21 fevereiro, 2013

Escolinha da mamãe - Parte 2

Então que eu tava dizendo que não iria me preocupar com programação pra ensinar Leah. Pelo menos não agora que estou me preparando para chegada de mais uma. Algumas coisas realmente preciso fazer um planejamento, preparar material, etc. Como pra ensinar o ABC e os números, por exemplo. Junto idéias e vou executando aos poucos. 

No momento o que tenho me concentrado mais em fazer é:

1) Brincar junto. Minha cabeça anda tão voltada em preparar tudo pra chegada de Kylie que eu e estava sempre pensando "vou fazer isso aqui, enquanto Leah brinca aqui". Ela precisa que eu brinque junto, que eu esteja presente física e mentalmente. Quando espero que ela fique brincando sozinha enquanto eu faço alguma coisa, poucas vezes ela sabe o que fazer e só pede pra assistir TV. Quando eu digo vamos brincar e sento no chão, ela cria todo tipo de brincadeiras. Aprender brincando não é deixar a criança em um canto com um cesta de brinquedos, é interagir, brincar junto.

2) Envolvê-la nos meus afazeres. Tenho o tempo pra brincar, mas também preciso fazer as coisas em casa. É tão fácil só ligar a TV e poder cozinhar, varrer, lavar e etc com tranquilidade. E eu faço muito isso, mas sempre fico pensando (humoristicamente falando) no cérebro dela virando um repolho só pra que eu faça minhas tarefas com tranquilidade. Meu pensamento é que tudo é possível de se fazer com uma criança por perto, elas não impossibilitam nada, só aumentam o nível de dificuldade.

Varrer a casa com a "ajuda" de Leah é nível 5 do creu de dificuldade. Mas é possível. Se eu gosto de varrer com ela junto? Não. Mas também não gosto de botar ela pra assistir desenhos ou jogar no iPad toda vez que preciso varrer. Ela pega uma vassourinha e me ajuda (leia-se, espalha o lixo), é um ótimo exercício para a coordenação motora grosa. 

Lavar pratos é outra boa tarefa pro desenvolvimento. Enquanto eu lavo de um lado, Leah brinca do outro. Ela transfere água de um recipiente para outro, mistura a água dentro do um copo com uma colher - desenvolvendo a coordenação motora fina (essencial para a escrita). Está também desenvolvendo a imaginação, aprendendo conceitos e opostos: sujo/limpo, seco/molhado, tendo experiência sensorial com a água e o sabão, aprendendo os nomes dos talheres e recipientes, e tantas outras coisas. Se eu curto lavar os pratos com ela? Nem sempre. Se eu lavo sempre com ela junto? Não mesmo. Mas quando acontece dela falar "Mamãe, vamos avá patus?", não tenho como negar. =)

Cozinhar é outro bom momento pra envolver as crianças, ajuda desde o desenvolvimento da coordenação motora fina com os preparativos - cortar, misturar, despejar, transferir - até um aprendizado mais profundo sobre os diferentes estados, como o calor modifica a matéria, etc.

Há tantas coisas que se pode conversar sobre quando a criança está por perto, participando das tarefas do dia a dia. Não quer dizer que você vai sempre ensinar algo magnífico, mas está contribuindo pra algo muito melhor: o despertar da curiosidade, o combustível do conhecimento.

Toda casa é uma escola.

16 comentários :

  1. Adorei!!! Maternar é isso aí!!!
    Daqui a pouco, duas ajudantes. Rsrsrs
    Bjo!

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    1. Ah to doida pra que a outra ajudante chegue logo.. heheh

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  2. Adoooorei =)
    Confesso que não imaginava tudo isso, sabia sim que cada atividade dessa para criança é um novo aprendizado....mas essa coisas de cordenação motora fina e grossa achei muito BOM!
    Lavinia é igual Leah na cozinha haha

    beijos

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    1. A gente nem percebe Re, só precisam estarem ativos pra trabalhar várias áreas do desenvolvimento ao mesmo tempo. Beijos

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  3. Dayane, ótimos estímulos para leah, assim vc vai prestando atenção no desenvolvimento psicomotor dela, pois foi nessa idade que meu filho apresentou a dispraxia e disgrafia. Pais sempre tem de estar atentos mesmo. Abraços e bom fim de gestação.

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    1. Patricia, nem sei examente o é dispraxia e disgrafia, vou pesquisar pra ficar mais atenta. Obrigada pelo carinho sempre. Beijos

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  4. Que máximo Dayane! O mais interessante de tudo, além de saber que é possível fazer isso, é ver a alegria das crianças. Elas adoram! Thomas também é meu super ajudante em casa e todos acham engraçado a postura que tem no Kinderkrippe (berçário). Dizem que ele adora ficar com a vassoura na mão...rs O jeitinho e preferências de cada um, não é mesmo?
    beijos querida! Espero que esteja tudo em ordem por aí.... Muita expectativa?

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    1. Leah adora mesmo ajudar, às vezes até quero recusar, porque atrapalha mais que ajuda, mas não consigo dizer não quando ela fala "qué judá mamãe"... hehehe
      Ta tudo em ordem sim, a expectativa ta grande! Beijos

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  5. k quero ver com 2 filhos e sem empregada ou baba para judar

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    1. Tu acha que to fazendo mais filho pra quê? To treinando serviços domésticos com a mais velha agora mas na verdade ela vai ficar de babá, a mais nova é que vou criar pra ser a empregada. É mais lucrativo criar do que contratar. ;)

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  6. "Disse" tudo!!!
    em casa eles aprendem demaaais mesmoo...é só questão de estimular..
    bjão
    perolasdealanis.blogspot.com

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    1. Verdade Camila, faz parte do nosso papel estimular. Beijos

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  7. "Toda casa é uma escola". Lindo! Lindo! E muito verdadeiro! Parabéns mesmo pelo que tem feito aí com a Leah (está dando certo, porque, de tudo que acompanho dela por aqui, ela é ótima!). Admiro muito a mãe que você é, e as duas fofuras têm muita sorte, viu, Dayane?

    Estava com saudades de você e sempre penso em vocês, mesmo quando não tenho tempo de blogar ou de dar uma passadinha aqui pra ver notícias. Estamos vivendo uma situação semelhante aqui com Enzo. Tentei colocar na escolinha, ficou três dias, mudei de ideia. Ele estava sofrendo muito, o que só serviu pra me convencer de vez (eu já estava levemente inclinada nesse sentido) de que bebês e crianças pequenas NÃO DEVEM ir pra escola mesmo!

    E sabe o que notei? Além de não ser bom emocionalmente falando ir à escola tão cedo, em termos de aprendizagem, as crianças aprendem MUITO MAIS em casa, brincando com os pais, explorando o ambiente, escolhendo brincadeiras aleatórias (que não são tão aleatórias assim, já que os interesses delas estão bastante vinculadas às coisas que elas PRECISAM aprender em cada faixa etária) do que ficando num ambiente estranho, assustador, homogeneizado, limitado,com um monte de professoras que têm muito menos disposição e amor que os pais.

    Claro que é fundamental fazer como você faz, como eu tento fazer aqui: estar sempre presente e disponível, brincar junto, oferecer atividades, "sentir" o filho, saber quando é hora de se envolver e quando é hora de deixar o bebê inventar sozinho, envolver o filho nas atividades cotidianas, conversar, cantar... Cantamos muito juntos por aqui, pois Enzo ama música, por exemplo. Também me vejo com frequência naquela situação que você conta no primeiro post sobre educação em casa: Enzo me "ajuda" nas tarefas domésticas. Ganhou até um rodo e uma vassoura de criança. Claro que é bem mais complicado limpar com a "ajuda" especializada dos pequenos, mas vale a pena.

    E, sabe?, praticamente tudo o que Enzo aprendeu até agora foi assim:cantando comigo, brincando com a gente, varrendo a casa. Mesmo os conceitos mais abstratos como um e outro, perto e longe, quente e frio ele já sabe bem de tanto que conversamos e que participa das atividades por aqui. Sem hora marcada, toda hora é hora de aprender. É até lógico: eles aprendem naturalmente, quando estão preparados, guiados pela própria curiosidade e amadurecimento.

    O que prova que a escola é desnecessária e, pior, pode ser prejudicial. Vou contar nos posts, mas, pelo que vi, Enzo desaprenderia na escolinha, juro.

    E que delícia que a Kylie está quase chegando! Ótimo saber que todas passam bem.

    bjo enorme na família linda!

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    1. Nat, você é uma querida! Sempre tão empoderada. Nem preciso dizer que concordo com tudo. Pra mim o melhor lugar pra criança pequena é com a mãe. Mas nessa questão de escola é preciso considerar alguns fatores como a mãe e sua disposição, a realidade do lugar em que se vive. Se não há estimulo dentro de casa e a comunidade não oferece atividades e ambientes saudáveis pras crianças, a escola se faz necessária.
      Acredito de verdade que o Enzo não precisa de escola no sentido de desenvolvimento, sei que vocês tentaram não por achar necessário pro desenvolvimento, mas por precisarem dos cuidados. Parabéns pela atitude de voltar atrás ao ver que não estava sendo o melhor para ele. Mas é assim, cada família com sua realidade. Beijão!

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