meu pensamento é que tudo é possível de se fazer com uma criança por perto, elas não impossibilitam nada, só aumentam o nível de dificuldade.

Varrer a casa com a "ajuda" de Leah é nível 5 do creu de dificuldade. Mas é possível. Se eu gosto de varrer com ela junto? Não. Mas também não gosto de botar ela pra assistir desenhos ou jogar no iPad toda vez que preciso varrer. Ela pega uma vassourinha e me ajuda (leia-se, espalha o lixo), é um ótimo exercício para a coordenação motora grosa. 

Lavar pratos é outra boa tarefa pro desenvolvimento. Enquanto eu lavo de um lado, Leah brinca do outro. Ela transfere água de um recipiente para outro, mistura a água dentro do um copo com uma colher - desenvolvendo a coordenação motora fina (essencial para a escrita). Está também desenvolvendo a imaginação, aprendendo conceitos e opostos: sujo/limpo, seco/molhado, tendo experiência sensorial com a água e o sabão, aprendendo os nomes dos talheres e recipientes, e tantas outras coisas. Se eu curto lavar os pratos com ela? Nem sempre. Se eu lavo sempre com ela junto? Não mesmo. Mas quando acontece dela falar "Mamãe, vamos avá patus?", não tenho como negar. =)

Cozinhar é outro bom momento pra envolver as crianças, ajuda desde o desenvolvimento da coordenação motora fina com os preparativos - cortar, misturar, despejar, transferir - até um aprendizado mais profundo sobre os diferentes estados, como o calor modifica a matéria, etc.

Há tantas coisas que se pode conversar sobre quando a criança está por perto, participando das tarefas do dia a dia. Não quer dizer que você vai sempre ensinar algo magnífico, mas está contribuindo pra algo muito melhor: o despertar da curiosidade, o combustível do conhecimento.

Toda casa é uma escola.

19 fevereiro, 2013

Bebê a termo e um grudinho


Eu sei que era pra fazer a continuação do post anterior, mas tudo bem se eu fizer depois né? Pelo menos respondi os comentários.

É que ontem completamos 37 semanas de gestação e agora Kylie é um bebê a termo. Quer dizer que se ela nascer agora não é mais prematura, seus pulmões devem estar desenvolvidos o suficiente pra respirar por conta própria. Mas ainda é muito cedo e ela não tem carta branca pra nascer antes de 38 semanas. Na verdade, antes de 39. Tenho um chá de bebê no dia 28 e outra pequena comemoração no dia 02, esperamos que ela fique aqui quietinha por pelo menos mais duas semanas. Antes eu achava que ela viria cedo, eu brinco tanto com Leah, corro, pego ela nos braços, abaixo e levanto o tempo todo, achava que desse jeito iria engrenar um trabalho de parto rapidinho. Mas agora pensar que ela pode nascer semana que vem parece tão surreal que não acredito mais que ela vai vir cedo assim. Quem sabe dessa vez eu chego nas 40 semanas.

As visitas médicas agora são semanais e as enfermeiras disseram que se eu quisesse checar minha cérvix (o tal do exame de toque), era só pedir. Eu prontamente disse não, que não quero saber minha dilatação, se meu colo do útero está fino ou grosso, até que eu esteja em trabalho de parto. Lembrei das grávidas do meu Brasil, de tantas reclamações que já li desse exame que os médicos fazem rotineiramente e a mulherada acha que precisa fazer. Isso é procurar sarna pra se coçar. Médicos cesaristas precisam de uma desculpa pra convencer a grávida que ela precisa ir pra faca. Alguns centímetros de dilatação não quer dizer que você está prestes a entrar em TP, assim como não ter dilatação nenhuma não quer dizer que nunca irá. É um exame invasivo e constrangedor por uma informação totalmente desnecessária.  Não, obrigada. Kylie está com bons batimentos cardíacos, se mexendo muito e eu vivendo com falta de ar e azia, tudo dentro dos conformes. =)

Leah parece entender um pouquinho melhor, ela me vê mexendo nas coisas de bebê e eu digo que é de Kylie, acho que isso está ajudando ela a entender melhor. Ela passou a incluir Kylie quando está falando da família, por exemplo, ela pede que eu desenhe, o papai, a mamãe, Leah E Kylie. Outro dia estavamos vendos as letras e eu falei: essa é a letra P, de papai. Logo ela pediu pra letra da mamãe, de Leah E de Kylie. Parece bobagem mas eu fico mesmo feliz em ao ver ela incluindo assim a irmã que ainda nem chegou. Ela já sabe que nossa família somos nós 3 + Kylie, não tem como não ficar toda emocionada.

Acho também que Leah está percebendo que alguma coisa vai mudar em breve. Ela tem ficado mais grudada em mim, pede pra que eu a pegue no colo, quer sentar comigo na mesa, só quer a mamãe pra ler as histórias antes de dormir, anda mais dramática. Mas também tá um amor como nunca. Leah sempre foi muito, muito carinhosa, mas agora ela está absurdamente carinhosa comigo, é beijos e abraços sem fim. Quando Kylie da uma mexida grande e eu solto um ai com a mão na barriga, Leah corre e pega meu remédio de azia. Fofa demais. Tenho tentado ser compreensível e tolerante com as mudanças de comportamento dela, mas também não posso deixar ela fazer o que quiser. Seguimos procurando o equilíbrio e disciplinando com amor, falhando muitas vezes, mas nunca esquecendo de pedir desculpa depois. 

14 fevereiro, 2013

Escolinha da mamãe

Como vocês sabem, Leah não vai pra escola ainda. Aqui o mais cedo que se fala em (pré) escola é com 3 anos. Sendo mais comum começar pré-escola aos 4 e o jardim da infância só aos 5. A pré-escola não é obrigatória, consequentemente, não existe pública, sendo comum as crianças ficarem em casa com as mães até os 5 anos. Mas existe um série de coisas que é esperado que a criança saiba antes de entrar no jardim de infância.

Eu, como mãe em tempo integral que muitas vezes não sabe o que fazer pra entreter a cria o dia todo, acho que 4 anos com ela em casa é de bom tamanho. Marido, que não frequentou pré-escola, assim como nenhum dos seus 4 irmãos, acha que é um (alto) gasto desnecessário. Nós dois concordamos que não há nada na pré-escola que Leah não possa aprender em casa. Mas não é o que ela vai aprender, mas sim a ocupação e o tempo fora de casa que me atrai. Ainda não temos nada decidido quanto a isso, mas uma coisa é certa: eu tenho a responsabilidade e dever de ensiná-la nesse tempo que ela fica em casa comigo, independente dela ir pra pré-escola ou não.

Quando Leah estava pra completar 2 anos eu achava que devia me empenhar mais nisso, organizar "aulinhas" e ter um momento mais didático diariamente. Com minha dificuldade de planejamento e de seguir rotina isso ficou só na idéia. Recentemente conversando sobre esse assunto com marido, comecei a pesquisar sobre pré-escola em casa, querendo saber exatamente o que é esperado que a criança aprenda em preparação à escola. Me senti atrasada ao ver tabas mães bem engajadas na educação dos filhos, começam desde cedo as atividades, super bem organizadas, incentivando o desenvolvimento em todas as áreas. Planejamento e materiais preparados com antecedência, um tempo certo reservado para as atividades educativas. Rotina. Me senti sobrecarregada com a idéia de fazer a pré-escola em casa.

Mas, apesar de eu nunca ter feito nenhuma atividade aqui pensando "isso é em preparação à escola", percebi que desde sempre eu tenho ensinado Leah em casa. Sempre procurei por atividades que incentivasse o desenvolvimento de alguma forma, mesmo que não fazendo rotineiramente. Sempre procurei maneiras diferentes de intertre-la. Crianças aprendem brincado, e foi isso que sempre procurei pra Leah: oferecer oportunidades pra brincar e se desenvolver. Nunca sentei pra fazer um planejamento educacional, nunca separei um determinado período do dia pra ensina-la uma coisa em específico. Mesmo assim ela conhece cores, formas, sabe contar, sabe se comunicar, etc. Porque isso se aprende no dia a dia, nas brincadeiras, naturalmente. Nessas pesquisadas acabei conhecendo uma "metodologia" que tem tudo a ver conosco e que eu já estava praticando sem nem saber, Tot School.

Tot é uma abreviação pra toddler - crianças entre 1 e 2 anos. Tot School foi um nome dado por uma mãe (na verdade por seu filho mais velho) para a rotina que ela fazia com seu toddler. Como muitas mães seguem essa rotina, o termo se popularizou. Tot School nada mais é do que promover aprendizagem através de diversão. É um momento do dia focalizado na criança. Nada é forçado, não se trata de impor, e sim de expor a criança ao aprendizado. O objetivo é se divertir e desenvolver paixão pelo aprendizado, o resto é secundário.

Me identifiquei com o Tot School logo de cara. É justamente o que acredito, o que procuro e o que tenho feito aqui em casa. Fiquei cheia da vontade de ter uma rotina, planejar e preparar as atividades como essas mães bacanudas daqui. Mas a verdade é que eu simplesmente não consigo fazer a mesma coisa na mesma hora todos os dias. Já tentei várias vezes organizar uma rotina pra arrumação e limpeza da casa, tipo cada dia fazer tal coisa - nunca deu certo. Já tentei várias vezes planejar a refeição de cada dia e nunca consegui. Faço sim um planejamento pra alguns dias, separo as receitas que irei fazer, mas o dia certinho que irei fazer cada uma... não rola. Pra mim isso de se fazer sempre as mesmas coisas em um dia, em um momento pré-determinado, é impossível. Sempre vai ter um dia fora da rotina que vai bagunçar com todos os outros.

Mas não quer dizer que eu precise ter uma rotina. Eu posso fazer do meu jeito, do jeito que já venho fazendo. Não temos hora certa e nem planejo no dia anterior as atividades que vou fazer com Leah, elas aparecem naturalmente quando dá, quando preciso de uma novidade pra distrair Leah, e ela esta constantemente aprendendo/ se desenvolvendo.

O que Leah precisa, todos os dias, é que eu tenha tempo pra ela, só pra ela. Quando eu sento no chão disposta e focalizada em somente brincar, já estou promovendo o aprendizado nas brincadeiras que ela mesma sugere - massinha, tintas, blocos, quebra-cabeças, bola, etc. - não preciso ter uma atividade preparada em mãos, qualquer brincadeira estimula diferentes áreas do aprendizado e é no meio delas que a gente fala sobre cores, formas, números, o céu, a Terra e o universo.

Estar presente é a melhor forma de ensinar.

******

To be continued... 

04 fevereiro, 2013

35 semanas de Kylie no forninho

35 semanas, gente!! Eu lembro olhando pra esse contador aí do lado e ver que faltavam cento e tantos dias. Agora diz que faltam 35. Como assim foi de cento e tantos pra trinta e pouco? Estou louca pra que esses dias passem rápido e ela chegue logo, mas ao mesmo tempo não acredito como está perto, que logo vamos ter outra bebê em casa, que vou ser mãe de duas. Duas! Outro dia eu estava vivendo a euforia da primeira vez, drogada de felicidade por ser mãe e agora já vou começar o segundo round. Parece tão surreal...

Essa semana fizemos exames e ultrasom que era pra ter sido feita no segundo trimestre. Ta tudo bem, tudo normal. Vimos até um cabelinho arrepiado, tipo um moicano. Será que vai ser mais cabeludinha que Leah? Marido achou graça lembrando que quando Leah estava nascendo a primeira coisa que perguntei foi se ela tinha cabelo. A médica que fez o ultrasom disse que nunca tinha visto um bebê tão alto, ela quase me quebrou uma costela tentando ver a espinha da bebêa. Nada pra se preocupar,  não tenho a barriga muito comprida e por isso normal a bebê ficar lá em cima. Deve ser por isso que tenho tanta azia. Eu disse outra vez que a azia era minha companheira de gravidez. Companheira nada, companheira não faz uma coisa dessa. A azia me consumiu, tomou conta do meu ser. Já estou tão acostumada com ela que nem lembro mais como é viver sem azia. Eu também não lembrava dessa fase que o bebê já está em um tamanho que não permite meus pulmões se expandirem muito. Qualquer coisinha me sinto como se eu estivesse correndo e sem fico sem ar. Kylie se mexe muito, às vezes parece que está querendo rasgar um buraco na minha barriga. Adoro. Tenho sentido contrações de Braxton Hicks, sinto como uma cólica fraquinha e a barriga fica dura. Na primeira gravidez não senti isso, então é novidade pra mim. Outra coisa também diferente nessa gravidez é uma dorzinha lá em baixo, pela pressão do bebê no canal pélvico. Desde meados da gravidez que sinto, mas era bem leve e agora tá aumentando. Dói mais quando passo um tempo na mesma posição e me mexo, o que me faz levantar feito uma velha e andar feito uma pata. O final da gravidez de Leah parece ter sido bem mais tranquila, mesmo assim ainda acho que ta tudo muito tranquilo nessa reta final. A diferença é que dessa vez sinto mais sintomas  e na primeira vez eu não sentia nada, quando comecei a sentir uma coisinha já era trabalho de parto. E como foi da primeira vez, essa vez também estou animada pra entrar em trabalho de parto. Todo mundo me acha louca, mas eu me animo com isso de sentir e marcar as contrações, dilatar, ir pro hospital... Minha fantasia maluca pra esse parto é que minha bolsa estoure, daquele jeito que sai um monte de água de uma vez, quando eu não estiver em casa. Às vezes até acho que seria super legal se não desse tempo chegar no hospital e eu tivesse o bebê dentro carro. Mas marido não acha legal, ele me acha muito é doida mesmo. Hehehe  

Quanto à preparação pra chegada da pequena, não tenho feito muito não. Decidimos não fazer o quarto logo, vamos esperar pra ver como vai ser com ela aqui. Só o que preciso fazer é armar o bercinho no meu quarto. Coisa que faço em 5 minutos e podemos fazer até mesmo quando chegar em casa do hospital já com ela aqui. Mas claro que vou querer armar antes. Espero que Leah fique bem com isso da irmã dormir no nosso quarto enquanto ela ta lá sozinha no dela, tadinha. A única coisa que fiz até agora foi lavar e guardar as roupinhas que eram de Leah e comprando as outras coisas que precisamos. 

Leah é só amor com a barriga. Outro dia ela veio pra mim e disse "Qué vê Kylie", levantou minha blusa, deu beijos na barriga, falou "I love you Kylie, love you very much!" e deu um abraço e começou a fazer cócegas na minha barriga. Morri de amor. Ela sempre pede pra dar beijo na barriga, mas essa foi a primeira vez (e única, até agora) que ela falou que ama a irmãzinha. Mas não sei o quanto ela entende, já que outro dia ela soltou essa quando o pai perguntava apontando pras partes do corpo dela:
- O que é isso?
- Olho.
- O que é isso?
- Nariz.
- O que é isso?
- Boca.
- O que é isso? (apontando pra barriga)
- Kylie!