22 junho, 2013

Desfralde, o Retorno.

O Brasil aí fazendo história e a gente fazendo história aqui em casa também. Um marco importante na história de vida de minha primogênita. Leah finalmente DESFRALDOU!! Eeeeeeeee!!!

Lá no começo do ano eu falei aqui sobre o início do nosso processo de desfralde. Falei que no segundo dia eu havia tentado deixar ela só de calcinha, o que não deu certo. Nem eu nem ela estávamos preparadas ainda e percebi que isso só faria o processo mais desgastante. Então eu deixava ela de pull up em casa e botava fralda pra dormir e sair. A primeira semana foi muito cansativa. Teve dias de levá-la ao banheiro a cada 10 minutos, vezes de ficar sentada no chão 30 - 45 minutos esperando ela fazer xixi. Enquanto ela estivesse feliz sentada no trono eu estava disposta a ficar lá com ela, mas me controlando pra não chutar o penico pau da barraca. Acho que a gravidez mexeu um pouco com meu emocional, eu estava muito frustada por não conseguir fazer as coisas direito em casa, levando sempre ela ao banheiro, esperando no chão, e sem ver muitos resultados. Eu não via progresso e isso me deixava frustada. Mas eu sabia que ainda era muito cedo e que eu não podia esperar por resultados tão depressa assim. #GrávidaDoidja. Na segunda semana houve progresso sim. Ela passou a reconhecer quando estava fazendo xixi. Antes, nem isso. Eu já podia confiar quando botava ela no penico e ela dizia que não tinha xixi. Eu via que ela tentava e que realmente não tinha. Daí não precisava mais ficar sentada lá com ela por horas esperando o xixi. Quando ia e não fazia nada eu levava de novo de 10 em 10 minutos até ela fazer e quando esvaziava a bexiga dava pra esperar uma hora pra ir novamente. Desse jeito ela ficava sequinha, conseguimos muitos xixis no penico, rapidinho ela completou o pôster com as estrelinhas. Cocô ela nunca fez. Houve algumas vezes que percebi que ela estava fazendo e eu a levava correndo pro penico e caia um pouquinho lá, mas ela não terminava de fazer, ela travava. Mas até que tava tudo indo bem, mesmo que às vezes eu precisasse de alguma estratégia pra convencer ela a ir ao banheiro. Fui ficando mais grávida e mais cansada. A rotina bagunçou e fui levando ela ao banheiro cada vez menos até que parei com o processo. Voltamos pras fraldas o dia todo e o penico encostado. Leah, muito de vez em quando, ia lá por conta própria e fazia um xixizinho no penico. Um dia até fui acordada com o penico xixizado na minha frente. Fiquei esperançosa que um dia a menina decidiria fazer todos seus números 1 e 2 ali e daria tchau pras fraldas. Mas ela também foi indo cada vez menos até que deixou de ir sozinha. Passou a se recusar sempre que eu a chamava pra ir ao banheiro, Kylie nasceu e o assunto ficou de lado. Até agora. 

Daqui uns dias Leah faz 3 anos. E, gente! Parece que quanto maior a criança, pior o cocô. Trocar a fralda dela já estava sendo bem desagradável. Leah não demonstrava interesse em desfralde. Na maioria das vezes ela nem se importava com a fralda suja e até fugia pra não trocar. Mesmo assim resolvi tentar novamente. Eu nem sabia como recomeçar.

Semana passada, numa tarde, assim como quem não quer nada, botei ela só de maiô, sem fralda, e deixei ela brincando na piscininha no quintal. Levei o penico lá pra fora e tava disposta a passar a tarde alí, assim não teria problemas com acidentes. Expliquei que ela estava sem fralda e quando quisesse fazer xixi era pra fazer alí no penico. Marquei no relógio uns 30 minutos  e botei ela no penico. Ela fez logo xixi. Fizemos a festa e tal. Marquei mais 45 minutos e botei ela no penico novamente. Ela não fez de imediato, mas ficou lá esperando acho que uns 10 minutos e fez. Entramos em casa, deixei ela só de calcinha e comecei a marcar o tempo de 50 em 50 minutos. Ela fez xixi na calcinha nesse intervalo, reiniciei o contador e continuei assim até a hora dela dormir. Não tivemos outro acidente.

No dia seguinte decidi começar pra valer, deixar o dia inteiro sem fraldas e ver no que dava. Planejei ficar o dia todo em casa com ela só trabalhando nisso. Quando acordou eu a levei direto pro penico, tirei a fralda e botei uma calcinha. Expliquei que ela ia usar a fralda só pra dormir e que era pra fazer xixi e cocô no penico. No meio da manhã ela começou a dizer que havia feito cocô sem ter feito. Ela tava sentindo a vontade, mas quando eu botava ela no penico ela só dizia não, não, não e saía. Falei que se ela fizesse cocô no penico eu a levaria ao parque (a coisa que ela mais gosta de fazer). Até que eu percebi quando ela tava tentando fazer, botei ela pro penico, disse pra fazer alí e saí de perto. Já que ela tinha mais dificuldade pra fazer cocô no penico, achei que um pouco de privacidade poderia ajudar. E ela fez! Ela achou uma graça os pulos e gritos que dei, ficou toda orgulhosa de si. Como eu estava sem o carro, tivemos que esperar até o papai chegar pra irmos ao parque. Tivemos dois acidentes durante o dia todo. Depois do jantar era hora de ir ao parque (viva o verão que tem sol até às 9:00 pm). E agora, o que fazer pra sair de casa? Botar fralda ou não? Eu ainda não havia pensado em como fazer fora de casa. Como era só uma ida ao parque deixei ela de calcinha mesmo, se tivesse um acidente a gente voltava pra casa e pronto. Ela foi ao banheiro antes de sair de casa, brincou por mais de uma hora e não teve nenhum problema, quando chegamos em casa foi direto pro penico. Depois banho, fralda e cama. Foi um bom dia, somente dois acidentes. Fiquei animada!

O segundo dia foi do mesmo jeitinho do primeiro. Fiquei em casa o dia todo com ela, indo sempre ao banheiro em intervalos de 50 e 60 minutos. Como teve cocô no penico novamente, ela ganhou a ida ao parque no final do dia. Também fomos e voltamos sem acidentes. Durante todo o dia tivemos só um acidente!

Terceiro dia era domingo, dia de Igreja. 3 horas fora de casa. Preparei a bolsa com calcinha extra, saco plástico pra guardar roupa suja e um redutor de assento portátil. Leah fez xixi antes de sair de casa e eu expliquei pra ela não fazer xixi na calcinha, que falasse quando quisesse fazer pra eu levá-la ao banheiro. Levei ela uma vez durante a reunião principal e quando a deixei pra sua aulinha da escola dominical expliquei mais uma vez e pedi pra esperar que eu viria pra levá-la ao banheiro. As duas vezes na Igreja ela foi sem reclamar e fez xixi direitinho. Ai que orgulho eu tava da minha guria. Ela teve só um acidente na casa dos avós. Mas todos os acidentes, todinhos, desde o primeiro dia, ela avisou quando fez, um bom sinal.

Quarto dia seguimos no esquema. Eu já não tinha mais medo de sair de casa com ela sem fralda. Fomos ao parque de manhã e também no supermercado sem problemas. Teve um acidente em casa mas as duas últimas idas ao banheiro do dia foi ela que avisou que precisava ir!!

Quinto dia eu não marquei mais o tempo. Deixei por conta dela e Leah que falou todas as vezes que precisou ir ao banheiro. Tivemos ainda um acidente. Mas fiquei feliz demais porque achei que iria demorar muito até que ela começasse a avisar quando precisa ir. Na verdade ela fala: "Mamãe, fazendo xixi!". Eu saía correndo com ela pro banheiro achando já tem feito, mas não. Ela só não sabe dizer que precisa ir. Talvez ela já consegue segurar um pouquinho também, já que do momento que ela fala "tô fazendo" até que chegue no penico, ela não deixou escapar nenhuma gotinha, nenhuma vez.

Ela podia não estar demonstrando, mas agora com quase 3 anos, ela estava preparada sim. Ela compreendeu muito melhor e foi tudo muito mais fácil do que quando tentamos a primeira vez com 2 anos e meio. Eu achava que ia demorar muito pra ela falar antes de fazer. E olha como ela me surpreendeu, no quarto dia sem fralda já começou a avisar. A maior parte do tempo ela usa calcinhas de treinamento, que são grossas e absorvem o xixi, desse jeito não pinga, nem escorre tanto. E ó que maravilha, não precisei nenhuma vez limpar xixi de chão! Estamos há 9 dias sem fraldas e desde o primeiro dia, todos os cocôs foram no penico. Não preciso ficar mandando nem lembrando ela de ir ao banheiro, ela avisa sempre que precisa e já começou a ir sozinha, sem me falar antes. Já tirou algumas sonecas sem fralda e não fez xixi na cama. Acho até que já posso tirar a fralda pra soneca, mas ainda prefiro colocar só no caso. À noite mesmo quando já está com a fralda pra dormir ela fala quando precisa fazer, não faz mais na fralda, só dormindo mesmo. A fralda noturna vai demorar mais porque ela bebe muito líquido antes de dormir, toma sempre um copo de leite e dorme com um copo de água do lado dela. Estou só esperando acabar o resto das fraldas e aí ela vai só usar pull-ups pra dormir.

Agora cabôsse gente. Minha menina ta tão crescida, tá uma moça!

17 junho, 2013

Psicologias infantil

Psicologia reversa:

- Leah, você sabe o nome do papai? Fala: Alex.
- Não.
- Você consegue falar Alex?
- ...
- Vai Leah, fala Alex, pro papai ouvir.
- ...
- Ok Leah. Não fala Alex tá? Não fala.
- Áquex!!!

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- Leah, você quer que a mamãe ou papai leia uma história pra você?
- Mamãe!
- Papai ou mamãe?
- Mamãe!
- Papai ou papai?
- Mamãe!
- Papai não. Você não quer o papai né?
- Qué sim!
- Não, papai não vai ler história pra você.
- Qué papai lê história!!

Psicologia opcional:

- Leah, você quer banana?
- Não.
- Você quer maçã?
- Não.
- Você quer banana ou maçã?
- Banana.

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- Não quero botar pijama!
- Você quer botar o pijama ou ir dormir agora?
- Botar pijama.

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- Vamos, Leah. Calça a sandália.
- Não. Deixa eu assistir um pouquinho.
- Você quer calçar a sandália agora ou ficar em casa?
- Calçar a sandália.

Psicologia Não-tô-com-paciência:

- Você quer XXXXX ou ir de castigo?
- Quero XXXXX.

14 junho, 2013

3 meses de Kylie


Pra ser sincera, eu não gosto muito de vir escrever esses posts. Quer dizer que mais um mês se passou. Um trimestre já se foi e eu já tenho saudades. Saudades da minha recém-nascida, de contar a idade em semanas. Já tenho saudades da bebê que ela ainda é, porque eu sei que vou piscar os olhos e meu bebê vai ter sumido, ela vai ta aí aprontando junto com Leah e me enlouquecendo.  Esse tempo apressado não é justo.

Já falei pra vocês que Kylie é muito gostosa? Hahaha Ela é um amor gente! A guria temem bom humor. Leah sorria bastante, mas não lembro de sorrir tanto assim como Kylie. Principalmente depois de mamar a bichinha é só felicidade. Basta olhar pra ela que ela abre um sorrisão. Ela sorri sozinha, sorri com o vento. E as risadas? Ela tem uma risadinha grossa, parece risada malvada, uma graça. Agora quando chora... Sai de baixo!! 
A bebê feliz descobriu suas mãos e como colocá-las na boca. Às vezes ela chupa uns dedinhos, na maior parte do tempo ela quer chupar a mão inteira. 
Ela dorme de bruços e se arrasta feito uma minhoca. No berço ela vira de ponta-cabeça.  
É conversadeira, solta uma monte de aaaaaa uuuuuu eeeee.
É uma filha da mãe mesmo. Ela nasceu peludinha feito a mãe e já precisa de depilação, coitada. Ela também tem um sinal branco nas costas, iNgual eu. Eu não consigo muito ver meu rosto nela, mas todo mundo diz que ela é minha cara e eu to adorando ter uma mini-me. =)

06 junho, 2013

Ser mãe de duas é...

É ficar feliz quando o marido, prestes a sair pro trabalho, diz que não está se sentindo muito bem e que provavelmente irá voltar logo pra casa. E torcer pra que ele volte mesmo. Coitado, pai de duas não descansa nem doente.

É almoçar, amamentar e dar o almoço da mais velha em baixo da mesa e com a mão esquerda. Tudojuntoaomesmotempo.

É cortar a unha da bebê com a mais velha pulando no sofá ao seu lado. Com tesoura pontuda que eu gosto é de desafio bom. 

É deixar a bebe com a fralda suja pra dar uma paradinha no parque pra fazer a mais velha feliz. (Sem chances de trocar a fralda no parque aos 3˚C e um vento da mulesta. A paradinha foi justamente pra aproveitar que a neve do inverno sem fim havia acabado de derreter).

É pintar as unhas dos pés da mais velha com a caçula pendurada no peito.

É ir lavando a  cabeça e as costas da bebê enquanto ela mama embaixo do chuveiro. Perder tempo pra que né?

É viver na tensão de que uma não grite e acorde a outra e que a outra não chore e acorde uma.

É morrer de amores ao ver as filhas juntas, brincando, se amando. Ao ver a mais velha fazendo a bebê sorrir. 

É querer fugir pras montanhas quando as duas choram ao mesmo tempo.

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Verdade é que eu não sei muito ao certo como responder quando me perguntam como é ser mãe de duas. São as mesmas dores e delícias, é tão difícil ou fácil quanto um filho só. É comum a mulher se perguntar se daria conta de mais um, eu nunca tive essa preocupação, sempre soube que daria. Todo mundo dá conta, sejá lá quantos filhos tenha. Antes de Kylie nascer não gastei tempo pensando em "como vou fazer ... com as duas". Eu sabia que somente na hora, vivendo cada situação é que eu saberia o que fazer. E é assim, aqui a gente vive um dia de cada vez. É trabalhoso, é estressante sim, mas um filho só também é. Não acho que eu tenha trabalho dobrado, faço o mesmo trabalho de antes, agora com situações diferentes. Agora o amor gente, ah esse sim é dobrado!